domingo, 19 de março de 2017

Capítulo trinta e sete

Hoje era o dia da consulta, estava saindo do banho e parei em frente ao espelho. Sempre me olhava para dar uma conferidinha na minha barriga que estava crescendo cada vez mais e ficando uma graça. Coloquei uma legging preta e uma camisa jeans, calcei uma sapatilha e comecei a pentear o cabelo.

- Você vai sozinha? Não queria que fosse!
- O Luan vai comigo.
- Ah que bom. Bom que você não ficará ouvindo: hoje o pai veio? - rimos - Eu queria que vocês voltassem. Mesmo ele tendo feito burrada em te acusar de algo completamente desnecessário e que você não fez, eu gosto de vocês dois juntos, e vejo que ele gosta de você também. Se existe recíprocidade porque ficar separado?
- Esse assunto agora não, por favor.
- Ok, ok. Termina de se arrumar que ele deve já está chegando.
- Sim.

Terminei de me arrumar e fiquei na espera do Luan, mas ele já estava atrasado. Resolvi ligar em seu celular e deu desligado. Susperei fundo e esperei mais um pouco. Peguei a chave do meu carro e fui saindo.

- O Luan não vem?
- Parece que não. - forcei um sorriso olhando diretamente para a porta.
- Estou indo.
- Não queria que você fosse só.
- Sarah, gravidez não é doença e consigo dirigir perfeitamente.
- Não está mais aqui quem falou.
- Vou indo, daqui a pouco estou de volta.
- Ele não disse porque não vem?
- O celular dele está desligado.. mas eu sou acostumada com bolos. Tchau.
- Se você me esperar eu vou com você.
- Não dá tempo, está tudo bem! Estou indo
- Tudo bem.

Desci até o estacionamento, entrei em meu carro e fui. Chegando lá, fiquei esperando me chamarem. Enquanto isso reparei uma mulher grávida, parecia estar com 8 meses, a barriga enorme e o pai sorridente ao lado passando a mão na barriga da esposa e os dois brincavam e conversavam

- Andressa. - sorri e levantei
- Oi.
- Oi, está animada?
- Muito.
- Isso é bom.

Fiz o procedimento de sempre e deitei na maca para começarmos a ultrassom obstétrico.

- Já da pra saber o sexo, hoje você pretende?
- Sim.
- Então olhe. - olhei - Consegue ver?
- É um menino?
- Sim, é um menino. As batidas está tudo certo, ele só vem crescendo.
- Que gracinha, lembro de quando ele era uma ervilinha. - o médico sorriu.

Já vestida e pronta para ir embora.

- Quer levar as fotos tiradas e o cd para ouvir os batimentos?
- Claro que quero.

Esperei alguns minutos e o médico trouxe até mim. Me acompanhando até fora da sala.

- Você namora? - ele falou baixo, estranhei completamente.
- Não.
- Adoraria te levar para jantar..
- Eu não acho que seja uma boa ideia. Eu..
- Tudo bem, mas se um dia você topar. Só como amigos. Não passa disso.
- Ok. - ele sorriu e se virou me deixando sozinha, caminhei ate meu carro e entrei

Cheguei em casa.

- Amiga. - ela apareceu da cozinha.
- Oi?
- Olha aqui. - entreguei as fotinha pra ela - É um menininho.
- É menino? - ouvi a voz do Luan, saindo da cozinha também.
- É. Olha aqui. - sorri. Ele pegou da minha mão.
- Já está grandinho.
- Sim. O coraçãozinho dele bate tão fofo. É uma sensação única amiga.
- Eu imagino.
- Tem um cd, depois eu te mostro. Vou deitar um pouco.
- Eu quero falar com você. - Luan falou.
- Você pode ir embora? Depois a gente se fala.
- Andressa..
- Estou exausta, Luan. Por favor vá embora.
- Eu estava no dudu, e esqueci completamente a hora.
- Está tudo bem. Pode levar a fotinha com você! Eu tenho um monte aqui. - me virei indo para o quarto e Luan veio atrás.
- Por favor, me desculpa.
- Não estou com raiva! Eu só quero descansar. Por favor, vai embora, conversamos depois.
- Me desculpa. Não fiz por maldade, eu realmente esqueci.
- Tudo bem, Luan. Você pode ir embora?
- Eu queria ficar aqui com você.
- Mas eu quero que você vá embora. Só isso. - suspirou fundo
- Ok.. Certo.
- A Sarah abre lá pra você. - me virei, deixei minhas coisas na cama e peguei um vestidinho caminhando para o banheiro.
- Andressa..
- Tchau Luan.

Bati a porta e entrei. Fiquei um bom tempo lá e saí.

- Está chorando? - olhei pro Igor na porta do meu quarto.
- A Sarah te contou? É menino.
- Sério. Aí já vou poder ir embora, vai ter um homem na casa. - sorri e deitei na cama. - O que você tem?
- Nada.
- Porque estava chorando?
- De felicidade.
- Ah, qual é Andressa.
- O que foi, não é nada.
- Você não chora assim
- Tô grávida e emotiva, lembra?
- Então tá, se você diz, ok. - sorri.

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