Ficamos em silêncio por um bom tempo. Breno chorou no seu quarto e levantei para ir até ele. Expressar meus sentimentos á ela e não ter nenhuma resposta era como levar um soco no estomago.
- O que foi? - ele me olhou com o rosto molhado das lágrimas e começou a resmungar. Peguei ele no colo e descemos. Fiz sua mamadeira e fomos pra sala. Mas ele não quis a mamadeira, coloquei-o no cercadinho e deixei.
- Seus pais vem aqui hoje?
- Não sei, acho que sim.
- Estavamos falando sobre sua agenda.
- Vou esperar um pouco e voltar a ativa, até você pelo menos tirar o gesso do braço.
- Entendi. - peguei o controle e mudei os canais.
*9 dias se passaram* Estava tudo estranho. Andressa havia se fechado completamente pra ela, conversava comigo só o preciso, eu não estava entendendo nada, mas tentando compreender.
- Você está se sentindo mal? Não quis sair da cama hoje.
- Estou bem.
- Você quer comer?
- Depois.
- Quando quiser descer.
- Ok.
No inicio da noite ela pediu sua mãe para que ajudasse no banho, assim como fez nas ultimas 9 noites. Legal. Fiquei sentado no sofá até realmente cansar. As vezes a gente vai pro inferno e nem sabemos, acho que estou nele. Pensei que finalmente ia ter paz depois de tudo. Joana apareceu e sentou no final do sofá.
- Está acontecendo alguma coisa?
- Não, não que eu saiba?
- Eu falei ou fiz alguma coisa pra ela? Ela está me evitando, mal me responde.
- Ela disse que não está se sentindo bem.. e segura.
- Ah, oh.
- Pensou em viajar comigo.
- Pensou?
- Sim - ela falou baixo, triste em falar isso
- Que bom - forcei um sorriso - Que ótimo. - levantei - Bom.
Subi para o nosso quarto e fui diretamente pro banho. Demorei bastante, nem sei se teria sono essa noite... Deitei na cama e suspirei fundo.
- Você acharia ruim se eu passasse um tempo com meus pais.
- Eu preciso te responder isso?
- Eu, ham.. está tudo estranho pra mim?
- Ah, tá? Vai então. Pode ir! - levantei da cama
- Luan.
- O que porra? Se você quiser ir pode ir não estou te segurando e nunca farei isso se é sua vontade VAI com a sua mãe, se você quiser morar lá more também. Você ficou estranha comigo DO NADA PRA ME FALAR QUE QUER PASSAR UM DIAS COM SEUS PAIS? Será que você não pensa se quer de tudo que a gente pode ter vivido, das noites que eu passei no hospital, das noites que eu não dormir porque eu queria estar ali com você, mesmo sabendo que talvez você nem estaria mais ali comigo. Está tudo bem se você for! Se é a sua vontade realiza ela. Você quer ajuda com as roupas ou sua mãe faz isso por você? Você quer que eu chame ela? Que eu compre as passagens, que dia vocês vão? Amanhã de manhã? Da tempo.
- Luan...
- EU TO CANSADO PORRA, EM TUDO QUE VOCÊ PENSA, EU FIZ DE TUDO POR VOCÊ, POR NOS PRA VOCÊ ESPERAR UM CERTO MOMENTO E ME PERGUNTAR SE EU ME IMPORTO SE VOCÊ FOSSE PARA A CASA DOS SEUS PAIS. CLARO QUE EU NÃO ME IMPORTO - ri - Claro que não. Porque eu me importaria não é mesmo, se você não se importa comigo porque eu estou me importando com você, realmente a melhor coisa que você vai fazer é ir morar com seus pais. - sai do quarto indo para um de hospedes e dormir lá mesmo, estava esgotado.
Acordei no meio da madrugada por causa do Breno e o levei para o quarto comigo. Ele havia chorado enquanto eu estava falando com a Andressa e a Joana o fez dormir, acredito.
- Dorme filho. - ele ficou me olhando com seus enormes olhinhos.
- Papa papa.
- Dorme. - ele ficou resmungando e fechei os olhos, mas ele não me deixou dormir, levantei e descemos, tive que tirar forças de não sei aonde para brincar com ele, depois fomos pra rede e ele acabou dormindo no meu peito. Fechei a casa em silêncio e subimos, deitamos na cama e por fim dormi. Acordei no outro dia cedo e fui para a casa dos meus pais. Passei a manhã lá, eles conversaram bastante comigo, até a Bruna. Não queria voltar pra casa, estava mentalmente muito nervoso, eu não queria se quer acreditar que ela tinha me feito aquela pergunta. Aproveitei e passei a tarde no dudu, pretendia voltar aos palcos logo. Voltei pra casa já anoitecendo. Estava falando com a Arleyde sobre os shows.
- Pode..
- Você já quer voltar?
- Quero. Hoje fui no dudu e a gente conversou bastante Breno pode ir com a gente ou ficar com meus pais.
- Ela vai mesmo?
- Deve que vai. - caminhei até meu quarto.
- Conversa com ela.
- Conversar o que, lelê? Eu estava fazendo tudo o que eu podia, você mesmo presenciou viu tudo pra ela chegar e me falar isso, tudo bem. Não vou forçar ninguém a ficar.
- Ok, certo. Vou ver tudo e te ligo pra gente conversar novamente.
- Beleza, obrigado lelê.
- Por nada, se cuida.
Encerrei a ligação, deixei o celular de lado, passei as mãos pelo cabelo, massageando minha tempora. Tomei um banho quente e deitei. Odiava ficar dentro de quarto mas aproveitei para dormir um pouco. Acordei sentindo um pezinho em minhas costas e suas mãozinhas brincando com meu cabelo.
- Ei rapazinho - abri os olhos e vi a Andressa sentada na cama ao meu lado me olhando.
- Oie.
- Oi. Quantas horas?
- 23h
- Nossa.
- É. Cansei de te esperar acordar.
- Pra?
- Pra gente conversar, eu acho.
- Pode falar.
- Não me responde com ignorância.
- Você agora está se importando? Viu como que foi os últimos dias? Só que você me tratando como se eu realmente merecesse.
- Eu sei, me desculpa.
- O que você quer conversar?
- Eu não vou.
- Não precisa ficar contra sua vontade também. Logo meus shows vai voltar eu mal vou ficar aqui também. É só isso.
- Luan.
- O que?
- Fala direito comigo.
- Mas eu estou falando, a real é essa, você não precisa de mim aqui, eu estava ficando em casa por causa de você, já que você não se sente bem e segura comigo porque diabos você vai ficar aqui ou comigo?
- Eu não quis falar aquilo.
- Mas você falou, você falou, e depois você fez questão de me perguntar se eu me importaria que você fosse para o outro lado do pais. Você esperava que eu reagisse normal? Obvio né, até porque você não se importa para o que eu sinto, você não se lembra de porra nenhuma, e eu que me viro lambendo minhas feridas. Eu não vou te segurar aqui não, se você quiser ir, va! Você vai estar com seus pais, e segu - ela trouxe os lábios até o meu, me calando, me deixando surpreso e sem reação.
- Para de falar, que saco. Eu vou ficar, aqui e com você, ou onde você estiver. Cale a boca. Você fala demais as vezes.
- Ah é?
- Sim. Meu Jesus amado.
- Não vou parar de falar, ah não ser que você me faça parar novamente. - ela me beijou dessa vez, de verdade. Retribui com muita saudade, como eu senti falta dessa boca macia e quente. Paramos com o Breno puxando o cabelo dela e iniciando um choro.
- Bre, não puxa assim. - falei.
- Breno, larga o cabelo da mamãe. - o sentei na cama e ele nos olhou e começou a rir e bater palminhas. Rimos dele, a cena foi incrivelmente engraçada. - Você quer jantar?
- Eu vou descer.
- Uhum.
Andressa narrando
Ele foi para o banho. Decidi que ele não tinha culpa alguma de tudo o que aconteceu, eu daria uma nova chance para a gente. Queria "começar" uma história com ele, já que não consigo lembrar de nada. Eu vou conseguir e ser feliz, algo em mim me diz isso. Brinquei com o Breno até ele finalmente sair do banho, ele vestiu roupa e descemos. Ele me ajudou até o sofá, deixou o Breno comigo e foi pra cozinha pegar a comida. Fiquei mexendo nos canais até ele se sentar ao meu lado, Breno estava mordendo um brinquedinho.
- Sua mãe já está dormindo?
- Sim, ela vai cedo amanhã.
- Ah.
- É.
- Que horas?
- O vôo dela ta para 6h45. Ela já conversou com um Uber.
- Qualquer coisa eu pegava o carro do meu pai.
- Ela já conseguiu o Uber, está tudo bem.
- Ok.
- Estou doida para tirar essa coisa do braço e da perna logo. Não vejo a hora.
- Tem que melhorar. Até que eu melhorei o meu rápido, eu estava com o braço enfaixado.
- Tá muito quente e pinicando. Você machucou o que?
- O braço e tive alguns arranhões.
- O carro deu perca total?
- Sim. Admiro que nós dois estamos vivos. Nosso anjo da guarda é forte.
- Sim. - sorri. - Ele está com quantos meses?
- Indo para o oitavo.
- Ahhh.
Ficamos em silêncio enquanto ele terminava de comer.
- Você vai voltar essa semana já?
- Pra onde?
- Fazer os shows.
- Não sei, se você fosse ia sim. Na outra já ia voltar aos poucos. Mas acho que vou esperar até você tirar esses gessos do braço e da perna.
- Eu posso me virar se..
- Se nada.
- Tá. O médico falou se eu posso voltar a gerar leite?
- Pra mim não falou nada.
- Ai que saco. - ele riu. - Não ri, ele deve ser amamentado até quase os 2 anos por ai. Ele está indo para o oitavo mês, passou quase um mês sem ser amamentado por leite materno.
- Podemos ir no médico ver o que ele pode fazer se você quiser.
- Cade seu celular?
- Lá em cima.
- Ahh.
- O que quer?
- Nada. - sorri, ele arqueou as sobrancelhas
Deixei que ele terminasse de comer e subimos, colocamos o Breno no seu bercinho, junto ao babá eletronico e fomos para o quarto. Peguei minha roupa de dormir e troquei devagar.
- Quer ajuda?
- Já estou terminando.
Deitamos e ele ligou o ar imediatamente
- Porque você está ligando o ar se nem calor está fazendo? - ele começou a rir - Do que você ta rindo?
- Tinhamos essa briga frequentemente.
- Sério?
- Sim. Todo dia. Eu ligava você desligava ou brigava. Mas as vezes você simplesmente fingia que não tinha percebido ou "brigava" so para acabar como sempre acabavamos. - o encarei, não iria perguntar, era óbvio a sua resposta.
- Hum. Isso é.. - pensei em uma palavra - engraçado
- Sim é. Mas pensa pelo lado bom, a gente se enfia em baixo do edredom, você pode me encostar se quiser, e não ficamos nem com frio nem com calor.
- Parece bom. Vamos.
Me encostei bem pertinho dele. As vezes sentia que estava fazendo algo errado. Mas depois me "lembrava" que eramos assim antes do pior acontecer e que não devia me sentir culpada. Estava passando um filme chato na tv, mas estavamos assistindo.. ou não.
- Eu queria tanto fazer uma coisa.
- Faça.
- O que eu quiser? - o encarei pensativa
- Uhh, bom.. Sim! - sorri.
- Eu vou fazer então.
- Então faz. - permaneci sorrindo.
Ele se inclinou até minha boca, me olhou nos olhos, colocou uma mexa do meu cabelo atras da orelha, passou os dedos em meus lábios e levou os seus até os meus. Selou demoradamente, lambeu meus lábios e mordiscou lentamente. Abri-os para respirar e ele aproveitou a deixa para deslizar sua língua quente e macia na minha. Fechei os olhos e ele me beijou suave e com paixão. Ele subiu com cuidado em cima de mim e nos beijamos até perder o fôlego, sua boca desceu, destribuindo beijos em meu queixo, pescoço e ombros. Saía baixos grunhidos de sua boca, me deixando um pouco acesa.
- Luan.
- Você quer que eu pare? - falou entre os beijos.
- Óh não. Não pare. - suas mãos apertaram meus seios. Então ele parou, levando o rosto novamente, mordiscando minha orelha.
- Eu quero esperar você melhorar 100% mas você me deixa louco, e eu estou morrendo de vontade de você.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
Capítulo setenta e nove
Andressa havia recebido alta quatro dias após e já estavamos em casa, ela ficou um pouco travada quando chegamos, a levei para todos os lugares mostrando-a nossa casa, ela estava com uma perna quebrada e um braço. Era tranquilizador estar em casa novamente, e com ela. Deixei ela com todos e fui tomar um banho. Quando desci novamente a encontrei sorrindo, eu me senti vivo novamente. Ficar sem vê-la daquele jeito tinha sido uma das piores partes do meus dias. Sentei ao lado dela.
- Eu queria tomar banho, também. Minha mãe.. pode.. hã.. ou você.
- É com quem você se sentir mais a vontade, eu não ficarei mal por isso. - ela me encarou por longos segundos, olhou para frente e colocou a mão na minha coxa.
- Você me leva?
- Sim.
- Estou fazendo a janta. Se vocês preferir eu levo no quarto, imagino o quão cansados estão.
- Ela vai resolver o que quer.
- Tudo bem. - sorriu.
A peguei no colo e subimos.
- Hum, você é forte, já me levou para todos os lugares da casa, está subindo e descendo escada comigo.
- Aproveita, não faço isso com todo mundo. - ri fazendo- a sorrir comigo. A sentei na poltrona e deixei. Fui até a banheira e deixei enchendo, acredito que seja melhor por causa dos engessados. - O que você quer vestir?
- Qualquer coisa larguinha. - olhei na sua parte do closet, pensei, não escolhi nada, caminhei até ela pegando-a no colo e deixei com que ela escolhesse. - Você gosta disso?
- Qualquer coisa em você fica lindo. - ela sorriu e escolheu um vestido preto, abri suas gavetas de roupas intimas, e ela escolheu apenas uma calcinha preta. - Isso é tudo?
- Sim.
Deixamos na cama e fomos pro banheiro.
- Você vai se cansar de mim. Eu não consigo fazer nada sozinha com esse braço assim, meu Deus.
- Andressa, é mais fácil você se cansar de mim do que eu me cansar de você.
- Me ajuda com o cabelo. - fiz um rabo de cavalo e em seguida um coque.
Desliguei a banheira, ela ficou um pouco estranha quando tirei sua roupa, mas fingi que não percebi nada e a coloquei dentro. Lavei todo o seu corpo, meu Deus, ela é completamente linda.
- O que foi? - ela perguntou
- Nada.
- Parece estar longe. O que está pensando?
- Nada.
- Me conta.
- Não sei se devo?! - ri arqueando as sobrancelhas.
- Deve, me conte.
- A gente já fez tanta coisa nessa banheira. Eu estou pensando isso.
- Você está pensando na gente transando?
- Uh, sim - gargalhei. - Você é linda, tem um corpo lindo, eu sou um homem louco por você, e bem.. vamos parar? - ri, não a olhei, mas senti seus olhos fazerem furos em meu rosto.
- Eu devo ter emagrecido, ainda estou bonita pra você?
- Eu preciso responder? Você seria bonita de qualquer forma, você continua linda, mesmo com uns quilinhos a menos. Eu te acharia linda mesmo com quilinhos a mais. Pra mim isso é o que menos importa. - ela não disse nada
Ajudei ela com a roupa e a deixei na cama enquanto desci para buscar janta para ela.
- Já está pronto, você veio buscar?
- Sim, vocês já comeram.
- Estavamos esperando vocês.
- Eu vou levar comida pra ela, tomar um banho e desmaiar, vocês se importam? Depois de semanas finalmente vou ter uma noite boa de sono, nem acredito. - eles riram.
- Você merece, qualquer coisa nos chame. Já fiz a mamadeira dele e ja dei.
- Vou dar um banho nele pra gente dormir. Bora garotão? - ele riu pra mim, peguei ele no colo e o prato no outro braço. - Vocês ficam a vontade né? Sabem que a casa é de vocês, qualquer coisa podem me chamar.
- Sim, estamos bem.
- Então ok, boa noite.
- Boa noite.
Dei o prato á ela.
- Você consegue?
- Hum, sim.
- Vou tomar banho e dar banho nele. - ela assentiu. - Está bem aí?
- Você pode me dar mais um travesseiro. - coloquei o meu em suas costas
- Assim?
- Sim, obrigada. - Tirei sua roupinha.
- Vai ficar bem?
- Vou.
- Já já estamos de volta.
- Sim.
Tomei banho junto com o Breno, já tinha virado craque nisso de tanto fazer isso nos últimos dias. Ele amava água, tanto que já fez infinitas birras para não sair dela. Enrolei a toalha na cintura e saímos. Ela estava quietinha assistindo tevê. Estendi uma toalha do Breno na cama e o sequei com outra, ele não parava de rir pra mim e morder um dos pézinhos quando eu dava um tempinho, fui buscar sua fralda e coloquei nele. O deixei ao lado da Andressa enquanto fui vestir roupa. Quando voltei ele já estava no colo dela apoiado no seu braço bom, quase dormindo.
- Imagino a falta que ele sentiu desses momentos. - ela o olhou, deitei na cama e suspirei fundo. Só deitando de verdade na cama vemos o quanto estamos cansado, e eu já estava esgotado. Tirei seus travesseiros e a ajudei deitar. Breno deitou quietinho no peito dela e ficou, a mãozinha agarrada na camiseta da Andressa.
- Pode apagar a luz.
Desliguei a luz e ficou apenas o clarão da tv. Acabei dormindo o mais rápido que imaginei. Acordei no meio da noite ouvindo um baixo gemido, era dela.
- Ei, o que foi?
- Minha cabeça doi muito.
- Porque não me chamou. Vou pegar seu remédio.
(...) Ela dormiu depois de relaxar, deixei o breno no cantinho e a puxei para o meu peito. Acaricei seus cabelos até também pegar no sono. Acordei e a cama estava vazia. Tentei imaginar como ela desceu. Fui pro banheiro fazer as higienes matinais aproveitei e tomei um banho. Desci e a encontrei sentada no sofá com o Breno em seu colo dormindo. Sua mãe estava na cozinha lavando a louça, seu pai eu não fazia ideia.
- Oi.
- Ahh, que susto - ela riu - Oie.
- Comeu?
- Sim. Vai comer também. Minha mãe fez bolo, café, tem roscas, pão de queijo, suco.
- Humm, vou mesmo. - passei os dedos no rosto do Breno e fui. - Bom dia, sogra.
- Bom dia, querido.
- Cadê o carlos?
- Foi cedinho embora. O trabalho o chamou urgentemente. E como a Andressa está melhor falei que ele podia ir, bom que fica com os meninos também. Logo que eu ver que está tudo bem mesmo vou também.
- Sabe que pode ficar o quanto quiser, né? - enchi minha xícara de café.
- Sei, mas preciso ir também. Vou cuidar dela e depois vou.
Conversamos até eu terminar meu café e depois fomos pra sala. A tarde muitas pessoas veio visita-la. Ela estava bastante animada, mas não conseguia se lembrar de ninguém. A noite conversei com ela sobre coisas que gostavamos, mostrei alguns vídeos, o médico disse que isso poderia ajudar, mas que não era certeza, que talvez ela nunca se lembraria, mas eu não iria desistir, mas mesmo que ela não se lembrasse fazeriamos lembranças novas e especiais. 3 dias após sua mãe saiu logo após o almoço ficamos na sala assistindo tevê.
- Você não tinha uma agenda pra cumprir antes de tudo acontecer?
- Sim.
- Você não vai...
- Você está me despachando?
- Ham? - arregalou os olhos - Claro que não, não foi isso o que eu quis dizer.. Eu..
- Eu entendi, estava so brincando. - ela me deu um cutucão forte me fazendo rir
- Você é muito bobo.
- Eu senti muito sua falta, parece que agora estou vivendo em uma coisa que inventei na minha cabeça, eu passei os piores dias da minha vida, os ultimos já colocando na minha cabeça que você estava morta, tentando me conformar, minha última esperança foi o Breno. Mas eu já estava tão no meu limite, que meu Deus. Eu olho pra você agora e quero estar cada segundo com você, te abraçar, te beijar, fazer tudo com você, cuidar de você como se não houvesse o amanhã, afinal a gente nunca sabe se o amanhã realmente vem. Essa noite eu perdi o sono porque eu comecei a pensar demais, no que eu faria sem você, de como eu cuidaria do Breno sem você e eu não tive uma resposta. Parece que eu me perco sem você, eu não estava acreditando que Deus faria aquilo comigo, na minha cabeça iriamos viver juntos até morrermos velhinhos, com filhos, netos, casa cheia. Desde que foi você, é você e será até que eu parta dessa para melhor.
- Eu queria tomar banho, também. Minha mãe.. pode.. hã.. ou você.
- É com quem você se sentir mais a vontade, eu não ficarei mal por isso. - ela me encarou por longos segundos, olhou para frente e colocou a mão na minha coxa.
- Você me leva?
- Sim.
- Estou fazendo a janta. Se vocês preferir eu levo no quarto, imagino o quão cansados estão.
- Ela vai resolver o que quer.
- Tudo bem. - sorriu.
A peguei no colo e subimos.
- Hum, você é forte, já me levou para todos os lugares da casa, está subindo e descendo escada comigo.
- Aproveita, não faço isso com todo mundo. - ri fazendo- a sorrir comigo. A sentei na poltrona e deixei. Fui até a banheira e deixei enchendo, acredito que seja melhor por causa dos engessados. - O que você quer vestir?
- Qualquer coisa larguinha. - olhei na sua parte do closet, pensei, não escolhi nada, caminhei até ela pegando-a no colo e deixei com que ela escolhesse. - Você gosta disso?
- Qualquer coisa em você fica lindo. - ela sorriu e escolheu um vestido preto, abri suas gavetas de roupas intimas, e ela escolheu apenas uma calcinha preta. - Isso é tudo?
- Sim.
Deixamos na cama e fomos pro banheiro.
- Você vai se cansar de mim. Eu não consigo fazer nada sozinha com esse braço assim, meu Deus.
- Andressa, é mais fácil você se cansar de mim do que eu me cansar de você.
- Me ajuda com o cabelo. - fiz um rabo de cavalo e em seguida um coque.
Desliguei a banheira, ela ficou um pouco estranha quando tirei sua roupa, mas fingi que não percebi nada e a coloquei dentro. Lavei todo o seu corpo, meu Deus, ela é completamente linda.
- O que foi? - ela perguntou
- Nada.
- Parece estar longe. O que está pensando?
- Nada.
- Me conta.
- Não sei se devo?! - ri arqueando as sobrancelhas.
- Deve, me conte.
- A gente já fez tanta coisa nessa banheira. Eu estou pensando isso.
- Você está pensando na gente transando?
- Uh, sim - gargalhei. - Você é linda, tem um corpo lindo, eu sou um homem louco por você, e bem.. vamos parar? - ri, não a olhei, mas senti seus olhos fazerem furos em meu rosto.
- Eu devo ter emagrecido, ainda estou bonita pra você?
- Eu preciso responder? Você seria bonita de qualquer forma, você continua linda, mesmo com uns quilinhos a menos. Eu te acharia linda mesmo com quilinhos a mais. Pra mim isso é o que menos importa. - ela não disse nada
Ajudei ela com a roupa e a deixei na cama enquanto desci para buscar janta para ela.
- Já está pronto, você veio buscar?
- Sim, vocês já comeram.
- Estavamos esperando vocês.
- Eu vou levar comida pra ela, tomar um banho e desmaiar, vocês se importam? Depois de semanas finalmente vou ter uma noite boa de sono, nem acredito. - eles riram.
- Você merece, qualquer coisa nos chame. Já fiz a mamadeira dele e ja dei.
- Vou dar um banho nele pra gente dormir. Bora garotão? - ele riu pra mim, peguei ele no colo e o prato no outro braço. - Vocês ficam a vontade né? Sabem que a casa é de vocês, qualquer coisa podem me chamar.
- Sim, estamos bem.
- Então ok, boa noite.
- Boa noite.
Dei o prato á ela.
- Você consegue?
- Hum, sim.
- Vou tomar banho e dar banho nele. - ela assentiu. - Está bem aí?
- Você pode me dar mais um travesseiro. - coloquei o meu em suas costas
- Assim?
- Sim, obrigada. - Tirei sua roupinha.
- Vai ficar bem?
- Vou.
- Já já estamos de volta.
- Sim.
Tomei banho junto com o Breno, já tinha virado craque nisso de tanto fazer isso nos últimos dias. Ele amava água, tanto que já fez infinitas birras para não sair dela. Enrolei a toalha na cintura e saímos. Ela estava quietinha assistindo tevê. Estendi uma toalha do Breno na cama e o sequei com outra, ele não parava de rir pra mim e morder um dos pézinhos quando eu dava um tempinho, fui buscar sua fralda e coloquei nele. O deixei ao lado da Andressa enquanto fui vestir roupa. Quando voltei ele já estava no colo dela apoiado no seu braço bom, quase dormindo.
- Imagino a falta que ele sentiu desses momentos. - ela o olhou, deitei na cama e suspirei fundo. Só deitando de verdade na cama vemos o quanto estamos cansado, e eu já estava esgotado. Tirei seus travesseiros e a ajudei deitar. Breno deitou quietinho no peito dela e ficou, a mãozinha agarrada na camiseta da Andressa.
- Pode apagar a luz.
Desliguei a luz e ficou apenas o clarão da tv. Acabei dormindo o mais rápido que imaginei. Acordei no meio da noite ouvindo um baixo gemido, era dela.
- Ei, o que foi?
- Minha cabeça doi muito.
- Porque não me chamou. Vou pegar seu remédio.
(...) Ela dormiu depois de relaxar, deixei o breno no cantinho e a puxei para o meu peito. Acaricei seus cabelos até também pegar no sono. Acordei e a cama estava vazia. Tentei imaginar como ela desceu. Fui pro banheiro fazer as higienes matinais aproveitei e tomei um banho. Desci e a encontrei sentada no sofá com o Breno em seu colo dormindo. Sua mãe estava na cozinha lavando a louça, seu pai eu não fazia ideia.
- Oi.
- Ahh, que susto - ela riu - Oie.
- Comeu?
- Sim. Vai comer também. Minha mãe fez bolo, café, tem roscas, pão de queijo, suco.
- Humm, vou mesmo. - passei os dedos no rosto do Breno e fui. - Bom dia, sogra.
- Bom dia, querido.
- Cadê o carlos?
- Foi cedinho embora. O trabalho o chamou urgentemente. E como a Andressa está melhor falei que ele podia ir, bom que fica com os meninos também. Logo que eu ver que está tudo bem mesmo vou também.
- Sabe que pode ficar o quanto quiser, né? - enchi minha xícara de café.
- Sei, mas preciso ir também. Vou cuidar dela e depois vou.
Conversamos até eu terminar meu café e depois fomos pra sala. A tarde muitas pessoas veio visita-la. Ela estava bastante animada, mas não conseguia se lembrar de ninguém. A noite conversei com ela sobre coisas que gostavamos, mostrei alguns vídeos, o médico disse que isso poderia ajudar, mas que não era certeza, que talvez ela nunca se lembraria, mas eu não iria desistir, mas mesmo que ela não se lembrasse fazeriamos lembranças novas e especiais. 3 dias após sua mãe saiu logo após o almoço ficamos na sala assistindo tevê.
- Você não tinha uma agenda pra cumprir antes de tudo acontecer?
- Sim.
- Você não vai...
- Você está me despachando?
- Ham? - arregalou os olhos - Claro que não, não foi isso o que eu quis dizer.. Eu..
- Eu entendi, estava so brincando. - ela me deu um cutucão forte me fazendo rir
- Você é muito bobo.
- Eu senti muito sua falta, parece que agora estou vivendo em uma coisa que inventei na minha cabeça, eu passei os piores dias da minha vida, os ultimos já colocando na minha cabeça que você estava morta, tentando me conformar, minha última esperança foi o Breno. Mas eu já estava tão no meu limite, que meu Deus. Eu olho pra você agora e quero estar cada segundo com você, te abraçar, te beijar, fazer tudo com você, cuidar de você como se não houvesse o amanhã, afinal a gente nunca sabe se o amanhã realmente vem. Essa noite eu perdi o sono porque eu comecei a pensar demais, no que eu faria sem você, de como eu cuidaria do Breno sem você e eu não tive uma resposta. Parece que eu me perco sem você, eu não estava acreditando que Deus faria aquilo comigo, na minha cabeça iriamos viver juntos até morrermos velhinhos, com filhos, netos, casa cheia. Desde que foi você, é você e será até que eu parta dessa para melhor.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Capítulo setenta e oito
Já era a noite quando o médico veio nos avisar que ela havia acordado, eu vibrei tanto, eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, eu já tinha quase perdido toda as minhas esperanças e saber que ela estava de volta, de volta pra mim, que ela tinha acordado.. Era algo inexplicavel. Eles a tiraram da uti levando-a para um quarto. Fui com o Breno, ela estava de olhos fechados quando entramos. Fui devagar até o lado da maca.
- Oi - sussurrei, ela assustou e abriu seus lindos olhos cor de jabuticaba. Ela me olhou confusa - Eu sou o Luan. Esse é o Breno.
- Oi. - sua voz era baixa
- Mama - breno falou
- Ele...
- É o Breno, seu filho.
- Meu, meu filho?
- Sim.
- Óh. - deitei ele com cuidado em cima dele - Ele parece você.
- Sim.
- Eramos..?
- Namorados, juntados.
- Hum. - ela me olhou sem nenhuma expressão. - O que me aconteceu?
- Sofremos um grave acidente, mas infelizmente você foi a mais prejudicada.
- Entendi. - ela olhou o Breno que estava a olhando quietinho. - Ele é lindo.
- É.
- Me desculpa.. eu não consigo lembrar.
- Está tudo bem. Você está viva. Isso me deixa feliz. - ela não disse nada. - Seus pais querem te ver. Vou deixa-los entrar.
- Sim. Ele.. pode ficar?
- Claro que pode.
Sai do quarto indo até onde seus pais estavam. Sarah havia chegado com o Igor, meus pais também.
- Vão lá gente. - falei sorrindo. Sentei ao lado da minha mãe
- Como ela está?
- Bem.
- Que bom filho..
- É..
- Ei, o que foi?
- Nada.
- Luan.
- Ela não se lembra de mim - desviei o olhar novamente - Eu posso estar sendo um pouco egoísta com tudo isso, mas doí em mim saber que ela não se lembra de nada do que vivemos.
- Você vai conquistando ela aos poucos novamente, filho. Você pode ir fazendo ela se lembrar, você pode conseguir que ela recupere a memória, eu já ouvi falar muito disso. Isso pode acontecer com vocês. E mesmo que isso não aconteça é uma nova história que vocês irão começar, ou melhor recomeçar.
- E se eu não conseguir conquista-la novamente.
- Eu não tenho dúvidas da sua capacidade, meu amor. E é impossível não ser conquistada por você, até quem não convive é apaixnada por você, imagine ela que viverá com você, que receberá amor o dia todo, que verá o quanto você é uma pessoa maravilhosa e querida. Eu não tenho dúvidas disso. Não deixe o medo colocar uma ponte em sua cabeça em que você não consegue passar. Você é capaz de conseguir o que bem quiser, basta querer. - Suspirei fundo.
- Obrigado mãe. - ela me deu um beijo na bochecha
- Não se desespere. E o melhor de tudo, vocês tem um amor no meio de tudo, o Bre. Isso ajudará ainda mais.
Todo mundo veio vê-la. Ela reconheceu bem pouco os pais, e o Breno mexeu bastante com ela. Andressa o queria o tempo todo com ela. Seus pais deixaram que eu fosse seu acompanhante, eu não sabia agora que dia que ela iria receber alta. Sentei do seu lado, ela me olhou.
- Me conta sobre você.
- O que você quer saber?
- O que você faz?
- Eu canto.
- Sério? - assenti sorrindo - canta uma música.
- Qualquer uma?
- Uma que eu gostava muito. - fiquei pensativo e logo lembrei de uma que ela gostava muito e comecei
- É impressão minha ou o sol brilhou mais forte quando olhou pra mim, o brilho desceu das estrelas e no meu olhar ficou até o fim.. É impressão minha ou metade do meu peito mora em você, se o mal chegar entro na frente pra te proteger eu te amarei por 1001 motivos vou perguntar baixinho ao pé do ouvido.. Promete que vai ser só minha que vai me entender num olhar, promete que vai visitar os meus sonhos de noite a luz do luar. Promete ler meus pensamentos decifrar o meu coração, por que só assim vai saber que minha vida inteira está em suas mãos... Em suas mãos... - sorri
- Óh, você tem a voz linda. Eu gostei dessa, como chama?
- Promete. - ela me olhou com os olhos enormes, suaves.
- Como nos conhecemos?
- A sarah aquela garota que entrou aqui mais cedo é sua melhor amiga, ela te levou para a casa do ex namorado dela, que é um cantor, e eu sou amigo dele e estava lá.. Eu te levei pra casa no dia e bom, pedi seu número.
- Eu dei?
- Deu - ri - Mas não foi lá algo tão fácil, você tinha acabado de terminar um namoro por um cara que você gostava muito. Mas ele não era o cara certo pra você.
- Hum.. - ela olhou para o Breno que dormia em cima dela.
- Se ele estiver pesado, eu o coloco no carrinho.
- Eu quero ele aqui.
- Ele aprendeu a falar "mama" com você aqui já. Ele praticamente ficava o dia inteiro falando mama mama. - ela levou o braço bom até seus cabelinhos e acariciou
- Você não se importa de eu não lembrar nada?
- Eu me importaria se você tivesse morrido, além de perder a mulher da mimha vida iria viver com a culpa de que matei você. Aliais, eu estava dirigindo o carro. - ela não disse nada, nem me olhou. Ficamos em silêncio por um breve momento
- Ele parece muito você.
- Todo mundo fala. - falei baixo.
- Ele devia parecer pelo menos alguma coisa comigo, você não acha?
- Você está dizendo isso caso eu..
- Eu só estou tentando brincar.
- Ah.. sim.. certo.
- Me mostra fotos nossa?
- Você ainda não consegue acreditar que eu era seu namorado antes do acidente?
- Eu só quero ver uma foto. Eu.. acredito em você. - fiquei a olhando, então peguei meu celular, coloquei no album que tinha várias fotos nossa. Ela olhou uma por uma, parando por alguns segundos. - Que linda essa.
- Foi na nossa casa.
- Nossa?
- Moramos juntos.
- Ah. Eu você e ele?
- Sim.
- Entendi. - voltou a ver as fotos, e começou a ter um monte apenas dela, sozinha, sorrindo, fazendo careta, descabelada, acordando, brincando com o Breno, cozinhando, distraída. - Eu já tinha visto essas fotos antes?
- Não.
- Você é um fotográfo bom.
- Eu via essas fotos quando estava longe, uma forma de tentar matar a saudade.
- Longe?
- Eu fico alguns dias da semana fora de casa por causa de shows.
- Você é um cantor bastante conhecido - assenti dizendo
- Acho que sim
- Você tem várias fãs loucamente apaixonadas?
- Acho que sim, também.
- Isso parece legal.
- É bastante.
- Eu namoro um cantor muito conhecido?
- Se você quiser me namorar ainda, a resposta é?
- Entendi. Eu lidava bem com isso?
- Sim.
- Entendi. - voltou a olhar as fotos. - Essas daqui é?
- Você fez um ensaio um tempo atrás.
- Entendi. - a olhei. - O que eu fazia da vida?
- Como assim?
- Eu trabalhava?
- Depois que você engravidou saiu, foi um pouco complicada a gravidez também, estavamos separados um tempo. Porque haviamos brigados.. você escondeu até um certo ponto, depois voltamos aos poucos..
- Hum. - me entregou meu celular. - Acho que vou dormir um pouco, minha cabeça doi e estou cansada.
- Certo.
As enfermeiras apareceu no meio da madrugada, ela estava quietinha, não consegui dormi, fiquei sentado olhando a televisão, minha cabeça estava longe.
- Você não está com sono? - assustei, jurava que ela estava dormindo, mas seus olhos estavam em mim.
- Não estou.
- Você pode deitar aqui se quiser.
- Está tudo bem, não consigo dormir.
- Posso pegar na sua mão?
- Pode - levei até a dela, que ficou mexendo da palma da minha mão até pegar no sono. Coloquei o Breno no carrinho com cuidado para não acordar, eu não sei se era a tranquilidade de estar com a Andressa, mas ele estava dormindo tanto.
Levei os dedos até suas bochechas e acariciei devagar, ela havia emagrecido, seu rosto estava mais fino, mas ela continuava linda.
- Dorme. - sussurrou.
- Você vai me assustar toda hora? - ela sorriu a primeira vez ali
- Assustei também.
- Me desculpa
- Não pare. Você tem as mãos bem macias.
- Você acha?
- Acho. Você devia dormir, eu estou com sono.
- Daqui a pouco vou.
- Certo.
Na manhã seguinte ela acordou gritando de dor na cabeça, as enfermeiras logo apareceram e aplicou um remédio em sua veia. O médico adentrou o quarto
- Fique tranquilo, isso irá acontecer por alguns dias ainda, por conta da cirurgia, mas depois passará.
- Certo.
- Leve o garota para passear.
Breno estava berrando tão assustado como eu. Dei uma volta com ele pelos corredores e voltei, ela ainda dormia. Seus pais veio vê-la novamentes, suas amiga do trabalho, a bruna, sarah e igor, claudia.. Aproveitei para ir em casa tomar um banho e dar um banho no Breno. Quando voltamos so estava seus pais e a Sarah.
- Ela está bem?
- Está dormindo - Joana falou sorrindo - A cabeça voltou a doer, e eles deram um remédio a ela que deixou bastante sonolenta.
- Entendi.
- Ele está dormindo?
- Dormiu no caminho. Acho que agora ele finalmente vai voltar a dormir normal.
- Graças a Deus né. - falou Joana
- Sim.
- É tão estranho ela não nos conhecer pois ela fica estranha, receosa. - sarah falou triste.
- É estranho, mas aos poucos acredito que ela pegue intimidade com a gente. - Joana
- Sim, eu acho que vou passar alguns dias com vocês quando ela for pra casa, pode Luan?
- A vontade.
- Êeehhh.
Na madrugada, estava brincando com o Breno que estava acordado. Ela estava dormindo ao nosso lado.
- Como nós vamos fazer para reconquistar sua mãe? Você já pensou numa ídeia, tem que ser uma ídeia muito inteligente. - ele riu batendo as palminhas - Nós pode dar muitas flores para ela, com um bilhete: somos os homens da sua vida, o que você acha? Você tem alguma ídeia melhor? - ouvi a risada dela. - A você está acordada.
- Acordei com ele.
- Você gostou da nossa ídeia mamãe? - imitei uma voz de criança, ri junto com ela
- Gostei.
- Então eu e meu papai vai providenciar.
- Ok. - ela sorriu.
- Está melhor?
- Sim, o remédio é muito forte.
- Imagino.
- Eu gostei dos seus pais.. Acho que já estou encantada com minha.. hã.. sogra?
- Sim, sua sogra.
- Ela e muito doce, seu pai é sua cara e muito doce também, eles me contaram como você ficou, estou um pouco mexida..
- Você está?
- Acho que sim.
- Oi - sussurrei, ela assustou e abriu seus lindos olhos cor de jabuticaba. Ela me olhou confusa - Eu sou o Luan. Esse é o Breno.
- Oi. - sua voz era baixa
- Mama - breno falou
- Ele...
- É o Breno, seu filho.
- Meu, meu filho?
- Sim.
- Óh. - deitei ele com cuidado em cima dele - Ele parece você.
- Sim.
- Eramos..?
- Namorados, juntados.
- Hum. - ela me olhou sem nenhuma expressão. - O que me aconteceu?
- Sofremos um grave acidente, mas infelizmente você foi a mais prejudicada.
- Entendi. - ela olhou o Breno que estava a olhando quietinho. - Ele é lindo.
- É.
- Me desculpa.. eu não consigo lembrar.
- Está tudo bem. Você está viva. Isso me deixa feliz. - ela não disse nada. - Seus pais querem te ver. Vou deixa-los entrar.
- Sim. Ele.. pode ficar?
- Claro que pode.
Sai do quarto indo até onde seus pais estavam. Sarah havia chegado com o Igor, meus pais também.
- Vão lá gente. - falei sorrindo. Sentei ao lado da minha mãe
- Como ela está?
- Bem.
- Que bom filho..
- É..
- Ei, o que foi?
- Nada.
- Luan.
- Ela não se lembra de mim - desviei o olhar novamente - Eu posso estar sendo um pouco egoísta com tudo isso, mas doí em mim saber que ela não se lembra de nada do que vivemos.
- Você vai conquistando ela aos poucos novamente, filho. Você pode ir fazendo ela se lembrar, você pode conseguir que ela recupere a memória, eu já ouvi falar muito disso. Isso pode acontecer com vocês. E mesmo que isso não aconteça é uma nova história que vocês irão começar, ou melhor recomeçar.
- E se eu não conseguir conquista-la novamente.
- Eu não tenho dúvidas da sua capacidade, meu amor. E é impossível não ser conquistada por você, até quem não convive é apaixnada por você, imagine ela que viverá com você, que receberá amor o dia todo, que verá o quanto você é uma pessoa maravilhosa e querida. Eu não tenho dúvidas disso. Não deixe o medo colocar uma ponte em sua cabeça em que você não consegue passar. Você é capaz de conseguir o que bem quiser, basta querer. - Suspirei fundo.
- Obrigado mãe. - ela me deu um beijo na bochecha
- Não se desespere. E o melhor de tudo, vocês tem um amor no meio de tudo, o Bre. Isso ajudará ainda mais.
Todo mundo veio vê-la. Ela reconheceu bem pouco os pais, e o Breno mexeu bastante com ela. Andressa o queria o tempo todo com ela. Seus pais deixaram que eu fosse seu acompanhante, eu não sabia agora que dia que ela iria receber alta. Sentei do seu lado, ela me olhou.
- Me conta sobre você.
- O que você quer saber?
- O que você faz?
- Eu canto.
- Sério? - assenti sorrindo - canta uma música.
- Qualquer uma?
- Uma que eu gostava muito. - fiquei pensativo e logo lembrei de uma que ela gostava muito e comecei
- É impressão minha ou o sol brilhou mais forte quando olhou pra mim, o brilho desceu das estrelas e no meu olhar ficou até o fim.. É impressão minha ou metade do meu peito mora em você, se o mal chegar entro na frente pra te proteger eu te amarei por 1001 motivos vou perguntar baixinho ao pé do ouvido.. Promete que vai ser só minha que vai me entender num olhar, promete que vai visitar os meus sonhos de noite a luz do luar. Promete ler meus pensamentos decifrar o meu coração, por que só assim vai saber que minha vida inteira está em suas mãos... Em suas mãos... - sorri
- Óh, você tem a voz linda. Eu gostei dessa, como chama?
- Promete. - ela me olhou com os olhos enormes, suaves.
- Como nos conhecemos?
- A sarah aquela garota que entrou aqui mais cedo é sua melhor amiga, ela te levou para a casa do ex namorado dela, que é um cantor, e eu sou amigo dele e estava lá.. Eu te levei pra casa no dia e bom, pedi seu número.
- Eu dei?
- Deu - ri - Mas não foi lá algo tão fácil, você tinha acabado de terminar um namoro por um cara que você gostava muito. Mas ele não era o cara certo pra você.
- Hum.. - ela olhou para o Breno que dormia em cima dela.
- Se ele estiver pesado, eu o coloco no carrinho.
- Eu quero ele aqui.
- Ele aprendeu a falar "mama" com você aqui já. Ele praticamente ficava o dia inteiro falando mama mama. - ela levou o braço bom até seus cabelinhos e acariciou
- Você não se importa de eu não lembrar nada?
- Eu me importaria se você tivesse morrido, além de perder a mulher da mimha vida iria viver com a culpa de que matei você. Aliais, eu estava dirigindo o carro. - ela não disse nada, nem me olhou. Ficamos em silêncio por um breve momento
- Ele parece muito você.
- Todo mundo fala. - falei baixo.
- Ele devia parecer pelo menos alguma coisa comigo, você não acha?
- Você está dizendo isso caso eu..
- Eu só estou tentando brincar.
- Ah.. sim.. certo.
- Me mostra fotos nossa?
- Você ainda não consegue acreditar que eu era seu namorado antes do acidente?
- Eu só quero ver uma foto. Eu.. acredito em você. - fiquei a olhando, então peguei meu celular, coloquei no album que tinha várias fotos nossa. Ela olhou uma por uma, parando por alguns segundos. - Que linda essa.
- Foi na nossa casa.
- Nossa?
- Moramos juntos.
- Ah. Eu você e ele?
- Sim.
- Entendi. - voltou a ver as fotos, e começou a ter um monte apenas dela, sozinha, sorrindo, fazendo careta, descabelada, acordando, brincando com o Breno, cozinhando, distraída. - Eu já tinha visto essas fotos antes?
- Não.
- Você é um fotográfo bom.
- Eu via essas fotos quando estava longe, uma forma de tentar matar a saudade.
- Longe?
- Eu fico alguns dias da semana fora de casa por causa de shows.
- Você é um cantor bastante conhecido - assenti dizendo
- Acho que sim
- Você tem várias fãs loucamente apaixonadas?
- Acho que sim, também.
- Isso parece legal.
- É bastante.
- Eu namoro um cantor muito conhecido?
- Se você quiser me namorar ainda, a resposta é?
- Entendi. Eu lidava bem com isso?
- Sim.
- Entendi. - voltou a olhar as fotos. - Essas daqui é?
- Você fez um ensaio um tempo atrás.
- Entendi. - a olhei. - O que eu fazia da vida?
- Como assim?
- Eu trabalhava?
- Depois que você engravidou saiu, foi um pouco complicada a gravidez também, estavamos separados um tempo. Porque haviamos brigados.. você escondeu até um certo ponto, depois voltamos aos poucos..
- Hum. - me entregou meu celular. - Acho que vou dormir um pouco, minha cabeça doi e estou cansada.
- Certo.
As enfermeiras apareceu no meio da madrugada, ela estava quietinha, não consegui dormi, fiquei sentado olhando a televisão, minha cabeça estava longe.
- Você não está com sono? - assustei, jurava que ela estava dormindo, mas seus olhos estavam em mim.
- Não estou.
- Você pode deitar aqui se quiser.
- Está tudo bem, não consigo dormir.
- Posso pegar na sua mão?
- Pode - levei até a dela, que ficou mexendo da palma da minha mão até pegar no sono. Coloquei o Breno no carrinho com cuidado para não acordar, eu não sei se era a tranquilidade de estar com a Andressa, mas ele estava dormindo tanto.
Levei os dedos até suas bochechas e acariciei devagar, ela havia emagrecido, seu rosto estava mais fino, mas ela continuava linda.
- Dorme. - sussurrou.
- Você vai me assustar toda hora? - ela sorriu a primeira vez ali
- Assustei também.
- Me desculpa
- Não pare. Você tem as mãos bem macias.
- Você acha?
- Acho. Você devia dormir, eu estou com sono.
- Daqui a pouco vou.
- Certo.
Na manhã seguinte ela acordou gritando de dor na cabeça, as enfermeiras logo apareceram e aplicou um remédio em sua veia. O médico adentrou o quarto
- Fique tranquilo, isso irá acontecer por alguns dias ainda, por conta da cirurgia, mas depois passará.
- Certo.
- Leve o garota para passear.
Breno estava berrando tão assustado como eu. Dei uma volta com ele pelos corredores e voltei, ela ainda dormia. Seus pais veio vê-la novamentes, suas amiga do trabalho, a bruna, sarah e igor, claudia.. Aproveitei para ir em casa tomar um banho e dar um banho no Breno. Quando voltamos so estava seus pais e a Sarah.
- Ela está bem?
- Está dormindo - Joana falou sorrindo - A cabeça voltou a doer, e eles deram um remédio a ela que deixou bastante sonolenta.
- Entendi.
- Ele está dormindo?
- Dormiu no caminho. Acho que agora ele finalmente vai voltar a dormir normal.
- Graças a Deus né. - falou Joana
- Sim.
- É tão estranho ela não nos conhecer pois ela fica estranha, receosa. - sarah falou triste.
- É estranho, mas aos poucos acredito que ela pegue intimidade com a gente. - Joana
- Sim, eu acho que vou passar alguns dias com vocês quando ela for pra casa, pode Luan?
- A vontade.
- Êeehhh.
Na madrugada, estava brincando com o Breno que estava acordado. Ela estava dormindo ao nosso lado.
- Como nós vamos fazer para reconquistar sua mãe? Você já pensou numa ídeia, tem que ser uma ídeia muito inteligente. - ele riu batendo as palminhas - Nós pode dar muitas flores para ela, com um bilhete: somos os homens da sua vida, o que você acha? Você tem alguma ídeia melhor? - ouvi a risada dela. - A você está acordada.
- Acordei com ele.
- Você gostou da nossa ídeia mamãe? - imitei uma voz de criança, ri junto com ela
- Gostei.
- Então eu e meu papai vai providenciar.
- Ok. - ela sorriu.
- Está melhor?
- Sim, o remédio é muito forte.
- Imagino.
- Eu gostei dos seus pais.. Acho que já estou encantada com minha.. hã.. sogra?
- Sim, sua sogra.
- Ela e muito doce, seu pai é sua cara e muito doce também, eles me contaram como você ficou, estou um pouco mexida..
- Você está?
- Acho que sim.
domingo, 10 de setembro de 2017
Capítulo setenta e sete
3 semanas vivendo nesse hospital, o desânimo chegou e se instou, mal dormi, comi, minha vida está como jamais imaginei passar. Um verdadeiro câos. Já havia entregado nas mãos de Deus. Eu não sabia mais o que fazer, o que pensar, como agir. Parecia estar tudo parado para mim.
- Você devia ir para casa, filho!
- Estou bem.
- Você não dorme bem faz semanas, Luan.
- Mãe, minha casa não tem graça sem ela, o cheiro dela ainda está no nosso lençol, está em todo lugar da nossa casa. Ir lá doi mais que um chute no estômago. Eu não consigo deitar e dormir sabendo que a Andressa, está o que? hã? morta? É assustador falar isso, mas me sinto a beira do abismo, mãe.
- Não fala isso.
- Eu não falo porque quero, eu estou sem reação, sem forças, eu não faço ídeia de como estou e o pior de tudo.. Eu não faço ideia de como ela está.
- Você não acha que devia desligar os aparelhos?
- Joana não quer. Vimos aquele dia que pedi o tanto de coisa que ela disse.
- Ela está com medo.
- Quem não está mãe? Eu mal consigo dormir, eu tenho medo de acontecer alguma coisa, o dia que dormi, eles tiveram que reanima-la 5 vezes.. - ela apenas me abraçou.
Breno estava dormindo no carrinho, ele por força da natureza aprendeu a falar mama e falava quase todo momento que estava acordado, ele mal estava ficando comigo, alguém sempre o pegava para leva-lo para sair, diverti-lo e foi a melhor coisa. Eu queria leva-lo para ver a Andressa para que ela ouvisse mas não permitiram a entrada dele, mas ainda estou tentando, não vou desistir, estou com um pressentimento bom sobre isso. Horas mais tarde, já havia escurecido, Breno estava cada dia mais a minha cara. Joana sentou ao meu lado, nossos ultimos dias juntos estava difícil, eu queria desligar os aparelhos, ela queria que deixasse eles lá, eu não podia falar nada que eu estava querendo matar a filha dela, ela me jogou a culpa de que eu a coloquei nessa situação, falou que eu que devia estar no lugar dela e coisas piores.
- Oi. - ela disse baixo.
- Oi.
- Você pode falar para desligar os aparelhos. Eu acho que.. não faz mais sentido deixa-los ligados. - ela olhou para baixo - E queria te pedir desculpas... Falei coisas que não devia, coisas na frente da sua família, o que estou passando não desejo pra ninguém muito menos para eles. Estou cansada, não durmo uma noite desde que tudo aconteceu, meu humor está horroroso, eu só peço que me perdoe se puder. Eu falei da boca pra fora, nunca falaria aquilo á você, sei o quanto a ama, o quanto também está sofrendo..
- Tudo bem Joana, eu entendo.
- Pedi de coração.
- Eu perdôo, todos nos estamos passando por um momento delicado. E como eu disse a senhora tantas vezes, eu jamais colocaria a vida da Andressa em risco, se eu pudesse estaria no lugar dela sem pensar duas vezes.
- Eu sei.
O Breno começou a levar os bracinhos até ela que o pegou. Ele sempre foi muito afetivo com os avos.
- Vou falar com o médico. - a olhei, ela permaneceu quieta, sua respiração começou a subir. - A gente pode esperar mais, Joana.
- Eu não quero. Eu estou com medo dela.. não estar mais com a gente, mas manter ligado.. se ela não estiver mais entre a gente, eu.. óh meu Deus, isso doí.
- Eu mentiria pra senhora se falasse que estou preparado.
- Eu não estou nada, conversei muito com o Carlos, ele está desvastado.
- Eu to com medo - falei baixo. - A gente tinja uma vida inteira pela frente, planos, um filho.. - forcei um sorriso - Parece pesadelo, daqueles que a gente tenta acordar e não consegue. - limpei a lágrima que escorreu
Permanecemos em silêncio por longos minutos. O médico veio até a gente, conversou, e não consegui falar o que precisava. Não estava pronto, eu estava com medo.
- Você não quis falar?
- Eu não consigui! Realmente não estou preparado como achei que poderia estar.
- É difícil..
Já era madrugada, Breno não dormiu em momento algum, não queria outro colo, não quis ir com os meus pais pra casa. Os olhinhos dele estava quase fechando mas ele se recusava a dormir. Fui pra casa com ele, precisava de um banho, aproveitei e dei um banho nele também, que ficou 10 vezes mais acordado agora. Voltamos pro hospital. No ínicio da manhã, os pais da Andressa apareceu.
- Trouxe pra você, e leite quentinho pra ele.
- Obrigada sogra, mas to sem fome.
- Você tem que comer, mal come o dia todo. Saco vazio não para em pé. Come, está gostoso. Você precisa.
-A senhora não está fazendo isso porque está com a conciencia pesada, né? Sabe que está tudo bem.
- Não estou, é só que você precisa comer.
- Certo, vou comer.
- Oi vovó, que carinha de sono é essa.
- Ele não dormiu ainda, não sei porque.
Ela o pegou enquanto eu comi os pães de queijo e bebi café. Saiu com ele, conversei com o Carlos enquanto isso. Eles voltaram um tempo depois e o Breno ainda estava acordado. O peguei e fui dar uma volta com ele no hospital, nas partes vazia. Acabei encontrando o médico, e o implorei que me deixasse entrar na UTI com o Breno, ele não deixou de primeira, mas acho que o acabei vencendo pelo cansaço. Ele disse 2 minutos, e o agradeci. O seguimos até a UTI, e entramos. Era a primeira vez que eu a tocaria desde o acidente, fiquei totalmente travado ao vê-la. Ela estava tão.. quieta. Me senti doente olhando a desse jeito.
- Filho, a mamãe. - ele me olhou sem entender. - A sua mamãe. - os olhinhos dele se abriram mais, como se estivesse me entendendo.
- Mama?
- É filho, lembra quando você ficava fazendo carinho no rostinho dela? - ele me olhou pensativo, o abaixei devagarzinho e ele fez, meus olhos se encheram d'água.
- Mama, papa, mama.. mama - seus dedinhos passavam por todo o rosto dela. - mama. - E foi aí que ele começou a chorar. E os aparelhos começaram a apitar. Os médicos nos tiraram rapidamente.
- O que aconteceu?
- Por favor, pesso que volte para onde estava.
- O que..
- Luan!
(...) Ele apareceu um bom tempo depois, onde estavamos. Levantei rápido.
- O que aconteceu lá? Ela..
- Ela reagiu, acredito que seja a visita. Uma lágrimas estava escorrendo de seu olho. Se continuar como está ela poderá acordar a qualquer momento.
- Meu Deus. Ela ouviu o Breno. - nos abraçamos. - Ela pode acordar mesmo? Meu Deus. - suspirei.
- Mas tenho uma noticia ruim.
- Ah, qual?
- Talvez ela não se lembre de tudo, pode ser que ela não se lembre de você, dos pais, apenas do filho, ou nem dele, talvez de ninguém, ou de todos. As cirurgias foram bastante delicadas.
- Está tudo bem, eu só quero que ela fique bem. Que ele acorde, eu posso passar a minha vida inteira reconquistando-a. Só quero ela viva. Meu Deus, ela tem que acordar logo, nossa. Parecendo que agora, puta que pariu, eu já estava sem esperanças.. nossa. - abracei o médico pelo impulso - Obrigado.
oieeeeee gente, voltei. Espero que vocês tenham sido pacientes. E que não tenha me abandonado. Quem ainda estiver acompanhando espero que continuem gostando, beijossss. Tô de voltaaaa ❤
- Você devia ir para casa, filho!
- Estou bem.
- Você não dorme bem faz semanas, Luan.
- Mãe, minha casa não tem graça sem ela, o cheiro dela ainda está no nosso lençol, está em todo lugar da nossa casa. Ir lá doi mais que um chute no estômago. Eu não consigo deitar e dormir sabendo que a Andressa, está o que? hã? morta? É assustador falar isso, mas me sinto a beira do abismo, mãe.
- Não fala isso.
- Eu não falo porque quero, eu estou sem reação, sem forças, eu não faço ídeia de como estou e o pior de tudo.. Eu não faço ideia de como ela está.
- Você não acha que devia desligar os aparelhos?
- Joana não quer. Vimos aquele dia que pedi o tanto de coisa que ela disse.
- Ela está com medo.
- Quem não está mãe? Eu mal consigo dormir, eu tenho medo de acontecer alguma coisa, o dia que dormi, eles tiveram que reanima-la 5 vezes.. - ela apenas me abraçou.
Breno estava dormindo no carrinho, ele por força da natureza aprendeu a falar mama e falava quase todo momento que estava acordado, ele mal estava ficando comigo, alguém sempre o pegava para leva-lo para sair, diverti-lo e foi a melhor coisa. Eu queria leva-lo para ver a Andressa para que ela ouvisse mas não permitiram a entrada dele, mas ainda estou tentando, não vou desistir, estou com um pressentimento bom sobre isso. Horas mais tarde, já havia escurecido, Breno estava cada dia mais a minha cara. Joana sentou ao meu lado, nossos ultimos dias juntos estava difícil, eu queria desligar os aparelhos, ela queria que deixasse eles lá, eu não podia falar nada que eu estava querendo matar a filha dela, ela me jogou a culpa de que eu a coloquei nessa situação, falou que eu que devia estar no lugar dela e coisas piores.
- Oi. - ela disse baixo.
- Oi.
- Você pode falar para desligar os aparelhos. Eu acho que.. não faz mais sentido deixa-los ligados. - ela olhou para baixo - E queria te pedir desculpas... Falei coisas que não devia, coisas na frente da sua família, o que estou passando não desejo pra ninguém muito menos para eles. Estou cansada, não durmo uma noite desde que tudo aconteceu, meu humor está horroroso, eu só peço que me perdoe se puder. Eu falei da boca pra fora, nunca falaria aquilo á você, sei o quanto a ama, o quanto também está sofrendo..
- Tudo bem Joana, eu entendo.
- Pedi de coração.
- Eu perdôo, todos nos estamos passando por um momento delicado. E como eu disse a senhora tantas vezes, eu jamais colocaria a vida da Andressa em risco, se eu pudesse estaria no lugar dela sem pensar duas vezes.
- Eu sei.
O Breno começou a levar os bracinhos até ela que o pegou. Ele sempre foi muito afetivo com os avos.
- Vou falar com o médico. - a olhei, ela permaneceu quieta, sua respiração começou a subir. - A gente pode esperar mais, Joana.
- Eu não quero. Eu estou com medo dela.. não estar mais com a gente, mas manter ligado.. se ela não estiver mais entre a gente, eu.. óh meu Deus, isso doí.
- Eu mentiria pra senhora se falasse que estou preparado.
- Eu não estou nada, conversei muito com o Carlos, ele está desvastado.
- Eu to com medo - falei baixo. - A gente tinja uma vida inteira pela frente, planos, um filho.. - forcei um sorriso - Parece pesadelo, daqueles que a gente tenta acordar e não consegue. - limpei a lágrima que escorreu
Permanecemos em silêncio por longos minutos. O médico veio até a gente, conversou, e não consegui falar o que precisava. Não estava pronto, eu estava com medo.
- Você não quis falar?
- Eu não consigui! Realmente não estou preparado como achei que poderia estar.
- É difícil..
Já era madrugada, Breno não dormiu em momento algum, não queria outro colo, não quis ir com os meus pais pra casa. Os olhinhos dele estava quase fechando mas ele se recusava a dormir. Fui pra casa com ele, precisava de um banho, aproveitei e dei um banho nele também, que ficou 10 vezes mais acordado agora. Voltamos pro hospital. No ínicio da manhã, os pais da Andressa apareceu.
- Trouxe pra você, e leite quentinho pra ele.
- Obrigada sogra, mas to sem fome.
- Você tem que comer, mal come o dia todo. Saco vazio não para em pé. Come, está gostoso. Você precisa.
-A senhora não está fazendo isso porque está com a conciencia pesada, né? Sabe que está tudo bem.
- Não estou, é só que você precisa comer.
- Certo, vou comer.
- Oi vovó, que carinha de sono é essa.
- Ele não dormiu ainda, não sei porque.
Ela o pegou enquanto eu comi os pães de queijo e bebi café. Saiu com ele, conversei com o Carlos enquanto isso. Eles voltaram um tempo depois e o Breno ainda estava acordado. O peguei e fui dar uma volta com ele no hospital, nas partes vazia. Acabei encontrando o médico, e o implorei que me deixasse entrar na UTI com o Breno, ele não deixou de primeira, mas acho que o acabei vencendo pelo cansaço. Ele disse 2 minutos, e o agradeci. O seguimos até a UTI, e entramos. Era a primeira vez que eu a tocaria desde o acidente, fiquei totalmente travado ao vê-la. Ela estava tão.. quieta. Me senti doente olhando a desse jeito.
- Filho, a mamãe. - ele me olhou sem entender. - A sua mamãe. - os olhinhos dele se abriram mais, como se estivesse me entendendo.
- Mama?
- É filho, lembra quando você ficava fazendo carinho no rostinho dela? - ele me olhou pensativo, o abaixei devagarzinho e ele fez, meus olhos se encheram d'água.
- Mama, papa, mama.. mama - seus dedinhos passavam por todo o rosto dela. - mama. - E foi aí que ele começou a chorar. E os aparelhos começaram a apitar. Os médicos nos tiraram rapidamente.
- O que aconteceu?
- Por favor, pesso que volte para onde estava.
- O que..
- Luan!
(...) Ele apareceu um bom tempo depois, onde estavamos. Levantei rápido.
- O que aconteceu lá? Ela..
- Ela reagiu, acredito que seja a visita. Uma lágrimas estava escorrendo de seu olho. Se continuar como está ela poderá acordar a qualquer momento.
- Meu Deus. Ela ouviu o Breno. - nos abraçamos. - Ela pode acordar mesmo? Meu Deus. - suspirei.
- Mas tenho uma noticia ruim.
- Ah, qual?
- Talvez ela não se lembre de tudo, pode ser que ela não se lembre de você, dos pais, apenas do filho, ou nem dele, talvez de ninguém, ou de todos. As cirurgias foram bastante delicadas.
- Está tudo bem, eu só quero que ela fique bem. Que ele acorde, eu posso passar a minha vida inteira reconquistando-a. Só quero ela viva. Meu Deus, ela tem que acordar logo, nossa. Parecendo que agora, puta que pariu, eu já estava sem esperanças.. nossa. - abracei o médico pelo impulso - Obrigado.
oieeeeee gente, voltei. Espero que vocês tenham sido pacientes. E que não tenha me abandonado. Quem ainda estiver acompanhando espero que continuem gostando, beijossss. Tô de voltaaaa ❤
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