segunda-feira, 5 de março de 2018

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro.
- Ahhhh. Certo - ri
- Porque o que eu fiz?
- Nada. É coisa atoa.
- Amor, o que eu fiz? Você não ia perguntar isso atoa.
- Realmente não é nada, só estranhei.
- Você não vai falar.. ok! Que dia vai viajar comigo?
- Qualquer dia. - falei tentando parecer animada.
- Na próxima você vem?
- Sim, nós vamos.

Me forcei a esquecer o assunto do casamento e conversamos por quase uma hora. Estava olhando pessoas para me ajudar em casa. Claudia não pode mais vir de acordo com os acontecimentos na sua casa. É muito difícil você colocar qualquer um dentro da sua casa ainda mais quando você tem um filho pequeno e um namorado famoso! A gente nunca sabe o que nos espera. Exasperei cansada com minha pesquisa falha.

"fui pedida em casamento mas o noivo não se lembra kjjjkkkkk isso so acontece comigo"

sarah respondeu quase imediatamente.

"luan te pediu em casamento?"
"sim.. ou não kkkk"
"amiga isso é sério? ai que sonho"
"ele nao se lembra kkk o que adianta"
"vou dar um toque nele kjjk posso dormir ai hoje? ter a noite das meninas?"
"sim eu vou estar te esperando mais o bê."
"vou levar chocolates"

A noite sarah chegou e botamos todos os assuntos em dia. Fizemos o que geralmente faziamos quando moravamos juntas. Demos banho no Breno e o coloquei pra dormir. Ele estava cansadinho de tanto brincar. Sarah e eu dormimos na minha cama, ela era enorme cabia tranquilamente 4 pessoas. As vezes (quase sempre) quando eu fico sozinha o Breno que dorme comigo. Ficamos conversando até tarde da madrugada conversando e comendo chocolates. (...) Na noite seguinte fiquei acordada até tarde, chorei, estava me sentindo solitaria. Breno chorou e levantei para amamenta-lo. Meu celular tocou imediatamente. Peguei o Bê primeiro coloquei ele pra mamar e peguei meu celular. Era o Luan, senti um sorriso se formar em meu rosto e as lágrimas inundar meus olhos. Ele sabia praticamente quase todos os horarios que eu estaria acordada. Atendi no viva voz e deixei o celular de lado.

- Oi amor
- Oi amor.
- Está no quarto do bre?
- Sim, dando mamá.
- Hummmm.
- Estou com saudade.
- Amanhã cedo estou em casa.
- As vezes eu sinto demais quando você fica longe, quero estar perto, dormir agarradinha em você, sentindo o seu cheiro e você está tão longe. As vezes eu só quero você por perto, mesmo que seja para fazer nada. As vezes me sinto tão sozinha mas lembro que você logo está de volta. Não pense que eu não apoio o teu trabalho, longe disso. Fico imensamente feliz. Só sinto sua falta. Aliais estou morrendo de saudade, do seu cheiro.. de tudo. Queria você aqui.. mas eu espero mais um dia. - ri baixo, ele ficou sem falar por um bom tempo.
- Não chora tá?
- Eu não tô
- Você tá - ele riu - Eu te amo muito.
- Eu muito mais!!!!

Acabei dormindo no quarto do Breno, estava cansada, e ele custou larga meu peito. Senti duas mãos em mim e me assustei completamente.

- Vim dormir com você. Pra você matar a saudade.
- Ahh amor. Pensei que você ia chegar mais a tarde. - agarrei seu pescoço e o abracei.

Ele me deitou na cama e o puxei pra mim. Ficamos assim por um bom tempo.

- Vou tirar a roupa e dormimos.
- Tá bom. - fiquei o olhando, vidrada em seu corpo. Eu sou totalmente apaixonada por ele.
- O que foi? - ele me pegou admirando-o.
- Nada. - sorri.

Aconcheguei em seu peito quando ele deitou e fiz carinho no seu pescoço como ele amava. Ele ficou quietinho com as pernas entrelaçadas na minha.

- Como foi os shows?
- Foram todos muito bom e por aqui?
- Foi bom também, Sarah dormiu aqui noite passada.. - ficamos quietos. Eu estava louca de saudade dele, que nada estava fazendo passar, nem mesmo com ele ali tão emaranhado em mim.
- Há algo de errado?
- Não.
- Você está tensa, linda!
- Eu.. eu não estou.

Ele me deitou na cama ficando por cima.

- Tem algo chateando você? O que foi, não quero que nada te incomode.
- Não é nada. Eu só.. venho sentindo muito a sua falta, isso é tudo.
- Eu estou aqui, inteiro pra você.
- Eu aprecio.
- Então relaxa, suspira.

Ele destribuiu beijos por todo o meu rosto e pescoço, tirou minha regata, continuando a  destribuição de beijos agora pelo meus seios e barriga. Fechei os olhos. Minutos depois estavamos tendo nosso momento carnal e estava intenso.

- Amor.. relaxa..
- Eu estou
- Você não está! Eu te conheço, você quer parar?
- Não, por favor.
- Relaxa, eu estou aqui eu sou todo seu. - pela primeira vez senti mais dor do que prazer. As lágrimas começaram a escorrer a cada estocada.
- Não dá. Está doendo - falei baixo sem olhar em seu rosto, ele se retirou imediatamente e minha cabeça começou a rodar. Ele se sentou na cama e me encarou, fechei os olhos e me virei de costas para ele. O ouvi suspirar e em seguida deitar.
- Eu vim mas cedo pra gente matar a saudade mas você nem conversa comigo.
- Eu vou dormir. Amanhã a gente conversa. Segurei sua mão e apertei.

Passei a noite toda em claro, estava me sentindo mal, comecei a recordar muitas coisas. Alguns homens me tocando, eu não lembro quem são eles. Meu estômago se apertou e fui correndo para o banheiro. O dia seguinte eu não quis fazer nada. Fiquei deitada praticamente o dia inteiro. Luan tentou puxar assunto de toda forma que até desistiu. Acordei assustada de um sonho.

- Ei.. - suspirei e deitei novamente. - Deita aqui comigo. - me puxou para o seu colo. Acariciou meus cabelos e foi ai que joguei tudo pra fora em um choro alto e suplicante. Ele não disse nada, apenas ficou me apertando em um abraço forte. Assim que fui alcamando ele me deu um pouco d'água - Quer tomar um banho?
- Cadê o Breno? - luan me mostrou ele quietinho deitado no cercadinho.
- Vamos.

Entramos em baixo do chuveiro e abracei sua cintura enquanto e água escorria por nós.

- Não se fecha pra mim.. Antes de tudo, eu sou seu amigo. O que está te fazendo mal? A gente vai conseguir passar por isso. Você pode não lembrar mas passamos por tanta coisa. Eu estou aqui, do seu lado, com você. Pra te ajudar em tudo. Me deixa te ajudar.
- Eu lembrei de algumas coisas..
- O que?
- Alguns homens.. era a noite eu acho.. o choro do Breno o tempo todo.. Eu fui estuprada, Luan? - o olhei nos olhos e dessa vez foi ele quem se perdeu, seus olhos se fecharam forte.
- Era a única coisa que eu desejei que você não lembrasse, a única! - ele falou rispido e baixo - Eu tive vontade de matar quem fez isso com você. Eu tenho. Eu odeio saber que eu não consegui te proteger tão bem como eu queria, eu odeio a ídeia de saber que alguém tocou no que é meu, e o pior.. sem a sua permissão. - as lágrimas desciam de ambos os rostos. - A minha vontade foi colocar alguém 24 horas atrás de você, mas você iria enlouquecer comigo por tá fodendo a sua privacidade. Mas vou deixar seguir enquanto eu ainda saber que nada saiu do meu controle... novamente - o abracei forte acariciando seu pescoço - Nada. Mais. Vai. Acontecer. Com. Você. Nada!!!!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Capitulo oitenta e três

Acordamos com o Breno chorando sem parar, levantei correndo e ele está pendurado no berço segurando a coberta, um ursinho, flanela a pouco de cair no chão, nem eu entendi como aquilo estava acontecendo. O peguei no colo e ele me segurou firme

- O que você estava tentando fazer, filho. - comecei a rir
- Mama, mama - esfregou as mãozinhas no rostinho
- Está tudo bem, shiiii - ele não parava de forma alguma - Foi só um susto, meu amor.
- O que foi? - Luan chegou por trás.
- Acho que ele estava tentando descer do berço e engastanhou.
- Vem com o papai. - ele foi com facilidade e os dois foram saindo, aproveitei para arrumar a bagunça e vi um rasgado, onde ele estava no meio. Fui a procura deles que estava na rede. Breno ainda resmungava baixinho.
- Acho que ele está assustado.
- Sim.

Caminhei até o banheiro, fiz minhas higienes pessoais e tomei um banho morno. Desci para fazer nosso café da manhã. Luan deitou o Breno no cercadinho e sentou-se na bancada enquanto eu fazia o café.

- Que dia você furou a língua?
- Tem uns dois/três dias.
- Huum. Entendi! Você ficou linda com esse novo corte de cabelo. Você conseguiu a proeza de ficar ainda mais linda - sorriu pra mim
- Obrigada.
- Sério, tá muito gata.
- Obrigada amor, fiz especialmente pensando em você. - ele me puxou com seus pés e me abraçou.

O nosso dia foi tão tranquilo, nós três. Fazia tempo que não me sentia da forma que me senti hoje.

- O que está pensando? - o olhei, enquanto ele fazia carinhos na minha orelha
- O quanto estou feliz, é tão bom estar lembrando aos poucos de tudo, é tão bom estar aqui com você e sentir meu coração quase explodir de tanto amor. É bom estar aqui com você e o Breno, não há outro lugar no mundo que eu desejaria estar a não ser aqui, com você, com vocês.
- Ah, mor. Para com isso! - me puxou para um abraço.
- Eu queria tanto me lembrar das coisas, não por medo de não conseguir lembrar e não saber o quanto eramos felizes antes do acidente, pois mesmo se eu não lembrasse eu te amaria do mesmo jeito, na verdade até mais.  Mas é tão importante, agora sinto que sou eu mesma. Não como se eu tivesse nascido ontem, se é que você me entende.
- Eu te entendo perfeitamente. - beijou meus cabelos - Eu te entendo. - sussurrou.

Ficamos olhando o Breno brincar com seu brinquedinho todo vidrado e tentando falar algumas palavrinhas.

- Você tem vontade de ter outro?
- Outro o que?
- Filho.
- Você tem? - perguntei e ele assentiu - Então eu tenho.
- No começo eu fiquei tão apreenssivo com medo de como seria, se eu seria um bom pai, mas hoje eu só agradeço. A felicidade de tê-lo é a maior de todas. - sorri entrelaçando nossos dedos.
- Gratidão enorme por ele.
- Exatamente. Gratidão maior ainda por você ter me dado ele. Gratidão por VOCÊ ser a mãe dele. - sorri e o beijei doce e terno.

Deitei em seu peito e ficamos assim por um bom tempo assistindo filme... A noite fiz a janta com sua ajuda e depois fomos pra cama e dormimos. Breno acordou chorando querendo mamar, levantei com cuidado da cama e fui até ele. Estava morta de sono, caminhei até seu quarto de olhos fechados, o peguei e sentei na cadeirinha, dando mamá a ele, que puxou meus cabelos me fazendo abrir os olhos, ele soltou meu peito e começou a sorrir pra mim.

- Que sorriso mais lindo, meu amor. - ele não parava de sorrir, seus dentinhos estavam dando sinal de vida, e eu queria morder ele até espremer os olhinhos. - Que delicia de sorriso. - ele voltou a pegar meu peito, e começou a vazar de tanto que ele chupava largava e sorria. Assim que ele resolveu mamar e dormir o coloquei novamente no berço e fui. Luan estava parado na porta. - Oi. - ele cheirou meu pescoço.
- Estou cheirando a leite, amor.
- Hummm. - me pressionou contra a parede. - Sabe..a eu fiquei te olhando e reparei que você está ainda mais linda, depois que teve o Breno.  Você está incrívelmente mais bonita. Seus seios lindos e cheios.. as vezes fico com ciumes do Breno botar tanto a boca num lugar que é meu. - ele riu - Linda - beijou minha boca - Muito linda. E o melhor de tudo isso, é minha.
- Toda sua.
- Toda minha.
- Inteiramente sua.
- Sim. - me pegou no colo e me levou até nossa cama.

Depois dos amassos que tivemos na cama acordei com ele em cima de mim me olhando.

- Quero me casar com você. Você quer se casar comigo? Você aceita, ter meu sobrenome no seu nome? E tudo que você quiser, e se você quiser te dou meu sobrenome... - cantou baixinho no meu ouvido
- Isso é um pedido? - sorri
- Responde.
- Claro que eu quero. Eu aceito, óbvio que aceito, sim sim sim. - ele me beijou e caiu no meu lado novamente para um sono profunfo. Sorri o olhando, sem entender, mas não conseguia parar de sorrir. Acabei adormecendo com um sorriso bobo no rosto.

O dia seguinte foi igualmente o dia anterior, porém ainda melhor. Aproveitamos para levar o Breno no parque do condomínio e seguimos para a casa dos pais dele.

- Oi gente. Oi neném da vovó, você veio nos visitar, é? - ele esbanjou seu sorriso lindo pra ela, que o pegou do colo do Luan.
- Tudo bem por aqui, mãe?
- Tudo graças a Deus e com vocês?
- Tudo também.
- E ai filho. Oi nora, tudo bem?
- Oie, tudo graças a Deus.
- Cade o garotão do vovô, cade? - começou a brincae com o Breno

Eu amava tanto a forma que eles tratavam o Breno, o amor imenso que eles tinha pelo meu filho, era inexplicável.

- A gente veio tomar café da tarde.
- A cleuza está fazendo bolo de cenoura, sua irmã disse que estava com vontade.
- Hummmm, eu também to com vontade, aliais cade ela?
- Não faço ideia, ela saiu cedo com a Ana.
- Ata.
- Luan, vem cá ver o que comprei. - seu Amarildo o chamou e ele foi.

Fiquei conversando com a Marizete e a Cleuza, colocando os assuntos em dia, enquanto o foguetinho fazia a festa na casa dos avos.

- Breno, para de gritar. - ele me olhou e começou a bater palma e sorrir no cercadinho que eles haviam comprado pra ele. - Mari..
- Oie querida
- O Luan me pediu em casamento essa noite - sorri fraco - Mas eu acho que ele estava dormindo, eu não sei, ele não falou nada hoje.
- Sério? Como foi? - perguntou sorrindo
- Eu estava dormindo e ele me acordou, me pediu e eu aceitei mas eu não entendi poraud ele não tocou no assunto hoje.
- Talvez ele não acha que seja necessário falar novamente, ou pergunte á ele.
- Mmmm, é. Acho que vou.

Passamos a tarde toda na casa dos pais dele e no inicio da noite fomos embora. (...) Estava dando mamá para o Breno enquanto ele falava com o Dudu no celular. Não sei nem como o Breno estava mamando pois ele estava praticamente dormindo, fiz carinho em seus cabelinhos e beijei sua mãozinha. Assim que ele soltou o coloquei no berço e fiquei um tempo o olhando e pensativa sobre o quase ou pedido de casamento..

- O que está pensando? - Luan sussurrou ao meu ouvido me tirando do transe.
- Mmmmm, nada. Vamos pro quarto.
- Vamos.

Deixamos o quarto do Breno e partimos para o nosso. Luan não tocou no assunto, certo, ok! Esquece isso, Andressa. Os dias seguintes se passaram. O Breno não parava de crescer e tentar conversar. Aonde iamos alguém nos parava encantados com ele. Luan estava de volta aos shows e eu estava deitada no sofá assistindo alguns videos interessantes e de olho na minha pequena criatura comendo o pé e resmungando. Meu celular tocou e era ele fazendo chamada de video.

- Oi linda.
- Oi amor.
- Tudo bem por aí sem a minha presença?
- Tudo graças a Deus. Seu filho não para de comer o pé. Bre, fala oi pro papai. - sentei ao seu lado e ele começou a sorrir e bater na tela falando papá.
- Não está frio ai?
- Está muito quente.
- Sério? Aqui está um gelo
- Muito sério, por isso ele está so de fralda, ta quente demais.
- Humm, e você?
- Eu o que?
- Está de que?
- Eu estou, hãm... de short e sutiã
- Hummmm. Deixa eu ver.
- Ver o que?
- Você sabe.
- Será?
- Eu queria te fazer uma pergunta.. Já que lembrei.
- Qual?
- Porque você estava tão pensativa nos ultimos dias? - ele riu
- Não é nada, as vezes fico assim
- Eu te conheço, sabe.. Você não fica pensativa atoa..
- Você lembra da segunda noite que você chegou aqui.. Então no meio da noite você me acordou você lembra de alguma coisa? - mordi o lábio, ansiosa para ouvir a resposta, nervosa talvez.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Capítulo oitenta e dois

6 dias se passou.

Havia pegado no sono na rede da área de lazer. O mais incrivel que eu tive um sonho lindo com o Luan, parecia que a gente tinha vivido aquilo, foi algo diferente pra mim, tão real. Levantei devagar da rede mas toda afobada, gritando igual louca.

- Luan. Eu acho que.. AAAAAAAA
- O que foi? - ele apareceu rápido assustado
- Eu acho que sonhei com algo que vivemos, eu não tenho certeza, mas se eu não me engano você já me contou sobre esse episodio.
- O que, fale.
- Fomos viajar para uma praia perto daqui um dia? você estava com uma calça... branca. Eu dirigi seu carro eu acho.

Ele me pegou no colo animado com cada palavra que eu falava.

- Esse dia, estavamos voltando de uma "briga" porque nosso primeiro encontro foi uma merda e caramba você conseguiu se lembrar de alguma coisa. Isso é tão importante.
- Eu consegui lembrar, estou tão feliz.
- Você não imagina como estou me sentindo.
- Isso é tão importante pra gente. Eu me sinto, hã.. agora alguém que você realmente conhece.
- Alguém que conheço e idolatro o chão que você pisa? - ri e o abracei forte.
- Estou emocionada, eu realmente precisava. Era muito importante pra mim, não que eu duvidasse de sua palavra, eu só queria uma confirmação completa.
- Eu estou feliz por isso. Meu Deus, caramba, feliz é pouco. - riu e beijou minha bochecha.

Os próximos dias foram engraçados, lembrei poucas coisas a mais, ele voltou a fazer show, eu fiquei animada por ele, afinal ele amava aquilo. Finalmente estava livre dos gessos, foi estranho pra mim quando tirei mas ao mesmo tempo aliviante. Sarah estava passando os dias comigo, eu fiquei feliz em "conhece-la" mais, eu desejei não ter tido um branco de nossa amizade, pela forma que ela falava pareciamos ser inseparaveis. Ela me levou no cabeleireiro aproveitei também para fazer as unhas, depilei cada pelo do meu corpo. Mudei um pouco meu visual, a partir de hoje sou uma nova Andressa, quero estar maravilhosa para quando o Luan chegar de viagem, ele merece.

- Eu queria fazer algo diferente.
- Tipo?
- Sentir uma dor nova?
- Como?
- Furar a língua, já me falaram que é bastante interessante.
- Amiga - ela riu - Vamos.
- Você acha uma boa ídeia?
- Sabe pra quem você deve fazer essa pergunta?
- Ah quem?
- Para o Luan, numa manhã seguinte após muita curtição.
- Você acha que ele iria gostar?
- Dizem que os homens ficam loucos ao sentir
- A gente não fez nada ainda desde que estamos em casa. - senti minhas bochechas corarem. - Ele queria esperar eu melhorar completamente.
- Imagina o tanto que ele deve estar louco.
- Sim. Ele parece mas está fingindo que não.

Na volta busquei o Breno na casa dos pais do Luan

- Que linda, seu cabelo está maravilhoso. É muito bom mudar.
- Aprecio seus elogios, dona Marizete.
- Ele vai amar, não tenho dúvidas.
- Torço pra que sim.

Conversei com ela sobre deixar o Breno depois de amanhã com eles, pois queriam fazer uma surpresa para o Luan e ela aceitou na hora. (...) Hoje o Luan chega de viagem, ele disse que viria de madrugada. Não sei porque mas estou ansiosa e nervosa para vê-lo. Arrumei toda a casa a base de velas acesas, no nosso quarto espalhei pétalas por todo o comôdo. Fiz uma massa bem gostosa pra gente comer. Estava ansiosa assistindo televisão esperando-o. E se ele mudasse de ideia e viesse só amanhã. Fiquei esperando por um tempo longo até que ouvi o barulho da van. Desliguei a tv e fui acender algumas velas que restava. Fiquei atrás da porta esperando cada movimento. Ele destrancou a porta e abriu. Parou na mesma, olhando em volta. Fechou sem se virar.

- Oi. - sussurrei em seu ouvido.
- Você está ai. Oi - se virou e ficou me encarando - Você está.. uau.. deslumbrante. Linda!
- Obrigada.
- Você.. hã.. estamos comemorando alguma coisa?
- Porque você não deixa suas coisas ai. - ele soltou sem me olhar no chão. Seus olhos passearam por todo o meu corpo.
- Cadê o Breno?
- Está com seus pais.
- Hum... - peguei em sua mão levando-o para o sofá. O empurrei devagar e me posicionei em cima dele. - Eu pensei que você estaria dormindo. - inclinei até seu ouvido e sussurrei
- Você pretende dormir agora?
- Não.
- Que bom, pois eu também não. - mordisquei sua orelha.
- Você está cheirosa.. e linda.
- Obrigada. - beijei seu pescoço e me levantei. Ele tentou me segurou mas recuei.
- O que? - riu?
- Eu comprei alguma coisa pra você, mas não sei se você vai gostar.
- Comprou? O que é? - comecei a desabotoar meu sobretudo, ele levou os braços atrás de sua cabeça e começou e sorrir. Deslizei o sobretudo e mostrei a lingerie que estava.
- E ai? - ele riu e fechou os olhos. - Você não gostou? Eu posso colocar outra. - sorri mordendo o lábio inferior. Ele me puxou pela mão me posicionando novamente em seu colo.
- Eu posso te beijar primeiro, depois eu respondo?
- Humm, não sei, deixa eu pensar. - o encarei rindo e mordisquei seu lábio. Estavamos prestes a nos beijar quando recuei.
- Você está me provocando.
- Eu estou?
- Você está. - rebolei devagar em cima dele.
- Eu não sei se estou..
- Você quer que eu goze nas calça, prefiro fazer isso dentro de você. - dessa vez foi a minha vez de gemer baixinho
- Você lembra daquele dia que estavamos conversando, e você disse que estava esperando eu melhorar e quando isso acontecesse você não ia ser legal e muito menos sabia se poderia parar tão cedo? - sussurrei o mais provocante possível em seu ouvido.
- Eu lembro.
- Eu estou maravilhosamente bem. Não sei se você ainda percebeu.. você esteve longe.
- Eu vejo. - ele riu.
- Mas quem está no comando hoje sou eu, certo?
- Sério? poxa. - fez biquinho, suas mãos estavam em meu bumbum, as vezes ele apertava devaga.
- Eu fiz algo pra gente comer.. você quer?
- Eu quero você! - seus olhos estavam ainda mais escuro, ele parecia louco de tesão, dava pra sentir o quão duro ele estava.
- Eu quero te beijar. - encostei novamente em seus lábios quentes e o beijei. Dessa vez foi sua vez de parar.
- Você.. Espera..
- O que? - sorri.
- Você furou a língua?
- Talvez sim, você.. - ele me beijou outra vez segurando firme meu cabelo, gemi contra sua boca, não aguentava mais me segurar.
- Quero sua língua no meu pau, pra já. - sussurrou rouco enquanto beijava meu queixo, pescoço..
- Eu estou no comando essa noite. - levantei, ele me encarou sorrindo. Abaixei meu olhar até sua calça, peguei em sua mão e o levantei também. Tirei sua camiseta, levei as mãos até sua calça e abaixei, caindo de joelhos. Tirei seu pênis para fora e o encarei. Seus olhos estavam ainda mais escuro. Ele gemeu quando deslizei o piercing lentamente pela cabeça de seu pênis e comecei a provoca-lo. Não perdi tempo e o engoli, levando seu pênis dentro e fora da minha boca. Suas mãos seguraram firme meus cabelos e ele deixou a cabeça cair para trás.
- Eu vou gozar, meu Deus, você é incrível.

Continuei tomando-o em minha boca, até o mais fundo possível até ele gozar em minha garganta, engoli cada gota e depois levantei.

- Eu acho que agora é minha vez, você não acha? - ele sussurrou levando as mãos até meu sutiã, mas soltou. - Você está linda demais nessa traje para eu desfaze-lo tão depressa, porque você não da uma rodadinha? - ele se sentou e eu dei a rodadinha lentamente, aproveitando para tirar meu sutiã e jogar em sua cara. - Porque você é assim em, eu vou gozar novamente só de te olhar. - sentei em seu colo novamente e ele apertou meus seios, e depois levou-os na boca um após o outro, grunhi, ele tinha a boca de um verdadeiro deus.
- Eu quero você dentro de mim.
- Será que você está pronta pra mim?
- Sim. - me esfreguei em cima de seu pau. - Eu nunca estive tão pronta.
- Será? Acho que eu devia ver primeiro e depois te falar.
- Eu quero você dentro de mim. - sussurrei - Não aguento mais um minuto de espera.
- Não? - mordiscou o bico do meu peito e grunhi inclinando a cabeça para trás. - Mas porque você está me falando se é você que está no comando - mordeu meu lábio - Não foi isso que você me disse?
- Mas eu não quero estar no comando agora.. - passei os dentes em seu pescoço. - Eu quero que você me pegue e me foda da maneira que quiser.
- Humm, será que posso? - me encarou com seus lindos olhos escuros, pegou-me no colo e me deitou no sofá, rasgou minha calcinha, me deixando totalmente sem reação e ainda mais louca de tesão. Abriu minhas pernas o quanto pode, passou o dedo na minha entrada. - Você está encharcada. - sorri, e ele deslizou dentro de mim, me fazendo gemer alto, ele não começou a estocar até chegar no fundo.
- Luan.
- Oi - respondeu enquanto chupava meus seios
- Não para. - sussurrei

Acordei sentindo dores no corpo em que nem sabia que existia, e na cama. Nem lembrava que horas viemos pra cama. Estavamos emaranhados um no outro, minha cabeça estava em seu peito. Olhei para ele e o vi acordado.

- Bom dia. - sussurrou com sua voz rouca de pós sono.
- Bom dia. - me virei em cima dele, passando as pontas dos dedos em sua barba feita. - Você não dormiu?
- Acordei tem um tempo, gosto de te ver dormir. - deitei novamente em seu peito.
- Vamos fazer o que agora?
- Você tem um plano em mente?
- Hum, nenhum e você?
- Não sei, fizemos uma coisa muito boa na noite passada, talvez possamos repetir. - ele arqueou a sobrancelha e eu ri - Você está dolorida?
- Sim, mas nada que me impeça de repetir o que fizemos na noite passada.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Capítulo oitenta e um

- Uhh, bom.. Sim! - sorri.
- Eu vou fazer então.
- Então faz. - permaneci sorrindo.

Ele se inclinou até minha boca, me olhou nos olhos, colocou uma mexa do meu cabelo atras da orelha, passou os dedos em meus lábios e levou os seus até os meus. Selou demoradamente, lambeu meus lábios e mordiscou lentamente. Abri-os para respirar e ele aproveitou a deixa para deslizar sua língua quente e macia na minha. Fechei os olhos e ele me beijou suave e com paixão. Ele subiu com cuidado em cima de mim e nos beijamos até perder o fôlego, sua boca desceu, destribuindo beijos em meu queixo, pescoço e ombros. Saía baixos grunhidos de sua boca, me deixando um pouco acesa.


- Luan.
- Você quer que eu pare? - falou entre os beijos.
- Óh não. Não pare. - suas mãos apertaram meus seios. Então ele parou, levando o rosto novamente, mordiscando minha orelha.
- Eu quero esperar você melhorar 100% mas você me deixa louco, e eu estou morrendo de vontade de você. Vamos nos conter. - saiu de cima de mim, suspirei frustada. Meu corpo já estava quente e pronto. Fechei os olhos, queria bater nele por fazer tudo isso e simplesmente sair de cima. Ele apareceu um tempo depois já estava quase cochilando.

- Dormiu?
- Sim. - ele riu - Você é rídiculo, não vou falar com você hoje mais.
- Porque? O que eu fiz?
- Você sabe?!?!
- Não sei.
- Você sabe.
- Acho que não. - me puxou com cuidado - Mas você pode me falar.
- Agora também não quero nada.
- Não quer o que?
- Você está brincando comigo?
- Eu?
- Você.
- Não, porque estaria. - lambeu a pele do meu pescoço.
- Você vai atiçar de novo e sair de cima.
- Não vou. Porque vamos dormir. Quando você estiver realmente bem, você vai reclamar porque eu não vou querer parar tão cedo, quem dirá sair de cima. - suspirei
- Porque você acha que não estou boa?
- Você está com uma perna quebrada e um braço, e você nem se lembra de mim.
- Ai, você vai trazer esse assunto logo agora, luan?
- Hum, não! - me puxou e beijou minha testa - Mas vamos esperar você melhorar, garanto que será melhor, quero você inteira.
- Tudo bem.
- Ah, não vai ficar de biquinho, vai?
- Hum, não.

Vimos um filme, e conversamos sobre bastante coisa até ele pegar no sono e me deixando sozinha, lembrarei ele disso na manhã seguinte. No ínicio da manhã ouvi o choro do Breno e acordei assustada. Luan ia levantar, mas o impedi e fui até o quartinho dele.

- Uhh, oi garotão. - ele riu - Você acha que 5h57 é hora de acordar? - ele ficou me olhando atenta, o peguei no colo. - Está com fome? Eu estou morrendo de sono, você acha que eu sou uma mãe legal? - ele permaneceu me olhando com seus olhos enormes e molhados. - Vamos fazer alguma coisa para encher sua barriguinha? - ele sorriu. - Meu Deus, você estâ nascendo dentinho, abre a boca pra mamãe. - ele não abriu - se você não abrir vou te deixar com fome. - ele gargalhou, e sim estava indicios de dentinho, eu queria gritar, aquela criaturinha que.. bom.. nasceu de mim estava nascendo dentinhos. Subi a escada correndo com ele. - Luan. Luan. Luan.
- Fala, gata.
- Você disse fala gata?
- Oi, Andressa.
- O bre está nascendo dentinhos.
- Tá?
- Sim, está. Mostra pro papai, bre.. Abre a boquinha. - ele riu, luan abriu apenas um olho, permaneci a boquinha dele aberta.
- Nosso filho está crescendo.
- Nosso bebê agora tem começo de dentinhos. - ele riu.
- Posso dormir?
- Pode, vou fazer algo pra ele comer.
- Leite né?
- Não, vou dar bolacha. - revirei os olhos e ele riu esfregando os olhos. - Dorme.
- Estou morrendo de sono. - levantei e cochichei no seu ouvido.
- Você poderia me chamar mais de gata, não sei mas eu gosto. - ele riu com os olhos fechados.
- E se eu falar: minha gata?
- Hum.. eu acho que gosto mais ainda. - sorri.
- Ok, posso dormir agora?
- Pode. - fui saindo do quarto.
- Linda.
- Gata, linda, você está tentando me conquistar?
- Sempre.
- O que você quer?
- Liga o ar por favor.
- Vou ligar.

Liguei o ar e sai do quarto. Fiz a mamadeira do Breno, e logo ele dormiu novamente no meu colo. Minha mãe acordou. Chamei um uber, fomos até a padaria e comprei o café da manhã. Eu não lembrava muita coisa dela, mas a pessoa com quem eu mais tinha lembranças ela dela, parecia até algo sobrenatural. Tomamos o café da manhã juntas, eu não queria que ela fosse eu queria conhecer mais da minha mãe, o que minha cabeça não conseguia lembrar, ela é uma pessoa incrível isso ninguém pode negar. Nos despedimos quando ela foi embora. Eu disse que ligaria por vídeo ou ligação, quero ela perto mesmo longe. Breno estava ainda dormindo no carrinho. O tirei de lá e subimls até seu quarto, quando o coloquei no berço ele começou a chorar.

- Tem espinhos nesse berço, é? - ele riu sonolento - Ok, vamos com a mamãe.

Descemos novamente liguei a tv baixinho e deitamos no sofá. Coloquei ele no cantinho, já estava claro e mesmo assim acabei adormecendo. Tive um pesadelo horrível com o Breno, suspirei aliviada quando o vi dormindo aonde coloquei. Levantei com ele no colo e fui para o quarto. Abri a porta e trombei no peito do Luan.
- Já tava indo ver aonde você estava.
- Eu estava fazendo seu filho dormir e acabei dormindo.
- Porque diabos você levantou cedo?
- Como eu disse, seu pequeno filho acordou e sua sogra foi embora.
- Joana foi embora? Você nem me acordou para despedir dela.
- Ela te mandou um abraço e disse que quando as coisas acalmar ela volta para ver como está as coisas.
- Eu sou um genro desagradável.
- Ela entende você.
- Certo. Outra pergunta.
- Manda ver.
- Como você está levando o Breno, um braço machucado e a perna também e se equilibrando, isso está interessante e novo pra mim.
- Eu estou me acostumando, não é difícil e nem um bicho de sete cabeças.
- Uau. Sem palavras. - sorri.

Fomos para o quarto e deitamos, cochichamos para não acordar o Breno e acabamos pegando no sono outra vez naquela manhã.


SAUDADES DE VCS COMENTANDO 😔

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Capítulo oitenta

Ficamos em silêncio por um bom tempo. Breno chorou no seu quarto e levantei para ir até ele. Expressar meus sentimentos á ela e não ter nenhuma resposta era como levar um soco no estomago.

- O que foi? - ele me olhou com o rosto molhado das lágrimas e começou a resmungar. Peguei ele no colo e descemos. Fiz  sua mamadeira e fomos pra sala. Mas ele não quis a mamadeira, coloquei-o no cercadinho e deixei.
- Seus pais vem aqui hoje?
- Não sei, acho que sim.
- Estavamos falando sobre sua agenda.
- Vou esperar um pouco e voltar a ativa, até você pelo menos tirar o gesso do braço.
- Entendi. - peguei o controle e mudei os canais.

*9 dias se passaram* Estava tudo estranho. Andressa havia se fechado completamente pra ela, conversava comigo só o preciso, eu não estava entendendo nada, mas tentando compreender.

- Você está se sentindo mal? Não quis sair da cama hoje.
- Estou bem.
- Você quer comer?
- Depois.
- Quando quiser descer.
- Ok.

No inicio da noite ela pediu sua mãe para que ajudasse no banho, assim como fez nas ultimas 9 noites. Legal. Fiquei sentado no sofá até realmente cansar. As vezes a gente vai pro inferno e nem sabemos, acho que estou nele. Pensei que finalmente ia ter paz depois de tudo. Joana apareceu e sentou no final do sofá.

- Está acontecendo alguma coisa?
- Não, não que eu saiba?
- Eu falei ou fiz alguma coisa pra ela? Ela está me evitando, mal me responde.
- Ela disse que não está se sentindo bem.. e segura.
- Ah, oh.
- Pensou em viajar comigo.
- Pensou?
- Sim - ela falou baixo, triste em falar isso
- Que bom - forcei um sorriso - Que ótimo. - levantei - Bom.

Subi para o nosso quarto e fui diretamente pro banho. Demorei bastante, nem sei se teria sono essa noite... Deitei na cama e suspirei fundo.

- Você acharia ruim se eu passasse um tempo com meus pais.
- Eu preciso te responder isso?
- Eu, ham.. está tudo estranho pra mim?
- Ah, tá? Vai então. Pode ir! - levantei da cama
- Luan.
- O que porra? Se você quiser ir pode ir não estou te segurando e nunca farei isso se é sua vontade VAI com a sua mãe, se você quiser morar lá more também. Você ficou estranha comigo DO NADA PRA ME FALAR QUE QUER PASSAR UM DIAS COM SEUS PAIS? Será que você não pensa se quer de tudo que a gente pode ter vivido, das noites que eu passei no hospital, das noites que eu não dormir porque eu queria estar ali com você, mesmo sabendo que talvez você nem estaria mais ali comigo. Está tudo bem se você for! Se é a sua vontade realiza ela. Você quer ajuda com as roupas ou sua mãe faz isso por você? Você quer que eu chame ela? Que eu compre as passagens, que dia vocês vão? Amanhã de manhã? Da tempo.
- Luan...
- EU TO CANSADO PORRA, EM TUDO QUE VOCÊ PENSA, EU FIZ DE TUDO POR VOCÊ, POR NOS PRA VOCÊ ESPERAR UM CERTO MOMENTO E ME PERGUNTAR SE EU ME IMPORTO SE VOCÊ FOSSE PARA A CASA DOS SEUS PAIS. CLARO QUE EU NÃO ME IMPORTO - ri - Claro que não. Porque eu me importaria não é mesmo, se você não se importa comigo porque eu estou me importando com você, realmente a melhor coisa que você vai fazer é ir morar com seus pais. - sai do quarto indo para um de hospedes e dormir lá mesmo, estava esgotado.

Acordei no meio da madrugada por causa do Breno e o levei para o quarto comigo. Ele havia chorado enquanto eu estava falando com a Andressa e a Joana o fez dormir, acredito.

- Dorme filho. - ele ficou me olhando com seus enormes olhinhos.
- Papa papa.
- Dorme. - ele ficou resmungando e fechei os olhos, mas ele não me deixou dormir, levantei e descemos, tive que tirar forças de não sei aonde para brincar com ele, depois fomos pra rede e ele acabou dormindo no meu peito. Fechei a casa em silêncio e subimos, deitamos na cama e por fim dormi. Acordei no outro dia cedo e fui para a casa dos meus pais. Passei a manhã lá, eles conversaram bastante comigo, até a Bruna. Não queria voltar pra casa, estava mentalmente muito nervoso, eu não queria se quer acreditar que ela tinha me feito aquela pergunta. Aproveitei e passei a tarde no dudu, pretendia voltar aos palcos logo. Voltei pra casa já anoitecendo. Estava falando com a Arleyde sobre os shows.
- Pode..
- Você já quer voltar?
- Quero. Hoje fui no dudu e a gente conversou bastante Breno pode ir com a gente ou ficar com meus pais.
- Ela vai mesmo?
- Deve que vai. - caminhei até meu quarto.
- Conversa com ela.
- Conversar o que, lelê? Eu estava fazendo tudo o que eu podia, você mesmo presenciou viu tudo pra ela chegar e me falar isso, tudo bem. Não vou forçar ninguém a ficar.
- Ok, certo. Vou ver tudo e te ligo pra gente conversar novamente.
- Beleza, obrigado lelê.
- Por nada, se cuida.

Encerrei a ligação, deixei o celular de lado, passei as mãos pelo cabelo, massageando minha tempora. Tomei um banho quente e deitei. Odiava ficar dentro de quarto mas aproveitei para dormir um pouco. Acordei sentindo um pezinho em minhas costas e suas mãozinhas brincando com meu cabelo.

- Ei rapazinho - abri os olhos e vi a Andressa sentada na cama ao meu lado me olhando.
- Oie.
- Oi. Quantas horas?
- 23h
- Nossa.
- É. Cansei de te esperar acordar.
- Pra?
- Pra gente conversar, eu acho.
- Pode falar.
- Não me responde com ignorância.
- Você agora está se importando? Viu como que foi os últimos dias? Só que você me tratando como se eu realmente merecesse.
- Eu sei, me desculpa.
- O que você quer conversar?
- Eu não vou.
- Não precisa ficar contra sua vontade também. Logo meus shows vai voltar eu mal vou ficar aqui também. É só isso.
- Luan.
- O que?
- Fala direito comigo.
- Mas eu estou falando, a real é essa, você não precisa de mim aqui, eu estava ficando em casa por causa de você, já que você não se sente bem e segura comigo porque diabos você vai ficar aqui ou comigo?
- Eu não quis falar aquilo.
- Mas você falou, você falou, e depois você fez questão de me perguntar se eu me importaria que você fosse para o outro lado do pais. Você esperava que eu reagisse normal? Obvio né, até porque você não se importa para o que eu sinto, você não se lembra de porra nenhuma, e eu que me viro lambendo minhas feridas. Eu não vou te segurar aqui não, se você quiser ir, va! Você vai estar com seus pais, e segu - ela trouxe os lábios até o meu, me calando, me deixando surpreso e sem reação.
- Para de falar, que saco. Eu vou ficar, aqui e com você, ou onde você estiver. Cale a boca. Você fala demais as vezes.
- Ah é?
- Sim. Meu Jesus amado.
- Não vou parar de falar, ah não ser que você me faça parar novamente. - ela me beijou dessa vez, de verdade. Retribui com muita saudade, como eu senti falta dessa boca macia e quente. Paramos com o Breno puxando o cabelo dela e iniciando um choro.
- Bre, não puxa assim. - falei.
- Breno, larga o cabelo da mamãe. - o sentei na cama e ele nos olhou e começou a rir e bater palminhas. Rimos dele, a cena foi incrivelmente engraçada. - Você quer jantar?
- Eu vou descer.
- Uhum.

                          Andressa narrando

Ele foi para o banho. Decidi que ele não tinha culpa alguma de tudo o que aconteceu, eu daria uma nova chance para a gente. Queria "começar" uma história com ele, já que não consigo lembrar de nada. Eu vou conseguir e ser feliz, algo em mim me diz isso. Brinquei com o Breno até ele finalmente sair do banho, ele vestiu roupa e descemos. Ele me ajudou até o sofá, deixou o Breno comigo e foi pra cozinha pegar a comida. Fiquei mexendo nos canais até ele se sentar ao meu lado, Breno estava mordendo um brinquedinho.

- Sua mãe já está dormindo?
- Sim, ela vai cedo amanhã.
- Ah.
- É.
- Que horas?
- O vôo dela ta para 6h45. Ela já conversou com um Uber.
- Qualquer coisa eu pegava o carro do meu pai.
- Ela já conseguiu o Uber, está tudo bem.
- Ok.
- Estou doida para tirar essa coisa do braço e da perna logo. Não vejo a hora.
- Tem que melhorar. Até que eu melhorei o meu rápido, eu estava com o braço enfaixado.
- Tá muito quente e pinicando. Você machucou o que?
- O braço e tive alguns arranhões.
- O carro deu perca total?
- Sim. Admiro que nós dois estamos vivos. Nosso anjo da guarda é forte.
- Sim. - sorri. - Ele está com quantos meses?
- Indo para o oitavo.
- Ahhh.

Ficamos em silêncio enquanto ele terminava de comer.

- Você vai voltar essa semana já?
- Pra onde?
- Fazer os shows.
- Não sei, se você fosse ia sim. Na outra já ia voltar aos poucos. Mas acho que vou esperar até você tirar esses gessos do braço e da perna.
- Eu posso me virar se..
- Se nada.
- Tá. O médico falou se eu posso voltar a gerar leite?
- Pra mim não falou nada.
- Ai que saco. - ele riu. - Não ri, ele deve ser amamentado até quase os 2 anos por ai. Ele está indo para o oitavo mês, passou quase um mês sem ser amamentado por leite materno.
- Podemos ir no médico ver o que ele pode fazer se você quiser.
- Cade seu celular?
- Lá em cima.
- Ahh.
- O que quer?
- Nada. - sorri, ele arqueou as sobrancelhas

Deixei que ele terminasse de comer e subimos, colocamos o Breno no seu bercinho, junto ao babá eletronico e fomos para o quarto. Peguei minha roupa de dormir e troquei devagar.

- Quer ajuda?
- Já estou terminando.

Deitamos e ele ligou o ar imediatamente

- Porque você está ligando o ar se nem calor está fazendo? - ele começou a rir - Do que você ta rindo?
- Tinhamos essa briga frequentemente.
- Sério?
- Sim. Todo dia. Eu ligava você desligava ou brigava. Mas as vezes você simplesmente fingia que não tinha percebido ou "brigava" so para acabar como sempre acabavamos. - o encarei, não iria perguntar, era óbvio a sua resposta.
- Hum. Isso é.. - pensei em uma palavra - engraçado
- Sim é. Mas pensa pelo lado bom, a gente se enfia em baixo do edredom, você pode me encostar se quiser, e não ficamos nem com frio nem com calor.
- Parece bom. Vamos.

Me encostei bem pertinho dele. As vezes sentia que estava fazendo algo errado. Mas depois me "lembrava" que eramos assim antes do pior acontecer e que não devia me sentir culpada. Estava passando um filme chato na tv, mas estavamos assistindo.. ou não.

- Eu queria tanto fazer uma coisa.
- Faça.
- O que eu quiser? - o encarei pensativa
- Uhh, bom.. Sim! - sorri.
- Eu vou fazer então.
- Então faz. - permaneci sorrindo.

Ele se inclinou até minha boca, me olhou nos olhos, colocou uma mexa do meu cabelo atras da orelha, passou os dedos em meus lábios e levou os seus até os meus. Selou demoradamente, lambeu meus lábios e mordiscou lentamente. Abri-os para respirar e ele aproveitou a deixa para deslizar sua língua quente e macia na minha. Fechei os olhos e ele me beijou suave e com paixão. Ele subiu com cuidado em cima de mim e nos beijamos até perder o fôlego, sua boca desceu, destribuindo beijos em meu queixo, pescoço e ombros. Saía baixos grunhidos de sua boca, me deixando um pouco acesa.

- Luan.
- Você quer que eu pare? - falou entre os beijos.
- Óh não. Não pare. - suas mãos apertaram meus seios. Então ele parou, levando o rosto novamente, mordiscando minha orelha.
- Eu quero esperar você melhorar 100% mas você me deixa louco, e eu estou morrendo de vontade de você.

domingo, 17 de setembro de 2017

Capítulo setenta e nove

Andressa havia recebido alta quatro dias após e já estavamos em casa, ela ficou um pouco travada quando chegamos, a levei para todos os lugares mostrando-a nossa casa, ela estava com uma perna quebrada e um braço. Era tranquilizador estar em casa novamente, e com ela. Deixei ela com todos e fui tomar um banho. Quando desci novamente a encontrei sorrindo, eu me senti vivo novamente. Ficar sem vê-la daquele jeito tinha sido uma das piores partes do meus dias. Sentei ao lado dela.

- Eu queria tomar banho, também. Minha mãe.. pode.. hã.. ou você.
- É com quem você se sentir mais a vontade, eu não ficarei mal por isso. - ela me encarou por longos segundos, olhou para frente e colocou a mão na minha coxa.
- Você me leva?
- Sim.
- Estou fazendo a janta. Se vocês preferir eu levo no quarto, imagino o quão cansados estão.
- Ela vai resolver o que quer.
- Tudo bem. - sorriu.

A peguei no colo e subimos.

- Hum, você é forte, já me levou para todos os lugares da casa, está subindo e descendo escada comigo.
- Aproveita, não faço isso com todo mundo. - ri fazendo- a sorrir comigo. A sentei na poltrona e deixei. Fui até a banheira e deixei enchendo, acredito que seja melhor por causa dos engessados. - O que você quer vestir?
- Qualquer coisa larguinha. - olhei na sua parte do closet, pensei, não escolhi nada, caminhei até ela pegando-a no colo e deixei com que ela escolhesse. - Você gosta disso?
- Qualquer coisa em você fica lindo. - ela sorriu e escolheu um vestido preto, abri suas gavetas de roupas intimas, e ela escolheu apenas uma calcinha preta. - Isso é tudo?
- Sim.

Deixamos na cama e fomos pro banheiro.

- Você vai se cansar de mim. Eu não consigo fazer nada sozinha com esse braço assim, meu Deus.
- Andressa, é mais fácil você se cansar de mim do que eu me cansar de você.
- Me ajuda com o cabelo. - fiz um rabo de cavalo e em seguida um coque.

Desliguei a banheira, ela ficou um pouco estranha quando tirei sua roupa, mas fingi que não percebi nada e a coloquei dentro. Lavei todo o seu corpo, meu Deus, ela é completamente linda.

- O que foi? - ela perguntou
- Nada.
- Parece estar longe. O que está pensando?
- Nada.
- Me conta.
- Não sei se devo?! - ri arqueando as sobrancelhas.
- Deve, me conte.
- A gente já fez tanta coisa nessa banheira. Eu estou pensando isso.
- Você está pensando na gente transando?
- Uh, sim - gargalhei. - Você é linda, tem um corpo lindo, eu sou um homem louco por você, e bem.. vamos parar? - ri, não a olhei, mas senti seus olhos fazerem furos em meu rosto.
- Eu devo ter emagrecido, ainda estou bonita pra você?
- Eu preciso responder? Você seria bonita de qualquer forma, você continua linda, mesmo com uns quilinhos a menos. Eu te acharia linda mesmo com quilinhos a mais. Pra mim isso é o que menos importa. - ela não disse nada

Ajudei ela com a roupa e a deixei na cama enquanto desci para buscar janta para ela.

- Já está pronto, você veio buscar?
- Sim, vocês já comeram.
- Estavamos esperando vocês.
- Eu vou levar comida pra ela, tomar um banho e desmaiar, vocês se importam? Depois de semanas finalmente vou ter uma noite boa de sono, nem acredito. - eles riram.
- Você merece, qualquer coisa nos chame. Já fiz a mamadeira dele e ja dei.
- Vou dar um banho nele pra gente dormir. Bora garotão? - ele riu pra mim, peguei ele no colo e o prato no outro braço. - Vocês ficam a vontade né? Sabem que a casa é de vocês, qualquer coisa podem me chamar.
- Sim, estamos bem.
- Então ok, boa noite.
- Boa noite.

Dei o prato á ela.

- Você consegue?
- Hum, sim.
- Vou tomar banho e dar banho nele. - ela assentiu. - Está bem aí?
- Você pode me dar mais um travesseiro. - coloquei o meu em suas costas
- Assim?
- Sim, obrigada. - Tirei sua roupinha.
- Vai ficar bem?
- Vou.
- Já já estamos de volta.
- Sim.

Tomei banho junto com o Breno, já tinha virado craque nisso de tanto fazer isso nos últimos dias. Ele amava água, tanto que já fez infinitas birras para não sair dela. Enrolei a toalha na cintura e saímos. Ela estava quietinha assistindo tevê. Estendi uma toalha do Breno na cama e o sequei com outra, ele não parava de rir pra mim e morder um dos pézinhos quando eu dava um tempinho, fui buscar sua fralda e coloquei nele. O deixei ao lado da Andressa enquanto fui vestir roupa. Quando voltei ele já estava no colo dela apoiado no seu braço bom, quase dormindo.

- Imagino a falta que ele sentiu desses momentos. - ela o olhou, deitei na cama e suspirei fundo. Só deitando de verdade na cama vemos o quanto estamos cansado, e eu já estava esgotado. Tirei seus travesseiros e a ajudei deitar. Breno deitou quietinho no peito dela e ficou, a mãozinha agarrada na camiseta da Andressa.
- Pode apagar a luz.

Desliguei a luz e ficou apenas o clarão da tv. Acabei dormindo o mais rápido que imaginei. Acordei no meio da noite ouvindo um baixo gemido, era dela.

- Ei, o que foi?
- Minha cabeça doi muito.
 - Porque não me chamou. Vou pegar seu remédio.

(...) Ela dormiu depois de relaxar, deixei o breno no cantinho e a puxei para o meu peito. Acaricei seus cabelos até também pegar no sono. Acordei e a cama estava vazia. Tentei imaginar como ela desceu. Fui pro banheiro fazer as higienes matinais aproveitei e tomei um banho. Desci e a encontrei sentada no sofá com o Breno em seu colo dormindo. Sua mãe estava na cozinha lavando a louça, seu pai eu não fazia ideia.

- Oi.
- Ahh, que susto - ela riu - Oie.
- Comeu?
- Sim. Vai comer também. Minha mãe fez bolo, café, tem roscas, pão de queijo, suco.
- Humm, vou mesmo. - passei os dedos no rosto do Breno e fui. - Bom dia, sogra.
- Bom dia, querido.
- Cadê o carlos?
- Foi cedinho embora. O trabalho o chamou urgentemente. E como a Andressa está melhor falei que ele podia ir, bom que fica com os meninos também. Logo que eu ver que está tudo bem mesmo vou também.
- Sabe que pode ficar o quanto quiser, né? - enchi minha xícara de café.
- Sei, mas preciso ir também. Vou cuidar dela e depois vou.

Conversamos até eu terminar meu café e depois fomos pra sala. A tarde muitas pessoas veio visita-la. Ela estava bastante animada, mas não conseguia se lembrar de ninguém. A noite conversei com ela sobre coisas que gostavamos, mostrei alguns vídeos, o médico disse que isso poderia ajudar, mas que não era certeza, que talvez ela nunca se lembraria, mas eu não iria desistir, mas mesmo que ela não se lembrasse fazeriamos lembranças novas e especiais. 3 dias após sua mãe saiu logo após o almoço ficamos na sala assistindo tevê.

- Você não tinha uma agenda pra cumprir antes de tudo acontecer?
- Sim.
- Você não vai...
- Você está me despachando?
- Ham? - arregalou os olhos - Claro que não, não foi isso o que eu quis dizer.. Eu..
- Eu entendi, estava so brincando. - ela me deu um cutucão forte me fazendo rir
- Você é muito bobo.
- Eu senti muito sua falta, parece que agora estou vivendo em uma coisa que inventei na minha cabeça, eu passei os piores dias da minha vida, os ultimos já colocando na minha cabeça que você estava morta, tentando me conformar, minha última esperança foi o Breno. Mas eu já estava tão no meu limite, que meu Deus. Eu olho pra você agora e quero estar cada segundo com você, te abraçar, te beijar, fazer tudo com você, cuidar de você como se não houvesse o amanhã, afinal a gente nunca sabe se o amanhã realmente vem. Essa noite eu perdi o sono porque eu comecei a pensar demais, no que eu faria sem você, de como eu cuidaria do Breno sem você e eu não tive uma resposta. Parece que eu me perco sem você, eu não estava acreditando que Deus faria aquilo comigo, na minha cabeça iriamos viver juntos até morrermos velhinhos, com filhos, netos, casa cheia. Desde que foi você, é você e será até que eu parta dessa para melhor.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Capítulo setenta e oito

Já era a noite quando o médico veio nos avisar que ela havia acordado, eu vibrei tanto, eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, eu já tinha quase perdido toda as minhas esperanças e saber que ela estava de volta, de volta pra mim, que ela tinha acordado.. Era algo inexplicavel. Eles a tiraram da uti levando-a para um quarto. Fui com o Breno, ela estava de olhos fechados quando entramos. Fui devagar até o lado da maca.

- Oi - sussurrei, ela assustou e abriu seus lindos olhos cor de jabuticaba. Ela me olhou confusa - Eu sou o Luan. Esse é o Breno.
- Oi. - sua voz era baixa
- Mama - breno falou
- Ele...
- É o Breno, seu filho.
- Meu, meu filho?
- Sim.
- Óh. - deitei ele com cuidado em cima dele - Ele parece você.
- Sim.
- Eramos..?
- Namorados, juntados.
- Hum. - ela me olhou sem nenhuma expressão. - O que me aconteceu?
- Sofremos um grave acidente, mas infelizmente você foi a mais prejudicada.
- Entendi. - ela olhou o Breno que estava a olhando quietinho. - Ele é lindo.
- É.
- Me desculpa.. eu não consigo lembrar.
- Está tudo bem. Você está viva. Isso me deixa feliz. - ela não disse nada. - Seus pais querem te ver. Vou deixa-los entrar.
- Sim. Ele.. pode ficar?
- Claro que pode.

Sai do quarto indo até onde seus pais estavam. Sarah havia chegado com o Igor, meus pais também.
- Vão lá gente. - falei sorrindo. Sentei ao lado da minha mãe
- Como ela está?
- Bem.
- Que bom filho..
- É..
- Ei, o que foi?
- Nada.
- Luan.
- Ela não se lembra de mim - desviei o olhar novamente - Eu posso estar sendo um pouco egoísta com tudo isso, mas doí em mim saber que ela não se lembra de nada do que vivemos.
- Você vai conquistando ela aos poucos novamente, filho. Você pode ir fazendo ela se lembrar, você pode conseguir que ela recupere a memória, eu já ouvi falar muito disso. Isso pode acontecer com vocês. E mesmo que isso não aconteça é uma nova história que vocês irão começar, ou melhor recomeçar.
- E se eu não conseguir conquista-la novamente.
- Eu não tenho dúvidas da sua capacidade, meu amor. E é impossível não ser conquistada por você, até quem não convive é apaixnada por você, imagine ela que viverá com você, que receberá amor o dia todo, que verá o quanto você é uma pessoa maravilhosa e querida. Eu não tenho dúvidas disso. Não deixe o medo colocar uma ponte em sua cabeça em que você não consegue passar. Você é capaz de conseguir o que bem quiser, basta querer. - Suspirei fundo.
- Obrigado mãe. - ela me deu um beijo na bochecha
- Não se desespere. E o melhor de tudo, vocês tem um amor no meio de tudo, o Bre. Isso ajudará ainda mais.

Todo mundo veio vê-la. Ela reconheceu bem pouco os pais, e o Breno mexeu bastante com ela. Andressa o queria o tempo todo com ela. Seus pais deixaram que eu fosse seu acompanhante, eu não sabia agora que dia que ela iria receber alta. Sentei do seu lado, ela me olhou.

- Me conta sobre você.
- O que você quer saber?
- O que você faz?
- Eu canto.
- Sério? - assenti sorrindo - canta uma música.
- Qualquer uma?
- Uma que eu gostava muito. - fiquei pensativo e logo lembrei de uma que ela gostava muito e comecei
- É impressão minha ou o sol brilhou mais forte quando olhou pra mim, o brilho desceu das estrelas e no meu olhar ficou até o fim.. É impressão minha ou metade do meu peito mora em você, se o mal chegar entro na frente pra te proteger eu te amarei por 1001 motivos vou perguntar baixinho ao pé do ouvido.. Promete que vai ser só minha que vai me entender num olhar, promete que vai visitar os meus sonhos de noite a luz do luar. Promete ler meus pensamentos decifrar o meu coração, por que só assim vai saber que minha vida inteira está em suas mãos... Em suas mãos... - sorri
- Óh, você tem a voz linda. Eu gostei dessa, como chama?
- Promete. - ela me olhou com os olhos enormes, suaves.
- Como nos conhecemos?
- A sarah aquela garota que entrou aqui mais cedo é sua melhor amiga, ela te levou para a casa do ex namorado dela, que é um cantor, e eu sou amigo dele e estava lá.. Eu te levei pra casa no dia e bom, pedi seu número.
- Eu dei?
- Deu - ri - Mas não foi lá algo tão fácil, você tinha acabado de terminar um namoro por um cara que você gostava muito. Mas ele não era o cara certo pra você.
- Hum.. - ela olhou para o Breno que dormia em cima dela.
- Se ele estiver pesado, eu o coloco no carrinho.
- Eu quero ele aqui.
- Ele aprendeu a falar "mama" com você aqui já. Ele praticamente ficava o dia inteiro falando mama mama. - ela levou o braço bom até seus cabelinhos e acariciou
- Você não se importa de eu não lembrar nada?
- Eu me importaria se você tivesse morrido, além de perder a mulher da mimha vida iria viver com a culpa de que matei você. Aliais, eu estava dirigindo o carro. - ela não disse nada, nem me olhou. Ficamos em silêncio por um breve momento
- Ele parece muito você.
- Todo mundo fala. - falei baixo.
- Ele devia parecer pelo menos alguma coisa comigo, você não acha?
- Você está dizendo isso caso eu..
- Eu só estou tentando brincar.
- Ah.. sim.. certo.
- Me mostra fotos nossa?
- Você ainda não consegue acreditar que eu era seu namorado antes do acidente?
- Eu só quero ver uma foto. Eu.. acredito em você. - fiquei a olhando, então peguei meu celular, coloquei no album que tinha várias fotos nossa. Ela olhou uma por uma, parando por alguns segundos. - Que linda essa.
- Foi na nossa casa.
- Nossa?
- Moramos juntos.
- Ah. Eu você e ele?
- Sim.
- Entendi. - voltou a ver as fotos, e começou a ter um monte apenas dela, sozinha, sorrindo, fazendo careta, descabelada, acordando, brincando com o Breno, cozinhando, distraída. - Eu já tinha visto essas fotos antes?
- Não.
- Você é um fotográfo bom.
- Eu via essas fotos quando estava longe, uma forma de tentar matar a saudade.
- Longe?
- Eu fico alguns dias da semana fora de casa por causa de shows.
- Você é um cantor bastante conhecido - assenti dizendo
- Acho que sim
- Você tem várias fãs loucamente apaixonadas?
- Acho que sim, também.
- Isso parece legal.
- É bastante.
- Eu namoro um cantor muito conhecido?
- Se você quiser me namorar ainda, a resposta é?
- Entendi. Eu lidava bem com isso?
- Sim.
- Entendi. - voltou a olhar as fotos. - Essas daqui é?
- Você fez um ensaio um tempo atrás.
- Entendi. - a olhei. - O que eu fazia da vida?
- Como assim?
- Eu trabalhava?
- Depois que você engravidou saiu, foi um pouco complicada a gravidez também, estavamos separados um tempo. Porque haviamos brigados.. você escondeu até um certo ponto, depois voltamos aos poucos..
- Hum. - me entregou meu celular. - Acho que vou dormir um pouco, minha cabeça doi e estou cansada.
- Certo.

As enfermeiras apareceu no meio da madrugada, ela estava quietinha, não consegui dormi, fiquei sentado olhando a televisão, minha cabeça estava longe.
- Você não está com sono? - assustei, jurava que ela estava dormindo, mas seus olhos estavam em mim.
- Não estou.
- Você pode deitar aqui se quiser.
- Está tudo bem, não consigo dormir.
- Posso pegar na sua mão?
- Pode - levei até a dela, que ficou mexendo da palma da minha mão até pegar no sono. Coloquei o Breno no carrinho com cuidado para não acordar, eu não sei se era a tranquilidade de estar com a Andressa, mas ele estava dormindo tanto.

Levei os dedos até suas bochechas e acariciei devagar, ela havia emagrecido, seu rosto estava mais fino, mas ela continuava linda.

- Dorme. - sussurrou.
- Você vai me assustar toda hora? - ela sorriu a primeira vez ali
- Assustei também.
- Me desculpa
- Não pare. Você tem as mãos bem macias.
- Você acha?
- Acho. Você devia dormir, eu estou com sono.
- Daqui a pouco vou.
- Certo.

Na manhã seguinte ela acordou gritando de dor na cabeça, as enfermeiras logo apareceram e aplicou um remédio em sua veia. O médico adentrou o quarto

- Fique tranquilo, isso irá acontecer por alguns dias ainda, por conta da cirurgia, mas depois passará.
- Certo.
- Leve o garota para passear.

Breno estava berrando tão assustado como eu. Dei uma volta com ele pelos corredores e voltei, ela ainda dormia. Seus pais veio vê-la novamentes, suas amiga do trabalho, a bruna, sarah e igor, claudia.. Aproveitei para ir em casa tomar um banho e dar um banho no Breno. Quando voltamos so estava seus pais e a Sarah.


- Ela está bem?
- Está dormindo - Joana falou sorrindo - A cabeça voltou a doer, e eles deram um remédio a ela que deixou bastante sonolenta.
- Entendi.
- Ele está dormindo?
- Dormiu no caminho. Acho que agora ele finalmente vai voltar a dormir normal.
- Graças a Deus né. - falou Joana
- Sim.
- É tão estranho ela não nos conhecer pois ela fica estranha, receosa. - sarah falou triste.
- É estranho, mas aos poucos acredito que ela pegue intimidade com a gente. - Joana
- Sim, eu acho que vou passar alguns dias com vocês quando ela for pra casa, pode Luan?
- A vontade.
- Êeehhh.

Na madrugada, estava brincando com o Breno que estava acordado. Ela estava dormindo ao nosso lado.


- Como nós vamos fazer para reconquistar sua mãe? Você já pensou numa ídeia, tem que ser uma ídeia muito inteligente. - ele riu batendo as palminhas - Nós pode dar muitas flores para ela, com um bilhete: somos os homens da sua vida, o que você acha? Você tem alguma ídeia melhor? - ouvi a risada dela. - A você está acordada.
- Acordei com ele.
- Você gostou da nossa ídeia mamãe? - imitei uma voz de criança, ri junto com ela
- Gostei.
- Então eu e meu papai vai providenciar.
- Ok. - ela sorriu.
- Está melhor?
- Sim, o remédio é muito forte.
- Imagino.
- Eu gostei dos seus pais.. Acho que já estou encantada com minha.. hã.. sogra?
- Sim, sua sogra.
- Ela e muito doce, seu pai é sua cara e muito doce também, eles me contaram como você ficou, estou um pouco mexida..
- Você está?
- Acho que sim.

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...