domingo, 18 de fevereiro de 2018

Capitulo oitenta e três

Acordamos com o Breno chorando sem parar, levantei correndo e ele está pendurado no berço segurando a coberta, um ursinho, flanela a pouco de cair no chão, nem eu entendi como aquilo estava acontecendo. O peguei no colo e ele me segurou firme

- O que você estava tentando fazer, filho. - comecei a rir
- Mama, mama - esfregou as mãozinhas no rostinho
- Está tudo bem, shiiii - ele não parava de forma alguma - Foi só um susto, meu amor.
- O que foi? - Luan chegou por trás.
- Acho que ele estava tentando descer do berço e engastanhou.
- Vem com o papai. - ele foi com facilidade e os dois foram saindo, aproveitei para arrumar a bagunça e vi um rasgado, onde ele estava no meio. Fui a procura deles que estava na rede. Breno ainda resmungava baixinho.
- Acho que ele está assustado.
- Sim.

Caminhei até o banheiro, fiz minhas higienes pessoais e tomei um banho morno. Desci para fazer nosso café da manhã. Luan deitou o Breno no cercadinho e sentou-se na bancada enquanto eu fazia o café.

- Que dia você furou a língua?
- Tem uns dois/três dias.
- Huum. Entendi! Você ficou linda com esse novo corte de cabelo. Você conseguiu a proeza de ficar ainda mais linda - sorriu pra mim
- Obrigada.
- Sério, tá muito gata.
- Obrigada amor, fiz especialmente pensando em você. - ele me puxou com seus pés e me abraçou.

O nosso dia foi tão tranquilo, nós três. Fazia tempo que não me sentia da forma que me senti hoje.

- O que está pensando? - o olhei, enquanto ele fazia carinhos na minha orelha
- O quanto estou feliz, é tão bom estar lembrando aos poucos de tudo, é tão bom estar aqui com você e sentir meu coração quase explodir de tanto amor. É bom estar aqui com você e o Breno, não há outro lugar no mundo que eu desejaria estar a não ser aqui, com você, com vocês.
- Ah, mor. Para com isso! - me puxou para um abraço.
- Eu queria tanto me lembrar das coisas, não por medo de não conseguir lembrar e não saber o quanto eramos felizes antes do acidente, pois mesmo se eu não lembrasse eu te amaria do mesmo jeito, na verdade até mais.  Mas é tão importante, agora sinto que sou eu mesma. Não como se eu tivesse nascido ontem, se é que você me entende.
- Eu te entendo perfeitamente. - beijou meus cabelos - Eu te entendo. - sussurrou.

Ficamos olhando o Breno brincar com seu brinquedinho todo vidrado e tentando falar algumas palavrinhas.

- Você tem vontade de ter outro?
- Outro o que?
- Filho.
- Você tem? - perguntei e ele assentiu - Então eu tenho.
- No começo eu fiquei tão apreenssivo com medo de como seria, se eu seria um bom pai, mas hoje eu só agradeço. A felicidade de tê-lo é a maior de todas. - sorri entrelaçando nossos dedos.
- Gratidão enorme por ele.
- Exatamente. Gratidão maior ainda por você ter me dado ele. Gratidão por VOCÊ ser a mãe dele. - sorri e o beijei doce e terno.

Deitei em seu peito e ficamos assim por um bom tempo assistindo filme... A noite fiz a janta com sua ajuda e depois fomos pra cama e dormimos. Breno acordou chorando querendo mamar, levantei com cuidado da cama e fui até ele. Estava morta de sono, caminhei até seu quarto de olhos fechados, o peguei e sentei na cadeirinha, dando mamá a ele, que puxou meus cabelos me fazendo abrir os olhos, ele soltou meu peito e começou a sorrir pra mim.

- Que sorriso mais lindo, meu amor. - ele não parava de sorrir, seus dentinhos estavam dando sinal de vida, e eu queria morder ele até espremer os olhinhos. - Que delicia de sorriso. - ele voltou a pegar meu peito, e começou a vazar de tanto que ele chupava largava e sorria. Assim que ele resolveu mamar e dormir o coloquei novamente no berço e fui. Luan estava parado na porta. - Oi. - ele cheirou meu pescoço.
- Estou cheirando a leite, amor.
- Hummm. - me pressionou contra a parede. - Sabe..a eu fiquei te olhando e reparei que você está ainda mais linda, depois que teve o Breno.  Você está incrívelmente mais bonita. Seus seios lindos e cheios.. as vezes fico com ciumes do Breno botar tanto a boca num lugar que é meu. - ele riu - Linda - beijou minha boca - Muito linda. E o melhor de tudo isso, é minha.
- Toda sua.
- Toda minha.
- Inteiramente sua.
- Sim. - me pegou no colo e me levou até nossa cama.

Depois dos amassos que tivemos na cama acordei com ele em cima de mim me olhando.

- Quero me casar com você. Você quer se casar comigo? Você aceita, ter meu sobrenome no seu nome? E tudo que você quiser, e se você quiser te dou meu sobrenome... - cantou baixinho no meu ouvido
- Isso é um pedido? - sorri
- Responde.
- Claro que eu quero. Eu aceito, óbvio que aceito, sim sim sim. - ele me beijou e caiu no meu lado novamente para um sono profunfo. Sorri o olhando, sem entender, mas não conseguia parar de sorrir. Acabei adormecendo com um sorriso bobo no rosto.

O dia seguinte foi igualmente o dia anterior, porém ainda melhor. Aproveitamos para levar o Breno no parque do condomínio e seguimos para a casa dos pais dele.

- Oi gente. Oi neném da vovó, você veio nos visitar, é? - ele esbanjou seu sorriso lindo pra ela, que o pegou do colo do Luan.
- Tudo bem por aqui, mãe?
- Tudo graças a Deus e com vocês?
- Tudo também.
- E ai filho. Oi nora, tudo bem?
- Oie, tudo graças a Deus.
- Cade o garotão do vovô, cade? - começou a brincae com o Breno

Eu amava tanto a forma que eles tratavam o Breno, o amor imenso que eles tinha pelo meu filho, era inexplicável.

- A gente veio tomar café da tarde.
- A cleuza está fazendo bolo de cenoura, sua irmã disse que estava com vontade.
- Hummmm, eu também to com vontade, aliais cade ela?
- Não faço ideia, ela saiu cedo com a Ana.
- Ata.
- Luan, vem cá ver o que comprei. - seu Amarildo o chamou e ele foi.

Fiquei conversando com a Marizete e a Cleuza, colocando os assuntos em dia, enquanto o foguetinho fazia a festa na casa dos avos.

- Breno, para de gritar. - ele me olhou e começou a bater palma e sorrir no cercadinho que eles haviam comprado pra ele. - Mari..
- Oie querida
- O Luan me pediu em casamento essa noite - sorri fraco - Mas eu acho que ele estava dormindo, eu não sei, ele não falou nada hoje.
- Sério? Como foi? - perguntou sorrindo
- Eu estava dormindo e ele me acordou, me pediu e eu aceitei mas eu não entendi poraud ele não tocou no assunto hoje.
- Talvez ele não acha que seja necessário falar novamente, ou pergunte á ele.
- Mmmm, é. Acho que vou.

Passamos a tarde toda na casa dos pais dele e no inicio da noite fomos embora. (...) Estava dando mamá para o Breno enquanto ele falava com o Dudu no celular. Não sei nem como o Breno estava mamando pois ele estava praticamente dormindo, fiz carinho em seus cabelinhos e beijei sua mãozinha. Assim que ele soltou o coloquei no berço e fiquei um tempo o olhando e pensativa sobre o quase ou pedido de casamento..

- O que está pensando? - Luan sussurrou ao meu ouvido me tirando do transe.
- Mmmmm, nada. Vamos pro quarto.
- Vamos.

Deixamos o quarto do Breno e partimos para o nosso. Luan não tocou no assunto, certo, ok! Esquece isso, Andressa. Os dias seguintes se passaram. O Breno não parava de crescer e tentar conversar. Aonde iamos alguém nos parava encantados com ele. Luan estava de volta aos shows e eu estava deitada no sofá assistindo alguns videos interessantes e de olho na minha pequena criatura comendo o pé e resmungando. Meu celular tocou e era ele fazendo chamada de video.

- Oi linda.
- Oi amor.
- Tudo bem por aí sem a minha presença?
- Tudo graças a Deus. Seu filho não para de comer o pé. Bre, fala oi pro papai. - sentei ao seu lado e ele começou a sorrir e bater na tela falando papá.
- Não está frio ai?
- Está muito quente.
- Sério? Aqui está um gelo
- Muito sério, por isso ele está so de fralda, ta quente demais.
- Humm, e você?
- Eu o que?
- Está de que?
- Eu estou, hãm... de short e sutiã
- Hummmm. Deixa eu ver.
- Ver o que?
- Você sabe.
- Será?
- Eu queria te fazer uma pergunta.. Já que lembrei.
- Qual?
- Porque você estava tão pensativa nos ultimos dias? - ele riu
- Não é nada, as vezes fico assim
- Eu te conheço, sabe.. Você não fica pensativa atoa..
- Você lembra da segunda noite que você chegou aqui.. Então no meio da noite você me acordou você lembra de alguma coisa? - mordi o lábio, ansiosa para ouvir a resposta, nervosa talvez.

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...