As horas passou devagar naquele dia. Estava assistindo televisão, dando mamá pro Breno. Peguei o canal para mudar de canal e fui passando. Não sei se estava louca, mas vi o luan em algum, voltei ao canal e ele estava falando sobre carreira, Léo Dias, eu não gosto deste homem.
- E que história é essa da sua possível volta com a Jade? - luan riu.
- Não sei de onde tiraram isso. Jade é apenas uma amiga, o que tivemos acabou. O que aconteceu foi coincidência de estarmos no mesmo lugar, as esposas do Matheus e Kauan são amigas dela, então essa pode não ser a última vez que a gente esteja juntos no mesmp lugar e pra mim não há problemas nisso, e muito menos com ela, foi um término saúdavel, mas a minha namorada é a Andressa, estamos firmes e eu realmente gosto dela, de verdade, caso o contrário não estariamos juntos. Nossa relação começou antes de vir o Breno, ví muita coisa constrangedora, não ligo das pessoas falaram de mimn sou famoso tenho que estar preparado para ler e ouvir qualquer coisa, mas da nossa relação só a gente sabe.. e quem convive. - ele riu - Estar no mesmo lugar que a Jade não significa nada, gente. Por favor. - ele falou com tanta naturalidade e ainda sorrindo
- E a Andressa, o que achou disso? - ele riu
- Que namorada gosta de ler que o seu namorado voltou com sua ex, ou ler coisas do tipo. Mas acontece. - ele riu coçando a barba. - Eu já estou acostumado, mas pra ela isso ainda é novo. Por isso tento no máximo evitar.
Eles mudaram o assunto, fiquei observando ele meio que em choque, eu não lembro dele dar uma entrevista assim. Na manhã seguinte dei um banho no Breno, o arrumei, tomei um banho e me arrumei. Iria até o Luan pra gente conversar. Ele estava em Minas, havia falado com o Rober na noite seguinte e perguntei o que precisava! (...) No aeroporto de belo horizonte, desci e tinha um carro a minha espera.
- Oi Rober.
- E ai patroa.
- Nossa que canseira. Muito cansativo pegar avião.
- É verdade. Ainda mais com esse molequinho aí. - olhei o Breno que dormia calmamente.
Conversamos o trajeto inteiro. Quando chegamos no hotel tinha bastante fãs esperando o Luan.
- Pronta?
- Sim.
Desci do carro, Well estava nos esperando. O comprimentei. Ele pegou minhas coisas mais do Luan e seguimos até o hall.
- Meninas, com licença. - Well falou.
- Sem gritar gente. - Rober pediu.
- Deixa a gente vê-lo. Por favor Andressa.
- Meninas por favor.
- Podem vê-lo. - falei baixo, envergonhada.
- Sem foto gente, se não vamos entrar.
Elas se juntaram todas até a mim, olhando e falando o quanto ele era fofo, lindo, com as bochechas enormes, a cara do Luan. Fiquei rindo.
- Pronto. Vamos. - Well falou
- Tchau. - sorri e fui junto a eles.
Cumprimentei as recepcionistas, os seguranças e fomos pro elevador. Eles me deixaram em frente ao quarto do Luan e saíram. Bati na porta. Estava a plaquinha "não incomode", mordi o lábio. Não ouvi nenhum movimento no quarto e bati mais alto. Dessa vez ele respondeu com a voz meio grogue. Esperei por um bom tempo. Por fim ouvi seus passos até a porta. Ele abriu e ficou assustado.
- O que você está fazendo aqui?
- Eu... hã... não sei... conversar acho! - ele ergueu as sobrancelhas. - Posso ir embora se você quiser.
- Estou surpreso de você ter vindo aqui, isso é tudo.
- Hum. Desculpa te acordar.
- Não desculpo não. - ele tinha um sorriso no fim dos lábios. - Vem. Cade suas coisas?
- Está aqui, você pega? - entrei no quarto enquanto ele pegava minhas coisas mais do Breno.
Caminhei até a cama e deitei o Breno.
- E ai?
- Oi.
- Tudo bem?
- Tudo e com você?
- Tudo. - ficamos encarando um ao outro.
- Acho que temos o que conversar...
- Temos.
Ele pegou em minha mão e me levou até a poltrona, sentou e me puxou para o seu colo. Suspirei fundo. Ele me encarou.
- Sobre aquele dia.. -Eu não fiz nada, Andressa. Nada. Eu juro. Foi por coincidencia, não fazia ídeia de que ela estava lá. Eu não minto pra você que não conversei com ela, pois conversei. Mas como amigo, sem nenhuma maldade. Eu tenho conciência, me desculpa se fiz algo que você não gostou, falo das fotos, do cheiro de perfume que você sentiu, mas eu não fiz nada. Eu estava no dudu, eu ligo pra ele se você quiser. Eu não menti.
- Você não me avisou que ia pra lá. Não me disse nada. - as lágrimas voltaram a cair.
- Foi de última hora. Eu ia avisar, mas me envolvi num assunto com o Dudu, e esqueci. Me desculpa, Andressa. Não fiz por maldade. Confia em mim, eu não faria nada que prejudicasse nosso relacionamento. Eu formei uma família com você, eu não botaria tudo a perder. Eu estou feliz com você, e não é pouco. A mídia sempre aumenta, você sabe. Me desculpa se estou fazendo você passar algum constrangimento. Me perdoa, amor. - abaixei o rosto - Eu te amo. - ele tocou meu rosto como sempre fazia quando estavamos perto demais. - Não se sinta insegura comigo, eu sou todo seu, Andressa. Pode colocar todas as minhas ex namoradas, ficantes na minha frente. Eu escolho você, eu escolhi você. A minha vida é do seu lado. - pegou em minha mão e beijou. - Por favor, não chora!
- Eu chorei muito, fiquei tão chateada, Luan. Você não sabe o quanto.
- Eu não sabia desse seu lado possessiva.
- Eu não sou, mas, ela é bonita luan, vocês são.. porra.. lindos juntos. Uma boa parte dos teus fãs acham que vocês devem voltar. Não é possessividade. É insegurança, é medo de não ser o suficiente.
- Ah, eu não ouvi isso não. Ela é bonita? sim é. Mas olha pra você, Andressa, eu tenho sorte por pra caralho. E oh, o que importa é o que eu sint, eu não vou deixar ninguém se intrometer no que é nosso. As pessoas podem me querer de volta com ela e até com outras mas eu sei quem eu quero. Eu posso sair em mil fotos sorrindo com mil mulheres, mas sempre vai faltar alguma coisa, nenhuma delas eu quero estar quanto quero com você, nenhuma delas é você. Eu sou seu de corpo e alma, Andressa. Queria que você deixasse essa desconfiança longe do nosso relacionamento.
- Eu já sofri tanto.. eu tenho dificuldade com isso.
- Não sou igual eles... - o cortei
- Não estou te comparando, sei que você não é, mas o problema está em mim. Eu tive tanto problema com isso, de traição.. Você entende?
- Entendo. - nos encaramos por bastante tempo, até que desviei o olhar. O abracei.
- Me desculpa pelo surto, eu não queria, mas tudo o que li me fez explodi, quando mais eu procurava, mas eu achava alguma coisa ou lia o que não precisava. Eu pensei mil hipoteses, um milhão de coisas passou pela minha cabeça.
- Eu sei, mas não é necessário. Ninguém me interessa mais do que você, desde que você apareceu na minha vida eu só penso em você, em nos. - O encarei
- Eu tenho ciumes. De você. - ele riu
- Eu sou seu, baixinha. - beijou meu queixo - Seu.
- Você é.
- Desculpa, mais uma vez. - o beijei sorrindo.
- Onde desliga o ar, ou muda ele, por causa do Bre. - levantei do seu colo, mas fui puxada outra vez, e ele me beijou feroz. Minhas pernas estavam bambas após esse beijo. - Onde.
Ele caminhou com seus passos confiantes que eu tanto admirava, até onde estava o controle e desligou. Me puxando novamente para o seu corpo quente, o abracei na cintura e levei meus lábios até os seus...
segunda-feira, 26 de junho de 2017
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Capitulo sessenta e nove
No dia seguinte, acordei me sentindo de ressaca, como se tivesse bebido bastante. Tomei um banho longo e demorado e desci. O encontrei na cozinha, apenas de calça jeans, de costas e coçando a nuca. Ele se virou quando sentiu minha presença, mas não disse nada. Fiz um café forte pra mim e fui pra area. Passei o dia todo que ele estava em casa evitando-o. Isso não o fez desistir de tentar conversar mas minha cabeça estava cheia. Já era madrugada. Acabei de fazer o Breno dormir. Estava sem sono, ele estava no andar de cima e eu no de baixo. Sentei no sofá, levantei, esquentei leite e bebi com toddy, deitei, chorei, levantei andei pela casa. Fui pra área e deitei na rede. Levei um susto enorme quando o Luan apareceu.
- Vamos conversar? - continuei olhando longe. Levantei pelo outro lado - Por favor.
- Não estou afim, boa noite.
Virei as costas, ouvindo-o bufar. Subi a escada e deitei na cama. Fechei com forças os olhos, queria dormir rápido, não aguentava mais um minuto daquele dia e finalmente consegui. Na manhã seguinte acordei já estava tarde. Breno estava ao meu lado mordendo o pézinho. Luan e eu tinhamos costumes de quem acordasse primeiro pegaria o Breno e colocasse na nossa cama. Hoje Luan viajaria. Sentei na cama e fiz um coque. Passei os olhos pelo quarta e vi um papel no criado mudo ao meu lado.
"Me desculpa!!! /:"
Olhei ao redor e vi que sua mala não estava mais lá e que ele havia viajado.. Senti um aperto enorme no peito. Odiava quando ele viajava e a gente estava brigados. Deitei novamente na cama e peguei meu celular. Olhei nossa foto, eu estava muito magoada. Uma das piores coisas é sentir insegurança, medo e eu fiquei assim, estava assim. Meu dia foi tedioso e triste, minha felicidade era o Breno. Sarah veio aqui e conversamos muito, desabafei, chorei e no final rimos. No dia seguinte, liguei pra minha mãe.
- Oi meu amor.
- Oi mãe.
- Como anda as coisas?
- Bem.
- Não me senti convencida. Alguma coisa está errado?
- Meu namoro. - dei uma risada fria
- Conte-me. - contei a ela tudo, chorando como sempre - Vocês não conversaram?
- Eu não quis, estava.. estou muito chateada, a senhora sabe como fico quando estou assim. Parece que sinto que a qualquer momento ele vai me deixar e voltar pra ela. - sussurrei baixo.
- Filha, não. O Luan ama você, ele já te provou isso milhares de vezes.
- Eu passei a noite vendo fotos dos dois, e eles combinam tanto mãe. Eu fiz isso pra me deixar pior mas eu queria ver. E se ele só estiver comigo por causa do Breno? E se a vontade dele era um filho com ela e não comigo? E se ele não estiver feliz? E se a única coisa que está o segurando comigo for o Breno.
- Porque você sempre faz isso, escolher te fazer sofrer por paranoias suas? Filha, todos que olham vocês, vê amor, em ambos. O Luan te olha como se não existisse mais ninguém no mundo, como se você fosse a coisa mais bonita que ele já viu. Você nunca reparou mas nós de fora vimos. Seu pai, olha só, seu pai já me falou isso, os próprios pais dele. Ele está com você por um simples motivo: porque te ama. Aprende uma coisa: filho não segura homem, é mais fácil eles correr do que ficar. Luan gosta de verdade de você. Com todos os teus outros namorados nenhum me convenceu tanto quanto ele. Não é porque ele é famoso, você sabe o quanto isso menos importa pra mim, mas é verdadeiro, Andressa. Você está tão cega com suas paranoias inventadas que não está conseguindo mais lidar com as coisas, você sofreu tanto com relacionamentos que acha que todos são iguais e todos vão te trocar em um certo ponto. Você precisa esquecer o passado e viver o teu presente. Precisa te dar uma chance de acreditar e confiar e ser feliz. Vocês estavam indo tão bem filha, no deixa o medo te cegar e para de chorar. Dá uma chance pra ele se explicar e contar o que aconteceu.. ficar empurrando com a barriga é pior para ambos.
- Eu queria vê-lo.
- Você sabe onde encontra-lo. Tenho certeza.
- Eu não sei o que fazer..
- Vá até ele pra vocês conversar. Fazer as pazes com quem amamos melhora nosso dia 100%. Acredite!
- Obrigada mãe. Aprecio cada palavra.
- Você vai parar de chorar?
- Sim.
- Então de nada. Me liga depois pra dizer que está tudo bem, certo?
- Sim. Eu te amo.
- Eu também, beijo.
- Beijo.
Brinquei com o Breno por horas, até ele ficar cansadinho. Ele adorava ficar sentadinho comigo. Amanhã ele faz 6 meses de vida e eu queria aperta-lo muito, meu bebê estava perto de fazer mesversário e cada dia mais esperto, querendo conversar, engatinhar.. Não via a hora de vê-lo tentar cravar os primeiros passinhos. Eu já sou uma mamãe babona, imagina depois disso. Andei com ele pelo condomínio. Fui até a casa dos pais do luan. Marizete ficou feliz demais quando chegamos.
- Não acredito que o neném da titia veio me ver. - bruna chegou com uma amiga, acredito que seja da faculdade. Breno sentou em frente ao meu pé, sorrindo para ela. - E esse sorrisinho.
- Esse é o filho do Luan?
- Sim. Essa é a Andressa, minha cunhada preferida, e única. Essa é a let, dressa.
- Oie. - cumprimentei
- Oie. Sou apaixonada no seu filho. Bruna me mostra milhares de fotos dele. Que sorte de poder conhece-lo.
- Vai nelas, bre. Mostra pra tia bru que você está arriscando engatinhar.
- Ah, não acredito. - ele foi até ela devagarzinho, Breno estava ficando uma bolinha. Ele chegou até ela e abriu o sorriso mais lindo do mundo.
- Aném vovó, desse jeito eu vou apertar demais. - marizete falou toda orgulhosa. - Já tô imaginando ele andando.
- Ele já falou alguma palavra? - perguntou a amiga da Bruna.
- Palavra, palavra não, mas ele tenta algumas coisinhas.
- Posso pega-lo?
- Claro - ela o pegou e o cheirou - Cheirinho de neném é o meu vício.
- Luan também adora. - falei.
Marizete me chamou até a cozinha e fui.
- Está tudo bem com vocês?
- Hum, não. - sorri sem humor
- Fiquei sabendo do que estavam falando..
- É. - mordi o lábio
- Não acredita em tudo que mídia fala. Você sabe o quanto eles aumentam. Quanto mais o circo pegar fogo, melhor ainda pra eles. Fazem tudo por fama, você sabe.
- Eu fiquei chateada, Mari. Estou ainda. Pois ele nem me avisou e quando vi tinha aquelas fotos para todo lado. A Paula força de tudo para que eu me sinta mal.
- A do Matheus?
- Sim, ela que postou a foto. Não entendo pra que isso. Parece que gosta de me confrontar, quer a jade e o Luan juntos a todo custo.
- Mas não tenho certeza que ele quer você. O Luan te adora. Todos nós sabemos.
- Ele viajou e a gente assim. - desviei os olhos - Mari, posso te fazer uma pergunta, você jura que não vai mentir pra mim?
- Claro que não.
- O luan está comigo porque gosta de mim mesmo ou por causa do Breno?
- Não acredito que você está com isso na cabeça. - abaixei a cabeça, nervosa comigo por ter perguntado isso a mãe do Luan
- Esquece isso, Mari. Estou chateada, com medo. - ela riu e me abraçou.
- O Luan te ama menina, de verdade. Só nos sabemos como aquele menino ficou quando vocês separaram, lembra? E a felicidade que ele ficou quando vocês voltaram a se falar. Não deixe que brigas, inseguranças e passado estrague o que vocês estão criando. O amor de vocês dois é lindo, cultive isso. Não é porque eu sou mãe dele, que estou falando isso, mas ele está feliz ao seu lado. Ele já me falou milhares de vezes que quer ter uma historia linda com você, que sonha em casar com você, ele conversa muito com o Amarildo sobre vocês, já ouvi muitas vezes ele ficar sonhando com o futuro, o futuro em que você está nele. Eu não tenho dúvidas do quão recíproco é a relação de vocês, não pense que é por causa do Breno, a história de vocês iniciou antes de gravidez, lembra disso? Então, faz as pazes com ele. Tenho certeza que ele quer muito isso igual você. Eu falei com ele na noite passada. - ela limpou minhas lágrimas que escorreram. - Quero vocês bem e felizes, brigas é natural em um relacionamento, mas não deixe que elas acabe com vocês, muito menos passado. Viva o presente.
- Vamos conversar? - continuei olhando longe. Levantei pelo outro lado - Por favor.
- Não estou afim, boa noite.
Virei as costas, ouvindo-o bufar. Subi a escada e deitei na cama. Fechei com forças os olhos, queria dormir rápido, não aguentava mais um minuto daquele dia e finalmente consegui. Na manhã seguinte acordei já estava tarde. Breno estava ao meu lado mordendo o pézinho. Luan e eu tinhamos costumes de quem acordasse primeiro pegaria o Breno e colocasse na nossa cama. Hoje Luan viajaria. Sentei na cama e fiz um coque. Passei os olhos pelo quarta e vi um papel no criado mudo ao meu lado.
"Me desculpa!!! /:"
Olhei ao redor e vi que sua mala não estava mais lá e que ele havia viajado.. Senti um aperto enorme no peito. Odiava quando ele viajava e a gente estava brigados. Deitei novamente na cama e peguei meu celular. Olhei nossa foto, eu estava muito magoada. Uma das piores coisas é sentir insegurança, medo e eu fiquei assim, estava assim. Meu dia foi tedioso e triste, minha felicidade era o Breno. Sarah veio aqui e conversamos muito, desabafei, chorei e no final rimos. No dia seguinte, liguei pra minha mãe.
- Oi meu amor.
- Oi mãe.
- Como anda as coisas?
- Bem.
- Não me senti convencida. Alguma coisa está errado?
- Meu namoro. - dei uma risada fria
- Conte-me. - contei a ela tudo, chorando como sempre - Vocês não conversaram?
- Eu não quis, estava.. estou muito chateada, a senhora sabe como fico quando estou assim. Parece que sinto que a qualquer momento ele vai me deixar e voltar pra ela. - sussurrei baixo.
- Filha, não. O Luan ama você, ele já te provou isso milhares de vezes.
- Eu passei a noite vendo fotos dos dois, e eles combinam tanto mãe. Eu fiz isso pra me deixar pior mas eu queria ver. E se ele só estiver comigo por causa do Breno? E se a vontade dele era um filho com ela e não comigo? E se ele não estiver feliz? E se a única coisa que está o segurando comigo for o Breno.
- Porque você sempre faz isso, escolher te fazer sofrer por paranoias suas? Filha, todos que olham vocês, vê amor, em ambos. O Luan te olha como se não existisse mais ninguém no mundo, como se você fosse a coisa mais bonita que ele já viu. Você nunca reparou mas nós de fora vimos. Seu pai, olha só, seu pai já me falou isso, os próprios pais dele. Ele está com você por um simples motivo: porque te ama. Aprende uma coisa: filho não segura homem, é mais fácil eles correr do que ficar. Luan gosta de verdade de você. Com todos os teus outros namorados nenhum me convenceu tanto quanto ele. Não é porque ele é famoso, você sabe o quanto isso menos importa pra mim, mas é verdadeiro, Andressa. Você está tão cega com suas paranoias inventadas que não está conseguindo mais lidar com as coisas, você sofreu tanto com relacionamentos que acha que todos são iguais e todos vão te trocar em um certo ponto. Você precisa esquecer o passado e viver o teu presente. Precisa te dar uma chance de acreditar e confiar e ser feliz. Vocês estavam indo tão bem filha, no deixa o medo te cegar e para de chorar. Dá uma chance pra ele se explicar e contar o que aconteceu.. ficar empurrando com a barriga é pior para ambos.
- Eu queria vê-lo.
- Você sabe onde encontra-lo. Tenho certeza.
- Eu não sei o que fazer..
- Vá até ele pra vocês conversar. Fazer as pazes com quem amamos melhora nosso dia 100%. Acredite!
- Obrigada mãe. Aprecio cada palavra.
- Você vai parar de chorar?
- Sim.
- Então de nada. Me liga depois pra dizer que está tudo bem, certo?
- Sim. Eu te amo.
- Eu também, beijo.
- Beijo.
Brinquei com o Breno por horas, até ele ficar cansadinho. Ele adorava ficar sentadinho comigo. Amanhã ele faz 6 meses de vida e eu queria aperta-lo muito, meu bebê estava perto de fazer mesversário e cada dia mais esperto, querendo conversar, engatinhar.. Não via a hora de vê-lo tentar cravar os primeiros passinhos. Eu já sou uma mamãe babona, imagina depois disso. Andei com ele pelo condomínio. Fui até a casa dos pais do luan. Marizete ficou feliz demais quando chegamos.
- Não acredito que o neném da titia veio me ver. - bruna chegou com uma amiga, acredito que seja da faculdade. Breno sentou em frente ao meu pé, sorrindo para ela. - E esse sorrisinho.
- Esse é o filho do Luan?
- Sim. Essa é a Andressa, minha cunhada preferida, e única. Essa é a let, dressa.
- Oie. - cumprimentei
- Oie. Sou apaixonada no seu filho. Bruna me mostra milhares de fotos dele. Que sorte de poder conhece-lo.
- Vai nelas, bre. Mostra pra tia bru que você está arriscando engatinhar.
- Ah, não acredito. - ele foi até ela devagarzinho, Breno estava ficando uma bolinha. Ele chegou até ela e abriu o sorriso mais lindo do mundo.
- Aném vovó, desse jeito eu vou apertar demais. - marizete falou toda orgulhosa. - Já tô imaginando ele andando.
- Ele já falou alguma palavra? - perguntou a amiga da Bruna.
- Palavra, palavra não, mas ele tenta algumas coisinhas.
- Posso pega-lo?
- Claro - ela o pegou e o cheirou - Cheirinho de neném é o meu vício.
- Luan também adora. - falei.
Marizete me chamou até a cozinha e fui.
- Está tudo bem com vocês?
- Hum, não. - sorri sem humor
- Fiquei sabendo do que estavam falando..
- É. - mordi o lábio
- Não acredita em tudo que mídia fala. Você sabe o quanto eles aumentam. Quanto mais o circo pegar fogo, melhor ainda pra eles. Fazem tudo por fama, você sabe.
- Eu fiquei chateada, Mari. Estou ainda. Pois ele nem me avisou e quando vi tinha aquelas fotos para todo lado. A Paula força de tudo para que eu me sinta mal.
- A do Matheus?
- Sim, ela que postou a foto. Não entendo pra que isso. Parece que gosta de me confrontar, quer a jade e o Luan juntos a todo custo.
- Mas não tenho certeza que ele quer você. O Luan te adora. Todos nós sabemos.
- Ele viajou e a gente assim. - desviei os olhos - Mari, posso te fazer uma pergunta, você jura que não vai mentir pra mim?
- Claro que não.
- O luan está comigo porque gosta de mim mesmo ou por causa do Breno?
- Não acredito que você está com isso na cabeça. - abaixei a cabeça, nervosa comigo por ter perguntado isso a mãe do Luan
- Esquece isso, Mari. Estou chateada, com medo. - ela riu e me abraçou.
- O Luan te ama menina, de verdade. Só nos sabemos como aquele menino ficou quando vocês separaram, lembra? E a felicidade que ele ficou quando vocês voltaram a se falar. Não deixe que brigas, inseguranças e passado estrague o que vocês estão criando. O amor de vocês dois é lindo, cultive isso. Não é porque eu sou mãe dele, que estou falando isso, mas ele está feliz ao seu lado. Ele já me falou milhares de vezes que quer ter uma historia linda com você, que sonha em casar com você, ele conversa muito com o Amarildo sobre vocês, já ouvi muitas vezes ele ficar sonhando com o futuro, o futuro em que você está nele. Eu não tenho dúvidas do quão recíproco é a relação de vocês, não pense que é por causa do Breno, a história de vocês iniciou antes de gravidez, lembra disso? Então, faz as pazes com ele. Tenho certeza que ele quer muito isso igual você. Eu falei com ele na noite passada. - ela limpou minhas lágrimas que escorreram. - Quero vocês bem e felizes, brigas é natural em um relacionamento, mas não deixe que elas acabe com vocês, muito menos passado. Viva o presente.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Capitulo sessenta e oito
Na manhã seguinte, peguei o Breno e deitei ele com o Luan. Tomei um banho e desci. Claudia estava viajando para ficar com sua filha que estava doente. Fui até a padaria. Passei na casa dos pais do Luan e fiquei um bom tempo papeando com a Marizete e o Amarildo, que por fim estava em casa e não no escritório. Voltei pra casa e eles ainda estavam dormindo, encontrei a cena mais doce do mundo. O Breno dormindo no ombro do Luan. Não resisti, peguei meu celular e tirei uma fotinha deles. Coloquei no instagram.
O maior amor do mundo. 😍😍😍
Como meu instagram estava aberto, logo pela manhã já havia muitos comentários.
"Eu sempre esperei uma fotinha dessas" "vc deve ser muito feliz por acordar e ver essa cena" "cara de um focinho do outro" "vamos trocar de vida por favor" "poderia muito ser uma foto pelo instagram da mamae jade" "lindos." "que gracinha" "meu sonho que fosse com a jade" "meu sonho de princesa é ser vc andressa" "meu sonho de baby luade esta cada dia mais enterrado.. linda a foto" "essa foto salvou meu ano" "ele deve ser o pai mais babão que existe"
Deixei meu celular no criado mudo e desci. Limpei aquela enorme casa. Arrumei a mesa de café da manhã e fui terminar de fazer as outras coisas. Estava na area quando virei e vi o Breno engatinhando até mim e o Luan atrás apenas de bermuda, prendi a respiraçao e um sorriso bobo se espalhou pelo meu rosto. As vezes eu ficava pensando em como esse homem lindo era meu. Ôh meu Deus, ele é lindo de qualquer jeito. Suspirei fundo colocando meu cabelo atrás da orelha. Desviei meus olhos para o Breno, que estava sentado ao meu lado mordendo um brinquedo.
- Porque está me olhando assim?
- Assim como?
- Como se quisesse me devorar vivo. - ele me envolveu em seus braços, levando as mãos até meu bumbum, apertando-o.
- Porque eu gostaria mesmo. - ele sorriu e o beijei de leve nos lábios. - Você é muito lindo. Não parece ser meu.
- Pode não parecer mas sou inteiramente seu, só seu.
- Mmm. Deus é top. - gargalhamos. Breno rugiu com seu brinquedo e baixamos nossos olhares para ele, que estava todo concentrado em morder o brinquedo. Luan meu abraçou por trás, apoiando o queixo em meu ombro. Passamos minutos olhando nosso filho brincar. - Acho que ele esta perto de nascer dentinho.
- Ele ta perto de falar — papai — isso sim!
- Ele não vai falar papai primeiro, aceita.
- Vamos fazer uma aposta...
- Não mesmo.
- Você sabe que ele vai falar papai. - fiz bico, cruzando os braços e ele riu, beijando meu pescoço.
- Tirei uma foto linda de vocês dois dormindo. Você viu?
- Não peguei no celular ainda.
- Ficou linda a foto. Sou muito apaixonada nos meus dois homenzinhos. - ele riu no meu ouvido me fazendo estremecer.
A noite passada fomos dormir já estava quase amanhecendo. Fizemos amor a noite inteira e parece que a cada minuto que se passava ele me deixava ainda mais louca por ele. Estava bastante gelado o clima de são paulo. Coloquei a piscina para aquecer e em seguida entrei. Luan tinha ido no Dudu e Breno estava dormindo. Meus dedos estavam enrugando já.
- Parece que essa água está boa.
- Ai amor.
- Você não me ouviu chegar?
- Não. - me virei o olhando.
- Vou entrar.
- Vem.
Ele se despiu ali mesmo, ficando apenas de cueca e se juntou a mim. O abracei.
- Está tudo caminhando bem com a turnê?
- Sim. Estamos ajustando os últimos detalhes, vai ficar foda!
- Não tenho dúvidas. Vocês trabalham muito bem.
- As ideias juntas ficaram muito interessante, jô tava la e te mandou um abraço. - sorri e beijei seu peito, deitei minha cabeça nele. Suas mãos desceram até minha bunda. Apertando com força. Grunhi baixinho. - Está aqui a muito tempo?
- Sim. Estava com esperança de você chegar. - o olhei sorrindo sem mostrar os dentes.
- Cheguei. - me beijou com vontade, mordiscando meus lábios e chupando-o. Meu corpo se acendeu como uma fogueira. Senti sua ereção contra mim e levei minhas mãos até sua cueca. Apertei levemente, ouvindo um grunhido vir de sua garganta. Ele me encarou com os olhos brilhando de tesão. Tirei seu pau pra fora e comecei a massagea-lo. Mordi o lábio, sorrindo. Ele me virou, prensando-me na parede. Segurou minhas mãos, afastou minha calcinha e penetrou em minha entrada. Mordi seu ombro em uma forma falha de conter o gemido. Ele remetia coma maior lentidão do mundo. Senti meus olhos ir atŕas da minha cabeça. - Você é deliciosa, Andressa. O meu desejo de você nunca passa! - gemi quando ele estocou forte. - Eu fantasio te comer em todos os lugares existentes. - Ele soltou meus braços e o segurei pelo pescoço. - Você é algo muito a mais do que sonhei e imaginei.
(...) A noite, Luan disse que iria pro dudu para conversar os ultimos ajustes da turnê. Fiquei com o Breno. Eu não questionava, até porque é o trabalho dele, é algo que ele ama fazer eu estaria louca se opinasse sobre isso. As horas passou, já era madrugada. Tinha acabado de acordar para alimentar o Breno. Peguei meu celular e comecei a mexer no instagram. Meu coração começou a bater forte vendo as fotos e notícias. "Luan Santana curte festa junto com a ex namorada Jade Magalhães. Será que o sertanejo está solteiro? E a atual ou não namorada, Andressa". Olhei as fotos. Algumas eles estavam pertos, outras não. Fechei os olhos. Não iria chorar. Não. Ele mentiu pra mim. Ele não fez isso. Eu não acredito. Voltei a ler as notícias "Luan Santana e Jade Magalhães juntos novamente?" "Luan Santana curte noitada com a ex namorada Jade Magalhães os fãs do casal ficam felizes e já questionam a voltam dos dois" "Babado: Luan Santana curte festa com a ex namorada.. ou atual, não vamos negar, eles são lindos juntos". Joguei meu telefone na cama. "não vamos negar, eles são lindos juntos... curte noitada com ex namorada... juntos novamente" essas palavras não paravam de rondar na minha cabeça. Sentei na cama e chorei. Andei pelo quarto, deitei e chorei mais ainda. Ouvi a porta da sala fazer barulho e fiquei quieta. Ele demorou a subir, imagino que estava no quarto do Breno, ele sempre ia até ele quando chegava de qualquer lugar. Ouvi seus passos até o nosso quarto e fingi que estava dormindo. Ele tirou a roupa, e deitou. Me puxou para ele.
- Você pode me soltar?
- Hã?
- Você bebeu?
- Bebi
- Me solta.
- Porque? - riu.
- Porque eu estou pedindo. - ele me soltou e eu levantei da cama.
- Amor. - bati a porta do quarto e desci. Implorei pro Breno não acordar. Sentei no chão do lado do sofá da sala e deixei as lágrimas cair, sem fazer algum barulho. - Andressa? O que eu fiz?
- Eu não quero falar com você.
- Meu Deus.
- MEU DEUS O QUE?
- Porque você está gritando? Olha as horas.
- Você falando olha as horas.. engraçado esse foi o horário que você chegou. Onde você estava?
- Eu.. - não queria ouvir mais mentiras então logo o cortei
- VOCÊ FALOU PRA MIM QUE IA NO DUDU E UM TEMPO ATRÁS SAIU UM MONTE DE FOTOS SUAS COM A SUA EX NAMORADA, VOCÊS SORRINDO E JUNTOS.
- Andressa.
- VOCÊ MENTIU PRA MIM!! PORQUE? VOCÊ ESTÁ TENDO ALGUM ROLO COM ELA? ME FALA EU QUERO SABER.
- Você está louca. Não vamos conversar assim
- ESTOU LOUCA? VOCÊ QUER VER O QUE É ESTAR LOUCA?
- Para de gritar, o Breno está dormindo. Está fazendo show pra vizinhaça
- Então pra você isso é show, mas você sair com a sua ex-namorada é natural?! Hum, que interessante.
- Porque você está fazendo isso? A gente vai brigar toda noite agora?
- Porque eu estou fazendo isso? É porque o meu namorado.. bom não sei mais o que é.. saiu pra mexer com coisas do seu trabalho e as fotos que sairam é dele com a ex. Porque eu estou fazendo isso? porque não é de você que todos estão rindo na internet e falando que levou chifre. Porque estou fazendo isso, porque não é você que as pessoas estão zombando, ou falando que já sabia, que você está comigo porque fez um filho mas quem você realmente ama é ela. É isso. Você quer mais? - limpei as lágrimas
- Eu não fiz nada. Eu estava no Dudu. O Kauan ligou nos chamando pra ir lá comer churrasco, porque é aniversário da Sara, esposa dele e fomos, e a Jade estava lá, ela é amiga das meninas.
- Ai você foi fazer casalzinho com ela. Porque todos estavam de calsal. Enquanto a burra da sua namorada estava aqui cuidando do seu filho e pensando que você estava no Dudu.
- Eu ia te avisar..
- Óh, você ia? O que aconteceu? Perdeu o telefone? Cortou os dedos
- Andressa...
- PARA DE FALAR MEU NOME, PARA. ME DEIXA!!!
- A jade não signfica mais nada pra mim. Eu estou com você.
- Que lindo, não é o que as fotos parece, sua mãozinha na cintura dela. Fotinhas aparentemente de casais. Hum, está cada vez mais interessante. Está legal essa história - Coloquei os dedos no queixo, com a postura mais irônica, virei as costas e subi a escada. Peguei seu travesseiro e um cobertor e joguei nele que estava vindo para o quarto. - Não quero dormir com você hoje. - falei entrei os soluços
- Amor. São só fotos.
- AMOR É O CARALHO! Não são só fotos. São fotos com a sua EX NAMORADA, SUA EX NAMORADA COM QUEM VOCÊ VOLTOU MILHOES DE VEZES. FOTOS SUA DE CASAL COM A SUA EX NAMORADA, FOTOS DE VOCÊS COMO SE FOSSE UM CASAL MESMO.
- Eu juro, foi só aquilo. Foram só fotos. Não foram nem de fotos de casais é apenas o jeito que todos se posicionou. Não faz assim. Porque você não confia em mim. - o Breno estava chorando, caminhei e tentei passar por ele o que não consegui pois ele me segurou e me prensou contra a parede. - Olha pra mim, Andressa.
- O Breno está chorando.
- Eu não sinto mais nada pela Jade. Nada.
- O Breno está chorando.
- Eu jamais te traíria. Eu não sou burro. Sou apaixonado por você. Eu preciso te provar isso quantas vezes?
- ME SOLTA. - bati no seu peito mas ele nem se moveu. - Você está cheirando a perfume feminino.
- Meu Deus, PARA PORRA. Não viaja.
- Eu não acredito que você.
- Olha pra mim.
- Não.
- Olha pra mim.
- ME DEIXA IR ATÉ O BRENO. - o empurrei forte, meu rosto estava tomado pelas lágrimas.
Ele deu espaço, caminhei até o quarto do Breno e me tranquei lá. O peguei no colo. Sorri pra ele, entre as lágrimas, pedi desculpas, odiava gritar. Fiz ele dormir e acabei deitando no tapete macio do Breno. Chorei baixinho até quase pegar no sono, depois fui pro meu quarto. A cama estava vazia, aliviada deitei. O sono demorou aparecer, mas quando chegou adormeci feito pedra.
- ME DEIXA IR ATÉ O BRENO. - o empurrei forte, meu rosto estava tomado pelas lágrimas.
Ele deu espaço, caminhei até o quarto do Breno e me tranquei lá. O peguei no colo. Sorri pra ele, entre as lágrimas, pedi desculpas, odiava gritar. Fiz ele dormir e acabei deitando no tapete macio do Breno. Chorei baixinho até quase pegar no sono, depois fui pro meu quarto. A cama estava vazia, aliviada deitei. O sono demorou aparecer, mas quando chegou adormeci feito pedra.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Capitulo sessenta e sete
2 meses mais tarde. (...)
- Não, Luan.
- Caramba Andressa, você quer decidir tudo.
- Você sabe que não é assim. Você decidiu morar aqui e eu não opinei mais, quando vi já estava morando com você.
- Eu queria ficar perto de vocês. É complicado toda vez chegar de viagem e ter que ir no seu apartamento. Será que algum dia você vai entender?
- Eu estou entediada de morar aqui, não ter ninguém pra conversar, cansei de sair pra passear, fazer as mesmas coisas todo dia. La eu tenho a Sarah e o Igor pra conversar.
- Faz o que você quiser.
- Está vendo, a gente não chega a um acordo.
- O que você quer que eu diga, porra?
- Para de falar assim.
- Eu te falo algo você diz que estou decidindo por você, te falo outra coisa você acha ruim. EU NÃO SEI MAIS QUE PORRA DIZER E FAZER.
- O Breno está dormindo, para de gritar
Ele se virou e me deixou falando sozinha. Murmurei para as paredes, queria xinga-lo até espumar as bocas. Parece que as coisas pioraram entre mim e o Luan, estamos brigando dia e noite. Longe sentimos saudade um do outro, e quando estamos juntos brigamos feito cão e gato. Ele passou o dia todo fora, não fazia ídeia de onde estava. Fui fazer janta e deixei o Breno engatinhando pela casa. Ele sentou ao ouvir a porta abrir e o Luan entrou. Breno ficou tão feliz, que quase falou. Luan aproveitou para brincar com ele. Terminei a janta e o chamei para jantar.
- O breno já tomou banho? Está esfriando!
- Não. Ele estava brincando.
- Vou dar banho nele.
Não respondi. Aproveitei para jantar e fui pra sala. Um tempo depois eles apareceram.
- Já jantou? - perguntou.
- Já.
- Toma ele.
Peguei o Breno e ele deitou no meu ombro, brincando com meu cabelo.
- Está com sono, amor? - ele resmungou, deitou no meu ombro quietinho e começou a chorar. O olhei, e suas mãozinhas esfregaram os olhinhos. - Faz eu dormir mamãe. - ri e beijei sua testinha. Levantei e o balancei. Mas ele não dormiu. Voltou a chorar, dei o peito pra ele e ele mamou até dormir. Continuei o balançando, e olhando o Luan. - Você estava no seus pais?
- No dudu.
- Hum. Você poderia ter visado.
- Eu preciso te avisar todos os passos que eu dou?
- Ah, vai ser assim, agora você vai começar a me tratar mal?
- Você fala umas coisas..
- Eu apenas disse que você poderia ter me avisado. Não precisa falar assim. - me virei indo até a escada.
- Andressa.
- Vai dormir no seus pais, Luan. No dudu, aonde você quiser, você e suas patadas.
Coloquei o Breno no berço, deixei o babá eletrônico com ele e fui pro quarto. Tomei um banho quente, fiquei enrolada na minha toalha por longos minutos. Meus olhos estavam ardendo de tanto chorar no banho. Estiquei a toalha e deitei por baixo das cobertas. Estava meio dormindo quando senti a cama afundar do meu lado. Me virei contra ele e fiquei quase sem respirar, meu sono logo passou. Já era 1h30 e nada. Levantei e desci, abri a geladeira e fiquei parada pensando, querendo comer algo mas minha cabeça estava longe. Coloquei um copo de iogurte e sentei no sofá. Coloquei um filme no netflix. Duas e pouca, Breno chorou, ele estava dormindo mais a noite, mas ainda acordava uma vez, as vezes duas. Voltei para o sofá e terminei de ver o filme. Acabei pegando no sono. Senti um par de mãos em mim.
- Me deixa aqui.
- Vamos deitar.
- Não quero.
- Está frio, você está sem roupa e toda encolhida nesse sofá.
- Estou bem. - ele suspirou.
- Me desculpa.
- Sim, pode subir.
- Vamos comigo.
- Não quero, dá pra você entender?
- Então vou ficar com você.
- Faça o que você quiser. - ele se aconchegou comigo no sofá. Suspirei fundo.
- Me desculpa. - sussurrou novamente. - Odeio brigar com você.
- Não parece, é o que mais tenhamos feito nos ultimos dias.
- Eu sei.
- Eu falo algo você acha ruim, pergunto uma pergunta simples você me responde com toda grosseiria. Parece que eu mereço isso.
- Me desculpa.
- Você pede desculpas e pronto. Acha que tudo está resolvido.
- Quero resolver. Mas primeiro você vai parar de chorar.
- Eu quero dormir a gente conversa amanhã.
- Não vamos dormir brigados. Porra, Andressa. Estou tentando, você podia fazer uma forcinha.
- Eu faço forcinha todas as vezes que brigamos. Eu vou dormir, você pode levantar?
- Vamos resolver.
- Não estou com cabeça pra isso. Eu quero dormir. - passei pelo seu corpo e subi a escada e deitei na cama. Ele deitou logo em seguida.
No meio da noite, acordei e senti vontade de dormir agarrada ao meu namorado.
- Luan.
- Hum. - sua voz estava rouca e sonolenta
- Eu te desculpo. - ele beijou meus cabelos e dormimos novamente.
Acordei sentindo um par de mãozinhas no meu rosto e os resmunguinhos mais gostoso do mundo.
- Oi meu amor. - ele sorriu, e puxou meus cabelos.
- Bababa.
- Cadê teu pai.
- Seria eu? - apareceu com uma bandeja de café da manhã. - Bom dia, linda.
- Hum.
- Fizemos as paz de madrugada, você me acordou.
- Não me recordo disso.
- Recorda sim, se vira. - ri e levantei.
- Já volto.
- Não veste roupa. - bateu em meu bumbum, revirei os olhos e fui pro banheiro.
Fiz as higienes matinais e voltei pro quarto. Vesti uma camiseta dele, sentei na cama e tomamos o café da manhã em família. Passamos a manhã brincando com o Breno, que já estava arriscando as primeirinhas "palavrinhas".
- Bre, você não vai falar papa primeiro não.
- Vou falar papa primeiro sim, mamãe. - luan falou e o breno gargalhou nos fazendo rir.
Depois de almoçarmos. Fomos pra sala. Estava fazendo o breno dormir. Que estava todo sonolento.
- Faz o Breno dormir pra gente brincar.
- Brincar? de quê?
- De papai e mamãe.
- Luan. - ele gargalhou.
- O que?
- Ridículo. - revirei os olhos, rindo. - joga teu vídeo-game quietinho.
Sentei ao seu lado e o Luan parou o jogo para admira-lo. Beijou os dedinhos do Bre e acariciou suas bochechas incrívelmente redondas. Breno não acordou mas suspirava fundo a cada toque. Luan sorria, como sempre um papai babão e orgulhoso do que fez.
- Dizem que quando passamos raiva com o pai o filho vem igualzinho ele. O breno é igual você.
- Eu não te passei raiva. - murmurou com um sorriso no final dos lábios. - Vamos fazer outro bebê.
- Ah ta! Eu fiquei horrível.
- Você sabe que não. Uma pena que sua gravidez foi de risco. Mas você ficou linda grávida.
- Eu fiquei parecendo uma porca, de tão inchada.
- Amor, se eu estou falando você deve aceitar e pronto. Não estou te elogiando porque sou seu namorado e sim porque você realmente ficou linda, gostosa, sentia tesão toda vez que estava perto de você, se é isso que você quer saber.
- Ah, não acredito.
- Sério. O dia que mais senti foi quando eu te vi grávida pela primeira vez. Saber que você estava carregando um filho meu, quase me deixou cego de tesão. - revirei os olhos rindo - Por isso que eu acho que devemos dar um irmãozinho ou uma irmãzinha pro Breno.
- A gente pode pensar isso mais pra frente.
- Mmm não gostei.
- Gostou sim. - o beijei na bochecha
- Não, Luan.
- Caramba Andressa, você quer decidir tudo.
- Você sabe que não é assim. Você decidiu morar aqui e eu não opinei mais, quando vi já estava morando com você.
- Eu queria ficar perto de vocês. É complicado toda vez chegar de viagem e ter que ir no seu apartamento. Será que algum dia você vai entender?
- Eu estou entediada de morar aqui, não ter ninguém pra conversar, cansei de sair pra passear, fazer as mesmas coisas todo dia. La eu tenho a Sarah e o Igor pra conversar.
- Faz o que você quiser.
- Está vendo, a gente não chega a um acordo.
- O que você quer que eu diga, porra?
- Para de falar assim.
- Eu te falo algo você diz que estou decidindo por você, te falo outra coisa você acha ruim. EU NÃO SEI MAIS QUE PORRA DIZER E FAZER.
- O Breno está dormindo, para de gritar
Ele se virou e me deixou falando sozinha. Murmurei para as paredes, queria xinga-lo até espumar as bocas. Parece que as coisas pioraram entre mim e o Luan, estamos brigando dia e noite. Longe sentimos saudade um do outro, e quando estamos juntos brigamos feito cão e gato. Ele passou o dia todo fora, não fazia ídeia de onde estava. Fui fazer janta e deixei o Breno engatinhando pela casa. Ele sentou ao ouvir a porta abrir e o Luan entrou. Breno ficou tão feliz, que quase falou. Luan aproveitou para brincar com ele. Terminei a janta e o chamei para jantar.
- O breno já tomou banho? Está esfriando!
- Não. Ele estava brincando.
- Vou dar banho nele.
Não respondi. Aproveitei para jantar e fui pra sala. Um tempo depois eles apareceram.
- Já jantou? - perguntou.
- Já.
- Toma ele.
Peguei o Breno e ele deitou no meu ombro, brincando com meu cabelo.
- Está com sono, amor? - ele resmungou, deitou no meu ombro quietinho e começou a chorar. O olhei, e suas mãozinhas esfregaram os olhinhos. - Faz eu dormir mamãe. - ri e beijei sua testinha. Levantei e o balancei. Mas ele não dormiu. Voltou a chorar, dei o peito pra ele e ele mamou até dormir. Continuei o balançando, e olhando o Luan. - Você estava no seus pais?
- No dudu.
- Hum. Você poderia ter visado.
- Eu preciso te avisar todos os passos que eu dou?
- Ah, vai ser assim, agora você vai começar a me tratar mal?
- Você fala umas coisas..
- Eu apenas disse que você poderia ter me avisado. Não precisa falar assim. - me virei indo até a escada.
- Andressa.
- Vai dormir no seus pais, Luan. No dudu, aonde você quiser, você e suas patadas.
Coloquei o Breno no berço, deixei o babá eletrônico com ele e fui pro quarto. Tomei um banho quente, fiquei enrolada na minha toalha por longos minutos. Meus olhos estavam ardendo de tanto chorar no banho. Estiquei a toalha e deitei por baixo das cobertas. Estava meio dormindo quando senti a cama afundar do meu lado. Me virei contra ele e fiquei quase sem respirar, meu sono logo passou. Já era 1h30 e nada. Levantei e desci, abri a geladeira e fiquei parada pensando, querendo comer algo mas minha cabeça estava longe. Coloquei um copo de iogurte e sentei no sofá. Coloquei um filme no netflix. Duas e pouca, Breno chorou, ele estava dormindo mais a noite, mas ainda acordava uma vez, as vezes duas. Voltei para o sofá e terminei de ver o filme. Acabei pegando no sono. Senti um par de mãos em mim.
- Me deixa aqui.
- Vamos deitar.
- Não quero.
- Está frio, você está sem roupa e toda encolhida nesse sofá.
- Estou bem. - ele suspirou.
- Me desculpa.
- Sim, pode subir.
- Vamos comigo.
- Não quero, dá pra você entender?
- Então vou ficar com você.
- Faça o que você quiser. - ele se aconchegou comigo no sofá. Suspirei fundo.
- Me desculpa. - sussurrou novamente. - Odeio brigar com você.
- Não parece, é o que mais tenhamos feito nos ultimos dias.
- Eu sei.
- Eu falo algo você acha ruim, pergunto uma pergunta simples você me responde com toda grosseiria. Parece que eu mereço isso.
- Me desculpa.
- Você pede desculpas e pronto. Acha que tudo está resolvido.
- Quero resolver. Mas primeiro você vai parar de chorar.
- Eu quero dormir a gente conversa amanhã.
- Não vamos dormir brigados. Porra, Andressa. Estou tentando, você podia fazer uma forcinha.
- Eu faço forcinha todas as vezes que brigamos. Eu vou dormir, você pode levantar?
- Vamos resolver.
- Não estou com cabeça pra isso. Eu quero dormir. - passei pelo seu corpo e subi a escada e deitei na cama. Ele deitou logo em seguida.
No meio da noite, acordei e senti vontade de dormir agarrada ao meu namorado.
- Luan.
- Hum. - sua voz estava rouca e sonolenta
- Eu te desculpo. - ele beijou meus cabelos e dormimos novamente.
Acordei sentindo um par de mãozinhas no meu rosto e os resmunguinhos mais gostoso do mundo.
- Oi meu amor. - ele sorriu, e puxou meus cabelos.
- Bababa.
- Cadê teu pai.
- Seria eu? - apareceu com uma bandeja de café da manhã. - Bom dia, linda.
- Hum.
- Fizemos as paz de madrugada, você me acordou.
- Não me recordo disso.
- Recorda sim, se vira. - ri e levantei.
- Já volto.
- Não veste roupa. - bateu em meu bumbum, revirei os olhos e fui pro banheiro.
Fiz as higienes matinais e voltei pro quarto. Vesti uma camiseta dele, sentei na cama e tomamos o café da manhã em família. Passamos a manhã brincando com o Breno, que já estava arriscando as primeirinhas "palavrinhas".
- Bre, você não vai falar papa primeiro não.
- Vou falar papa primeiro sim, mamãe. - luan falou e o breno gargalhou nos fazendo rir.
Depois de almoçarmos. Fomos pra sala. Estava fazendo o breno dormir. Que estava todo sonolento.
- Faz o Breno dormir pra gente brincar.
- Brincar? de quê?
- De papai e mamãe.
- Luan. - ele gargalhou.
- O que?
- Ridículo. - revirei os olhos, rindo. - joga teu vídeo-game quietinho.
Sentei ao seu lado e o Luan parou o jogo para admira-lo. Beijou os dedinhos do Bre e acariciou suas bochechas incrívelmente redondas. Breno não acordou mas suspirava fundo a cada toque. Luan sorria, como sempre um papai babão e orgulhoso do que fez.
- Dizem que quando passamos raiva com o pai o filho vem igualzinho ele. O breno é igual você.
- Eu não te passei raiva. - murmurou com um sorriso no final dos lábios. - Vamos fazer outro bebê.
- Ah ta! Eu fiquei horrível.
- Você sabe que não. Uma pena que sua gravidez foi de risco. Mas você ficou linda grávida.
- Eu fiquei parecendo uma porca, de tão inchada.
- Amor, se eu estou falando você deve aceitar e pronto. Não estou te elogiando porque sou seu namorado e sim porque você realmente ficou linda, gostosa, sentia tesão toda vez que estava perto de você, se é isso que você quer saber.
- Ah, não acredito.
- Sério. O dia que mais senti foi quando eu te vi grávida pela primeira vez. Saber que você estava carregando um filho meu, quase me deixou cego de tesão. - revirei os olhos rindo - Por isso que eu acho que devemos dar um irmãozinho ou uma irmãzinha pro Breno.
- A gente pode pensar isso mais pra frente.
- Mmm não gostei.
- Gostou sim. - o beijei na bochecha
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Capítulo sessenta e seis
Estava na sala assistindo televisão com o Breno, meus pais haviam ido em uns amigos dele na cidade. Ouvi o barulho de chaves, a porta abriu e o Luan apareceu. Corri até ele e pulei em seu colo, fazendo-o dar um passo pra trás. O beijei com saudade.
- Oi linda.
- Oi. Eu estava morrendo de saudades.
- Eu também. - ele me levou até o sofá.
Ele foi até o breno que estava sentadinho no carrinho.
- Que sorriso é esse papai. - ele pegou o levantando no alto. Breno gargalhava - Oi meu filho. - sentou do meu lado brincando com o bre. - Quanto tempo não chegava em casa e via isso! - beijou minha bochecha.
- Que bom que você chegou.
- Eu estou feliz por ter chego.
- Eu senti muito a sua falta. - o beijei outra vez.
- Não para. - ele sussurrou com a boca na minha
- Não vou.
Nos beijamos até o Breno começar a resmungar e mexer os bracinhos. Rimos.
- Dá atenção pra mim também papai. - falei com vozinha de bebê.
Brincamos com o Breno depois fui até a cozinha. Peguei um pedaço de bolo e um copo de coca para o Luan.
- Eu fiz.
- Hum, tô varado de fome.
- Vê se você aprova.
- Ata que você tá me perguntando isso - sorri - sua comida foi uma das inúmeras coisas que me fez gostar mais ainda de você.
- Então come.
Quando ele terminou de comer me puxou pro seu colo.
- Conseguiu dormir bem, depois do pesadelo?
- Logo depois Breno me acordou mas consegui depois. Você é o meu melhor remédio sempre.
- Você é o meu melhor lugar.. - cantarolou baixinho e o beijei. Ficamos nisso de beijos, amassos esfrega.
- Eu não sei se..
- Está tudo bem. - mordeu meu lábio.
Levantei. Olhei o volume em sua calça e fui pra cozinha. Ouvi seu suspiro e suspirei também. Conversamos sobre os shows e assuntos aleatórios. Meus pais chegaram já estava a noite. Ele deu banho no breno e depois tomamos banho. Jantamos nos 5 e ficamos na sala batendo papo. Eu estava feliz de ter minha família por perto, so faltou meus irmãozinhos. Deitamos na nossa cama, o abracei e beijei seu pescoço. Um tempo depois levantei para dar mamá ao Breno e o coloquei para dormir novamente. Voltei pra cama, Luan estava do mesmo jeito porém um pouco sonolento. Deitei em seu peito e fiquei acariciando seu pescoço. Apoiei em seu peito.
- Luan.
- Oi.
- Queria te pedir uma coisa.
- O que quiser. - fiquei calada, mordi meu lábio. Levei meus lábios até seu ouvido e sussurrei.
- Faz amor comigo. Tira tudo o que me deixaram. Eu quero ser sua novamente.
- Você sempre foi minha.
- Eu quero lembrar que apenas você o tocou. Eu quero você. - subi em cima dele o olhando.
- Vai me olhar desse jeito? - ele riu e puxou meu lábio inferior com as pontas dos dentes.
- Desse jeito como.
- Você sabe como. - sorri, o mordi a ponta do meu lábio, desviando o olhar.
Ele me virou na cama com um movimento rápido que ele sabia fazer como ninguém. Suas mãos subiram até meus seios apertando com toda força. Um grunhido saiu da minha boca. Ele me olhou rindo e beijou-me.
- Seus pais estão a 3 comodos da gente. Me ajuda, pretendo te comer amanhã também e pro resto da vida, mas se seu pai ouvir não sei se será possível. - rimos com as bocas coladas.
Ele não perdeu tempo e foi abaixando meu short junto a calcinha, abaixou sua boxer. Fechei os olhos. Eu consigo. Isso será o melhor pra mim. Ele é o Luan. Eu confio nele. Não exitou na hora de entrar no meio das minhas pernas. Ele me preencheu devagar.
- Olha pra mim. - sussurrou.
- Luan..
- Quero que você me olhe. Que lembre quem esteve dentro de você, a quem você pertence.
Abri meus olhos encarando-o. Ele entrelaçou nossas mãos levando-as acima de minha cabeça. E estocou firme, fechei os olhos e abri novamente. Ele beijou-me novamente dando a oportunidade que eu gemesse em sua boca.
- Você é minha. - murmurou - Minha! Seu corpo é meu. - mordiscou meu lábio - Você é minha. E eu sou seu.
- Luan..
- Minha. - nos olhamos nos olhos. Meus olhos estavam inundados. A cada estocada dele escorria uma lágrima. - Ninguém mais tocará em você. Ninguem. Mais.
- Eu te amo.
- Andressa.
- Eu te amo, muito. Por favor não...para.
Tivemos a transa mais intensa da nossa vida. Chorei em seu peito enquanto ele acariciava meus cabelos. Eu precisava daquele momento com ele. Eu precisava me libertar de tudo aquilo e só ele era capaz de fazer isso. Só ele era capaz de matar os demonios dentro de mim.
- Está tudo bem, minha linda. - beijou minha testa.
Luan narrando
Andressa dormiu em meu peito linda feito um anjo. Fiquei a olhando dormir, eu poderia passar a minha vida inteira olhando para a minha namorada, admirando-a. Ela tem o rosto mais lindo que já vi. Seus cílios grandes sempre me deixou louco, quando ela piscava toda confiante e sorridente parecia que meu mundo parava. Eu sou capaz de fazer qualquer coisa por essa mulher. Ouvi o Breno chorar, não queria que ela acordasse. Deitei-a na cama com jeito, vesti uma bermuda e saí do quarto indo até o do Breno. Ele estava com seus lindos olhos abertos e molhados, pronto pra chorar novamente. O tirei do berço e saí de lá. Descendo a escada. Fui com ele até a varanda e deitei na rede com ele. A lua estava cheia, iluminando tudo, refletindo na piscina. Encarei o Breno.
- Eu entendo sua fissuração pelos peitos da sua mãe. Também sou louco por eles.. - gargalhei com ele que riu também como se entendesse. - Você já imaginou o quão sortudos nós somos por tê-la. Estava vendo sua mãe dormir e me perdi pensando muito nela. No quanto ela é especial, no quanto ela merece o mundo, no quanto ela é linda. Somos dois carinhas de sorte. - seus enormes olhos nem piscavam - Ela é tudo pra mim, não tenho dúvidas que ela é tudo pra você também. Eu quero passar cada minuto ao lado dela. Quando estou longe fico imaginando: o que será que ela está fazendo, será que pensa em mim como penso nela. Eu sou muito feliz ao lado dela. As vezes ela vem com a insegurança, que é natural, toda mulher tem, mas eu ainda não entendo porque ela tem isso, se sua mãe imaginasse a dimensão do meu amor por ela jamais teria um momento de insegurança. Eu a olho e penso, caramba, será que eu mereço tudo isso. Ela me deu o melhor presente. Realizou o meu maior sonho que era ser pai, do nosso amor veio você. Se eu não sou o cara mais feliz que existe eu passo disso. Vocês são tudo pra mim. Eu sou grato a Deus por ter vocês. Deus foi muito generoso comigo, realizou meu sonho de cantar e fazer as pessoas felizes. Colocou as melhores pessoas comigo. Meu deu uma família maravilhosa. Eu não posso reclamar nunca. Só agradecer. - olhei a lua por longos segundos. Voltei a olhar o Breno e ele tinha dormido. Balancei mais um pouco e o beijei na cabeça - Eu te amo, filho. Você é a melhor coisa que me aconteceu.
- Oi linda.
- Oi. Eu estava morrendo de saudades.
- Eu também. - ele me levou até o sofá.
Ele foi até o breno que estava sentadinho no carrinho.
- Que sorriso é esse papai. - ele pegou o levantando no alto. Breno gargalhava - Oi meu filho. - sentou do meu lado brincando com o bre. - Quanto tempo não chegava em casa e via isso! - beijou minha bochecha.
- Que bom que você chegou.
- Eu estou feliz por ter chego.
- Eu senti muito a sua falta. - o beijei outra vez.
- Não para. - ele sussurrou com a boca na minha
- Não vou.
Nos beijamos até o Breno começar a resmungar e mexer os bracinhos. Rimos.
- Dá atenção pra mim também papai. - falei com vozinha de bebê.
Brincamos com o Breno depois fui até a cozinha. Peguei um pedaço de bolo e um copo de coca para o Luan.
- Eu fiz.
- Hum, tô varado de fome.
- Vê se você aprova.
- Ata que você tá me perguntando isso - sorri - sua comida foi uma das inúmeras coisas que me fez gostar mais ainda de você.
- Então come.
Quando ele terminou de comer me puxou pro seu colo.
- Conseguiu dormir bem, depois do pesadelo?
- Logo depois Breno me acordou mas consegui depois. Você é o meu melhor remédio sempre.
- Você é o meu melhor lugar.. - cantarolou baixinho e o beijei. Ficamos nisso de beijos, amassos esfrega.
- Eu não sei se..
- Está tudo bem. - mordeu meu lábio.
Levantei. Olhei o volume em sua calça e fui pra cozinha. Ouvi seu suspiro e suspirei também. Conversamos sobre os shows e assuntos aleatórios. Meus pais chegaram já estava a noite. Ele deu banho no breno e depois tomamos banho. Jantamos nos 5 e ficamos na sala batendo papo. Eu estava feliz de ter minha família por perto, so faltou meus irmãozinhos. Deitamos na nossa cama, o abracei e beijei seu pescoço. Um tempo depois levantei para dar mamá ao Breno e o coloquei para dormir novamente. Voltei pra cama, Luan estava do mesmo jeito porém um pouco sonolento. Deitei em seu peito e fiquei acariciando seu pescoço. Apoiei em seu peito.
- Luan.
- Oi.
- Queria te pedir uma coisa.
- O que quiser. - fiquei calada, mordi meu lábio. Levei meus lábios até seu ouvido e sussurrei.
- Faz amor comigo. Tira tudo o que me deixaram. Eu quero ser sua novamente.
- Você sempre foi minha.
- Eu quero lembrar que apenas você o tocou. Eu quero você. - subi em cima dele o olhando.
- Vai me olhar desse jeito? - ele riu e puxou meu lábio inferior com as pontas dos dentes.
- Desse jeito como.
- Você sabe como. - sorri, o mordi a ponta do meu lábio, desviando o olhar.
Ele me virou na cama com um movimento rápido que ele sabia fazer como ninguém. Suas mãos subiram até meus seios apertando com toda força. Um grunhido saiu da minha boca. Ele me olhou rindo e beijou-me.
- Seus pais estão a 3 comodos da gente. Me ajuda, pretendo te comer amanhã também e pro resto da vida, mas se seu pai ouvir não sei se será possível. - rimos com as bocas coladas.
Ele não perdeu tempo e foi abaixando meu short junto a calcinha, abaixou sua boxer. Fechei os olhos. Eu consigo. Isso será o melhor pra mim. Ele é o Luan. Eu confio nele. Não exitou na hora de entrar no meio das minhas pernas. Ele me preencheu devagar.
- Olha pra mim. - sussurrou.
- Luan..
- Quero que você me olhe. Que lembre quem esteve dentro de você, a quem você pertence.
Abri meus olhos encarando-o. Ele entrelaçou nossas mãos levando-as acima de minha cabeça. E estocou firme, fechei os olhos e abri novamente. Ele beijou-me novamente dando a oportunidade que eu gemesse em sua boca.
- Você é minha. - murmurou - Minha! Seu corpo é meu. - mordiscou meu lábio - Você é minha. E eu sou seu.
- Luan..
- Minha. - nos olhamos nos olhos. Meus olhos estavam inundados. A cada estocada dele escorria uma lágrima. - Ninguém mais tocará em você. Ninguem. Mais.
- Eu te amo.
- Andressa.
- Eu te amo, muito. Por favor não...para.
Tivemos a transa mais intensa da nossa vida. Chorei em seu peito enquanto ele acariciava meus cabelos. Eu precisava daquele momento com ele. Eu precisava me libertar de tudo aquilo e só ele era capaz de fazer isso. Só ele era capaz de matar os demonios dentro de mim.
- Está tudo bem, minha linda. - beijou minha testa.
Luan narrando
Andressa dormiu em meu peito linda feito um anjo. Fiquei a olhando dormir, eu poderia passar a minha vida inteira olhando para a minha namorada, admirando-a. Ela tem o rosto mais lindo que já vi. Seus cílios grandes sempre me deixou louco, quando ela piscava toda confiante e sorridente parecia que meu mundo parava. Eu sou capaz de fazer qualquer coisa por essa mulher. Ouvi o Breno chorar, não queria que ela acordasse. Deitei-a na cama com jeito, vesti uma bermuda e saí do quarto indo até o do Breno. Ele estava com seus lindos olhos abertos e molhados, pronto pra chorar novamente. O tirei do berço e saí de lá. Descendo a escada. Fui com ele até a varanda e deitei na rede com ele. A lua estava cheia, iluminando tudo, refletindo na piscina. Encarei o Breno.
- Eu entendo sua fissuração pelos peitos da sua mãe. Também sou louco por eles.. - gargalhei com ele que riu também como se entendesse. - Você já imaginou o quão sortudos nós somos por tê-la. Estava vendo sua mãe dormir e me perdi pensando muito nela. No quanto ela é especial, no quanto ela merece o mundo, no quanto ela é linda. Somos dois carinhas de sorte. - seus enormes olhos nem piscavam - Ela é tudo pra mim, não tenho dúvidas que ela é tudo pra você também. Eu quero passar cada minuto ao lado dela. Quando estou longe fico imaginando: o que será que ela está fazendo, será que pensa em mim como penso nela. Eu sou muito feliz ao lado dela. As vezes ela vem com a insegurança, que é natural, toda mulher tem, mas eu ainda não entendo porque ela tem isso, se sua mãe imaginasse a dimensão do meu amor por ela jamais teria um momento de insegurança. Eu a olho e penso, caramba, será que eu mereço tudo isso. Ela me deu o melhor presente. Realizou o meu maior sonho que era ser pai, do nosso amor veio você. Se eu não sou o cara mais feliz que existe eu passo disso. Vocês são tudo pra mim. Eu sou grato a Deus por ter vocês. Deus foi muito generoso comigo, realizou meu sonho de cantar e fazer as pessoas felizes. Colocou as melhores pessoas comigo. Meu deu uma família maravilhosa. Eu não posso reclamar nunca. Só agradecer. - olhei a lua por longos segundos. Voltei a olhar o Breno e ele tinha dormido. Balancei mais um pouco e o beijei na cabeça - Eu te amo, filho. Você é a melhor coisa que me aconteceu.
domingo, 11 de junho de 2017
Capítulo sessenta e cinco
Andressa narrando.
6 dias mais tarde (...) Minha vida estava passando como um borrão, eu estava levando, empurrando, sem força de vontade pra nada, estava comendo pouco nos últimos dias. Estava ali pra cuidar do Breno e dizer que já estava tudo bem que não precisava de ninguém se preocupar, mas a verdade é que meu psicologico está me comendo viva, eu não consigo ter uma noite completa de sono sem acordar com pesadelos horríveis. Luan estava viajando. A todo tempo que ele tinha disponível ele gastava me ligando ou me mandando mensagens. Mas eu não queria continuar assim eu quero voltar a viver minha vida, eu quero que meus pais tirem essa expressão preocupada do rosto 24 horas, quero que o Luan descanse. Eu sei que ele esta longe mas eu tenho certeza que o pensamento dele está aqui comigo e isso não o ajuda a descansar. Levantei da minha cama, tomei um banho demorado, acordei disposta e com vontade de lutar contra os monstros que estavam dentro de mim. Coloquei uma roupa quente, abri as janelas do meu quarto e olhei o Breno, que estava acordado.
- Oi meu amor. - ele me olhou com os olhinhos brilhantes e enormes. - Você acordou cedo. - sua boquinha se formou num grande sorriso - A mamãe fica tão animada de te ver bem, meu filho, você não sabe o quanto. Acho que vamos tomar um banhozinho em. - ele riu mexendo os bracinhos. Brinquei com ele por um bom tempo. As risadas que tirei dele foi como uma música doce em meus ouvidos.
Enchi a banheira e dei o banho nele. Na hora de sair foi a maior birra. Breno ama água como um peixinho. Minha mãe apareceu na porta do quarto. A encarei.
- Estranhei ele chorando assim essa hora.
- Bom dia mãe.
- Bom dia. - ficou me olhando da porta. Parecia querer dizer algo
- O que tem de café da manhã?
- Você vai descer pra tomar café da manhã com a gente.
- Hum, parece que sim. - sorri.
- Óh.. isso é.. maravilhoso.
Terminei de vestir o Breno e desci. Tomei café da manhã com os meus pais e a Claudia, eles ficaram muito animados em me ver fora do quarto e não vou mentir, até meu corpo se sentiu melhor, eu me senti melhor. No ínicio da tarde não me senti muito bem e fui deitar.
- Não se fecha de novo filha, foi tão bom a manhã com você.
- Só um mal estar, mãe. Daqui a pouco eu desço novamente.
- Promete?
- Sim
- Ok. - ela beijou minha testa e saiu.
Acabei cochilando com o Breno, despertei do nada, ele estava quietinho do meu lado, chupando o bico, peguei em sua mãozinha pequena e beijei. Acabei tirando uma foto e postando.
Você nasceu de mim, eu renasci de você. 💙
@brusantanareal ai meu coração
@ivetesangalo o maior amor do mundo
@hugogloss linda foto ❤
@luansantana sou dependente desse amor..
@vanagurgel cheio de amor
@sofia os cabelos pretinho. Muito amor ❤
@arleydecaldi O filho de vocês é a coisa mais linda. Viaja com a gente pra passarmos mais tempo com ele e vc!! Bjos
Passei minutos lendo todos os comentários, famosos, fcs do luan e pessoais. Meu celular vibrou e apareceu "amor" na tela e ele no fundo com a carinha toda amassada. Que saudade.
- Boa tarde, pequena. - sua voz rouca de sono me deixava ainda mais apaixonada
- Oi amor. - sorri.
- Que cara de sono é essa.
- Acabei dormindo um pouco
- Hum... parece que não via você assim a uns dias bons.
- Eu acordei motivada a tentar seguir em frente.. por vocês.. e por mim.
- Que bom ouvir isso, amanhã estou em casa.
- Estou morrendo de saudade
- Eu também. - ele sorriu.
- Está fazendo o que?
- Deitado também. Acordei agora.
- E o show, foi bom?
- Muito bom, lotado. - seu sorriso ficou ainda maior e com um brilho inevitável nos olhos.
- Fico muito feliz.
- Na próxima viagem quero vocês comigo.
- Tá.
- Tá? Assim tão fácil.
- Não quero mais ficar longe de você
- Amanhã estou em casa pra ficar agarradinho com você.
- Você descansou?
- Sim.
- De verdade?
- Sim.
Conversamos por horas. Ele encerrou a chamada tão feliz por me ver daquela forma. Saí do quarto com o Breno. Marizete e Amarildo foram lá e jantou com a gente. A noite terminou perfeitamente bem. Na madrugada acordei suando e muito assustada. Liguei pro Luan, ele atendeu rápido.
- Alô.
- Canta pra mim até eu dormir?
- O que foi?
- Tive um pesadelo horrível. Ai.
- Respira. Vou te ligar por chamada de vídeo.
- Tá.
Ele cantou várias músicas até eu dormir. Acordei um tempo depois com o Breno chorando e fui até ele. O amamentei e deixei ele ali comigo mesmo. Na tarde seguinte meus pais tentaram me convencer a sair mas não estava pronto pra isso. Não me sentia segura o suficiente ainda para dar as cara nas ruas de são paulo, não que eu vá viver pra sempre presa em casa, mas queria estar melhor psicologicamente.
- Fico feliz que você está dando o seu melhor pra ficar bem.
- Eu não quero me afundar mais, Clau. Eu preciso voltar a minha vida, cuidar do meu filho, da minha casa, do meu namorado. A rotina do Luan é tão cansativa pra ele ter que tirar os dias de folga pra cuidar de mim. Sei que ele não reclama mas eu vejo tudo. Não quero tornar cansativa pra ele. Vou me recuperar por ele e pelo Breno.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Capítulo sessenta e quatro
Andressa aos pouco se acalmou e abraçou sua mãe juntamente ao seu pai. Joana conversa muito bem e isso foi uma grande ajuda. Ela deitou no colo da Joana e começou a conversar..
- E o pie mais a beca? - ela perguntou
- Ficaram com a Julia. - Joana respondeu
- Você não sabe como eles choraram quando falamos que eles não iriam vir.
- Vocês podiam ter trazido eles. Não há problema algum. - falei
- Ai, Luan. Ficamos tão sem cabeça, mas a Júlia é uma pessoa boa. Ela fica com eles quando precisamos sair e eles a adora.
- Vocês sabem que podem trazer eles sempre que quiser, a casa é enorme tem espaço pra todo mundo.
- A gente sabe, muito obrigada Luan. - Joana me olhou sorrindo
Aproveitei que Andressa dormiu e fui para o hospital. Cheguei lá, meu pai me esperava com um homem alto e por incrível que pareça ele me lembrava bastante o Well. Os comprimentei e entramos. Fui até onde o Breno estava, junto a minha mãe. Beijei sua cabeça.
- Oi filho
- Oi mãe.
- Que carinha de sono, você tem que dormir e descansar também, sabia?
- Difícil pregar os olhos com essa situação toda.
- Eu sei, mas você precisa descansar.
- Eu vou descansar muito mãe, quando tudo isso passar, eu sei que vai passar.
- Vai sim..
- Você precisa descansar, Luan. - meu pai falou - Não há corpo que aguente.
- Eu vou pai.
- E ela como está?
- Uai. - suspirei - Hoje ela se fechou de uma forma que nem eu sabia o que fazer. Ela ouviu passos e pensou que era eles. - passei as mãos no cabelo.
- É complicado tudo isso, mas Deus vai acalmar tudo. Você vai ver.
- Amém. Os pais dela chegaram. A mãe dela ajuda muito. A vinda deles foi mais que precisa. Ter os pais do lado num momento como esse é essencial.
- Exatamente. Que bom que eles estão aqui.
Breno acordou com a gente conversando e começou a chorar. Brinquei com ele, conversei bastante, ele riu o tempo inteiro me deixando muito mais tranquilo. Conversei com o médico sobre ele, quais remédios deveriam comprar e ele ainda me disse que o Breno poderia sair amanhã na parte da manhã. No ínicio da noite cheguei em casa, subi a escada indo até meu quarto. Joana e Carlos ainda estavam lá, ela dormia.
- Tudo bem?
- Sim. Como nosso pequenininho está?
- Melhorando Joana, graças a Deus.
- Graças a Deus mesmo, estou pedindo muito a Deus pra que tudo melhore.
- Vai melhorar.
- Você não acha que tem que descansar um pouco? Parece que não dorme a dias. - abaixei o rosto rindo
- Está tudo bem.
- E o seu trabalho?
- Depois de amanhã tenho que estar na estrada, Carlos. Eu realmente não faço ideia de como vou fazer isso. Com tudo isso acontecendo, mas vai dar certo.
- Seus pais estão com o Breno né? - assenti - Liga pra eles avisando que eu e o Carlos vamos passar a noite com o Bre. Pra eles descansarem. Imagino o cansaço que estão.
- Vocês fariam isso?
- Sim. Acho melhor você cuidar dela. Ela perguntou de você o tempo todo. Se você já tinha chegado, onde tinha ido, a segurança que ela sente em você é inexplicável. Vamos tomar um banho, jantar e já vamos.
- Obrigado, vou ficar muito grato
- Eu que agradeço, você é o melhor pra nossa filha.
Joana me abraçou rápido e saíram do quarto. Sentei na cama e a olhei. Tirei meu tênis e me deitei ao seu lado. Ela suspirou fundo e segurou minha mão.
- Que bom que está aqui.
- Estou sempre aqui, amor. Só fui ver o Bre.
- Como ele está? Estou com tanta saudade.
- Ele está melhor, sorriu o tempo todo que estive lá, prestou bastante atenção em mim quando falei de você. - ela levantou um pouco o seu corpo e deitou em cima do meu. Levou a mão até meus cabelos e me fez o cafuné mais gostoso da minha vida. Suspirei fundo
- O que?
- Nada.
- Eu te amo, muito. Eu quero que você descanse, Luan. Quero que você durma.
- Eu vou dormir.
- Estou falando sério. A sua feição de cansado tá super notável.
- Eu estou preocupado com vocês.
- E você? Se você adoecer?
- Eu não vou, só quero cuidar de vocês. Pra eu estar bem tudo depende de vocês. - seus olhos grandes me olhou intenso. - Porque você não me beija?
- Porque...
- Porque nada, me beija logo até eu dormir. - ela sorriu doce. Porra eu amo essa mulher. - Eu mal vi seu sorriso nos últimos dias. Eu sinto falta de ver a alegria em seu rosto. - ela destribuiu beijos por todo o meu pescoço, e rosto e por fim beijou-me na boca. Levei a mão até seu cabelo. Deixei ela comandar, faria o que ela quiesesse, do jeito dele. Sua boca desceu novamente até o meu pescoço, deslizando os dentes.
- Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
- Eu te amo mais.
- A gente vai passar por tudo isso
- Nós vamos.
Ela deitou em meu peito e voltou a me fazer carinho, beijei seus cabelos e fechei os olhos. Acabei dormindo e não vi mais nada. Acordei de um pesadelo horrivel com a Andressa. Ela estava ao meu lado me encarando.
- O que foi? - ela me perguntou, me virei de lado e a puxei para um abraço apertado.
- Você é minha.
- Eu sou.
- Ninguém nunca mais vai tocar em você. Eu prometo.
- Eu confio em você.
- E o pie mais a beca? - ela perguntou
- Ficaram com a Julia. - Joana respondeu
- Você não sabe como eles choraram quando falamos que eles não iriam vir.
- Vocês podiam ter trazido eles. Não há problema algum. - falei
- Ai, Luan. Ficamos tão sem cabeça, mas a Júlia é uma pessoa boa. Ela fica com eles quando precisamos sair e eles a adora.
- Vocês sabem que podem trazer eles sempre que quiser, a casa é enorme tem espaço pra todo mundo.
- A gente sabe, muito obrigada Luan. - Joana me olhou sorrindo
Aproveitei que Andressa dormiu e fui para o hospital. Cheguei lá, meu pai me esperava com um homem alto e por incrível que pareça ele me lembrava bastante o Well. Os comprimentei e entramos. Fui até onde o Breno estava, junto a minha mãe. Beijei sua cabeça.
- Oi filho
- Oi mãe.
- Que carinha de sono, você tem que dormir e descansar também, sabia?
- Difícil pregar os olhos com essa situação toda.
- Eu sei, mas você precisa descansar.
- Eu vou descansar muito mãe, quando tudo isso passar, eu sei que vai passar.
- Vai sim..
- Você precisa descansar, Luan. - meu pai falou - Não há corpo que aguente.
- Eu vou pai.
- E ela como está?
- Uai. - suspirei - Hoje ela se fechou de uma forma que nem eu sabia o que fazer. Ela ouviu passos e pensou que era eles. - passei as mãos no cabelo.
- É complicado tudo isso, mas Deus vai acalmar tudo. Você vai ver.
- Amém. Os pais dela chegaram. A mãe dela ajuda muito. A vinda deles foi mais que precisa. Ter os pais do lado num momento como esse é essencial.
- Exatamente. Que bom que eles estão aqui.
Breno acordou com a gente conversando e começou a chorar. Brinquei com ele, conversei bastante, ele riu o tempo inteiro me deixando muito mais tranquilo. Conversei com o médico sobre ele, quais remédios deveriam comprar e ele ainda me disse que o Breno poderia sair amanhã na parte da manhã. No ínicio da noite cheguei em casa, subi a escada indo até meu quarto. Joana e Carlos ainda estavam lá, ela dormia.
- Tudo bem?
- Sim. Como nosso pequenininho está?
- Melhorando Joana, graças a Deus.
- Graças a Deus mesmo, estou pedindo muito a Deus pra que tudo melhore.
- Vai melhorar.
- Você não acha que tem que descansar um pouco? Parece que não dorme a dias. - abaixei o rosto rindo
- Está tudo bem.
- E o seu trabalho?
- Depois de amanhã tenho que estar na estrada, Carlos. Eu realmente não faço ideia de como vou fazer isso. Com tudo isso acontecendo, mas vai dar certo.
- Seus pais estão com o Breno né? - assenti - Liga pra eles avisando que eu e o Carlos vamos passar a noite com o Bre. Pra eles descansarem. Imagino o cansaço que estão.
- Vocês fariam isso?
- Sim. Acho melhor você cuidar dela. Ela perguntou de você o tempo todo. Se você já tinha chegado, onde tinha ido, a segurança que ela sente em você é inexplicável. Vamos tomar um banho, jantar e já vamos.
- Obrigado, vou ficar muito grato
- Eu que agradeço, você é o melhor pra nossa filha.
Joana me abraçou rápido e saíram do quarto. Sentei na cama e a olhei. Tirei meu tênis e me deitei ao seu lado. Ela suspirou fundo e segurou minha mão.
- Que bom que está aqui.
- Estou sempre aqui, amor. Só fui ver o Bre.
- Como ele está? Estou com tanta saudade.
- Ele está melhor, sorriu o tempo todo que estive lá, prestou bastante atenção em mim quando falei de você. - ela levantou um pouco o seu corpo e deitou em cima do meu. Levou a mão até meus cabelos e me fez o cafuné mais gostoso da minha vida. Suspirei fundo
- O que?
- Nada.
- Eu te amo, muito. Eu quero que você descanse, Luan. Quero que você durma.
- Eu vou dormir.
- Estou falando sério. A sua feição de cansado tá super notável.
- Eu estou preocupado com vocês.
- E você? Se você adoecer?
- Eu não vou, só quero cuidar de vocês. Pra eu estar bem tudo depende de vocês. - seus olhos grandes me olhou intenso. - Porque você não me beija?
- Porque...
- Porque nada, me beija logo até eu dormir. - ela sorriu doce. Porra eu amo essa mulher. - Eu mal vi seu sorriso nos últimos dias. Eu sinto falta de ver a alegria em seu rosto. - ela destribuiu beijos por todo o meu pescoço, e rosto e por fim beijou-me na boca. Levei a mão até seu cabelo. Deixei ela comandar, faria o que ela quiesesse, do jeito dele. Sua boca desceu novamente até o meu pescoço, deslizando os dentes.
- Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
- Eu te amo mais.
- A gente vai passar por tudo isso
- Nós vamos.
Ela deitou em meu peito e voltou a me fazer carinho, beijei seus cabelos e fechei os olhos. Acabei dormindo e não vi mais nada. Acordei de um pesadelo horrivel com a Andressa. Ela estava ao meu lado me encarando.
- O que foi? - ela me perguntou, me virei de lado e a puxei para um abraço apertado.
- Você é minha.
- Eu sou.
- Ninguém nunca mais vai tocar em você. Eu prometo.
- Eu confio em você.
Tomei um banho quente e por fim consegui tirar Andressa do quarto. Descemos para comer, ela ficou agarrada comigo o tempo todo, beijei o topo da sua cabeça.
- Seus pais já foram?
- Sim, você estava dormindo?
- Eles comeram? - ela assentiu - Espero que eles tenham levado coisas de cobrir e comer lá.
- Eles levaram. - ela beijou meu maxilar e sorriu. - Quero o Breno aqui amanhã, tomara que ele saia
- Tomara mesmo. Vamos comer.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Capítulo sessenta e três
Na manhã seguinte, pedi a Claudia para comprar as coisas que a Andressa mais gostava de comer e montar seu café da manhã. Não tinhamos tido uma boa noite de sono, eu estava muito preocupado com o Breno, com ela, não consegui pregar os olhos. Levei até o quarto, ela estava encolhida feito uma bola no centro da cama. Deixei a bandeja na beira e fui até ela. Ajoelhei no chão e olhei em seu rosto pálido.
- Oi.
- Oi. - me encarou. - Você tem notícia do Breno?
- Sim, meu pai ligou e disse que a febre dele abaixou um pouco, que ele precisa ficar em observação, mas que logo estará em casa.
- Graças a Deus. Estou com muita saudade dele.
- É estranho aqui sem ele. - ri uma risada sem som e humor
- Bastante.
- Trouxe algumas coisas pra você comer.
- Eu não..
- Por favor, come hoje Andressa. Você mau tocou no mingau de ontem, e antes não tinha comido nada. Eu comprei um monte de coisa que você gosta, você precisa se alimentar, imagina você doente também? - esperei por uma resposta mas não veio. Ela levantou e foi ao banheiro. Fiquei esperando-a e minutos depois ela apareceu e sentou na cama puxando a coberta. - Você vai?
- Sim.
Coloquei a bandeja em seu colo e sentei ao seu lado. Ela sorriu doce, fiquei tão feliz por isso. Ela beijou meu maxilar.
- Eu te amo
- Eu sei, eu te amo mais.
- Você comprou churros pro café da manhã? - ela sorriu pouco.
- Eu precisava de algo que faria você comer.
- Eu vou comer as outras coisas também. - segurei em sua mão e beijei seus dedos.
Ela comeu um pouco de cada coisa, e fiquei satisfeito, tenho certeza que foi mais do que ele comeu no último dia. Estava tentando animar ela, mas logo ela caiu em si novamente e se fechou. Conversar com ela era a mesma coisa de falar com a parede. Assim que ela pegou no sono, deitei ao seu lado, queria conseguir dormir mas estava impossível. Ela acordou assustada com o barulho da campaínha.
- Calma. - sua respiração ficou ofegante em segundos - Andressa, foi só a campaínha.
- Ah. - colocou a cabeça em meu peito - assustei, estava tendo um pesadelo horrível. - suas lágrimas molharam minha camiseta - Estou com medo, e se eles vim atrás de mim.
- Ninguém vai vir atrás de você. Confia em mim.
- Vai sim.
- Não vão.
- VAI SIM, ELES ME FALARAM.
- Não vão, Andressa. - ela agarrou forte minha camiseta.
- Você não vai deixar né?
- Nunca mais.
- Você não vai deixar né?
- Não.
- Eu to com medo.
- Vocé está protegida, Andressa.
- Eu, não sei. To com medo, eles falaram que vão me matar da próxima vez.
- Ninguém. Vai. Encostar. Em. Você.
- Você promete?
- Sim, ninguém vai. - ela estava quase rasgando minha camiseta pelo tanto de força que estava colocando. Ouvimos passos do corredor. Ela se encolheu e me apertou.
- Você disse que eles não iam vir, estão vindo, não deixem eles me encostar, por favor. Luan. Eles vão me pegar de novo, eles vão me matar. - olhei de relance para os pais deles que adentraram o quarto, mas ela estava todo encolhida em baixo da coberta. - Luan, eles vão me pegar.
- Ninguém vai te pegar. Eu não vou deixar. Olha pra mim.
- Eu não posso sair daqui, se eles me reconheceram vão me pegar.
- Andressa, olha pra mim.
- Não. - ela tremia - Eles estão aqui.
- Não estão amor.
- Filha. - ela arregalou os olhos soltando a coberta.
- Você ouviu? Minha mãe, eles estão com ela?
- Eles não estão aqui, amor. Ninguém vai vir atrás de você, por favor confia em mim.
- Filha, sou eu. Olha pra mim.
- Não.
- É sua mãe.
- Eu to com medo, se eu tirar a coberta eles vão estar ai. - sai da cama, ajoelhando no chão e segurei seu rosto. - Só está nos quatro aqui no quarto, são seus pais, não tem mais ninguém aqui, nada mais vai acontecer com você Andressa, nada mais. Ninguém NUNCA mais vai encostar em você. - seu rosto estava suando muito.
- Promete?
- Promete. - ela ficou me olhando com os olhos redondos como nunca tinha visto. - Eles estão aqui.
- ELES QUEM.
- Seus pais, Andressa. - falei suave e baixo. Segurei sua mão e beijei sua testa.
Minutos depois consegui tirar ela de baixo da cabeça. O tempo todo els segurou firme em minha mão. Sua mãe quando a viu chorou ainda mais. Andressa não me soltou, ficou olhando sua mãe e chorando silenciosamente. Acariciei seus cabelos. Joana veio tocar nela e ela se afastou.
- Eu estou suja, mãe.
- Ohh.. você não está.
- Eu estou. Eu não queria que vocês me visse assim.
- Somos seus pais.
- Acabaram com a minha vida, mãe. Destruiram o que eu demorei anos para conseguir me ajudar. Eu estou suja, SUJA. Eu não consigo dormir sem ter um pesadelo. Eu estou assustada mãe, eu estou assustada.
- Nos vamos te proteger, meu amor. Viemos te ajudar. Eu sou sua mãe, eu estarei sempre disposta a te ajudar.
- Estou envergonhada. Eu deixei outras pessoas que não é meu namorado tocar em mim. - fechei os olhos
- Você não teve escolha. Olha pra mim, tem coisas que são inevitáveis. Ele te ama da mesma forma, ele sabe que você não teve culpa.
- Mãe, porque eu tive que passar por isso, porque. Porque eu, porque eu, será que eu merecia isso, eu merecia passar por isso? eu coloquei a vida do Breno em risco, eu não estava preparada pra ser mãe, meu filho está no hospital internado e eu estou aqui, eu quera estar com ele, mas eu estou com medo, eu estou com muito medo, eu sou covarde, eu devia estar com ele, se ele está assim é por minha culpa, mas eu tenho medo de sair daqui, eu não consigo. Eu não queria nunca passar por isso, isso é um pesadelo em que vivo acordada.
- Oi.
- Oi. - me encarou. - Você tem notícia do Breno?
- Sim, meu pai ligou e disse que a febre dele abaixou um pouco, que ele precisa ficar em observação, mas que logo estará em casa.
- Graças a Deus. Estou com muita saudade dele.
- É estranho aqui sem ele. - ri uma risada sem som e humor
- Bastante.
- Trouxe algumas coisas pra você comer.
- Eu não..
- Por favor, come hoje Andressa. Você mau tocou no mingau de ontem, e antes não tinha comido nada. Eu comprei um monte de coisa que você gosta, você precisa se alimentar, imagina você doente também? - esperei por uma resposta mas não veio. Ela levantou e foi ao banheiro. Fiquei esperando-a e minutos depois ela apareceu e sentou na cama puxando a coberta. - Você vai?
- Sim.
Coloquei a bandeja em seu colo e sentei ao seu lado. Ela sorriu doce, fiquei tão feliz por isso. Ela beijou meu maxilar.
- Eu te amo
- Eu sei, eu te amo mais.
- Você comprou churros pro café da manhã? - ela sorriu pouco.
- Eu precisava de algo que faria você comer.
- Eu vou comer as outras coisas também. - segurei em sua mão e beijei seus dedos.
Ela comeu um pouco de cada coisa, e fiquei satisfeito, tenho certeza que foi mais do que ele comeu no último dia. Estava tentando animar ela, mas logo ela caiu em si novamente e se fechou. Conversar com ela era a mesma coisa de falar com a parede. Assim que ela pegou no sono, deitei ao seu lado, queria conseguir dormir mas estava impossível. Ela acordou assustada com o barulho da campaínha.
- Calma. - sua respiração ficou ofegante em segundos - Andressa, foi só a campaínha.
- Ah. - colocou a cabeça em meu peito - assustei, estava tendo um pesadelo horrível. - suas lágrimas molharam minha camiseta - Estou com medo, e se eles vim atrás de mim.
- Ninguém vai vir atrás de você. Confia em mim.
- Vai sim.
- Não vão.
- VAI SIM, ELES ME FALARAM.
- Não vão, Andressa. - ela agarrou forte minha camiseta.
- Você não vai deixar né?
- Nunca mais.
- Você não vai deixar né?
- Não.
- Eu to com medo.
- Vocé está protegida, Andressa.
- Eu, não sei. To com medo, eles falaram que vão me matar da próxima vez.
- Ninguém. Vai. Encostar. Em. Você.
- Você promete?
- Sim, ninguém vai. - ela estava quase rasgando minha camiseta pelo tanto de força que estava colocando. Ouvimos passos do corredor. Ela se encolheu e me apertou.
- Você disse que eles não iam vir, estão vindo, não deixem eles me encostar, por favor. Luan. Eles vão me pegar de novo, eles vão me matar. - olhei de relance para os pais deles que adentraram o quarto, mas ela estava todo encolhida em baixo da coberta. - Luan, eles vão me pegar.
- Ninguém vai te pegar. Eu não vou deixar. Olha pra mim.
- Eu não posso sair daqui, se eles me reconheceram vão me pegar.
- Andressa, olha pra mim.
- Não. - ela tremia - Eles estão aqui.
- Não estão amor.
- Filha. - ela arregalou os olhos soltando a coberta.
- Você ouviu? Minha mãe, eles estão com ela?
- Eles não estão aqui, amor. Ninguém vai vir atrás de você, por favor confia em mim.
- Filha, sou eu. Olha pra mim.
- Não.
- É sua mãe.
- Eu to com medo, se eu tirar a coberta eles vão estar ai. - sai da cama, ajoelhando no chão e segurei seu rosto. - Só está nos quatro aqui no quarto, são seus pais, não tem mais ninguém aqui, nada mais vai acontecer com você Andressa, nada mais. Ninguém NUNCA mais vai encostar em você. - seu rosto estava suando muito.
- Promete?
- Promete. - ela ficou me olhando com os olhos redondos como nunca tinha visto. - Eles estão aqui.
- ELES QUEM.
- Seus pais, Andressa. - falei suave e baixo. Segurei sua mão e beijei sua testa.
Minutos depois consegui tirar ela de baixo da cabeça. O tempo todo els segurou firme em minha mão. Sua mãe quando a viu chorou ainda mais. Andressa não me soltou, ficou olhando sua mãe e chorando silenciosamente. Acariciei seus cabelos. Joana veio tocar nela e ela se afastou.
- Eu estou suja, mãe.
- Ohh.. você não está.
- Eu estou. Eu não queria que vocês me visse assim.
- Somos seus pais.
- Acabaram com a minha vida, mãe. Destruiram o que eu demorei anos para conseguir me ajudar. Eu estou suja, SUJA. Eu não consigo dormir sem ter um pesadelo. Eu estou assustada mãe, eu estou assustada.
- Nos vamos te proteger, meu amor. Viemos te ajudar. Eu sou sua mãe, eu estarei sempre disposta a te ajudar.
- Estou envergonhada. Eu deixei outras pessoas que não é meu namorado tocar em mim. - fechei os olhos
- Você não teve escolha. Olha pra mim, tem coisas que são inevitáveis. Ele te ama da mesma forma, ele sabe que você não teve culpa.
- Mãe, porque eu tive que passar por isso, porque. Porque eu, porque eu, será que eu merecia isso, eu merecia passar por isso? eu coloquei a vida do Breno em risco, eu não estava preparada pra ser mãe, meu filho está no hospital internado e eu estou aqui, eu quera estar com ele, mas eu estou com medo, eu estou com muito medo, eu sou covarde, eu devia estar com ele, se ele está assim é por minha culpa, mas eu tenho medo de sair daqui, eu não consigo. Eu não queria nunca passar por isso, isso é um pesadelo em que vivo acordada.
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Capítulo oitenta e quatro
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