segunda-feira, 5 de março de 2018

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro.
- Ahhhh. Certo - ri
- Porque o que eu fiz?
- Nada. É coisa atoa.
- Amor, o que eu fiz? Você não ia perguntar isso atoa.
- Realmente não é nada, só estranhei.
- Você não vai falar.. ok! Que dia vai viajar comigo?
- Qualquer dia. - falei tentando parecer animada.
- Na próxima você vem?
- Sim, nós vamos.

Me forcei a esquecer o assunto do casamento e conversamos por quase uma hora. Estava olhando pessoas para me ajudar em casa. Claudia não pode mais vir de acordo com os acontecimentos na sua casa. É muito difícil você colocar qualquer um dentro da sua casa ainda mais quando você tem um filho pequeno e um namorado famoso! A gente nunca sabe o que nos espera. Exasperei cansada com minha pesquisa falha.

"fui pedida em casamento mas o noivo não se lembra kjjjkkkkk isso so acontece comigo"

sarah respondeu quase imediatamente.

"luan te pediu em casamento?"
"sim.. ou não kkkk"
"amiga isso é sério? ai que sonho"
"ele nao se lembra kkk o que adianta"
"vou dar um toque nele kjjk posso dormir ai hoje? ter a noite das meninas?"
"sim eu vou estar te esperando mais o bê."
"vou levar chocolates"

A noite sarah chegou e botamos todos os assuntos em dia. Fizemos o que geralmente faziamos quando moravamos juntas. Demos banho no Breno e o coloquei pra dormir. Ele estava cansadinho de tanto brincar. Sarah e eu dormimos na minha cama, ela era enorme cabia tranquilamente 4 pessoas. As vezes (quase sempre) quando eu fico sozinha o Breno que dorme comigo. Ficamos conversando até tarde da madrugada conversando e comendo chocolates. (...) Na noite seguinte fiquei acordada até tarde, chorei, estava me sentindo solitaria. Breno chorou e levantei para amamenta-lo. Meu celular tocou imediatamente. Peguei o Bê primeiro coloquei ele pra mamar e peguei meu celular. Era o Luan, senti um sorriso se formar em meu rosto e as lágrimas inundar meus olhos. Ele sabia praticamente quase todos os horarios que eu estaria acordada. Atendi no viva voz e deixei o celular de lado.

- Oi amor
- Oi amor.
- Está no quarto do bre?
- Sim, dando mamá.
- Hummmm.
- Estou com saudade.
- Amanhã cedo estou em casa.
- As vezes eu sinto demais quando você fica longe, quero estar perto, dormir agarradinha em você, sentindo o seu cheiro e você está tão longe. As vezes eu só quero você por perto, mesmo que seja para fazer nada. As vezes me sinto tão sozinha mas lembro que você logo está de volta. Não pense que eu não apoio o teu trabalho, longe disso. Fico imensamente feliz. Só sinto sua falta. Aliais estou morrendo de saudade, do seu cheiro.. de tudo. Queria você aqui.. mas eu espero mais um dia. - ri baixo, ele ficou sem falar por um bom tempo.
- Não chora tá?
- Eu não tô
- Você tá - ele riu - Eu te amo muito.
- Eu muito mais!!!!

Acabei dormindo no quarto do Breno, estava cansada, e ele custou larga meu peito. Senti duas mãos em mim e me assustei completamente.

- Vim dormir com você. Pra você matar a saudade.
- Ahh amor. Pensei que você ia chegar mais a tarde. - agarrei seu pescoço e o abracei.

Ele me deitou na cama e o puxei pra mim. Ficamos assim por um bom tempo.

- Vou tirar a roupa e dormimos.
- Tá bom. - fiquei o olhando, vidrada em seu corpo. Eu sou totalmente apaixonada por ele.
- O que foi? - ele me pegou admirando-o.
- Nada. - sorri.

Aconcheguei em seu peito quando ele deitou e fiz carinho no seu pescoço como ele amava. Ele ficou quietinho com as pernas entrelaçadas na minha.

- Como foi os shows?
- Foram todos muito bom e por aqui?
- Foi bom também, Sarah dormiu aqui noite passada.. - ficamos quietos. Eu estava louca de saudade dele, que nada estava fazendo passar, nem mesmo com ele ali tão emaranhado em mim.
- Há algo de errado?
- Não.
- Você está tensa, linda!
- Eu.. eu não estou.

Ele me deitou na cama ficando por cima.

- Tem algo chateando você? O que foi, não quero que nada te incomode.
- Não é nada. Eu só.. venho sentindo muito a sua falta, isso é tudo.
- Eu estou aqui, inteiro pra você.
- Eu aprecio.
- Então relaxa, suspira.

Ele destribuiu beijos por todo o meu rosto e pescoço, tirou minha regata, continuando a  destribuição de beijos agora pelo meus seios e barriga. Fechei os olhos. Minutos depois estavamos tendo nosso momento carnal e estava intenso.

- Amor.. relaxa..
- Eu estou
- Você não está! Eu te conheço, você quer parar?
- Não, por favor.
- Relaxa, eu estou aqui eu sou todo seu. - pela primeira vez senti mais dor do que prazer. As lágrimas começaram a escorrer a cada estocada.
- Não dá. Está doendo - falei baixo sem olhar em seu rosto, ele se retirou imediatamente e minha cabeça começou a rodar. Ele se sentou na cama e me encarou, fechei os olhos e me virei de costas para ele. O ouvi suspirar e em seguida deitar.
- Eu vim mas cedo pra gente matar a saudade mas você nem conversa comigo.
- Eu vou dormir. Amanhã a gente conversa. Segurei sua mão e apertei.

Passei a noite toda em claro, estava me sentindo mal, comecei a recordar muitas coisas. Alguns homens me tocando, eu não lembro quem são eles. Meu estômago se apertou e fui correndo para o banheiro. O dia seguinte eu não quis fazer nada. Fiquei deitada praticamente o dia inteiro. Luan tentou puxar assunto de toda forma que até desistiu. Acordei assustada de um sonho.

- Ei.. - suspirei e deitei novamente. - Deita aqui comigo. - me puxou para o seu colo. Acariciou meus cabelos e foi ai que joguei tudo pra fora em um choro alto e suplicante. Ele não disse nada, apenas ficou me apertando em um abraço forte. Assim que fui alcamando ele me deu um pouco d'água - Quer tomar um banho?
- Cadê o Breno? - luan me mostrou ele quietinho deitado no cercadinho.
- Vamos.

Entramos em baixo do chuveiro e abracei sua cintura enquanto e água escorria por nós.

- Não se fecha pra mim.. Antes de tudo, eu sou seu amigo. O que está te fazendo mal? A gente vai conseguir passar por isso. Você pode não lembrar mas passamos por tanta coisa. Eu estou aqui, do seu lado, com você. Pra te ajudar em tudo. Me deixa te ajudar.
- Eu lembrei de algumas coisas..
- O que?
- Alguns homens.. era a noite eu acho.. o choro do Breno o tempo todo.. Eu fui estuprada, Luan? - o olhei nos olhos e dessa vez foi ele quem se perdeu, seus olhos se fecharam forte.
- Era a única coisa que eu desejei que você não lembrasse, a única! - ele falou rispido e baixo - Eu tive vontade de matar quem fez isso com você. Eu tenho. Eu odeio saber que eu não consegui te proteger tão bem como eu queria, eu odeio a ídeia de saber que alguém tocou no que é meu, e o pior.. sem a sua permissão. - as lágrimas desciam de ambos os rostos. - A minha vontade foi colocar alguém 24 horas atrás de você, mas você iria enlouquecer comigo por tá fodendo a sua privacidade. Mas vou deixar seguir enquanto eu ainda saber que nada saiu do meu controle... novamente - o abracei forte acariciando seu pescoço - Nada. Mais. Vai. Acontecer. Com. Você. Nada!!!!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Capitulo oitenta e três

Acordamos com o Breno chorando sem parar, levantei correndo e ele está pendurado no berço segurando a coberta, um ursinho, flanela a pouco de cair no chão, nem eu entendi como aquilo estava acontecendo. O peguei no colo e ele me segurou firme

- O que você estava tentando fazer, filho. - comecei a rir
- Mama, mama - esfregou as mãozinhas no rostinho
- Está tudo bem, shiiii - ele não parava de forma alguma - Foi só um susto, meu amor.
- O que foi? - Luan chegou por trás.
- Acho que ele estava tentando descer do berço e engastanhou.
- Vem com o papai. - ele foi com facilidade e os dois foram saindo, aproveitei para arrumar a bagunça e vi um rasgado, onde ele estava no meio. Fui a procura deles que estava na rede. Breno ainda resmungava baixinho.
- Acho que ele está assustado.
- Sim.

Caminhei até o banheiro, fiz minhas higienes pessoais e tomei um banho morno. Desci para fazer nosso café da manhã. Luan deitou o Breno no cercadinho e sentou-se na bancada enquanto eu fazia o café.

- Que dia você furou a língua?
- Tem uns dois/três dias.
- Huum. Entendi! Você ficou linda com esse novo corte de cabelo. Você conseguiu a proeza de ficar ainda mais linda - sorriu pra mim
- Obrigada.
- Sério, tá muito gata.
- Obrigada amor, fiz especialmente pensando em você. - ele me puxou com seus pés e me abraçou.

O nosso dia foi tão tranquilo, nós três. Fazia tempo que não me sentia da forma que me senti hoje.

- O que está pensando? - o olhei, enquanto ele fazia carinhos na minha orelha
- O quanto estou feliz, é tão bom estar lembrando aos poucos de tudo, é tão bom estar aqui com você e sentir meu coração quase explodir de tanto amor. É bom estar aqui com você e o Breno, não há outro lugar no mundo que eu desejaria estar a não ser aqui, com você, com vocês.
- Ah, mor. Para com isso! - me puxou para um abraço.
- Eu queria tanto me lembrar das coisas, não por medo de não conseguir lembrar e não saber o quanto eramos felizes antes do acidente, pois mesmo se eu não lembrasse eu te amaria do mesmo jeito, na verdade até mais.  Mas é tão importante, agora sinto que sou eu mesma. Não como se eu tivesse nascido ontem, se é que você me entende.
- Eu te entendo perfeitamente. - beijou meus cabelos - Eu te entendo. - sussurrou.

Ficamos olhando o Breno brincar com seu brinquedinho todo vidrado e tentando falar algumas palavrinhas.

- Você tem vontade de ter outro?
- Outro o que?
- Filho.
- Você tem? - perguntei e ele assentiu - Então eu tenho.
- No começo eu fiquei tão apreenssivo com medo de como seria, se eu seria um bom pai, mas hoje eu só agradeço. A felicidade de tê-lo é a maior de todas. - sorri entrelaçando nossos dedos.
- Gratidão enorme por ele.
- Exatamente. Gratidão maior ainda por você ter me dado ele. Gratidão por VOCÊ ser a mãe dele. - sorri e o beijei doce e terno.

Deitei em seu peito e ficamos assim por um bom tempo assistindo filme... A noite fiz a janta com sua ajuda e depois fomos pra cama e dormimos. Breno acordou chorando querendo mamar, levantei com cuidado da cama e fui até ele. Estava morta de sono, caminhei até seu quarto de olhos fechados, o peguei e sentei na cadeirinha, dando mamá a ele, que puxou meus cabelos me fazendo abrir os olhos, ele soltou meu peito e começou a sorrir pra mim.

- Que sorriso mais lindo, meu amor. - ele não parava de sorrir, seus dentinhos estavam dando sinal de vida, e eu queria morder ele até espremer os olhinhos. - Que delicia de sorriso. - ele voltou a pegar meu peito, e começou a vazar de tanto que ele chupava largava e sorria. Assim que ele resolveu mamar e dormir o coloquei novamente no berço e fui. Luan estava parado na porta. - Oi. - ele cheirou meu pescoço.
- Estou cheirando a leite, amor.
- Hummm. - me pressionou contra a parede. - Sabe..a eu fiquei te olhando e reparei que você está ainda mais linda, depois que teve o Breno.  Você está incrívelmente mais bonita. Seus seios lindos e cheios.. as vezes fico com ciumes do Breno botar tanto a boca num lugar que é meu. - ele riu - Linda - beijou minha boca - Muito linda. E o melhor de tudo isso, é minha.
- Toda sua.
- Toda minha.
- Inteiramente sua.
- Sim. - me pegou no colo e me levou até nossa cama.

Depois dos amassos que tivemos na cama acordei com ele em cima de mim me olhando.

- Quero me casar com você. Você quer se casar comigo? Você aceita, ter meu sobrenome no seu nome? E tudo que você quiser, e se você quiser te dou meu sobrenome... - cantou baixinho no meu ouvido
- Isso é um pedido? - sorri
- Responde.
- Claro que eu quero. Eu aceito, óbvio que aceito, sim sim sim. - ele me beijou e caiu no meu lado novamente para um sono profunfo. Sorri o olhando, sem entender, mas não conseguia parar de sorrir. Acabei adormecendo com um sorriso bobo no rosto.

O dia seguinte foi igualmente o dia anterior, porém ainda melhor. Aproveitamos para levar o Breno no parque do condomínio e seguimos para a casa dos pais dele.

- Oi gente. Oi neném da vovó, você veio nos visitar, é? - ele esbanjou seu sorriso lindo pra ela, que o pegou do colo do Luan.
- Tudo bem por aqui, mãe?
- Tudo graças a Deus e com vocês?
- Tudo também.
- E ai filho. Oi nora, tudo bem?
- Oie, tudo graças a Deus.
- Cade o garotão do vovô, cade? - começou a brincae com o Breno

Eu amava tanto a forma que eles tratavam o Breno, o amor imenso que eles tinha pelo meu filho, era inexplicável.

- A gente veio tomar café da tarde.
- A cleuza está fazendo bolo de cenoura, sua irmã disse que estava com vontade.
- Hummmm, eu também to com vontade, aliais cade ela?
- Não faço ideia, ela saiu cedo com a Ana.
- Ata.
- Luan, vem cá ver o que comprei. - seu Amarildo o chamou e ele foi.

Fiquei conversando com a Marizete e a Cleuza, colocando os assuntos em dia, enquanto o foguetinho fazia a festa na casa dos avos.

- Breno, para de gritar. - ele me olhou e começou a bater palma e sorrir no cercadinho que eles haviam comprado pra ele. - Mari..
- Oie querida
- O Luan me pediu em casamento essa noite - sorri fraco - Mas eu acho que ele estava dormindo, eu não sei, ele não falou nada hoje.
- Sério? Como foi? - perguntou sorrindo
- Eu estava dormindo e ele me acordou, me pediu e eu aceitei mas eu não entendi poraud ele não tocou no assunto hoje.
- Talvez ele não acha que seja necessário falar novamente, ou pergunte á ele.
- Mmmm, é. Acho que vou.

Passamos a tarde toda na casa dos pais dele e no inicio da noite fomos embora. (...) Estava dando mamá para o Breno enquanto ele falava com o Dudu no celular. Não sei nem como o Breno estava mamando pois ele estava praticamente dormindo, fiz carinho em seus cabelinhos e beijei sua mãozinha. Assim que ele soltou o coloquei no berço e fiquei um tempo o olhando e pensativa sobre o quase ou pedido de casamento..

- O que está pensando? - Luan sussurrou ao meu ouvido me tirando do transe.
- Mmmmm, nada. Vamos pro quarto.
- Vamos.

Deixamos o quarto do Breno e partimos para o nosso. Luan não tocou no assunto, certo, ok! Esquece isso, Andressa. Os dias seguintes se passaram. O Breno não parava de crescer e tentar conversar. Aonde iamos alguém nos parava encantados com ele. Luan estava de volta aos shows e eu estava deitada no sofá assistindo alguns videos interessantes e de olho na minha pequena criatura comendo o pé e resmungando. Meu celular tocou e era ele fazendo chamada de video.

- Oi linda.
- Oi amor.
- Tudo bem por aí sem a minha presença?
- Tudo graças a Deus. Seu filho não para de comer o pé. Bre, fala oi pro papai. - sentei ao seu lado e ele começou a sorrir e bater na tela falando papá.
- Não está frio ai?
- Está muito quente.
- Sério? Aqui está um gelo
- Muito sério, por isso ele está so de fralda, ta quente demais.
- Humm, e você?
- Eu o que?
- Está de que?
- Eu estou, hãm... de short e sutiã
- Hummmm. Deixa eu ver.
- Ver o que?
- Você sabe.
- Será?
- Eu queria te fazer uma pergunta.. Já que lembrei.
- Qual?
- Porque você estava tão pensativa nos ultimos dias? - ele riu
- Não é nada, as vezes fico assim
- Eu te conheço, sabe.. Você não fica pensativa atoa..
- Você lembra da segunda noite que você chegou aqui.. Então no meio da noite você me acordou você lembra de alguma coisa? - mordi o lábio, ansiosa para ouvir a resposta, nervosa talvez.

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...