terça-feira, 20 de junho de 2017

Capitulo sessenta e sete

2 meses mais tarde. (...)

- Não, Luan.
- Caramba Andressa, você quer decidir tudo.
- Você sabe que não é assim. Você decidiu morar aqui e eu não opinei mais, quando vi já estava morando com você.
- Eu queria ficar perto de vocês. É complicado toda vez chegar de viagem e ter que ir no seu apartamento. Será que algum dia você vai entender?
- Eu estou entediada de morar aqui, não ter ninguém pra conversar, cansei de sair pra passear, fazer as mesmas coisas todo dia. La eu tenho a Sarah e o Igor pra conversar.
- Faz o que você quiser.
- Está vendo, a gente não chega a um acordo.
- O que você quer que eu diga, porra?
- Para de falar assim.
- Eu te falo algo você diz que estou decidindo por você, te falo outra coisa você acha ruim. EU NÃO SEI MAIS QUE PORRA DIZER E FAZER.
- O Breno está dormindo, para de gritar

Ele se virou e me deixou falando sozinha. Murmurei para as paredes, queria xinga-lo até espumar as bocas. Parece que as coisas pioraram entre mim e o Luan, estamos brigando dia e noite. Longe sentimos saudade um do outro, e quando estamos juntos brigamos feito cão e gato. Ele passou o dia todo fora, não fazia ídeia de onde estava. Fui fazer janta e deixei o Breno engatinhando pela casa. Ele sentou ao ouvir a porta abrir e o Luan entrou. Breno ficou tão feliz, que quase falou. Luan aproveitou para brincar com ele. Terminei a janta e o chamei para jantar.

- O breno já tomou banho? Está esfriando!
- Não. Ele estava brincando.
- Vou dar banho nele.

Não respondi. Aproveitei para jantar e fui pra sala. Um tempo depois eles apareceram.
- Já jantou? - perguntou.
- Já.
- Toma ele.

Peguei o Breno e ele deitou no meu ombro, brincando com meu cabelo.

- Está com sono, amor? - ele resmungou, deitou no meu ombro quietinho e começou a chorar. O olhei, e suas mãozinhas esfregaram os olhinhos. - Faz eu dormir mamãe. - ri e beijei sua testinha. Levantei e o balancei. Mas ele não dormiu. Voltou a chorar, dei o peito pra ele e ele mamou até dormir. Continuei o balançando, e olhando o Luan. - Você estava no seus pais?
- No dudu.
- Hum. Você poderia ter visado.
- Eu preciso te avisar todos os passos que eu dou?
- Ah, vai ser assim, agora você vai começar a me tratar mal?
- Você fala umas coisas..
- Eu apenas disse que você poderia ter me avisado. Não precisa falar assim. - me virei indo até a escada.
- Andressa.
- Vai dormir no seus pais, Luan. No dudu, aonde você quiser, você e suas patadas.

Coloquei o Breno no berço, deixei o babá eletrônico com ele e fui pro quarto. Tomei um banho quente, fiquei enrolada na minha toalha por longos minutos. Meus olhos estavam ardendo de tanto chorar no banho. Estiquei a toalha e deitei por baixo das cobertas. Estava meio dormindo quando senti a cama afundar do meu lado. Me virei contra ele e fiquei quase sem respirar, meu sono logo passou. Já era 1h30 e nada. Levantei e desci, abri a geladeira e fiquei parada pensando, querendo comer algo mas minha cabeça estava longe. Coloquei um copo de iogurte e sentei no sofá. Coloquei um filme no netflix. Duas e pouca, Breno chorou, ele estava dormindo mais a noite, mas ainda acordava uma vez, as vezes duas. Voltei para o sofá e terminei de ver o filme. Acabei pegando no sono. Senti um par de mãos em mim.

- Me deixa aqui.
- Vamos deitar.
- Não quero.
- Está frio, você está sem roupa e toda encolhida nesse sofá.
- Estou bem. - ele suspirou.
- Me desculpa.
- Sim, pode subir.
- Vamos comigo.
- Não quero, dá pra você entender?
- Então vou ficar com você.
- Faça o que você quiser. - ele se aconchegou comigo no sofá. Suspirei fundo.
- Me desculpa. - sussurrou novamente. - Odeio brigar com você.
- Não parece, é o que mais tenhamos feito nos ultimos dias.
- Eu sei.
- Eu falo algo você acha ruim, pergunto uma pergunta simples você me responde com toda grosseiria. Parece que eu mereço isso.
- Me desculpa.
- Você pede desculpas e pronto. Acha que tudo está resolvido.
- Quero resolver. Mas primeiro você vai parar de chorar.
- Eu quero dormir a gente conversa amanhã.
- Não vamos dormir brigados. Porra, Andressa. Estou tentando, você podia fazer uma forcinha.
- Eu faço forcinha todas as vezes que brigamos. Eu vou dormir, você pode levantar?
- Vamos resolver.
- Não estou com cabeça pra isso. Eu quero dormir. - passei pelo seu corpo e subi a escada e deitei na cama. Ele deitou logo em seguida.

No meio da noite, acordei e senti vontade de dormir agarrada ao meu namorado.

- Luan.
- Hum. - sua voz estava rouca e sonolenta
- Eu te desculpo. - ele beijou meus cabelos e dormimos novamente.

Acordei sentindo um par de mãozinhas no meu rosto e os resmunguinhos mais gostoso do mundo.

- Oi meu amor. - ele sorriu, e puxou meus cabelos.
- Bababa.
- Cadê teu pai.
- Seria eu? - apareceu com uma bandeja de café da manhã. - Bom dia, linda.
- Hum.
- Fizemos as paz de madrugada, você me acordou.
- Não me recordo disso.
- Recorda sim, se vira. - ri e levantei.
- Já volto.
- Não veste roupa. - bateu em meu bumbum, revirei os olhos e fui pro banheiro.

Fiz as higienes matinais e voltei pro quarto. Vesti uma camiseta dele, sentei na cama e tomamos o café da manhã em família. Passamos a manhã brincando com o Breno, que já estava arriscando as primeirinhas "palavrinhas".

- Bre, você não vai falar papa primeiro não.
- Vou falar papa primeiro sim, mamãe. - luan falou e o breno gargalhou nos fazendo rir.

Depois de almoçarmos. Fomos pra sala. Estava fazendo o breno dormir. Que estava todo sonolento.

- Faz o Breno dormir pra gente brincar.
- Brincar? de quê?
- De papai e mamãe.
- Luan. - ele gargalhou.
- O que?
- Ridículo. - revirei os olhos, rindo. - joga teu vídeo-game quietinho.

Sentei ao seu lado e o Luan parou o jogo para admira-lo. Beijou os dedinhos do Bre e acariciou suas bochechas incrívelmente redondas. Breno não acordou mas suspirava fundo a cada toque. Luan sorria, como sempre um papai babão e orgulhoso do que fez.

- Dizem que quando passamos raiva com o pai o filho vem igualzinho ele. O breno é igual você.
- Eu não te passei raiva. - murmurou com um sorriso no final dos lábios. - Vamos fazer outro bebê.
- Ah ta! Eu fiquei horrível.
- Você sabe que não. Uma pena que sua gravidez foi de risco. Mas você ficou linda grávida.
- Eu fiquei parecendo uma porca, de tão inchada.
- Amor, se eu estou falando você deve aceitar e pronto. Não estou te elogiando porque sou seu namorado e sim porque você realmente ficou linda, gostosa, sentia tesão toda vez que estava perto de você, se é isso que você quer saber.
- Ah, não acredito.
- Sério. O dia que mais senti foi quando eu te vi grávida pela primeira vez. Saber que você estava carregando um filho meu, quase me deixou cego de tesão. - revirei os olhos rindo - Por isso que eu acho que devemos dar um irmãozinho ou uma irmãzinha pro Breno.
- A gente pode pensar isso mais pra frente.
- Mmm não gostei.
- Gostou sim. - o beijei na bochecha

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