- E o pie mais a beca? - ela perguntou
- Ficaram com a Julia. - Joana respondeu
- Você não sabe como eles choraram quando falamos que eles não iriam vir.
- Vocês podiam ter trazido eles. Não há problema algum. - falei
- Ai, Luan. Ficamos tão sem cabeça, mas a Júlia é uma pessoa boa. Ela fica com eles quando precisamos sair e eles a adora.
- Vocês sabem que podem trazer eles sempre que quiser, a casa é enorme tem espaço pra todo mundo.
- A gente sabe, muito obrigada Luan. - Joana me olhou sorrindo
Aproveitei que Andressa dormiu e fui para o hospital. Cheguei lá, meu pai me esperava com um homem alto e por incrível que pareça ele me lembrava bastante o Well. Os comprimentei e entramos. Fui até onde o Breno estava, junto a minha mãe. Beijei sua cabeça.
- Oi filho
- Oi mãe.
- Que carinha de sono, você tem que dormir e descansar também, sabia?
- Difícil pregar os olhos com essa situação toda.
- Eu sei, mas você precisa descansar.
- Eu vou descansar muito mãe, quando tudo isso passar, eu sei que vai passar.
- Vai sim..
- Você precisa descansar, Luan. - meu pai falou - Não há corpo que aguente.
- Eu vou pai.
- E ela como está?
- Uai. - suspirei - Hoje ela se fechou de uma forma que nem eu sabia o que fazer. Ela ouviu passos e pensou que era eles. - passei as mãos no cabelo.
- É complicado tudo isso, mas Deus vai acalmar tudo. Você vai ver.
- Amém. Os pais dela chegaram. A mãe dela ajuda muito. A vinda deles foi mais que precisa. Ter os pais do lado num momento como esse é essencial.
- Exatamente. Que bom que eles estão aqui.
Breno acordou com a gente conversando e começou a chorar. Brinquei com ele, conversei bastante, ele riu o tempo inteiro me deixando muito mais tranquilo. Conversei com o médico sobre ele, quais remédios deveriam comprar e ele ainda me disse que o Breno poderia sair amanhã na parte da manhã. No ínicio da noite cheguei em casa, subi a escada indo até meu quarto. Joana e Carlos ainda estavam lá, ela dormia.
- Tudo bem?
- Sim. Como nosso pequenininho está?
- Melhorando Joana, graças a Deus.
- Graças a Deus mesmo, estou pedindo muito a Deus pra que tudo melhore.
- Vai melhorar.
- Você não acha que tem que descansar um pouco? Parece que não dorme a dias. - abaixei o rosto rindo
- Está tudo bem.
- E o seu trabalho?
- Depois de amanhã tenho que estar na estrada, Carlos. Eu realmente não faço ideia de como vou fazer isso. Com tudo isso acontecendo, mas vai dar certo.
- Seus pais estão com o Breno né? - assenti - Liga pra eles avisando que eu e o Carlos vamos passar a noite com o Bre. Pra eles descansarem. Imagino o cansaço que estão.
- Vocês fariam isso?
- Sim. Acho melhor você cuidar dela. Ela perguntou de você o tempo todo. Se você já tinha chegado, onde tinha ido, a segurança que ela sente em você é inexplicável. Vamos tomar um banho, jantar e já vamos.
- Obrigado, vou ficar muito grato
- Eu que agradeço, você é o melhor pra nossa filha.
Joana me abraçou rápido e saíram do quarto. Sentei na cama e a olhei. Tirei meu tênis e me deitei ao seu lado. Ela suspirou fundo e segurou minha mão.
- Que bom que está aqui.
- Estou sempre aqui, amor. Só fui ver o Bre.
- Como ele está? Estou com tanta saudade.
- Ele está melhor, sorriu o tempo todo que estive lá, prestou bastante atenção em mim quando falei de você. - ela levantou um pouco o seu corpo e deitou em cima do meu. Levou a mão até meus cabelos e me fez o cafuné mais gostoso da minha vida. Suspirei fundo
- O que?
- Nada.
- Eu te amo, muito. Eu quero que você descanse, Luan. Quero que você durma.
- Eu vou dormir.
- Estou falando sério. A sua feição de cansado tá super notável.
- Eu estou preocupado com vocês.
- E você? Se você adoecer?
- Eu não vou, só quero cuidar de vocês. Pra eu estar bem tudo depende de vocês. - seus olhos grandes me olhou intenso. - Porque você não me beija?
- Porque...
- Porque nada, me beija logo até eu dormir. - ela sorriu doce. Porra eu amo essa mulher. - Eu mal vi seu sorriso nos últimos dias. Eu sinto falta de ver a alegria em seu rosto. - ela destribuiu beijos por todo o meu pescoço, e rosto e por fim beijou-me na boca. Levei a mão até seu cabelo. Deixei ela comandar, faria o que ela quiesesse, do jeito dele. Sua boca desceu novamente até o meu pescoço, deslizando os dentes.
- Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
- Eu te amo mais.
- A gente vai passar por tudo isso
- Nós vamos.
Ela deitou em meu peito e voltou a me fazer carinho, beijei seus cabelos e fechei os olhos. Acabei dormindo e não vi mais nada. Acordei de um pesadelo horrivel com a Andressa. Ela estava ao meu lado me encarando.
- O que foi? - ela me perguntou, me virei de lado e a puxei para um abraço apertado.
- Você é minha.
- Eu sou.
- Ninguém nunca mais vai tocar em você. Eu prometo.
- Eu confio em você.
Tomei um banho quente e por fim consegui tirar Andressa do quarto. Descemos para comer, ela ficou agarrada comigo o tempo todo, beijei o topo da sua cabeça.
- Seus pais já foram?
- Sim, você estava dormindo?
- Eles comeram? - ela assentiu - Espero que eles tenham levado coisas de cobrir e comer lá.
- Eles levaram. - ela beijou meu maxilar e sorriu. - Quero o Breno aqui amanhã, tomara que ele saia
- Tomara mesmo. Vamos comer.
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