domingo, 19 de março de 2017

Capítulo trinta e nove

Andressa narrando

Estava frio e meu quadril doía bastante. Fiquei deitada em baixo do meu edredom.

- Está tudo bem? Você não saiu da cama hoje.
- Estou sentindo dor no quadril, é por causa do frio. Mas está tudo bem.
- Daqui a pouco você tem que ir jantar com a família do Luan.
- Quero muito ir, mas está doendo muito. - resmunguei baixo - Queria estar cem por cento bem para ver sua família.
- Fala pra ele.
- Não. Eu vou melhorar até lá.
- Vou tomar um banho. As meninas disseram que vão vir aqui amanhã.
- Tá bom.
- Estou indo, qualquer coisa me chame.
- Está tudo bem, a dor é normal.
- Mas qualquer coisa me grita. Venho correndo.
- Certo

Acabei pegando ao sono e acordei sentindo uma mão em meu rosto.

- Oi.
- Meu Deus.. Acho que perdi as horas.
- A Sarah disse que você estava com dor.
- É, meu quadril está doendo.
- Eu vou ligar pra minha mãe...
- Ei, não. Eu vou levantar e vamos.
- Está frio lá fora, não tem problema a gente deixar esse jantar para outro dia. - revirei os olhos e me sentei.
- Eu quero ir, e eu vou. Se você não quiser eu vou com o meu carro. - ele sorriu e levantou.
- Já tomou banho?
- Vou ir agora.

Ele me pegou no colo, caminhando até o banheiro.

- Porque você está me carregando?
- Porque eu quero.
- Olha só.
- Essa lingerie você nunca usou comigo.
- É nova, meus... bom, em alguns lugares estou ficando um pouco mais cheia. - ele olhou diretamente em meus seios
- Pode olhar em meus olhos, Rapaz?!
- Eu estou olhando. - me encarou com um sorriso brincalhão nos lábios.
- Aqui eu consigo. Você pode me esperar no quarto?
- Posso. - me deixou em pé dentro do box.

Liguei o chuveiro e entrei em baixo. O observei tirar o tênis.

- O que você está fazendo?
- Nada. - deixou o tênis de lado, tirou a camiseta, abriu o zipper da calça, tirando-a. Se despiu todo e entrou no box comigo.
- Luan. - me puxou para ele.
- Você não sabe como eu sinto saudade de tudo, Andressa. Eu não vou fazer nada, eu só quero estar aqui, com você, com vocês. Tomar banho com você. Ensaboar o seu corpo.

Minha respiração já tava alterada, eu mal consegui abrir a boca para responder um sincero "tá". Fiquei um tempo parada olhando-o.

- Eu também sinto sua falta. - sussurrei
- Eu faria qualquer coisa pra ter você de volta, Andressa. Eu odeio a ideia de saber que eu fudi com tudo.
- Hoje você acredita se eu disser que não fiz nada para atrapalhar a gente?
- Sim. Me sinto um babaca por não ter deixado você se explicar. Simplesmente botei tudo a perder.
- Mas eu perdôo você. - ele me abraçou forte e ficamos envolvidos por alguns minutos.

Ele começou a me ensaboar, beijou minha barriga me fazendo sorrir alegremente e após e terminou de me ensaboar com todo cuidado do mundo, me senti uma boneca aos seus cuidados. Nos abraçamos outra vez.

- A gente vai chegar atrasados. - sussurei
- Eu cancelaria tudo para ficar aqui com você, ou aonde você quiser.
- Para com isso - sorri desviando meu olhar dele - Precisamos ir.
- Então vamos.

Ele se vestiu e saiu do quarto. Peguei minha calça de moletom, uma regatinha branca e minha jaquetinha de couro, calcei minha botinha. Passei algumas camadas de rimel nos cílios, prendi meu cabelo no topo da cabeça, terminei de me arrumar e estava pronta. Luan estava na sala, conversando com o Igor, as vezes eu ouvia uma palavra de cada rs. Arrumei minha bolsinha e fui pra sala.

- Pronta, vamos?
- Vamos.
- Tchau, arruma alguma coisa pra você comer.
- Já comi na rua.
- Então tá. Tchau amiga - gritei.
- Tchau, vai com Deus. - gritou de volta. - Cuida dele direitinho em, Luan
- Pode deixar.

(...)

- Está calada e encolhida, está tudo bem?
- Sim.
- Fala a verdade.
- Está doendo um pouco, o meu quadril.
- A gente pode ir no médico.
- Essas dores são normais em frio. Estou achando ruim, pois não vou estar completamente bem, ao lado do seus pais.
- Eles vão ficar felizes só de você está la.
- Mas eu queria estar bem.
- Podemos remarcar se quiser.
- Não.. Vai melhorar, eu tomei remédio.
- Se você está falando

Chegamos em sua casa, descemos do carro e caminhamos até a porta. Ele a destrancou, segurei sua mão e fomos.

- Oi filho!
- Chegamos. -  ele me puxou me deixando ao seu lado.
- Oi dona Marizete.
- Oi querida. Óh meu Deus, já está grandinha.
- Sim. - sorri. Logo apareceu seu pai, sua irmã e a Rose.
- Que gracinha, Andressa. - falou Bruna.
- Ele está crescendo bastante.
- Já sabem o nome? - perguntou o seu Amarildo
- Não pensei nisso. - sorri lembrando que devo pensar em um nome.
- Está uma fofura sua barriga - ele disse com um enorme sorriso
- Vai ser um meninão. - rose estava sorrindo como nunca.
- Tomara que nasce logo, a vovó já está morrendo de vontade de pegar você no colo - ela disse diretamente á minha barriga, meu olho encheu d'água, qualquer coisa estava me deixando emotiva.
- Fomos pegos de surpresa, mas estamos muito felizes com a gravidez. Zetinha estava morrendo de medo de você não vim e nos afastar.
- Jamais faria isso, seu Amarildo.
- Ainda bem. - sorriu.
- Vamos comer, tô com fome. - luan falou
- Vamos.
- O cheiro está delicioso.
- Tomara que a comida também. - falou Rose sorridente.

Um comentário:

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...