quarta-feira, 5 de julho de 2017

Capítulo setenta e dois

{...} Liguei para o Luan, animada.

- Você pode falar?
- Posso, o que foi?
- Recebi duas propostas..
- De quem e de que?
- Duas agências me ligou.. Uma para tirar fotos minha para uma das próximas ediçoes da revista e outra para uso.. outdoor essas coisas.
- Qual?
- Uma dela foi a playboy...
- Ata. Você disse que não claro.
- Eu disse que iria pensar. - ele riu
- Eu preciso falar alguma coisa? Claro que não. - mordi o lábio, rindo
- Eu disse que não, mas o da outra aceitei.. é de lingerie.
- Ah, você quer me matar é isso?
- Tenho vontade. Pelada não. Isso eu acho muito pessoal.
- O único que tem que ver você pelada é o seu namorado. Eu infarto seeu descobrir que você posou pra playboy.
- Pra outra tudo bem?
- É sua vontade. Que dia é?
-  Depois de amanhã.
- Eu já tô em casa. Te levo e fico com o Breno.
- Eu estou animada! Amor, imagina se ficar legal.
- Com certeza vai ficar, você é linda!
- Eu nunca pensei que isso iria acontecer, estou bastante animada. - ele riu
- Que bom amor, eu fico feliz pela sua felicidade. Acredito que será o primeiro de muitos, você é linda, cativante, gata, gostosa..
- Bom do namorado é isso.. - rimos.
- E o bre?
- Sua mãe quis leva-lo para passear.
- Ah, que bom.
- E você, o que esta fazendo?
- Deitado. Estava assistindo televisão, pensei em ir pra academia hoje, mas to quase desistindo.
- Deixa sua energia pra gastar comigo! - falei baixo, sorrindo
- Essa energia está sempre comigo.

Conversamos por quase duas horas. O meu dia passou rápido. Marizete chegou e passou o resto do dia comigo. Minha sogra é maravilhosa, muito atenciosa e uma excelente avó. Breno a ama com toda intensidade, ele não precisa falar para termos certeza disso, fica todo feliz e animado quando ela aparece. O dia seguinte, foi tranquilo. Claudia e eu fizemos várias coisas boas de comer, luan iria amar tudo. Na madrugada, acordei para dar mamá pro Breno, estava mais dormindo que acordada, levei ele pra minha cama e dei mamá enquanto quase pegava no sono. Acordei com um beijo na bochecha.

- Cheguei.
- Oi amor. Não consegui te esperar.
- Volta a dormir, vou tomar um banho.
- Tá bom. - ele deu um beijo na minha testa e beijou o Breno.

Acabei dormindo, só senti ele deitar ao meu lado e me puxar, o Breno não estava mais na cama. Aninhei no seu peito e dormimos. No ínicio da manhã ele me levou para tirar as fotos. Fui muito paparicada, não sabia se era porque eu era a namorada do Luan Santana ou se eles realmente eram assim. Luan ficou um pouco e depois foi embora com o Breno.

- Ele deve ser um super pai.
- Ele é sim. Breno mal entende direito das coisas mas entende quando o Luan tem que viajar e chora tanto que as vezes me da vontade de ir com ele.
- Deu pra perceber o quanto ele e apegado, pelo jeitinho dele.
- Ele ama o Luan mais que tudo.

As fotos ficaram lindas, eu realmente amei tudo. A forma como eles me trataram do começo ao fim foi ainda mais gratificante. Eu não esperava algo desta forma e me surpreendi. Escolhi as fotos que mais gostei e fiquei esperando o Luan para me buscar.. Passamos a tarde matando saudade um do outro. Brincamos com o breno pela casa, colocamos a piscina pra aquecer e nadamos. Breno ama água, não quer sair nunca. Estavamos brincando com de repente, o breno falou sua primeira palavrinha.

- Papa. - Luan me olhou com os olhos arregalados e brilhante.
- O breno falou papa?
- Não. - revirei os olhos.
- Caramba, eu disse, eu disse. - Breno estava rindo, todo sapeca, como se estivesse esperado para dizer isso a qualquer momento que estivessemos nós três.
- A mamãe falou pra você falar mama primeiro, agora não vamos aguentar o ego do seu pai.
- Fala assim pra sua mãe: aceita mamãe. - rimos e abracei o Luan enquanto ele brincava com o Breno.

A noite fomos pra casa dos pais do Luan ele contou sobre o Breno falar a primeira palavrinha trocentas mil vezes. Me fazendo rir, ele estava tão feliz com aquilo, o que me fez bastante feliz. Eu adorava aquela família. O jeito que eles me acolheram. Vou ser eternamente grata.

Luan sentou do meu lado e beijou minha bochecha.

- O que está pensando?
- Nada.
- Hum, me convence.
- Não é nada. Só estava prestando atenção em vocês. Adoro estar aqui. - ele sorriu.
- O que acha de uma viagem curtinha? Na minha folga, um dia fora. Só nos dois. Eu e você, você e eu.
- E o Breno?
- Falei com a minha mãe, é só um dia. Nada mais que isso. Só pra gente tirar um descansinho. Tem tanto tempo que não curtimos um ao outro, sem "nada" por perto.
- Sim, onde?
- Surpresa. - beijou meu queixo.

Aproveitei para postar uma foto do Breno, que eu tirei ontem. 

Você é sinônimo de amor e gratidão. 💚  #mãedemenino #meuhomenzinho    


(...) E o pior aconteceu.



 Luan narrando

Estávamos de cabeça para baixo, senti uma dificuldade enorme para falar, a senti presa em minha garganta, mas eu precisava falar. Olhei para a Andressa e não a vi se mexer. Meu Deus não. Meu corpo doía, eu não estava conseguindo me movimentar, eu precisava tira-la desse carro, eu preciso salvar a mulher da minha vida, mas eu não consigo sair do meu lugar. Eu não consigo lembrar do que aconteceu, eu não tenho ídeias de quantas voltas o meu carro deu. Tentei levar meu braço até ela, seu rosto estava sangrando, o rosto pendendo para o lado.

- Amor. - falei o mais alto que consegui - Amor, não me deixe. - fechei os olhos e implorei para que chegasse uma ambulância logo e nos tirasse dali. Ela estava tão quieta, ela nunca esteve tão quieta assim ao meu lado, sua respiração estava parada. Eu não posso acreditar que o pior aconteceu. O meu pesadelo virou realidade. - Não me deixa, Andressa, não me deixa. - uma lágrima deslizou em meu rosto e fechei os olhos. A dor se intensificava cada segundo mais, até meus olhos doíam. - Amor. Aguenta firme. Alguém está vindo. - sussurrei. Levei a mão até a dela fazendo o máximo para conseguir ter forças de aperta-la. Ela não pode me deixar.

Ouvi um barulho longe de sirene, era uma ambulância.. Tinha pessoas ao nosso redor. Estavam tentando tirar a gente. Comecei a suplicar.

- Salve ela.. Salve ela.. Ela é tudo pra mim. Salve a minha namorada. Por favor.

Tentei observa-la, já fora do carro, mas meu pescoço estava duro. Eu queria olhar em seus olhos e saber que ela está viva, que tudo vai ficar bem.

- Ela está gravemente ferida. O sinal de pulso está muito devagar. Não sabemos se ela irá sobreviver. - ouvi eles falarem de longe e senti meu coração apertar com tanta força que gemi de dor. Eu matei a mulher da minha vida



comentem pra eu postar o proximo

Um comentário:

  1. Ufaaaa! Finalmente cheguei aqui. estou amando, continua ❤

    Lorena.

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Capítulo oitenta e quatro

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