terça-feira, 2 de maio de 2017

Capítulo cinquenta e quatro

Já havia escurecido, estavamos conversando com o doutor Marcos, já que ele havia dado alta para o Breno e estava dizendo tudo o que não podíamos esquecer, mas estava tão animada e eufórica para ir embora que mal consegui prestar atenção em suas palavras. Espero que o Luan esteja atento. Depois de dar um banho no Breno, vesti sua roupinha e arruma-lo, finalmente estavamos dizendo adeus á aquele hospital, depois de quase um mês. Finalmente estamos indo pra casa.

- Fica lá em casa essa noite?
- Eu estou tão feliz, que aceitaria ir para qualquer lugar que você me levasse.
- Os resmunguinho que ele dá é o melhor.
- Olha a mãozinha mexendo. - luan levou sua mão até a dele, e o breno segurou seu dedo, apertando. Ele só tirou quando foi preciso.

Chegamos no seu condomínio, estava cheio de carros espalhados pela rua. Parecia estar tendo festa em algum lugar, mas não havia som algum.

- Deve estar tendo festa no seus vizinhos.
- Deve ser.
- Seus pais estão aí?
- Não faço ideia.

Ele me ajudou a descer, com todo cuidado do mundo, me fazendo rir.
- Pelo jeito acho que não. Tá escuro e não tem nenhum movimento.
- Eles podem ter ido fazer compra, ou não, sei lá! Queria que eles estivessem aqui pra ver o Breno, eles estavam tão animados para esse dia chegar
- Talvez eles foi em um lugar perto, vamos entrar.

Destrancou a porta, esquecendo de ligar a luz.

- Amor, a luz... do jeito que eu sou, sou capaz de tropeçar em meus próprios pés.
- Aé. - riu

Ele ligou a luz e levei um susto com tanta rosto conhecido gritando surpresa. Abri um sorriso enorme, não estava esperando nada disso. Tinha uma faixa linda, escrito "Seja bem vindo Breno". Encarei o Luan, ele beijou minha testa e piscou. Todos vieram ver o Breno de pertinho. Fiquei muito feliz em ver meu pai e meus irmãos. A saudade estava me matando já! Os amigos do Luan, com suas namoradas e esposas. Meus amigos também, até mesmo o Bernado, o que me foi uma grande surpresa, depois de todo mal entendido. E alguns dos meus familiares e familiares do Luan.

- A vovó esperou tanto por esse dia. - marizete acariciou sua bochecha.
- Pode pega-lo, Mari. Sei o quanto quer isso.
- Ele está dormindo.
- Pode pegar. Seus olhos estão até brilhando.

Ela o pegou, com um sorriso enorme estampado no rosto. Fui até meu pai e o abracei com força.

- Que saudade, meu coroa!
- Ôh dedê, tava difícil o serviço, teria vindo antes se não fosse tudo.
- Mas fico feliz que está aqui, agora, sinto sua falta, pai!
- Eu também estou. Também sinto a sua. - apertou meu nariz - O garotinho é o pai cuspido. - rimos
- Ele é. Vou comprimentar a todos enquanto o Breno está dormindo, tá?
- Sim senhora. - beijou minha testa

Comprimentei todos os amigos do Luan, seus parentes, meus amigos e parentes.

- Amigaaaaa - abracei Sarah - Você gostou?
- Eu amei, não estava esperando nada disso.
- Luan, eu e a Bruna que tivemos a ídeia. É tipo um chá de bebê, mas já com o bebê. - rimos
- Está lindo, amiga, obrigada por isso.
- Que bom. Come alguma coisa, está tudo uma delícia.
- O cheiro está maravilhoso.
- Organização impecável, já imagino a festa deste menino de um ano.
- Calma lá, ele ainda nem fez um mês, vai com calma, me deixa respirar - gargalhamos.
- Estou apaixonada nesse bebê, que doçura. - disse Bruna com o Breno no colo.
- Ele é muito lindo, né!
- O pi tá todo babão e sorridente. Ele sempre dizia que a maior realização de um homem é ser pai, que um dia ele seria, e agora ele é. - sorri de lado
- Eu quero ser padrinho em! - o Breno apareceu e acariciou a bochecha do Breno - Padrinho Breno e afilhado Breno. Pô, Luan. Não sabia que você gostava tanto do meu nome. - luan se juntou a nós, rindo, me abraçou por trás.
- E foi ele mesmo que escolheu. Eu pensei em vários e não consiguimos entrar numa conclusão, e em um dia avulso ele chegou dizendo que seria Breno.
- Todo Breno é bonito. Esse aí já vai crescer sabendo das coisas em - gargalhamos.

Engatamos em conversas aleatórias, Breno foi nos braços praticamente de todos. Parei em frente a uma enorme caixa de presentes, uau. Bastante pacotes de fraudas, e muitos outros embrulhos.

- Fico feliz por você! - olhei por cima do ombro, vendo o Bernado, com as mãos no bolso
- Obrigada Bé.
- Imaginei que teu namorado nem iria me chamar, depois de tudo que aconteceu, que você me contou, mas Sarah entrou em contato comigo, então achei que talvez não seria um problema pra ele.
- Que bom que você veio. Ele sabe que foi um mal entendido, sem preocupaçoes.
- Não sou lá muito bom com presentes, ainda mais pra bebê, mas juro que dei o meu melhor.
- Só de você ter vindo já aprecio muito! Você sabe o quanto gosto da nossa amizade
- O sentimento é mútuo. - o abracei - Lembra da Giu?
- Lembrooo.
- Estamos saindo.
- Porque não trouxe ela, muito gente boa.
- Ela não podia vir. - ouvi o chorinho do Breno.
- Acho que alguém me chama.
- Vai lá - sorrimos e fui até o Breno que estava com a prima Camila do Luan
- Deve ser fome. - sorri e o peguei.
- Ele é uma fofura. - o sorriso não saía do meu rosto, a cada elogio aumentava ainda mais. - luan estava encostado conversando com seus amigos.
- Você pega uma toalinha dele pra mim, na malinha.
- Pego.

Logo ele estava de volta, com a toalinha. Breno começou a mamar. Fiquei no cantinho. Ele estava com fome, não largava meu peito pra nada.

- Psiu. - olhei pra frente.
- Oi.
- Senta aqui.

Sentei no seu colo, de lado.

- Que fome, papai!
- Eu sou igual a minha mãe, papai.
- Acho que essa vai ser a minha coisa favorita nos próximos meses. Acho não, tenho certeza!
- O que?
- Ver você amamentar nosso filho! - selei seus lábios. - O que ele estava falando com você?
- Ele quem?
- Você sabe.
- Disse que estava feliz por mim, que não imaginava que você ainda o chamaria para vir aqui, eu disse que você sabe que foi um mal entendido, e que aprecio a amizade dele.
- Hummm. Estou com uma pontada de ciúme mas algo me diz que to errado. - inclinei até seu ouvido
- Eu sou completamente apaixonada por você, e inteiramente sua! - ele mordeu a pontinha da minha orelha
- Dedê. - Rebeca sentou do nosso lado
- Oi beca
- Eu pode faze calinho nele?
- Quando eu terminar aqui, você faz ok? Ele tá se alimentando!
- Tá! - colocou os cabelinhos atrás da orelha - Eu ajudei a mamãe a complar um pesente muito bonito pla ele.
- Sério, você vai me contar? Pode ser no meu ouvido!
- A mamãe pediu pla manter segledo! 
- Ahhh poxa.
- Mas quando você ablir vai amar, eu gostei. O beno também vai gostar, o pieto também gostou
- Agora estou curiosa!
- Só quando você ablir os plesente qhe vai ver. - sorriu, levantou e saiu. Gargalhei.
- Ela é adóravel. - a olhei indo até meu pai
- Porra, precisamos fazer uma menininha também.
- Luan de Deus, o que está acontecendo? você pode se controlar, seu filho não tem nem um mês. Hoje você falou de morar junto, ter uma filha, estou preocupada com a próxima coisa.
- A única coisa que estou preocupado é em quanto tempo vou ter esperar pra você finalmente aceitar morar comigo, o resto é lucro.

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