Na noite seguinte, Eduardo falou que iria passar a noite comigo, eu disse que hoje iria sair. Mas não na verdade. Bom, eu ia, mas pedi que Luan mudasse os planos e que a gente ficasse em meu apartamento. E ele aceitou. Pedi a pizza antes dele chegar, dei uma arrumadinha no apartamento e fui pro banho. Assim que me vesti, e terminei de me arrumar a campaínha tocou. Abri a porta pra ele, que estava parado com as mãos nos bolso da frente de seu jeans.
- Oi - sorri de orelha a orelha.
- Oi - sorriu
- Entra e fica a vontade.
- Licença. - passou o olho por todo o apartamento - Sua cara aqui
- É meu cantinho, amo esse lugar.
- Imagino.
- A pizza deve está pra chegar.
- Se pediu metade portuguesa né?
- Pedi.
- E a outra metade?
- Calabresa, é a minha preferida.
- A minha tem ovo e a sua não.
- Mas é claro que vou comer da sua também
- Não lembro de ter deixado.
- Tô nem aí.
Sentamos no sofá a espera da pizza. Dei a ele o controle para escolher um filme pra gente.
- Ele te ligou contando o porque não foi?
- Falou que ia vim aqui hoje pra gente conversar e passar a noite comigo.
- E você?
- Falei pra vim mais tarde.
- Ah, você tá me zoando. - comecei a rir, pois foi engraçado como sua feição mudou rápido.
- Tô brincando, falei que iria sair. Já que iriamos mesmo.
- Ah bom.
- Você vai demorar?
- Caramba, eu mal cheguei e você já está me mandando embora.
- Não estou, é que gostaria que você demorasse a ir. - as palavras saíram antes que eu pudesse pensar, e ele esbanjou um sorriso maroto.
A campaínha tocou e eu fui atender. O homem ficou olhando minhas pernas, me deixando bastante sem graça. Luan apareceu ao meu lado pegando a pizza e o refrigerante da minha mão. Foi a mesma coisa que pedir que o cara parasse de olhar, pois ele não olhou mais. Peguei dois copos no ármario e fui pra sala. Desligamos a luzes e só ficamos com a da tv ligada.
- É terror?
- É.
- Eu tenho medo.
- 23 anos com medo de filme de terror, a para né.
- Tenho, algum problema?
- Não, iramos ver com medo ou sem.
- Luan.
- Tá comigo tá com Deus.
Começamos a comer e ver o filme, cada barulinho eu segurava sua perna.
- Você é cruel, muito cruel.
- Não sou. - riu. - Mas filme de terror é bem melhor, qual que você queria ver?
- Não sei, qualquer um, até uma linda mulher, menos algum de terror.
- Ahhh pronto. Romance, ninguém merece.
- Romance é melhor que terror. Eu prefiro ação, você poderia ter colocado um de ação.
- Filme de terror é otimo.. olha quantas vexes já fui apertado por você com 30 minutos de filme.
- Ata.
Voltamos a ver o filme e faltou pouco para que eu subisse em seu colo, de tanto susto que levei. Apoiei a cabeça em seu ombro.
- Que medo é esse? é só um filme. - olhei para ele.
- Claro que é só um filme. - revirei os olhos e ele me olhou com um sorriso no canto dos lábios, nossos rosto estavam a um único centimetro longe um do outro.
Senti seus lábios no meu e um fio de eletricidade correu por todo o meu corpo. Sua boca era quente e macia, mas firme. Assim que sua língua invandiu minha boca, fiquei anestesiada, meu cérebro virou gelatina e meu resto do corpo amoleceu com seu toque. Sua língua quente deslizava na minha me deixando louca, eu não sabia que estava esperando esse beijo, até o mesmo acontecer. Ele me deitou no sofá e nos beijamos até perdemos completente o fôlego. Quando recuperamos voltamos onde paramos. Nossas bocas parecia dois imãs, uma precisava da outra. Meu celular tocou, e ele saiu de cima de mim se endireitando. Meu celular quase nunca tocava e bem naquele momento resolveu tocar, o que me deixou furiosa. Me endireitei e o peguei. Era o eduardo. Coloquei no silencioso e joguei devagar no sofá.
- A gente não devia ter feito isso. - sussurrei
- Me desculpa, é que..
- Foi errado - ele suspirou fundo
- Foi né.
- Foi
Levantei e subi em cima dele, beijando outra vez sua boca. Mesmo que eu não queira aceitar, eu estava esperando por esse beijo, por esse momento. E eu tenho certeza que ele também. Sua boca desceu até meu pescoço e explorou cada pedacinho. Grunhi baixo quando senti suas mãos deslizar por todo o meu corpo, mas ele logo voltou a me beijar. Ficamos nesse amasso por um bom tempo. Até o celular dele começar a tocar. Suspiramos rindo e ele pegou o cel para atender. Ouvi toda a conversa e ri.
- Boi, tamo aqui no dudu, você vem?
- Agora?
- Agora.
- Pô cara, não dá.
- Você está em casa?
- Não.
- Hummm, que hoje a noite é uma criança pro menino Luan.
- Que nada. - ele riu
- Desculpa incomodar aí irmão.
- Tá tranquilo - riu
Encerrou a chamada. Saí de cima dele, rindo.
- Preciso usar seu banheiro!
- É na penultima porta na esquerda.
- Beleza.
Comecei a rir enquanto arrumava as bagunças que fizemos. Minutos depois ele apareceu.
- Tem sorvete você quer?
- Opa, eu quero.
Vimos o resto do filme enquanto tomavamos sorvete no pote. Assim que terminou, só voltamos pra televisão e colocamos num canal aleatório.
- Meus pais vão vir ao Brasil
- Sério? quando?
- Minha mãe não disse certo, mas estou animada. Estou morrendo de saudade deles.
- Eu nem sei como você aguenta ficar longe deles, fico alguns dias longe dos meu, mais da minha mãe, pois meu pai costuma ir comigo e já fico doido de saudade.
- Tive que acostumar né.
- Mas bom que eles vão vir né.
- Sim. Quero que você conheça eles.
- Eu?
- É, você.
- E se eu não tiver na cidade, você sabe né, minha agenda..
- Eles vao ficar aqui uns dias bons, assim eu espero.
- Ok, darei meu jeito. - riu.
Ficamos abraçados assistindo televisão, ele tinha dedos milagrosos para fazer cafuné que quase dormi. O filme era de ação, mas eu estava anestesiada para reparar qualquer outra coisa. Passou um bom tempo.
- Eu vou embora.
- Tudo bem. - sorri e me soltei dele. Levantamos, caminhando até a porta, abri a mesma
- Tchau.
- Tchau.
Ele veio me beijar mas virei o rosto. Olhou para baixo, sorindo e saiu, fechei a porta ficando encostada nela por um tempo, até ter certeza que poderia andar sem que meus joelhos me traíssem.
domingo, 22 de janeiro de 2017
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