terça-feira, 25 de abril de 2017

Capítulo cinquenta e um

Acordei e lá estava Marizete e Sarah, me olhando com os olhos vermelhos.

- Eu não quero ouvir nada. - fechei os olhos
- Amiga, ele está numa encubadora, os médicos conseguiram salvar ele, Deus estava com a gente eu disse..
- Ele é lindinho, Andressa, eu o olhei e vi o Luan quando nasceu. - abri os olhos e suspirei aliviada.
- Eles disseram que foi muito difícil, que ele realmente nasceu morto, que não podiam ter esperado, e que foi erro deles. Mas que eles conseguiram. Que tentaram até o fim.
- Eu quero ver ele, ele é meu filho, eu quero ter certeza de que ninguém está mentindo pra mim.
- Não estamos, a gente não faria isso, vou chamar a enfermeira. - Marizete saiu.
- Ele é a cara do Luan. - Sarah sorriu limpando as lágrimas.
- E ele?
- Está vindo, mas talvez chegue só de madrugada. Mas está vindo. Marizete disse que ele ficou atordoado.
- Eu quero ver o meu filho!!!

Esperamos a enfermeira chegar com a Marizete, e ela não queria deixar que eu fosse vê-lo. Mas o Dr Marcos, meu médico, chegou e me liberou para que eu pudesse. Me ajudou a levantar da cama, ele parecia muito nervoso.

- Eu espero que ele consiga passar por isso, o que podiamos fazer fizemos e ainda estamos. Agora é com ele é como ele reagirá, peço infinitas desculpas por esperar a dilatação, eu sou médico a anos, já teve casos parecidos com o seu e nenhum aconteceu isso, por isso fiquei tranquilo. - paramos em frente a UTI. - Não poderia deixar você entrar, mas a culpa está tão grande na minha cabeça que vou. - me ajudou a colocar o jaleco e a touca.
- Obrigada.. muito obrigada, eu só quero ter certeza de que meu filho está vivo

Adentramos a UTI, ele colocou alcool e gel em minhas mãos e o segui até a pequena encubadora. As lágrimas começaram a descer em meu rosto, ele era lindo, seus cabelos eram pretinhos, ele branquinho das bochechas rosadinhas.

- Oi meu amor.. - abaixei a cabeça - Oi meu amor.. - eu não conseguia falar nada, o barulho dos aparelhos estava me deixando nervosa e sem reação. - A mamãe está aqui te esperando, a mamãe quer muito te pegar no colo, te beijar, te apertar. Lembra aquele dia que a mamãe te falou que precisa de você? Eu  não estava mentindo, seu chá de bebê, seria na semana que vem. - limpei meu rosto - Mas você é meio apressadinho em. O aniversário da mamãe ta chegando, e o meu maior presente vai ser te ter comigo, eu e seu papai estamos muito ansiosos, a gente está feliz por ter você, estamos felizes por agora não ser mais so eu e ele, e sim nós três, com você fisicamente. A mamãe quer que você lute pela sua vida, meu amor. Você já é muito amado, eu estarei aqui a todo segundo para te mostrar isso, mesmo que não seja aqui tão pertinho, estarei do outro lado do vidro. Lute por você, o resto eu consigo, não me deixe.. A mamãe e o papai te ama muito, filho. Você é o nosso presentinho, você é a melhor coisa que nos aconteceu. Vem pra gente. Você é forte. Eu te amo, com todo o meu coração, e ah.. Seu pai vai morrer de amor quando ver que você parece ele. Eu te amo, Breno, eu te amo, muito.

Voltamos para o quarto, eu ainda não podia ter alta, minha pressão não havia abaixado, eu estava euforica, nervosa, angustiada e o Luan estava longe. Eu estava com medo. Eu nunca senti tanto medo em toda minha vida como estou agora. As pessoas estão conversando ao meu redor, mas eu não os ouço. Meu pensamento fica no Breno, no quanto eu quero que ele lute por sua vida e não me deixe. Eu não serei a mesma se ele não resistir. Adormeci em meio aos pensamentos. Acordei sentindo um cheiro familiar, era o Luan, ele estava ali, havia chego.

- Oi. - o abracei forte e chorei alto, sem me importar com nada. - Eu fui vê-lo.. - o encarei, seus olhos estavam vermelhos
- Ele tem tudo de você, a boca, o cabelo escuro, o nariz. - as lágrimas não paravam de cair.
- O que você fez?
- Eu queria sair de casa, estava tédioso, não tinha ninguém para conversar, me desculpa, mas não coloca a culpa em mim. Se acontecer alguma coisa com ele eu vou viver pra sempre com essa culpa. - ele me puxou para um abraço reconfortante.
- Nossa mulequinho é forte, você vai ver. Vamos sair daqui com ele, cheio de vida!
- Eu estou com medo, eu sonhei tanto com seu chorinho e não aconteceu. Parece que meu mundo tinha desmoronado na minha cabeça, e eu era a única culpada por isso. - seus lábios pousaram em minha testa por segundos
- Amor, o que a gente mais vai ouvir vai ser o choro dele de madrugada. Ele é forte, ele já nos deu uma prova disso. Mas eu preciso de você forte também. A gente vai passar por mais essa. "Ontem descobrimos sobre o deslocamento, hoje isso e amanhã vamos estar com ele". Você é tão confiante, cadê agora? Ele precisa de nós em primeiro lugar, precisa saber que estamos fortes e com ele. Ele não vai nos deixar. Nosso Breno é forte. - o apertei em meus braços. Eu o amava muito, ele me confortava como ninguém.

Luan Narrando

Andressa dormiu enquanto cantei pra ela. Eu estava detonado, meu filho tinha nascido morto, e agora está na UTI. Mas eu não vou demonstrar isso á ela. Ela precisa de mim. Se eu demonstrar fraqueza, tudo irá piorar.

- Eu vou ficar com ela, mãe.
- Não deixe ela ficar se culpando. A pressão dela está alta desde que chegou aqui.
- Ela chamou por você o tempo inteiro - sarah murmurou - No parto.. aqui..
- Eu poderia ter viajado depois da gravidez, isso está martelando na minha cabeça
- Ninguém esperava isso, filho. Eu estou rezando para os dois, eles vão ficar bem.
- Eu tenho fé que vai, mãe. Eu tenho.


Peço desculpas pelo sumiço, estava arranjando criatividade, e viajei também. Vamos interagir galero!!! Eu gosto muito de ler sobre o que estão achando, quando tiverem vontade. Opiniões são sempre bem vindas e ajudam-me. Espero que estejam gostando, é isso. Beijos. 

Um comentário:

  1. Sei q é meio louco vc podia fazer a Jade aparecer no hospital e falar um monte pra Andressa e ela dizer q ta gravida do luan sem ta, so pra infernizar a vida de Andressa, ou a jade sequestra o Breno depois q ele sair da uti e só depois de um tempo descobrir q a jade sequestrou, pf n deixa o Breno morrer,

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Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...