segunda-feira, 20 de março de 2017

Capitulo quarenta

O jantar foi incrível, eles fizeram com que eu me sentisse em casa e fosse da família. Mas eu estava com dor. Luan percebeu mas não disse nada. Eu não queria sair da mesa, o assunto estava agradável, mas estava impossível ficar sentada. Terminamos o assunto e dona Rose veio tirar a mesa, fui ajudar ela, mas todos eles me impediram.

- Eu gosto de ajudar - protestei
- Não precisa, querida.
- Eu... - luan me interrompeu
- Você não vai morrer se não ajudar uma única vez.
- Tá, sim, ok! - eles riram.
- A gente já volta. - ele disse pegando em minha mão indo em direção a escada
- Tristeza de casa de maia de um andar, é a escada. - suspirei.
- Você está com dor, não está?
- Sim.
- Quer que eu te leve no colo?
- Ei, claro que não.
- Você consegue subir?
- Perfeitamente bem, ou não, mas sim - rimos
- Então vamos.

Subimos e fiquei feliz quando acabou os degraus, a gravidez estava me deixando exausta para qualquer tipo de coisa. Chegamos em seu quarto, tinha algumas coisas fora do lugar mas nada para deixasse desorganizado. Era o cantinho dele, fazia tempo que não vinha até sua casa, eu gostava de estar ali, eu gostava de estar com ele.

- Senta, você pode tirar sua bota se quiser.
- Obrigada. - me sentei desconfortável. Ele riu sentando ao meu lado.
- Você pode deitar e se sentir na sua cama. Quero que se sinta em casa. - o agarrei forte.
- Está doendo.
- Quer ir pro hospital?
- Não.
- O que quer que eu faça? Eu não sei o que fazer.
- Nem eu. Eu to com medo.
- De quê?
- De não conseguir ser uma mãe boa e enlouquecer.
- Você vai ser uma ótima mãe, só por ser você.
- Imagina se eu deixar ele cair - sua risada me fez rir entre o choro
- Você está chorando por causa disso?
- Estou. Eu não sei cuidar nem de mim, eu vou ser um desastre.
- Não vai não, eu tenho certeza que não, e oh.. eu vou estar com vocês. - fiquei calada, sentindo seu cheiro. Ele alisou minha barriga devagar e suspirei. - Não quer deitar?
- Não.
- Tá.
- Eu quero sim. - soltei-me dele e levantei. Ele fez o mesmo e jogou a coberta pro lado. - Está frio, queria te dar um toque. Não vai ser preciso dizer o que. - ele riu e se virou pegando o controle do ar condicionado. - Eu não vou deixar meu filho dormir com você se esse ar estiver ligado.
- Ele vai ser igual o papai com ar, quer apostar? E você sabe né, dois contra um, quem perde é quem? - revirei os olhos e deitei em sua cama. Sua coberta era quentinha. Ele se juntou a mim, mas ficando por cima da coberta.
- Você colocou o ar para esquentar?
- Foi, talvez ajude sua dor passar também. - sorri
- Eu adoro sua família, eu jamais proibiria eles de ver meu bebê.
- NOSSO bebê. - me corrigiu
- Nosso bebê.
- Vamos arrumar um nome?
- Vamos.
- Que tal Rafael?
- Rafael você já tem?
- Que qui tem?
- Rafael não. Bernardo é um nome bonito
- Não quero Bernardo.
- Mas é um nome bonito, fala Bernardo.
- Rafael é mais.
- Miguel eu gosto. Davi também.
- Davi é o nome do filho do Matheus.
- Ahhh, eu não sei um nome. Deixa pra lá.
- Temos tempo ainda.
- Sim. Eu não queria fazer chá de bebê.
- Ata, vai ter chá de bebê sim.
- Mas não sei se estou afim.
- Se não está, vai ficar.
- Está passando a dor.
- Que bom.
- Acho que você já pode me levar em casa.
- Arleyde falou pra mim esperar um pouco pra depois soltar para a imprensa.
- Como ela reagiu?
- Ficou surpresa, assim como todos, assim como eu e você. - riu.
- É tão ruim né, algo não planejado.
- Eu não acho, estou feliz por isso. É o melhor algo não planejado que já fiz na vida. - suspirei
- Me leva em casa?
- Você não iria me contar se eu não visse?
- Não pretendia. Fiquei com medo da sua reação. Não sabia o que pensar.
- Esperava que eu fosse gritar, mandar você tirar e sumir?
- Hum, digamos que você acertou em cheio.
- Uau. Desde quando me transformei nesse lixo.
- Eu fiquei com medo da sua reação aquele dia.. da mensagem - falei o mais baixo possível
- Eu não consegui separar as coisas.
- Aquele dia a gente foi bom, até acontecer tudo.
- Foi.
- Eu queria que tudo tivesse terminado de outra forma.
- Eu também
- Mas terminou como tinha que terminar - forcei um sorriso.
- Se agir feito um louco e perder você fosse como tinha que terminar preferia não ter feito viagem nenhuma.
- As vezes nem tudo sai como a gente espera, Luan.
- Eu sei, mas você está aqui hoje. E eu estou feliz por isso.
- Eu estou feliz de estar aqui.
- Fica aqui, comigo?
- Aqui, dormir?
- Sim, não me pede pra te levar outra vez, gostaria muito que ficasse aqui.
- A gente nem está junto e seus pais..
- Para, somos dois adultos, e eles sabem.
- Eu..
- Você vai ficar? - me olhou esperançoso.

2 comentários:

  1. Ain😍😍
    Fica mulher, e aproveita pra tirar casquinha dele 😅😅 kkk

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  2. http://feitosproamor.blogspot.com.br/?m=1 Indica?
    Estou amando sua fanfic😍

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Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...