- Não, eu te acordei? Não lembro.
- Ahhhh. Certo - ri
- Porque o que eu fiz?
- Nada. É coisa atoa.
- Amor, o que eu fiz? Você não ia perguntar isso atoa.
- Realmente não é nada, só estranhei.
- Você não vai falar.. ok! Que dia vai viajar comigo?
- Qualquer dia. - falei tentando parecer animada.
- Na próxima você vem?
- Sim, nós vamos.
Me forcei a esquecer o assunto do casamento e conversamos por quase uma hora. Estava olhando pessoas para me ajudar em casa. Claudia não pode mais vir de acordo com os acontecimentos na sua casa. É muito difícil você colocar qualquer um dentro da sua casa ainda mais quando você tem um filho pequeno e um namorado famoso! A gente nunca sabe o que nos espera. Exasperei cansada com minha pesquisa falha.
"fui pedida em casamento mas o noivo não se lembra kjjjkkkkk isso so acontece comigo"
sarah respondeu quase imediatamente.
"luan te pediu em casamento?"
"sim.. ou não kkkk"
"amiga isso é sério? ai que sonho"
"ele nao se lembra kkk o que adianta"
"vou dar um toque nele kjjk posso dormir ai hoje? ter a noite das meninas?"
"sim eu vou estar te esperando mais o bê."
"vou levar chocolates"
A noite sarah chegou e botamos todos os assuntos em dia. Fizemos o que geralmente faziamos quando moravamos juntas. Demos banho no Breno e o coloquei pra dormir. Ele estava cansadinho de tanto brincar. Sarah e eu dormimos na minha cama, ela era enorme cabia tranquilamente 4 pessoas. As vezes (quase sempre) quando eu fico sozinha o Breno que dorme comigo. Ficamos conversando até tarde da madrugada conversando e comendo chocolates. (...) Na noite seguinte fiquei acordada até tarde, chorei, estava me sentindo solitaria. Breno chorou e levantei para amamenta-lo. Meu celular tocou imediatamente. Peguei o Bê primeiro coloquei ele pra mamar e peguei meu celular. Era o Luan, senti um sorriso se formar em meu rosto e as lágrimas inundar meus olhos. Ele sabia praticamente quase todos os horarios que eu estaria acordada. Atendi no viva voz e deixei o celular de lado.
- Oi amor
- Oi amor.
- Está no quarto do bre?
- Sim, dando mamá.
- Hummmm.
- Estou com saudade.
- Amanhã cedo estou em casa.
- As vezes eu sinto demais quando você fica longe, quero estar perto, dormir agarradinha em você, sentindo o seu cheiro e você está tão longe. As vezes eu só quero você por perto, mesmo que seja para fazer nada. As vezes me sinto tão sozinha mas lembro que você logo está de volta. Não pense que eu não apoio o teu trabalho, longe disso. Fico imensamente feliz. Só sinto sua falta. Aliais estou morrendo de saudade, do seu cheiro.. de tudo. Queria você aqui.. mas eu espero mais um dia. - ri baixo, ele ficou sem falar por um bom tempo.
- Não chora tá?
- Eu não tô
- Você tá - ele riu - Eu te amo muito.
- Eu muito mais!!!!
Acabei dormindo no quarto do Breno, estava cansada, e ele custou larga meu peito. Senti duas mãos em mim e me assustei completamente.
- Vim dormir com você. Pra você matar a saudade.
- Ahh amor. Pensei que você ia chegar mais a tarde. - agarrei seu pescoço e o abracei.
Ele me deitou na cama e o puxei pra mim. Ficamos assim por um bom tempo.
- Vou tirar a roupa e dormimos.
- Tá bom. - fiquei o olhando, vidrada em seu corpo. Eu sou totalmente apaixonada por ele.
- O que foi? - ele me pegou admirando-o.
- Nada. - sorri.
Aconcheguei em seu peito quando ele deitou e fiz carinho no seu pescoço como ele amava. Ele ficou quietinho com as pernas entrelaçadas na minha.
- Como foi os shows?
- Foram todos muito bom e por aqui?
- Foi bom também, Sarah dormiu aqui noite passada.. - ficamos quietos. Eu estava louca de saudade dele, que nada estava fazendo passar, nem mesmo com ele ali tão emaranhado em mim.
- Há algo de errado?
- Não.
- Você está tensa, linda!
- Eu.. eu não estou.
Ele me deitou na cama ficando por cima.
- Tem algo chateando você? O que foi, não quero que nada te incomode.
- Não é nada. Eu só.. venho sentindo muito a sua falta, isso é tudo.
- Eu estou aqui, inteiro pra você.
- Eu aprecio.
- Então relaxa, suspira.
Ele destribuiu beijos por todo o meu rosto e pescoço, tirou minha regata, continuando a destribuição de beijos agora pelo meus seios e barriga. Fechei os olhos. Minutos depois estavamos tendo nosso momento carnal e estava intenso.
- Amor.. relaxa..
- Eu estou
- Você não está! Eu te conheço, você quer parar?
- Não, por favor.
- Relaxa, eu estou aqui eu sou todo seu. - pela primeira vez senti mais dor do que prazer. As lágrimas começaram a escorrer a cada estocada.
- Não dá. Está doendo - falei baixo sem olhar em seu rosto, ele se retirou imediatamente e minha cabeça começou a rodar. Ele se sentou na cama e me encarou, fechei os olhos e me virei de costas para ele. O ouvi suspirar e em seguida deitar.
- Eu vim mas cedo pra gente matar a saudade mas você nem conversa comigo.
- Eu vou dormir. Amanhã a gente conversa. Segurei sua mão e apertei.
Passei a noite toda em claro, estava me sentindo mal, comecei a recordar muitas coisas. Alguns homens me tocando, eu não lembro quem são eles. Meu estômago se apertou e fui correndo para o banheiro. O dia seguinte eu não quis fazer nada. Fiquei deitada praticamente o dia inteiro. Luan tentou puxar assunto de toda forma que até desistiu. Acordei assustada de um sonho.
- Ei.. - suspirei e deitei novamente. - Deita aqui comigo. - me puxou para o seu colo. Acariciou meus cabelos e foi ai que joguei tudo pra fora em um choro alto e suplicante. Ele não disse nada, apenas ficou me apertando em um abraço forte. Assim que fui alcamando ele me deu um pouco d'água - Quer tomar um banho?
- Cadê o Breno? - luan me mostrou ele quietinho deitado no cercadinho.
- Vamos.
Entramos em baixo do chuveiro e abracei sua cintura enquanto e água escorria por nós.
- Não se fecha pra mim.. Antes de tudo, eu sou seu amigo. O que está te fazendo mal? A gente vai conseguir passar por isso. Você pode não lembrar mas passamos por tanta coisa. Eu estou aqui, do seu lado, com você. Pra te ajudar em tudo. Me deixa te ajudar.
- Eu lembrei de algumas coisas..
- O que?
- Alguns homens.. era a noite eu acho.. o choro do Breno o tempo todo.. Eu fui estuprada, Luan? - o olhei nos olhos e dessa vez foi ele quem se perdeu, seus olhos se fecharam forte.
- Era a única coisa que eu desejei que você não lembrasse, a única! - ele falou rispido e baixo - Eu tive vontade de matar quem fez isso com você. Eu tenho. Eu odeio saber que eu não consegui te proteger tão bem como eu queria, eu odeio a ídeia de saber que alguém tocou no que é meu, e o pior.. sem a sua permissão. - as lágrimas desciam de ambos os rostos. - A minha vontade foi colocar alguém 24 horas atrás de você, mas você iria enlouquecer comigo por tá fodendo a sua privacidade. Mas vou deixar seguir enquanto eu ainda saber que nada saiu do meu controle... novamente - o abracei forte acariciando seu pescoço - Nada. Mais. Vai. Acontecer. Com. Você. Nada!!!!
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Capítulo oitenta e quatro
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