quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Capítulo oitenta e dois

6 dias se passou.

Havia pegado no sono na rede da área de lazer. O mais incrivel que eu tive um sonho lindo com o Luan, parecia que a gente tinha vivido aquilo, foi algo diferente pra mim, tão real. Levantei devagar da rede mas toda afobada, gritando igual louca.

- Luan. Eu acho que.. AAAAAAAA
- O que foi? - ele apareceu rápido assustado
- Eu acho que sonhei com algo que vivemos, eu não tenho certeza, mas se eu não me engano você já me contou sobre esse episodio.
- O que, fale.
- Fomos viajar para uma praia perto daqui um dia? você estava com uma calça... branca. Eu dirigi seu carro eu acho.

Ele me pegou no colo animado com cada palavra que eu falava.

- Esse dia, estavamos voltando de uma "briga" porque nosso primeiro encontro foi uma merda e caramba você conseguiu se lembrar de alguma coisa. Isso é tão importante.
- Eu consegui lembrar, estou tão feliz.
- Você não imagina como estou me sentindo.
- Isso é tão importante pra gente. Eu me sinto, hã.. agora alguém que você realmente conhece.
- Alguém que conheço e idolatro o chão que você pisa? - ri e o abracei forte.
- Estou emocionada, eu realmente precisava. Era muito importante pra mim, não que eu duvidasse de sua palavra, eu só queria uma confirmação completa.
- Eu estou feliz por isso. Meu Deus, caramba, feliz é pouco. - riu e beijou minha bochecha.

Os próximos dias foram engraçados, lembrei poucas coisas a mais, ele voltou a fazer show, eu fiquei animada por ele, afinal ele amava aquilo. Finalmente estava livre dos gessos, foi estranho pra mim quando tirei mas ao mesmo tempo aliviante. Sarah estava passando os dias comigo, eu fiquei feliz em "conhece-la" mais, eu desejei não ter tido um branco de nossa amizade, pela forma que ela falava pareciamos ser inseparaveis. Ela me levou no cabeleireiro aproveitei também para fazer as unhas, depilei cada pelo do meu corpo. Mudei um pouco meu visual, a partir de hoje sou uma nova Andressa, quero estar maravilhosa para quando o Luan chegar de viagem, ele merece.

- Eu queria fazer algo diferente.
- Tipo?
- Sentir uma dor nova?
- Como?
- Furar a língua, já me falaram que é bastante interessante.
- Amiga - ela riu - Vamos.
- Você acha uma boa ídeia?
- Sabe pra quem você deve fazer essa pergunta?
- Ah quem?
- Para o Luan, numa manhã seguinte após muita curtição.
- Você acha que ele iria gostar?
- Dizem que os homens ficam loucos ao sentir
- A gente não fez nada ainda desde que estamos em casa. - senti minhas bochechas corarem. - Ele queria esperar eu melhorar completamente.
- Imagina o tanto que ele deve estar louco.
- Sim. Ele parece mas está fingindo que não.

Na volta busquei o Breno na casa dos pais do Luan

- Que linda, seu cabelo está maravilhoso. É muito bom mudar.
- Aprecio seus elogios, dona Marizete.
- Ele vai amar, não tenho dúvidas.
- Torço pra que sim.

Conversei com ela sobre deixar o Breno depois de amanhã com eles, pois queriam fazer uma surpresa para o Luan e ela aceitou na hora. (...) Hoje o Luan chega de viagem, ele disse que viria de madrugada. Não sei porque mas estou ansiosa e nervosa para vê-lo. Arrumei toda a casa a base de velas acesas, no nosso quarto espalhei pétalas por todo o comôdo. Fiz uma massa bem gostosa pra gente comer. Estava ansiosa assistindo televisão esperando-o. E se ele mudasse de ideia e viesse só amanhã. Fiquei esperando por um tempo longo até que ouvi o barulho da van. Desliguei a tv e fui acender algumas velas que restava. Fiquei atrás da porta esperando cada movimento. Ele destrancou a porta e abriu. Parou na mesma, olhando em volta. Fechou sem se virar.

- Oi. - sussurrei em seu ouvido.
- Você está ai. Oi - se virou e ficou me encarando - Você está.. uau.. deslumbrante. Linda!
- Obrigada.
- Você.. hã.. estamos comemorando alguma coisa?
- Porque você não deixa suas coisas ai. - ele soltou sem me olhar no chão. Seus olhos passearam por todo o meu corpo.
- Cadê o Breno?
- Está com seus pais.
- Hum... - peguei em sua mão levando-o para o sofá. O empurrei devagar e me posicionei em cima dele. - Eu pensei que você estaria dormindo. - inclinei até seu ouvido e sussurrei
- Você pretende dormir agora?
- Não.
- Que bom, pois eu também não. - mordisquei sua orelha.
- Você está cheirosa.. e linda.
- Obrigada. - beijei seu pescoço e me levantei. Ele tentou me segurou mas recuei.
- O que? - riu?
- Eu comprei alguma coisa pra você, mas não sei se você vai gostar.
- Comprou? O que é? - comecei a desabotoar meu sobretudo, ele levou os braços atrás de sua cabeça e começou e sorrir. Deslizei o sobretudo e mostrei a lingerie que estava.
- E ai? - ele riu e fechou os olhos. - Você não gostou? Eu posso colocar outra. - sorri mordendo o lábio inferior. Ele me puxou pela mão me posicionando novamente em seu colo.
- Eu posso te beijar primeiro, depois eu respondo?
- Humm, não sei, deixa eu pensar. - o encarei rindo e mordisquei seu lábio. Estavamos prestes a nos beijar quando recuei.
- Você está me provocando.
- Eu estou?
- Você está. - rebolei devagar em cima dele.
- Eu não sei se estou..
- Você quer que eu goze nas calça, prefiro fazer isso dentro de você. - dessa vez foi a minha vez de gemer baixinho
- Você lembra daquele dia que estavamos conversando, e você disse que estava esperando eu melhorar e quando isso acontecesse você não ia ser legal e muito menos sabia se poderia parar tão cedo? - sussurrei o mais provocante possível em seu ouvido.
- Eu lembro.
- Eu estou maravilhosamente bem. Não sei se você ainda percebeu.. você esteve longe.
- Eu vejo. - ele riu.
- Mas quem está no comando hoje sou eu, certo?
- Sério? poxa. - fez biquinho, suas mãos estavam em meu bumbum, as vezes ele apertava devaga.
- Eu fiz algo pra gente comer.. você quer?
- Eu quero você! - seus olhos estavam ainda mais escuro, ele parecia louco de tesão, dava pra sentir o quão duro ele estava.
- Eu quero te beijar. - encostei novamente em seus lábios quentes e o beijei. Dessa vez foi sua vez de parar.
- Você.. Espera..
- O que? - sorri.
- Você furou a língua?
- Talvez sim, você.. - ele me beijou outra vez segurando firme meu cabelo, gemi contra sua boca, não aguentava mais me segurar.
- Quero sua língua no meu pau, pra já. - sussurrou rouco enquanto beijava meu queixo, pescoço..
- Eu estou no comando essa noite. - levantei, ele me encarou sorrindo. Abaixei meu olhar até sua calça, peguei em sua mão e o levantei também. Tirei sua camiseta, levei as mãos até sua calça e abaixei, caindo de joelhos. Tirei seu pênis para fora e o encarei. Seus olhos estavam ainda mais escuro. Ele gemeu quando deslizei o piercing lentamente pela cabeça de seu pênis e comecei a provoca-lo. Não perdi tempo e o engoli, levando seu pênis dentro e fora da minha boca. Suas mãos seguraram firme meus cabelos e ele deixou a cabeça cair para trás.
- Eu vou gozar, meu Deus, você é incrível.

Continuei tomando-o em minha boca, até o mais fundo possível até ele gozar em minha garganta, engoli cada gota e depois levantei.

- Eu acho que agora é minha vez, você não acha? - ele sussurrou levando as mãos até meu sutiã, mas soltou. - Você está linda demais nessa traje para eu desfaze-lo tão depressa, porque você não da uma rodadinha? - ele se sentou e eu dei a rodadinha lentamente, aproveitando para tirar meu sutiã e jogar em sua cara. - Porque você é assim em, eu vou gozar novamente só de te olhar. - sentei em seu colo novamente e ele apertou meus seios, e depois levou-os na boca um após o outro, grunhi, ele tinha a boca de um verdadeiro deus.
- Eu quero você dentro de mim.
- Será que você está pronta pra mim?
- Sim. - me esfreguei em cima de seu pau. - Eu nunca estive tão pronta.
- Será? Acho que eu devia ver primeiro e depois te falar.
- Eu quero você dentro de mim. - sussurrei - Não aguento mais um minuto de espera.
- Não? - mordiscou o bico do meu peito e grunhi inclinando a cabeça para trás. - Mas porque você está me falando se é você que está no comando - mordeu meu lábio - Não foi isso que você me disse?
- Mas eu não quero estar no comando agora.. - passei os dentes em seu pescoço. - Eu quero que você me pegue e me foda da maneira que quiser.
- Humm, será que posso? - me encarou com seus lindos olhos escuros, pegou-me no colo e me deitou no sofá, rasgou minha calcinha, me deixando totalmente sem reação e ainda mais louca de tesão. Abriu minhas pernas o quanto pode, passou o dedo na minha entrada. - Você está encharcada. - sorri, e ele deslizou dentro de mim, me fazendo gemer alto, ele não começou a estocar até chegar no fundo.
- Luan.
- Oi - respondeu enquanto chupava meus seios
- Não para. - sussurrei

Acordei sentindo dores no corpo em que nem sabia que existia, e na cama. Nem lembrava que horas viemos pra cama. Estavamos emaranhados um no outro, minha cabeça estava em seu peito. Olhei para ele e o vi acordado.

- Bom dia. - sussurrou com sua voz rouca de pós sono.
- Bom dia. - me virei em cima dele, passando as pontas dos dedos em sua barba feita. - Você não dormiu?
- Acordei tem um tempo, gosto de te ver dormir. - deitei novamente em seu peito.
- Vamos fazer o que agora?
- Você tem um plano em mente?
- Hum, nenhum e você?
- Não sei, fizemos uma coisa muito boa na noite passada, talvez possamos repetir. - ele arqueou a sobrancelha e eu ri - Você está dolorida?
- Sim, mas nada que me impeça de repetir o que fizemos na noite passada.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Capítulo oitenta e um

- Uhh, bom.. Sim! - sorri.
- Eu vou fazer então.
- Então faz. - permaneci sorrindo.

Ele se inclinou até minha boca, me olhou nos olhos, colocou uma mexa do meu cabelo atras da orelha, passou os dedos em meus lábios e levou os seus até os meus. Selou demoradamente, lambeu meus lábios e mordiscou lentamente. Abri-os para respirar e ele aproveitou a deixa para deslizar sua língua quente e macia na minha. Fechei os olhos e ele me beijou suave e com paixão. Ele subiu com cuidado em cima de mim e nos beijamos até perder o fôlego, sua boca desceu, destribuindo beijos em meu queixo, pescoço e ombros. Saía baixos grunhidos de sua boca, me deixando um pouco acesa.


- Luan.
- Você quer que eu pare? - falou entre os beijos.
- Óh não. Não pare. - suas mãos apertaram meus seios. Então ele parou, levando o rosto novamente, mordiscando minha orelha.
- Eu quero esperar você melhorar 100% mas você me deixa louco, e eu estou morrendo de vontade de você. Vamos nos conter. - saiu de cima de mim, suspirei frustada. Meu corpo já estava quente e pronto. Fechei os olhos, queria bater nele por fazer tudo isso e simplesmente sair de cima. Ele apareceu um tempo depois já estava quase cochilando.

- Dormiu?
- Sim. - ele riu - Você é rídiculo, não vou falar com você hoje mais.
- Porque? O que eu fiz?
- Você sabe?!?!
- Não sei.
- Você sabe.
- Acho que não. - me puxou com cuidado - Mas você pode me falar.
- Agora também não quero nada.
- Não quer o que?
- Você está brincando comigo?
- Eu?
- Você.
- Não, porque estaria. - lambeu a pele do meu pescoço.
- Você vai atiçar de novo e sair de cima.
- Não vou. Porque vamos dormir. Quando você estiver realmente bem, você vai reclamar porque eu não vou querer parar tão cedo, quem dirá sair de cima. - suspirei
- Porque você acha que não estou boa?
- Você está com uma perna quebrada e um braço, e você nem se lembra de mim.
- Ai, você vai trazer esse assunto logo agora, luan?
- Hum, não! - me puxou e beijou minha testa - Mas vamos esperar você melhorar, garanto que será melhor, quero você inteira.
- Tudo bem.
- Ah, não vai ficar de biquinho, vai?
- Hum, não.

Vimos um filme, e conversamos sobre bastante coisa até ele pegar no sono e me deixando sozinha, lembrarei ele disso na manhã seguinte. No ínicio da manhã ouvi o choro do Breno e acordei assustada. Luan ia levantar, mas o impedi e fui até o quartinho dele.

- Uhh, oi garotão. - ele riu - Você acha que 5h57 é hora de acordar? - ele ficou me olhando atenta, o peguei no colo. - Está com fome? Eu estou morrendo de sono, você acha que eu sou uma mãe legal? - ele permaneceu me olhando com seus olhos enormes e molhados. - Vamos fazer alguma coisa para encher sua barriguinha? - ele sorriu. - Meu Deus, você estâ nascendo dentinho, abre a boca pra mamãe. - ele não abriu - se você não abrir vou te deixar com fome. - ele gargalhou, e sim estava indicios de dentinho, eu queria gritar, aquela criaturinha que.. bom.. nasceu de mim estava nascendo dentinhos. Subi a escada correndo com ele. - Luan. Luan. Luan.
- Fala, gata.
- Você disse fala gata?
- Oi, Andressa.
- O bre está nascendo dentinhos.
- Tá?
- Sim, está. Mostra pro papai, bre.. Abre a boquinha. - ele riu, luan abriu apenas um olho, permaneci a boquinha dele aberta.
- Nosso filho está crescendo.
- Nosso bebê agora tem começo de dentinhos. - ele riu.
- Posso dormir?
- Pode, vou fazer algo pra ele comer.
- Leite né?
- Não, vou dar bolacha. - revirei os olhos e ele riu esfregando os olhos. - Dorme.
- Estou morrendo de sono. - levantei e cochichei no seu ouvido.
- Você poderia me chamar mais de gata, não sei mas eu gosto. - ele riu com os olhos fechados.
- E se eu falar: minha gata?
- Hum.. eu acho que gosto mais ainda. - sorri.
- Ok, posso dormir agora?
- Pode. - fui saindo do quarto.
- Linda.
- Gata, linda, você está tentando me conquistar?
- Sempre.
- O que você quer?
- Liga o ar por favor.
- Vou ligar.

Liguei o ar e sai do quarto. Fiz a mamadeira do Breno, e logo ele dormiu novamente no meu colo. Minha mãe acordou. Chamei um uber, fomos até a padaria e comprei o café da manhã. Eu não lembrava muita coisa dela, mas a pessoa com quem eu mais tinha lembranças ela dela, parecia até algo sobrenatural. Tomamos o café da manhã juntas, eu não queria que ela fosse eu queria conhecer mais da minha mãe, o que minha cabeça não conseguia lembrar, ela é uma pessoa incrível isso ninguém pode negar. Nos despedimos quando ela foi embora. Eu disse que ligaria por vídeo ou ligação, quero ela perto mesmo longe. Breno estava ainda dormindo no carrinho. O tirei de lá e subimls até seu quarto, quando o coloquei no berço ele começou a chorar.

- Tem espinhos nesse berço, é? - ele riu sonolento - Ok, vamos com a mamãe.

Descemos novamente liguei a tv baixinho e deitamos no sofá. Coloquei ele no cantinho, já estava claro e mesmo assim acabei adormecendo. Tive um pesadelo horrível com o Breno, suspirei aliviada quando o vi dormindo aonde coloquei. Levantei com ele no colo e fui para o quarto. Abri a porta e trombei no peito do Luan.
- Já tava indo ver aonde você estava.
- Eu estava fazendo seu filho dormir e acabei dormindo.
- Porque diabos você levantou cedo?
- Como eu disse, seu pequeno filho acordou e sua sogra foi embora.
- Joana foi embora? Você nem me acordou para despedir dela.
- Ela te mandou um abraço e disse que quando as coisas acalmar ela volta para ver como está as coisas.
- Eu sou um genro desagradável.
- Ela entende você.
- Certo. Outra pergunta.
- Manda ver.
- Como você está levando o Breno, um braço machucado e a perna também e se equilibrando, isso está interessante e novo pra mim.
- Eu estou me acostumando, não é difícil e nem um bicho de sete cabeças.
- Uau. Sem palavras. - sorri.

Fomos para o quarto e deitamos, cochichamos para não acordar o Breno e acabamos pegando no sono outra vez naquela manhã.


SAUDADES DE VCS COMENTANDO 😔

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Capítulo oitenta

Ficamos em silêncio por um bom tempo. Breno chorou no seu quarto e levantei para ir até ele. Expressar meus sentimentos á ela e não ter nenhuma resposta era como levar um soco no estomago.

- O que foi? - ele me olhou com o rosto molhado das lágrimas e começou a resmungar. Peguei ele no colo e descemos. Fiz  sua mamadeira e fomos pra sala. Mas ele não quis a mamadeira, coloquei-o no cercadinho e deixei.
- Seus pais vem aqui hoje?
- Não sei, acho que sim.
- Estavamos falando sobre sua agenda.
- Vou esperar um pouco e voltar a ativa, até você pelo menos tirar o gesso do braço.
- Entendi. - peguei o controle e mudei os canais.

*9 dias se passaram* Estava tudo estranho. Andressa havia se fechado completamente pra ela, conversava comigo só o preciso, eu não estava entendendo nada, mas tentando compreender.

- Você está se sentindo mal? Não quis sair da cama hoje.
- Estou bem.
- Você quer comer?
- Depois.
- Quando quiser descer.
- Ok.

No inicio da noite ela pediu sua mãe para que ajudasse no banho, assim como fez nas ultimas 9 noites. Legal. Fiquei sentado no sofá até realmente cansar. As vezes a gente vai pro inferno e nem sabemos, acho que estou nele. Pensei que finalmente ia ter paz depois de tudo. Joana apareceu e sentou no final do sofá.

- Está acontecendo alguma coisa?
- Não, não que eu saiba?
- Eu falei ou fiz alguma coisa pra ela? Ela está me evitando, mal me responde.
- Ela disse que não está se sentindo bem.. e segura.
- Ah, oh.
- Pensou em viajar comigo.
- Pensou?
- Sim - ela falou baixo, triste em falar isso
- Que bom - forcei um sorriso - Que ótimo. - levantei - Bom.

Subi para o nosso quarto e fui diretamente pro banho. Demorei bastante, nem sei se teria sono essa noite... Deitei na cama e suspirei fundo.

- Você acharia ruim se eu passasse um tempo com meus pais.
- Eu preciso te responder isso?
- Eu, ham.. está tudo estranho pra mim?
- Ah, tá? Vai então. Pode ir! - levantei da cama
- Luan.
- O que porra? Se você quiser ir pode ir não estou te segurando e nunca farei isso se é sua vontade VAI com a sua mãe, se você quiser morar lá more também. Você ficou estranha comigo DO NADA PRA ME FALAR QUE QUER PASSAR UM DIAS COM SEUS PAIS? Será que você não pensa se quer de tudo que a gente pode ter vivido, das noites que eu passei no hospital, das noites que eu não dormir porque eu queria estar ali com você, mesmo sabendo que talvez você nem estaria mais ali comigo. Está tudo bem se você for! Se é a sua vontade realiza ela. Você quer ajuda com as roupas ou sua mãe faz isso por você? Você quer que eu chame ela? Que eu compre as passagens, que dia vocês vão? Amanhã de manhã? Da tempo.
- Luan...
- EU TO CANSADO PORRA, EM TUDO QUE VOCÊ PENSA, EU FIZ DE TUDO POR VOCÊ, POR NOS PRA VOCÊ ESPERAR UM CERTO MOMENTO E ME PERGUNTAR SE EU ME IMPORTO SE VOCÊ FOSSE PARA A CASA DOS SEUS PAIS. CLARO QUE EU NÃO ME IMPORTO - ri - Claro que não. Porque eu me importaria não é mesmo, se você não se importa comigo porque eu estou me importando com você, realmente a melhor coisa que você vai fazer é ir morar com seus pais. - sai do quarto indo para um de hospedes e dormir lá mesmo, estava esgotado.

Acordei no meio da madrugada por causa do Breno e o levei para o quarto comigo. Ele havia chorado enquanto eu estava falando com a Andressa e a Joana o fez dormir, acredito.

- Dorme filho. - ele ficou me olhando com seus enormes olhinhos.
- Papa papa.
- Dorme. - ele ficou resmungando e fechei os olhos, mas ele não me deixou dormir, levantei e descemos, tive que tirar forças de não sei aonde para brincar com ele, depois fomos pra rede e ele acabou dormindo no meu peito. Fechei a casa em silêncio e subimos, deitamos na cama e por fim dormi. Acordei no outro dia cedo e fui para a casa dos meus pais. Passei a manhã lá, eles conversaram bastante comigo, até a Bruna. Não queria voltar pra casa, estava mentalmente muito nervoso, eu não queria se quer acreditar que ela tinha me feito aquela pergunta. Aproveitei e passei a tarde no dudu, pretendia voltar aos palcos logo. Voltei pra casa já anoitecendo. Estava falando com a Arleyde sobre os shows.
- Pode..
- Você já quer voltar?
- Quero. Hoje fui no dudu e a gente conversou bastante Breno pode ir com a gente ou ficar com meus pais.
- Ela vai mesmo?
- Deve que vai. - caminhei até meu quarto.
- Conversa com ela.
- Conversar o que, lelê? Eu estava fazendo tudo o que eu podia, você mesmo presenciou viu tudo pra ela chegar e me falar isso, tudo bem. Não vou forçar ninguém a ficar.
- Ok, certo. Vou ver tudo e te ligo pra gente conversar novamente.
- Beleza, obrigado lelê.
- Por nada, se cuida.

Encerrei a ligação, deixei o celular de lado, passei as mãos pelo cabelo, massageando minha tempora. Tomei um banho quente e deitei. Odiava ficar dentro de quarto mas aproveitei para dormir um pouco. Acordei sentindo um pezinho em minhas costas e suas mãozinhas brincando com meu cabelo.

- Ei rapazinho - abri os olhos e vi a Andressa sentada na cama ao meu lado me olhando.
- Oie.
- Oi. Quantas horas?
- 23h
- Nossa.
- É. Cansei de te esperar acordar.
- Pra?
- Pra gente conversar, eu acho.
- Pode falar.
- Não me responde com ignorância.
- Você agora está se importando? Viu como que foi os últimos dias? Só que você me tratando como se eu realmente merecesse.
- Eu sei, me desculpa.
- O que você quer conversar?
- Eu não vou.
- Não precisa ficar contra sua vontade também. Logo meus shows vai voltar eu mal vou ficar aqui também. É só isso.
- Luan.
- O que?
- Fala direito comigo.
- Mas eu estou falando, a real é essa, você não precisa de mim aqui, eu estava ficando em casa por causa de você, já que você não se sente bem e segura comigo porque diabos você vai ficar aqui ou comigo?
- Eu não quis falar aquilo.
- Mas você falou, você falou, e depois você fez questão de me perguntar se eu me importaria que você fosse para o outro lado do pais. Você esperava que eu reagisse normal? Obvio né, até porque você não se importa para o que eu sinto, você não se lembra de porra nenhuma, e eu que me viro lambendo minhas feridas. Eu não vou te segurar aqui não, se você quiser ir, va! Você vai estar com seus pais, e segu - ela trouxe os lábios até o meu, me calando, me deixando surpreso e sem reação.
- Para de falar, que saco. Eu vou ficar, aqui e com você, ou onde você estiver. Cale a boca. Você fala demais as vezes.
- Ah é?
- Sim. Meu Jesus amado.
- Não vou parar de falar, ah não ser que você me faça parar novamente. - ela me beijou dessa vez, de verdade. Retribui com muita saudade, como eu senti falta dessa boca macia e quente. Paramos com o Breno puxando o cabelo dela e iniciando um choro.
- Bre, não puxa assim. - falei.
- Breno, larga o cabelo da mamãe. - o sentei na cama e ele nos olhou e começou a rir e bater palminhas. Rimos dele, a cena foi incrivelmente engraçada. - Você quer jantar?
- Eu vou descer.
- Uhum.

                          Andressa narrando

Ele foi para o banho. Decidi que ele não tinha culpa alguma de tudo o que aconteceu, eu daria uma nova chance para a gente. Queria "começar" uma história com ele, já que não consigo lembrar de nada. Eu vou conseguir e ser feliz, algo em mim me diz isso. Brinquei com o Breno até ele finalmente sair do banho, ele vestiu roupa e descemos. Ele me ajudou até o sofá, deixou o Breno comigo e foi pra cozinha pegar a comida. Fiquei mexendo nos canais até ele se sentar ao meu lado, Breno estava mordendo um brinquedinho.

- Sua mãe já está dormindo?
- Sim, ela vai cedo amanhã.
- Ah.
- É.
- Que horas?
- O vôo dela ta para 6h45. Ela já conversou com um Uber.
- Qualquer coisa eu pegava o carro do meu pai.
- Ela já conseguiu o Uber, está tudo bem.
- Ok.
- Estou doida para tirar essa coisa do braço e da perna logo. Não vejo a hora.
- Tem que melhorar. Até que eu melhorei o meu rápido, eu estava com o braço enfaixado.
- Tá muito quente e pinicando. Você machucou o que?
- O braço e tive alguns arranhões.
- O carro deu perca total?
- Sim. Admiro que nós dois estamos vivos. Nosso anjo da guarda é forte.
- Sim. - sorri. - Ele está com quantos meses?
- Indo para o oitavo.
- Ahhh.

Ficamos em silêncio enquanto ele terminava de comer.

- Você vai voltar essa semana já?
- Pra onde?
- Fazer os shows.
- Não sei, se você fosse ia sim. Na outra já ia voltar aos poucos. Mas acho que vou esperar até você tirar esses gessos do braço e da perna.
- Eu posso me virar se..
- Se nada.
- Tá. O médico falou se eu posso voltar a gerar leite?
- Pra mim não falou nada.
- Ai que saco. - ele riu. - Não ri, ele deve ser amamentado até quase os 2 anos por ai. Ele está indo para o oitavo mês, passou quase um mês sem ser amamentado por leite materno.
- Podemos ir no médico ver o que ele pode fazer se você quiser.
- Cade seu celular?
- Lá em cima.
- Ahh.
- O que quer?
- Nada. - sorri, ele arqueou as sobrancelhas

Deixei que ele terminasse de comer e subimos, colocamos o Breno no seu bercinho, junto ao babá eletronico e fomos para o quarto. Peguei minha roupa de dormir e troquei devagar.

- Quer ajuda?
- Já estou terminando.

Deitamos e ele ligou o ar imediatamente

- Porque você está ligando o ar se nem calor está fazendo? - ele começou a rir - Do que você ta rindo?
- Tinhamos essa briga frequentemente.
- Sério?
- Sim. Todo dia. Eu ligava você desligava ou brigava. Mas as vezes você simplesmente fingia que não tinha percebido ou "brigava" so para acabar como sempre acabavamos. - o encarei, não iria perguntar, era óbvio a sua resposta.
- Hum. Isso é.. - pensei em uma palavra - engraçado
- Sim é. Mas pensa pelo lado bom, a gente se enfia em baixo do edredom, você pode me encostar se quiser, e não ficamos nem com frio nem com calor.
- Parece bom. Vamos.

Me encostei bem pertinho dele. As vezes sentia que estava fazendo algo errado. Mas depois me "lembrava" que eramos assim antes do pior acontecer e que não devia me sentir culpada. Estava passando um filme chato na tv, mas estavamos assistindo.. ou não.

- Eu queria tanto fazer uma coisa.
- Faça.
- O que eu quiser? - o encarei pensativa
- Uhh, bom.. Sim! - sorri.
- Eu vou fazer então.
- Então faz. - permaneci sorrindo.

Ele se inclinou até minha boca, me olhou nos olhos, colocou uma mexa do meu cabelo atras da orelha, passou os dedos em meus lábios e levou os seus até os meus. Selou demoradamente, lambeu meus lábios e mordiscou lentamente. Abri-os para respirar e ele aproveitou a deixa para deslizar sua língua quente e macia na minha. Fechei os olhos e ele me beijou suave e com paixão. Ele subiu com cuidado em cima de mim e nos beijamos até perder o fôlego, sua boca desceu, destribuindo beijos em meu queixo, pescoço e ombros. Saía baixos grunhidos de sua boca, me deixando um pouco acesa.

- Luan.
- Você quer que eu pare? - falou entre os beijos.
- Óh não. Não pare. - suas mãos apertaram meus seios. Então ele parou, levando o rosto novamente, mordiscando minha orelha.
- Eu quero esperar você melhorar 100% mas você me deixa louco, e eu estou morrendo de vontade de você.

domingo, 17 de setembro de 2017

Capítulo setenta e nove

Andressa havia recebido alta quatro dias após e já estavamos em casa, ela ficou um pouco travada quando chegamos, a levei para todos os lugares mostrando-a nossa casa, ela estava com uma perna quebrada e um braço. Era tranquilizador estar em casa novamente, e com ela. Deixei ela com todos e fui tomar um banho. Quando desci novamente a encontrei sorrindo, eu me senti vivo novamente. Ficar sem vê-la daquele jeito tinha sido uma das piores partes do meus dias. Sentei ao lado dela.

- Eu queria tomar banho, também. Minha mãe.. pode.. hã.. ou você.
- É com quem você se sentir mais a vontade, eu não ficarei mal por isso. - ela me encarou por longos segundos, olhou para frente e colocou a mão na minha coxa.
- Você me leva?
- Sim.
- Estou fazendo a janta. Se vocês preferir eu levo no quarto, imagino o quão cansados estão.
- Ela vai resolver o que quer.
- Tudo bem. - sorriu.

A peguei no colo e subimos.

- Hum, você é forte, já me levou para todos os lugares da casa, está subindo e descendo escada comigo.
- Aproveita, não faço isso com todo mundo. - ri fazendo- a sorrir comigo. A sentei na poltrona e deixei. Fui até a banheira e deixei enchendo, acredito que seja melhor por causa dos engessados. - O que você quer vestir?
- Qualquer coisa larguinha. - olhei na sua parte do closet, pensei, não escolhi nada, caminhei até ela pegando-a no colo e deixei com que ela escolhesse. - Você gosta disso?
- Qualquer coisa em você fica lindo. - ela sorriu e escolheu um vestido preto, abri suas gavetas de roupas intimas, e ela escolheu apenas uma calcinha preta. - Isso é tudo?
- Sim.

Deixamos na cama e fomos pro banheiro.

- Você vai se cansar de mim. Eu não consigo fazer nada sozinha com esse braço assim, meu Deus.
- Andressa, é mais fácil você se cansar de mim do que eu me cansar de você.
- Me ajuda com o cabelo. - fiz um rabo de cavalo e em seguida um coque.

Desliguei a banheira, ela ficou um pouco estranha quando tirei sua roupa, mas fingi que não percebi nada e a coloquei dentro. Lavei todo o seu corpo, meu Deus, ela é completamente linda.

- O que foi? - ela perguntou
- Nada.
- Parece estar longe. O que está pensando?
- Nada.
- Me conta.
- Não sei se devo?! - ri arqueando as sobrancelhas.
- Deve, me conte.
- A gente já fez tanta coisa nessa banheira. Eu estou pensando isso.
- Você está pensando na gente transando?
- Uh, sim - gargalhei. - Você é linda, tem um corpo lindo, eu sou um homem louco por você, e bem.. vamos parar? - ri, não a olhei, mas senti seus olhos fazerem furos em meu rosto.
- Eu devo ter emagrecido, ainda estou bonita pra você?
- Eu preciso responder? Você seria bonita de qualquer forma, você continua linda, mesmo com uns quilinhos a menos. Eu te acharia linda mesmo com quilinhos a mais. Pra mim isso é o que menos importa. - ela não disse nada

Ajudei ela com a roupa e a deixei na cama enquanto desci para buscar janta para ela.

- Já está pronto, você veio buscar?
- Sim, vocês já comeram.
- Estavamos esperando vocês.
- Eu vou levar comida pra ela, tomar um banho e desmaiar, vocês se importam? Depois de semanas finalmente vou ter uma noite boa de sono, nem acredito. - eles riram.
- Você merece, qualquer coisa nos chame. Já fiz a mamadeira dele e ja dei.
- Vou dar um banho nele pra gente dormir. Bora garotão? - ele riu pra mim, peguei ele no colo e o prato no outro braço. - Vocês ficam a vontade né? Sabem que a casa é de vocês, qualquer coisa podem me chamar.
- Sim, estamos bem.
- Então ok, boa noite.
- Boa noite.

Dei o prato á ela.

- Você consegue?
- Hum, sim.
- Vou tomar banho e dar banho nele. - ela assentiu. - Está bem aí?
- Você pode me dar mais um travesseiro. - coloquei o meu em suas costas
- Assim?
- Sim, obrigada. - Tirei sua roupinha.
- Vai ficar bem?
- Vou.
- Já já estamos de volta.
- Sim.

Tomei banho junto com o Breno, já tinha virado craque nisso de tanto fazer isso nos últimos dias. Ele amava água, tanto que já fez infinitas birras para não sair dela. Enrolei a toalha na cintura e saímos. Ela estava quietinha assistindo tevê. Estendi uma toalha do Breno na cama e o sequei com outra, ele não parava de rir pra mim e morder um dos pézinhos quando eu dava um tempinho, fui buscar sua fralda e coloquei nele. O deixei ao lado da Andressa enquanto fui vestir roupa. Quando voltei ele já estava no colo dela apoiado no seu braço bom, quase dormindo.

- Imagino a falta que ele sentiu desses momentos. - ela o olhou, deitei na cama e suspirei fundo. Só deitando de verdade na cama vemos o quanto estamos cansado, e eu já estava esgotado. Tirei seus travesseiros e a ajudei deitar. Breno deitou quietinho no peito dela e ficou, a mãozinha agarrada na camiseta da Andressa.
- Pode apagar a luz.

Desliguei a luz e ficou apenas o clarão da tv. Acabei dormindo o mais rápido que imaginei. Acordei no meio da noite ouvindo um baixo gemido, era dela.

- Ei, o que foi?
- Minha cabeça doi muito.
 - Porque não me chamou. Vou pegar seu remédio.

(...) Ela dormiu depois de relaxar, deixei o breno no cantinho e a puxei para o meu peito. Acaricei seus cabelos até também pegar no sono. Acordei e a cama estava vazia. Tentei imaginar como ela desceu. Fui pro banheiro fazer as higienes matinais aproveitei e tomei um banho. Desci e a encontrei sentada no sofá com o Breno em seu colo dormindo. Sua mãe estava na cozinha lavando a louça, seu pai eu não fazia ideia.

- Oi.
- Ahh, que susto - ela riu - Oie.
- Comeu?
- Sim. Vai comer também. Minha mãe fez bolo, café, tem roscas, pão de queijo, suco.
- Humm, vou mesmo. - passei os dedos no rosto do Breno e fui. - Bom dia, sogra.
- Bom dia, querido.
- Cadê o carlos?
- Foi cedinho embora. O trabalho o chamou urgentemente. E como a Andressa está melhor falei que ele podia ir, bom que fica com os meninos também. Logo que eu ver que está tudo bem mesmo vou também.
- Sabe que pode ficar o quanto quiser, né? - enchi minha xícara de café.
- Sei, mas preciso ir também. Vou cuidar dela e depois vou.

Conversamos até eu terminar meu café e depois fomos pra sala. A tarde muitas pessoas veio visita-la. Ela estava bastante animada, mas não conseguia se lembrar de ninguém. A noite conversei com ela sobre coisas que gostavamos, mostrei alguns vídeos, o médico disse que isso poderia ajudar, mas que não era certeza, que talvez ela nunca se lembraria, mas eu não iria desistir, mas mesmo que ela não se lembrasse fazeriamos lembranças novas e especiais. 3 dias após sua mãe saiu logo após o almoço ficamos na sala assistindo tevê.

- Você não tinha uma agenda pra cumprir antes de tudo acontecer?
- Sim.
- Você não vai...
- Você está me despachando?
- Ham? - arregalou os olhos - Claro que não, não foi isso o que eu quis dizer.. Eu..
- Eu entendi, estava so brincando. - ela me deu um cutucão forte me fazendo rir
- Você é muito bobo.
- Eu senti muito sua falta, parece que agora estou vivendo em uma coisa que inventei na minha cabeça, eu passei os piores dias da minha vida, os ultimos já colocando na minha cabeça que você estava morta, tentando me conformar, minha última esperança foi o Breno. Mas eu já estava tão no meu limite, que meu Deus. Eu olho pra você agora e quero estar cada segundo com você, te abraçar, te beijar, fazer tudo com você, cuidar de você como se não houvesse o amanhã, afinal a gente nunca sabe se o amanhã realmente vem. Essa noite eu perdi o sono porque eu comecei a pensar demais, no que eu faria sem você, de como eu cuidaria do Breno sem você e eu não tive uma resposta. Parece que eu me perco sem você, eu não estava acreditando que Deus faria aquilo comigo, na minha cabeça iriamos viver juntos até morrermos velhinhos, com filhos, netos, casa cheia. Desde que foi você, é você e será até que eu parta dessa para melhor.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Capítulo setenta e oito

Já era a noite quando o médico veio nos avisar que ela havia acordado, eu vibrei tanto, eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, eu já tinha quase perdido toda as minhas esperanças e saber que ela estava de volta, de volta pra mim, que ela tinha acordado.. Era algo inexplicavel. Eles a tiraram da uti levando-a para um quarto. Fui com o Breno, ela estava de olhos fechados quando entramos. Fui devagar até o lado da maca.

- Oi - sussurrei, ela assustou e abriu seus lindos olhos cor de jabuticaba. Ela me olhou confusa - Eu sou o Luan. Esse é o Breno.
- Oi. - sua voz era baixa
- Mama - breno falou
- Ele...
- É o Breno, seu filho.
- Meu, meu filho?
- Sim.
- Óh. - deitei ele com cuidado em cima dele - Ele parece você.
- Sim.
- Eramos..?
- Namorados, juntados.
- Hum. - ela me olhou sem nenhuma expressão. - O que me aconteceu?
- Sofremos um grave acidente, mas infelizmente você foi a mais prejudicada.
- Entendi. - ela olhou o Breno que estava a olhando quietinho. - Ele é lindo.
- É.
- Me desculpa.. eu não consigo lembrar.
- Está tudo bem. Você está viva. Isso me deixa feliz. - ela não disse nada. - Seus pais querem te ver. Vou deixa-los entrar.
- Sim. Ele.. pode ficar?
- Claro que pode.

Sai do quarto indo até onde seus pais estavam. Sarah havia chegado com o Igor, meus pais também.
- Vão lá gente. - falei sorrindo. Sentei ao lado da minha mãe
- Como ela está?
- Bem.
- Que bom filho..
- É..
- Ei, o que foi?
- Nada.
- Luan.
- Ela não se lembra de mim - desviei o olhar novamente - Eu posso estar sendo um pouco egoísta com tudo isso, mas doí em mim saber que ela não se lembra de nada do que vivemos.
- Você vai conquistando ela aos poucos novamente, filho. Você pode ir fazendo ela se lembrar, você pode conseguir que ela recupere a memória, eu já ouvi falar muito disso. Isso pode acontecer com vocês. E mesmo que isso não aconteça é uma nova história que vocês irão começar, ou melhor recomeçar.
- E se eu não conseguir conquista-la novamente.
- Eu não tenho dúvidas da sua capacidade, meu amor. E é impossível não ser conquistada por você, até quem não convive é apaixnada por você, imagine ela que viverá com você, que receberá amor o dia todo, que verá o quanto você é uma pessoa maravilhosa e querida. Eu não tenho dúvidas disso. Não deixe o medo colocar uma ponte em sua cabeça em que você não consegue passar. Você é capaz de conseguir o que bem quiser, basta querer. - Suspirei fundo.
- Obrigado mãe. - ela me deu um beijo na bochecha
- Não se desespere. E o melhor de tudo, vocês tem um amor no meio de tudo, o Bre. Isso ajudará ainda mais.

Todo mundo veio vê-la. Ela reconheceu bem pouco os pais, e o Breno mexeu bastante com ela. Andressa o queria o tempo todo com ela. Seus pais deixaram que eu fosse seu acompanhante, eu não sabia agora que dia que ela iria receber alta. Sentei do seu lado, ela me olhou.

- Me conta sobre você.
- O que você quer saber?
- O que você faz?
- Eu canto.
- Sério? - assenti sorrindo - canta uma música.
- Qualquer uma?
- Uma que eu gostava muito. - fiquei pensativo e logo lembrei de uma que ela gostava muito e comecei
- É impressão minha ou o sol brilhou mais forte quando olhou pra mim, o brilho desceu das estrelas e no meu olhar ficou até o fim.. É impressão minha ou metade do meu peito mora em você, se o mal chegar entro na frente pra te proteger eu te amarei por 1001 motivos vou perguntar baixinho ao pé do ouvido.. Promete que vai ser só minha que vai me entender num olhar, promete que vai visitar os meus sonhos de noite a luz do luar. Promete ler meus pensamentos decifrar o meu coração, por que só assim vai saber que minha vida inteira está em suas mãos... Em suas mãos... - sorri
- Óh, você tem a voz linda. Eu gostei dessa, como chama?
- Promete. - ela me olhou com os olhos enormes, suaves.
- Como nos conhecemos?
- A sarah aquela garota que entrou aqui mais cedo é sua melhor amiga, ela te levou para a casa do ex namorado dela, que é um cantor, e eu sou amigo dele e estava lá.. Eu te levei pra casa no dia e bom, pedi seu número.
- Eu dei?
- Deu - ri - Mas não foi lá algo tão fácil, você tinha acabado de terminar um namoro por um cara que você gostava muito. Mas ele não era o cara certo pra você.
- Hum.. - ela olhou para o Breno que dormia em cima dela.
- Se ele estiver pesado, eu o coloco no carrinho.
- Eu quero ele aqui.
- Ele aprendeu a falar "mama" com você aqui já. Ele praticamente ficava o dia inteiro falando mama mama. - ela levou o braço bom até seus cabelinhos e acariciou
- Você não se importa de eu não lembrar nada?
- Eu me importaria se você tivesse morrido, além de perder a mulher da mimha vida iria viver com a culpa de que matei você. Aliais, eu estava dirigindo o carro. - ela não disse nada, nem me olhou. Ficamos em silêncio por um breve momento
- Ele parece muito você.
- Todo mundo fala. - falei baixo.
- Ele devia parecer pelo menos alguma coisa comigo, você não acha?
- Você está dizendo isso caso eu..
- Eu só estou tentando brincar.
- Ah.. sim.. certo.
- Me mostra fotos nossa?
- Você ainda não consegue acreditar que eu era seu namorado antes do acidente?
- Eu só quero ver uma foto. Eu.. acredito em você. - fiquei a olhando, então peguei meu celular, coloquei no album que tinha várias fotos nossa. Ela olhou uma por uma, parando por alguns segundos. - Que linda essa.
- Foi na nossa casa.
- Nossa?
- Moramos juntos.
- Ah. Eu você e ele?
- Sim.
- Entendi. - voltou a ver as fotos, e começou a ter um monte apenas dela, sozinha, sorrindo, fazendo careta, descabelada, acordando, brincando com o Breno, cozinhando, distraída. - Eu já tinha visto essas fotos antes?
- Não.
- Você é um fotográfo bom.
- Eu via essas fotos quando estava longe, uma forma de tentar matar a saudade.
- Longe?
- Eu fico alguns dias da semana fora de casa por causa de shows.
- Você é um cantor bastante conhecido - assenti dizendo
- Acho que sim
- Você tem várias fãs loucamente apaixonadas?
- Acho que sim, também.
- Isso parece legal.
- É bastante.
- Eu namoro um cantor muito conhecido?
- Se você quiser me namorar ainda, a resposta é?
- Entendi. Eu lidava bem com isso?
- Sim.
- Entendi. - voltou a olhar as fotos. - Essas daqui é?
- Você fez um ensaio um tempo atrás.
- Entendi. - a olhei. - O que eu fazia da vida?
- Como assim?
- Eu trabalhava?
- Depois que você engravidou saiu, foi um pouco complicada a gravidez também, estavamos separados um tempo. Porque haviamos brigados.. você escondeu até um certo ponto, depois voltamos aos poucos..
- Hum. - me entregou meu celular. - Acho que vou dormir um pouco, minha cabeça doi e estou cansada.
- Certo.

As enfermeiras apareceu no meio da madrugada, ela estava quietinha, não consegui dormi, fiquei sentado olhando a televisão, minha cabeça estava longe.
- Você não está com sono? - assustei, jurava que ela estava dormindo, mas seus olhos estavam em mim.
- Não estou.
- Você pode deitar aqui se quiser.
- Está tudo bem, não consigo dormir.
- Posso pegar na sua mão?
- Pode - levei até a dela, que ficou mexendo da palma da minha mão até pegar no sono. Coloquei o Breno no carrinho com cuidado para não acordar, eu não sei se era a tranquilidade de estar com a Andressa, mas ele estava dormindo tanto.

Levei os dedos até suas bochechas e acariciei devagar, ela havia emagrecido, seu rosto estava mais fino, mas ela continuava linda.

- Dorme. - sussurrou.
- Você vai me assustar toda hora? - ela sorriu a primeira vez ali
- Assustei também.
- Me desculpa
- Não pare. Você tem as mãos bem macias.
- Você acha?
- Acho. Você devia dormir, eu estou com sono.
- Daqui a pouco vou.
- Certo.

Na manhã seguinte ela acordou gritando de dor na cabeça, as enfermeiras logo apareceram e aplicou um remédio em sua veia. O médico adentrou o quarto

- Fique tranquilo, isso irá acontecer por alguns dias ainda, por conta da cirurgia, mas depois passará.
- Certo.
- Leve o garota para passear.

Breno estava berrando tão assustado como eu. Dei uma volta com ele pelos corredores e voltei, ela ainda dormia. Seus pais veio vê-la novamentes, suas amiga do trabalho, a bruna, sarah e igor, claudia.. Aproveitei para ir em casa tomar um banho e dar um banho no Breno. Quando voltamos so estava seus pais e a Sarah.


- Ela está bem?
- Está dormindo - Joana falou sorrindo - A cabeça voltou a doer, e eles deram um remédio a ela que deixou bastante sonolenta.
- Entendi.
- Ele está dormindo?
- Dormiu no caminho. Acho que agora ele finalmente vai voltar a dormir normal.
- Graças a Deus né. - falou Joana
- Sim.
- É tão estranho ela não nos conhecer pois ela fica estranha, receosa. - sarah falou triste.
- É estranho, mas aos poucos acredito que ela pegue intimidade com a gente. - Joana
- Sim, eu acho que vou passar alguns dias com vocês quando ela for pra casa, pode Luan?
- A vontade.
- Êeehhh.

Na madrugada, estava brincando com o Breno que estava acordado. Ela estava dormindo ao nosso lado.


- Como nós vamos fazer para reconquistar sua mãe? Você já pensou numa ídeia, tem que ser uma ídeia muito inteligente. - ele riu batendo as palminhas - Nós pode dar muitas flores para ela, com um bilhete: somos os homens da sua vida, o que você acha? Você tem alguma ídeia melhor? - ouvi a risada dela. - A você está acordada.
- Acordei com ele.
- Você gostou da nossa ídeia mamãe? - imitei uma voz de criança, ri junto com ela
- Gostei.
- Então eu e meu papai vai providenciar.
- Ok. - ela sorriu.
- Está melhor?
- Sim, o remédio é muito forte.
- Imagino.
- Eu gostei dos seus pais.. Acho que já estou encantada com minha.. hã.. sogra?
- Sim, sua sogra.
- Ela e muito doce, seu pai é sua cara e muito doce também, eles me contaram como você ficou, estou um pouco mexida..
- Você está?
- Acho que sim.

domingo, 10 de setembro de 2017

Capítulo setenta e sete

3 semanas vivendo nesse hospital, o desânimo chegou e se instou, mal dormi, comi, minha vida está como jamais imaginei passar. Um verdadeiro câos. Já havia entregado nas mãos de Deus. Eu não sabia mais o que fazer, o que pensar, como agir. Parecia estar tudo parado para mim.

- Você devia ir para casa, filho!
- Estou bem.
- Você não dorme bem faz semanas, Luan.
- Mãe, minha casa não tem graça sem ela, o cheiro dela ainda está no nosso lençol, está em todo lugar da nossa casa. Ir lá doi mais que um chute no estômago. Eu não consigo deitar e dormir sabendo que a Andressa, está o que? hã? morta? É assustador falar isso, mas me sinto a beira do abismo, mãe.
- Não fala isso.
- Eu não falo porque quero, eu estou sem reação, sem forças, eu não faço ídeia de como estou e o pior de tudo.. Eu não faço ideia de como ela está.
- Você não acha que devia desligar os aparelhos?
- Joana não quer. Vimos aquele dia que pedi o tanto de coisa que ela disse.
- Ela está com medo.
- Quem não está mãe? Eu mal consigo dormir, eu tenho medo de acontecer alguma coisa, o dia que dormi, eles tiveram que reanima-la 5 vezes.. - ela apenas me abraçou.

Breno estava dormindo no carrinho, ele por força da natureza aprendeu a falar mama e falava quase todo momento que estava acordado, ele mal estava ficando comigo, alguém sempre o pegava para leva-lo para sair, diverti-lo e foi a melhor coisa. Eu queria leva-lo para ver a Andressa para que ela ouvisse mas não permitiram a entrada dele, mas ainda estou tentando, não vou desistir, estou com um pressentimento bom sobre isso. Horas mais tarde, já havia escurecido, Breno estava cada dia mais a minha cara. Joana sentou ao meu lado, nossos ultimos dias juntos estava difícil, eu queria desligar os aparelhos, ela queria que deixasse eles lá, eu não podia falar nada que eu estava querendo matar a filha dela, ela me jogou a culpa de que eu a coloquei nessa situação, falou que eu que devia estar no lugar dela e coisas piores.

- Oi. - ela disse baixo.
- Oi.
- Você pode falar para desligar os aparelhos. Eu acho que.. não faz mais sentido deixa-los ligados. - ela olhou para baixo - E queria te pedir desculpas... Falei coisas que não devia, coisas na frente da sua família, o que estou passando não desejo pra ninguém muito menos para eles. Estou cansada, não durmo uma noite desde que tudo aconteceu, meu humor está horroroso, eu só peço que me perdoe se puder. Eu falei da boca pra fora, nunca falaria aquilo á você, sei o quanto a ama, o quanto também está sofrendo..
- Tudo bem Joana, eu entendo.
- Pedi de coração.
- Eu perdôo, todos nos estamos passando por um momento delicado. E como eu disse a senhora tantas vezes, eu jamais colocaria a vida da Andressa em risco, se eu pudesse estaria no lugar dela sem pensar duas vezes.
- Eu sei.

O Breno começou a levar os bracinhos até ela que o pegou. Ele sempre foi muito afetivo com os avos.

- Vou falar com o médico. - a olhei, ela permaneceu quieta, sua respiração começou a subir. - A gente pode esperar mais, Joana.
- Eu não quero. Eu estou com medo dela.. não estar mais com a gente, mas manter ligado.. se ela não estiver mais entre a gente, eu.. óh meu Deus, isso doí.
- Eu mentiria pra senhora se falasse que estou preparado.
- Eu não estou nada, conversei muito com o Carlos, ele está desvastado.
- Eu to com medo - falei baixo. - A gente tinja uma vida inteira pela frente, planos, um filho.. - forcei um sorriso - Parece pesadelo, daqueles que a gente tenta acordar e não consegue. - limpei a lágrima que escorreu

Permanecemos em silêncio por longos minutos. O médico veio até a gente, conversou, e não consegui falar o que precisava. Não estava pronto, eu estava com medo.

- Você não quis falar?
- Eu não consigui! Realmente não estou preparado como achei que poderia estar.
- É difícil..

Já era madrugada, Breno não dormiu em momento algum, não queria outro colo, não quis ir com os meus pais pra casa. Os olhinhos dele estava quase fechando mas ele se recusava a dormir. Fui pra casa com ele, precisava de um banho, aproveitei e dei um banho nele também, que ficou 10 vezes mais acordado agora. Voltamos pro hospital. No ínicio da manhã, os pais da Andressa apareceu.

- Trouxe pra você, e leite quentinho pra ele.
- Obrigada sogra, mas to sem fome.
- Você tem que comer, mal come o dia todo. Saco vazio não para em pé. Come, está gostoso. Você precisa.
-A senhora não está fazendo isso porque está com a conciencia pesada, né? Sabe que está tudo bem.
- Não estou, é só que você precisa comer.
- Certo, vou comer.
- Oi vovó, que carinha de sono é essa.
- Ele não dormiu ainda, não sei porque.

Ela o pegou enquanto eu comi os pães de queijo e bebi café. Saiu com ele, conversei com o Carlos enquanto isso. Eles voltaram um tempo depois e o Breno ainda estava acordado. O peguei e fui dar uma volta com ele no hospital, nas partes vazia. Acabei encontrando o médico, e o implorei que me deixasse entrar na UTI com o Breno, ele não deixou de primeira, mas acho que o acabei vencendo pelo cansaço. Ele disse 2 minutos, e o agradeci. O seguimos até a UTI, e entramos. Era a primeira vez que eu a tocaria desde o acidente, fiquei totalmente travado ao vê-la. Ela estava tão.. quieta. Me senti doente olhando a desse jeito.

- Filho, a mamãe. - ele me olhou sem entender. - A sua mamãe. - os olhinhos dele se abriram mais, como se estivesse me entendendo.
- Mama?
- É filho, lembra quando você ficava fazendo carinho no rostinho dela? - ele me olhou pensativo, o abaixei devagarzinho e ele fez, meus olhos se encheram d'água.
- Mama, papa, mama.. mama - seus dedinhos passavam por todo o rosto dela. - mama. - E foi aí que ele começou a chorar. E os aparelhos começaram a apitar. Os médicos nos tiraram rapidamente.
- O que aconteceu?
- Por favor, pesso que volte para onde estava.
- O que..
- Luan!

(...) Ele apareceu um bom tempo depois, onde estavamos. Levantei rápido.
- O que aconteceu lá? Ela..
- Ela reagiu, acredito que seja a visita. Uma lágrimas estava escorrendo de seu olho. Se continuar como está ela poderá acordar a qualquer momento.
- Meu Deus. Ela ouviu o Breno. - nos abraçamos. - Ela pode acordar mesmo? Meu Deus. - suspirei.
- Mas tenho uma noticia ruim.
- Ah, qual?
- Talvez ela não se lembre de tudo, pode ser que ela não se lembre de você, dos pais, apenas do filho, ou nem dele, talvez de ninguém, ou de todos. As cirurgias foram bastante delicadas.
- Está tudo bem, eu só quero que ela fique bem. Que ele acorde, eu posso passar a minha vida inteira reconquistando-a. Só quero ela viva. Meu Deus, ela tem que acordar logo, nossa. Parecendo que agora, puta que pariu, eu já estava sem esperanças.. nossa. - abracei o médico pelo impulso - Obrigado.



oieeeeee gente, voltei. Espero que vocês tenham sido pacientes. E que não tenha me abandonado. Quem ainda estiver acompanhando espero que continuem gostando, beijossss. Tô de voltaaaa ❤

domingo, 20 de agosto de 2017

esclarecimento.

Eu vim esclarecer meu sumiço, comecei a faculdade e está tudo novo pra mim, ainda não me adaptei com tudo isso, já tem vários trabalhos, tenho que estudar e tals. Peço desculpas por fazer vocês esperarem, mas logo estarei de volta, não estou abandonando aqui, qualquer dia volto com um capitulo novo ou até mais, eu só preciso me adaptar direitinho e tudo volta a normal. Espero que vocês compreendem. E mil desculpas novamente.

Beijos. ❤

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Capítulo setenta e seis

Décimo dia após o acidente.
Breno estava chorando sem parar. Não queria ir com ninguém, apenas comigo. Estava um pouco difícil por conta do meu braço engessado. Sai um pouco com ele indo para um lugar mais afastado.

- Parente da Andressa sanchez?
- Nós.
- Precisamos informar que ela teve 3 paradas cardiacas..

Fechei os olhos e encostei na parede. Não poderia ser. Meu coração apertou instantanemante.

- Conseguimos fazer com que ela reagisse.
- Ela... ela está em coma então?
- Sim. Não sei se ela aguentará outras paradas, estamos avisando antecipadamente.
- Não á nada o que possamos fazer?
- Não, senhora.

Não escutei mais o que eles conversaram. Fiquei olhando para o Breno que me encarava de volta com aqueles enormes olhos pretos. Ele sorriu para mim trazendo um sorriso verdadeiro em minha boca.

- Como vamos fazer em, carinha. - ele me olhou atento em cada palavra - Precisamos tanto da sua mãe, ela não pode simplesmente nos deixar e pronto. E a gente fica como?! O papai quer casar, terminar de montar nossa família e sua mãe querendo ficar longe da gente. A gente precisa fazer alguma coisa para acorda-la. Vamos chegar la e falar: acorda, já dormiu demais. - ele riu - Ela vai voltar pra nós, filho. Deus não faria isso com a gente, a minha fé é maior do que o meu medo e minha insegurança.
- Papa, papa


Décimo quarto dia após o acidente.
- Você não acha que deve ir para casa, deitar um pouco, dormir. Você está irreconhecível.
- Que bom.
- Pi, eu odeio te ver assim. Você é a pessoa mais animada que conheço, está doendo tanto em mim te ver assim.
- Queria que minha dor fosse um pouco parecida com a sua. - sorri amarelo e ela me abraçou de lado
- Sonhei com ela.
- Sério? O que sonhou
- Ela estava sorridente, como sempre e correndo atrás do Breno que estava gritando pela nossa casa - ela riu - Eu lembro até que falei: deixa ele, cunha. Ela levantou os braços tipo se rendendo e se virou, e o Breno caiu e começou a chorar, foi engraçado, ela ainda riu e falou: eu sabia que isso ia acontecer. - não disse nada, apenas fechei os olhos montando aquela cena na minha cabeça. - Seus fãs estão enlouquecidos com seu sumiço.
- Acho que vou entrar hoje pra fazer alguma coisa, sei la, talvez mandar todo mundo se foder. - brinquei
- Todos estranhariam. - ela riu. - você devia sorrir mais.
- Eu queria Bruna, sou um cara muito pra cima, mas estou quebrado em todos os aspectos. Eu queria deitar na minha cama e dormir mas eu sinto que fazendo isso estou abandonando ela. As vezes me da vontade de entrar naquela sala e fazer ela acordar a força porque estou no meu limite, mas eu lembro que eu aguento mais e que ela não vai simplesmente me deixar, se livrar de mim não é fácil assim. - ela riu
- Ela sabe que não.

A tarde, resolvi pegar meu celular, e entrei no instagram. Procurei uma foto minha e da Andressa e comecei a escrever, apaguei, escrevi novamente e apaguei. Decidi tentar outra vez.


@luansantana Não sei como começar esse texto, não sei nem se devia estar fazendo, mas eu precisava.. desabafar talvez. As coisas andam tão difíceis que me pergunto como ainda estou de pé, mas olho cada foto minha e da Andressa, que tiramos ao redor desse um ano juntos (meio separados kk só meio) começo a relembrar de cada momento, de chegar em casa e te encontrar tão feliz ao me ver, lembro daquele dia especial na casa do bruno, que me olhou timidamente quando saí do banheiro, existe coisas que a gente nunca esquece, e naquele olhar eu percebi que estava ferrado, percebi que você tinha me arruinado para outras mulheres, com apenas um doce olhar, lembro daquele dia triste que brigamos feio e você me olhou novamente com aquele olhar, mas estava triste, lembro do dia que fui em sua casa e descobri da gravidez do Bre, lembro do quanto o meu coração bateu forte quando você disse que estava esperando um filho meu, eu queria sair gritando na rua contando isso para o mundo inteiro. Lembro do dia que descobrimos que era menino, e ficamos um tempo escolhendo os nomes mas nossos gostos nunca batiam, e quando falei "Breno" você disse "???" e eu falei que seria o nome do nosso filho, e você ficou mandando "breno?" "breno" como se estivesse testando esse nome e depois simplesmente aceitou, lembro do dia que ele quase nos matou de felicidade porque mexeu na sua barriga e porra, foi na maldita hora que eu falei alguna coisa. Lembro de tudo, tudo, daquele dia que fingi esquecer seu aniversário mas aquilo era o começo da minha surpresa e o quanto ficou feliz depois de tudo. Eu lembro de cada detalhe, do fracasso que foi o nosso primeiro jantar do quanto você me irritou (vc conseguiu) mas eu não conseguia parar de pensar em você. Lembro do dia que disse que me amava pela primeira vez e o quão suas bochechas ficaram rosadas em assumir isso. Lembro de tudo, dos momentos triste mas que superamos, dos momentos felizes... lembro de cada detalhe, das ligaçoes na madrugada, das suas marrinhas que me deixa louco, da sua voz, do seu carinho, do seu amor, de você. E hoje eu vejo o quanto a vida é um sopro, o quanto ela pode nos surpreender do dia pra noite. Te ver deitada naquela cama, sem falar comigo está me quebrando dia após dias, esse não é o futuro que eu queria ter com você. O meu futuro é casar, aumentar nossa família, o meu futuro é você, é ser feliz ao seu lado, e te fazer sorrir é fechar os olhos para dormir sabendo que quando acordar você estará ao meu lado. Eu não me vejo em um futuro que você não está nele. Um dia estavamos conversando e falei, quando estivermos velhos e com os cabelos grisalhos, vou olhar para você deitada ao meu lado e vou olhar em seus olhos e saber que nunca houve mais ninguém além de você. E essa vai ser a grande alegria da minha vida. Eu te amo infinitamente, Andressa. Eu não vou desistir da gente, nunca. Sempre será você. Não desista você também. Eu sou capaz de te dar o mundo só não não me deixe... ❤😭 @andressa


(Queria pedir a vocês que rezasse por ela, isso é tudo! Orações são sempre bem-vindas)

Luan.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Capítulo setenta e cinco

O dia seguinte estava ainda mais doloroso, eu queria estar perto dela mas não podia. Recebi alta mas permaneci no hospital. Fui para minha casa para tomar banho e pegar algumas coisas. Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e assim ela ficava o dia inteiro. Eu não queria conversar com ninguém queria entrar numa bolha e ficar ali sem ouvir nada.

- Filho, estou falando com você. - virei o rosto a olhando.
- Que?
- Você não quer que eu leve ele pra casa?
- Eu preferia, ele nem deveria estar aqui, hospital é sujo, ruim para ele que ainda esta novinho.
- Então eu vou. Eu volto depois.
- Tá.
- Vamos com a vovó. - breno agarrou minha camiseta. - Pra casa. - e começou a chorar quando minha mãe se aproximou mais.
- Nem precisa insistir. - o olhei achandk graça - Deixa ele aqui.
- Ele não devia ficar aqui.
- Eu sei, mas ele vai chorar muito. Pode deixar mãe. Eu cuido dele.
- Ele tem coberta o suficiente no carrinho? Está esfriando muito.
- Eu trouxe. Trouxe as coisinhas dele tudo.
- Certo, qualquer coisa você me liga?
- Sim.
- Ok!

Os dois dias seguintes foi ainda mais triste. As coisas estavam do mesmo jeito, pessoas iam e  vinha, conheci alguns colegas da Andressa que nunca tinha ouvido falar. Bruna estava ao meu lado brincando com o Breno, o que me fez viajar longe.

- O que está pensando? Você está longe.
- Nela, sempre nela. - Ela me deu um sorriso triste.
- É triste ver os pais assim também né?!
- Bastante. Parece que quanto mais tempo passa fica pior, eu sinto como se alguém estivesse com uma faca no meu estômago e mexendo-a sem parar.
- É doloroso. Joana está abatida como nunca vi. Ele estava sempre tão bonita todas as vezes que tive oportunidade de vé-la e hoje ela está um caos. A vida realmente nos mostra que a gente realmente não sabe de nada do futuro, mesmo que a gente faça um futuro em nossa cabeça, acontece tudo completamente do que esperamos..
- Exato. - fechei os olhos.
- Eu estou aqui, para o que precisar. - a olhei sorrindo triste
- Você viu a Sarah?
- Tá la fora com o namorado dela. Ela é outra. As duas são muito amigas, não gosto nem de pensar.
- É.

(...) Uma semana pós acontecimento e nada havia mudado. Tudo estava do mesmo jeito, a dor era a única coisa diferente, está cada vez maior. Estava observando minha sogra dar mamadeira pro Breno, e ele sorrindo pra ele quando ví alguém que não esperava. O idiota do ex namorado da Andressa. Levantei rápido.

- O que você está fazendo aqui?
- E ai mano.
- E ai mano?
- Luan. - minha mãe falou.
- Qualé irmão, vim saber como ela está.
- Eu tenho certeza que você sabe como ele está. Pode se mandar.
- Você é dono do hospital por acaso.
- Não sou dono do hospital, mas sei de tudo o que você já fez pra ela. Do quanto você foi um babaca.
- Não foi eu que abandonei ela gravida e ainds coloquei a vida dela em risco depois, foi? - fui pra cima dele mas o Carlos entrou na frente antes de eu acertar o rosto dele.
- Eduardo, para. Dá pra você respeitar?

Carlos me levou pra fora do hospital, queria voltar lá e socar a cara daquele desgraçado.

- Você está muito nervoso, Luan. Calma!!
- Quem é ele pra falar alguma coisa. Eu não abandonei ela, eu não sabia porra, você ta de provas que quando fiquei sabendo não sai do lado dela mais. Eu vou voltar la e quebrar a cara desse filho da puta.
- Luan. Você está transtornado. - meu pai falou aparecendo com um copo d'água. - Bebe isso.
- Não quero.
- Você quase bateu no garoto, assim você perde toda a razão. Ele só queria saber dela.
- Queria o caralho, o tempo que ela estava bem ele nunca perguntou se ela tava bem, se ela precisava de alguma coisa, não que ela precisasse, mas agora bancar o preocupado.
- Luan..
- Me deixa, pai, me deixa. Não tá facil pra mim caramba, eu to preocupado, MUITO PREOCUPADO. Eu não sei o que fazer, é a minha namorada que está praticamente morta la dentro, eu quem estava dirigindo o carro, eu quem a coloquei ela nesse estado, eu quem propuis viagem. Vocês não sabe como está minha cabeça, o que estou passando, como está doendo. Se acontecer alguma coisa com ela eu nunca mais vou me perdoar. Eu vou viver com isso pelo resto da vida. Eu não durmo tem uma semana, estou cansado. É a mulher da minha vida que está em risco, É A ANDRESSA. Dá pra vocês por favor me dar paz. Não basta o que está acontecendo. Não é crise de ciumes porque ex namorado dela veio aqui, eu to pouco me fudendo pra ele, o problema é ele vim aqui bancar o preocupado amiguinho da Andressa e ainda me desrespeitar. Se eu pudesse mudar o que aconteceu eu mudaria, eu me colocaria no lugar dela sem pensar. O breno fica tentando falar mamãe o tempo todo, é fácil pra mim? É???? Não é.

Fiquei de costa pra eles, não queria mostrar o quanto estava sendo fraco. Mas estava impossível. Meu pai se aproximou me puxou para um abraço.

- Vai ficar tudo bem.
- Não vai pai, já tem uma semana e está tudo do mesmo jeito.
- Vai ficar, cadê aquele garoto que tem uma fé inabalavel, Deus é poderoso filho. - era importante te-lo ali, eu podia chorar sem sentir vergonha, era o meu pai.
- Eu to com medo.
- Deus não dorme nunca, ele viu tudo o que você e ela passou. Ele vai fazer um milagre em nossa vida...
- O breno é tão pequeno pai. Eu quero que ela veja ele dar os primeiro passos junto comigo, assim como ouvimos ele falar a primeira palavra "certa". Eu não quero ter que ouvir um dia ele me perguntar "papai cade minha mãe" não quero ter que um dia explicar o óbvio. Eu não sei se sou forte o suficiente. Quero ela comigo, a gente tem tanta coisa pra viver. Temos um casamento pra planejar, daqui dois anos, um ano, ou até esse ano. Eu não quero mais ninguém, ela é a garota que eu sempre esperei, quando eu finalmente achei acontece isso?
- Deus vai nos surpreender. Não deixe de acreditar nunca.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Capítulo setenta e quatro

O segundo dia após do acidente eles me transferiram para o quarto. Eu estava ao ponto de ficar louco, eu queria ver a Andressa mas não podia. Eu queria olhar com meus próprios olhos que ela estava ali, que ninguém estava me enganando. Minha mãe saiu para outra pessoa entrar e vi a mãe da Andressa, ela é a Andressa com mais idade. Eu nunca a tinha visto daquela forma. Me senti doente. 

- Oi Luan.
- Oi Joana.
- Que bom que você está bem. - ela me abraçou meio sem jeito e começou a chorar.
- Me desculpa, me desculpa.. Eu nunca colocaria a vida dela em risco. Eu me colocaria no lugar dela se fosse possível.
- Eu estou com tanto medo.
- Eu também.
- Se eles desligar os aparelhos e ela estiver morta, eu não vou suportar, não tenho forças o suficiente para enterrar minha filha. - minha garganta secou ouvindo aquilo.
- A Andressa é forte. - tentei aliviar ela e a minha dor. Ela não disse nada.
- Realmente estou feliz por você estar bem. O Breno é tão pequeno...
- Eu não sei o que falar. Não sei se eu preferia isso. - a encarei com os olhos inundados. - Eu não sei mais como imaginar minha vida sem a sua filha. Ela foi a melhor coisa que me aconteceu, me deu o melhor presente. Minha vida sem ela acabou.
- Ela é forte. - ela tentou me reconfortar da maneira que fiz. Abaixei a cabeça.
- Você pode trazer o Breno? Queria ele comigo.
- Eu faço.

Mas quem apareceu com o Breno, foi meu pai que estava resmungando quase chorando.
- Ai está você. - ele disse.
- Oi pai. - ele ficou me encarando. Seus olhos se encheram d'água.
- Por um momento pensei que você tivesse morrido. - ele falou tão baixo quanto um sussurro - Me senti morto por alguns minutos, até descobrir que você estava vivo.
- Eu estou.
- Graças a Deus. - ele deitou o Breno no meu colo e me abraçou. Ele estava chorando baixo, era raro vê-lo chorar
- Estou bem, pai.
- Você está.. - deu uns tapinhas nas minhas costas - Ela vai ficar também. Andressa já nos provou milhares de vezes do quão forte é. Ela vai ser a nossa história de milagre. Ela vai nascer de novo. Você não a perdeu, nós não a perdemos. - fechei os olhos sentindo as lágrimas e meu coração se apertando a cada palavra ouvida. - E você é forte, filho. Pensa no teu moleque, ele precisa de você. Enquanto ela estiver assim, você é pai e mãe. Ele precisa de você, você precisa ser forte mesmo que isso lhe custe.
- Eu sei.

Ele me soltou, peguei o breno com o braço bom. Ele estava com os olhos grande me olhando e parecia cansado. Acariciei seus cabelos.

- Fiquei sabendo que você não tá dormindo, não pode não, bre.. - ele sorriu pra mim, me tirando um sorriso. Ele me lembra a Andressa, mesmo que todos falam que ele parece comigo. Ela me lembra ela. - Você tem que dormir, filho. Comer.

Tentei faze-lo dormir enquanto conversava com o meu pai e ela dormiu. Suspirava fundo, agarrou em meu dedo enquanto dormia.

- Ele precisa de vocês.
- E eu preciso dele.
- Estou rezando muito, filho. Ela é da nossa família. Como uma filha pra mim e sua mãe. Adoramos-a.

Não respondi nada, minha mente parecia estar vazia e cheia ao mesmo tempo.

- Você parece cansado, dorme um pouco.
- Queria ver ela.
- Eles não deixam.
- Pai, chama o médico pra mim
- Tá.

Ele saiu do quarto, fiquei olhando o Breno. Beijei seu rosto. Eles apareceram.


- Oi rapaz, como você está?
- Bem.
- Seu pai me chamou disse que você queria falar comigo.
- Queria ver minha namorada. - ele não disse nada - Só vê-la, não importa por onde, pode ser atrás de um vidro, eu vou me contentar. Eu já perdi as contas de quantas vezes ouvi falar que ela morreu, vai que vocês..
- A gente não faria isso. As notícias que correm todos sabem que é sem confirmação.
- Então deixa eu ir vê-la.
- Não autorizamos, ainda mais você que está machucado...
- Por favor. Eu não farei nada. É só vê-la, um minuto, eu só quero ter certeza. Quero que ela saiba que estou com ela.
- Ela não sente. - ele disse sem rodeios, respirei fundo para não falar alguma coisa e perder a razão.
- Eu só quero estar la, mesmo que ela não sinta. - ele me observou, seu rosto impassível - Eu posso pagar, sei lá..quantos você quiser.
- Eu não trabalho por dinheiro, Luan! Eu sou correto.
- Eu não quis dizer isso, mas será que você não imagina que poderia ser você, ser alguém da sua família e que o desejo é estar perto? Ela é a mulher da minha vida, mãe do meu filho. EU coloquei ela nesse estado, se ela não sobreviver, eu vou carregar essa culpa até morrer. Deixa eu ver ela por favor.
- Nós sabemos que você não tem culpa.
- Eu preciso fazer o que? Dinheiro você não quer, o que você precisa?
- Se você continuar assim, vou ter que chamar as enfermeiras...
- Pra me apagar? É porque não é um familiar de vocês, porque não é sua esposa, sua filha, sua mãe. Mas os outros pode. Não é com vocês mesmo.
- Luan - meu pai falou.
- EU SÓ QUERO VER A ANDRESSA, ISSO É TUDO!!!!
- Certo, Luan. Vou deixar. Peço que a criança fique.

Levantei e entreguei o breno para o meu pai com cuidado e caminhamos até a UTI.

- Ela machucou bastante. Não sei se você chegou a vê-la no acidente. Não sei se te contaram as fraturas que ela teve.
- Minha mãe contou. Ela está no canto direito.
- Sim.
- O aparelho está certo?
- Sim.
- Ah.
- Eu gostaria de deixar você entrar, mas não posso. Não é falta de coração, são regras e regras devemos cumprir. Tenho certeza que você sabe disso.
- Eu sei. - meu olho inundou. - Ela sobreviverá?
- Estamos fazendo tudo para que sim Luan, mas ela não reage. Não da um sinal.
- E se eu conversar com ela?
- Luan, nada que fazemos irá resolver. Ela é a única pessoa que pode fazer algo.
- Me disseram que eles podem ouvir quando estão de coma.
- Sim, podem, mas isso não significa, necessariamente, que o paciente processe o que está ouvindo.
- Ela pode ficar assim pra sempre?
- Sim! Levamos como estado vegetativo, o que pode durar anos e até décadas. No entanto, quando a pessoa apresenta morte encefálica, o coma vem acompanhado por disfunções sistêmicas que levam à parada cardíaca e respiratória depois de poucos dias. Como ainda tem dois dias, vamos esperar, mas é ela, Luan! O que tinhamos que ser feito já fizemos, que foi as cirurgias e todos os outros procedimentos, agora é ela.
- Se ela demorar a voltar, é pior?
- Sim. Quanto mais tempo o paciente permanecer sem resposta, maior é a dificuldade de recuperar-se e aumenta a chance de sequelas.
- Entendi. Eu nunca vou poder ve-la, toca-la enquanto ela estiver aqui.
- Vamos esperar um pouco. Eu vou tentar. - assenti - Mas se eu não conseguir lembre que não foi por falta de vontade.
- Me desculpa por aquilo, mas eu realmente precisava vê-la.
- Eu sei perfeitamente. Está tudo bem rapaz, espero que as coisas fiquem bem. Vamos?
- Sim.

Ele se virou, caminhando. Encostei meu rosto no vidro e sussurrei.

- Eu te amo, volta pra mim. Não me deixe.



comentem para que eu possa postar o próximo!!!!

domingo, 9 de julho de 2017

Capitulo setenta e três

                        Narração off.

"Luan Santana sofre acidente com a namorada"
"O cantor Luan Santana, sofreu acidente no ínicio da madrugada com a namorada, na BR 101. O carro do cantor entrou em choque com uma caminhonete que vinha acima da velocidade."

                        Bruna narrando.


- Mãe.. - bati na porta do seu quarto. Minha cabeça estava doendo.
- Oi?
- Falou com o Luan?
- Não, porque?

Entreguei meu celular a ela, que perdeu a cor.

- O que foi, Bruna?
- Estão dizendo que o pi sofreu acidente, pai. - as lágrimas começaram a cair. Minha mãe pegou o seu celular e só deu desligado. Então começaram a ligar pra ela, para o telefone do meu pai, para o meu, para o da casa. Estavamos em choque, não sabíamos o que fazer. Minha mãe atendeu, colocando no viva voz.

- Oi boa noite. Falo com a mãe do Luan Santana? - ela não respondeu.
- Mãe..
- Oi, pode falar é o pai. Pode falar
- O Luan Santana sofreu um grave acidente na BR 101. Trouxemos ele e a namorada para o hospital Vera Cruz em campinas.
- Ele está como?
- Ele está em estado estável. Ele conversou quando estavam resgatando-os
- A Andressa, a namorada dele.
- O estado dela é grave. Não sabemos mais o que informar. Ela deu entrada desacordada no hospital, isso é tudo.
- Você pode me passar o endereço?

Ela passou o endereço e fui pro quarto. Liguei para a amiga dela. Que atendeu com a voz sonolenta de sono.
- Alô?
- Oi, Sarah. É a bruna irmã do Luan.
- Oi Bruna, tudo bem?
- Você está sabendo?
- Do que?
- Luan e a Andressa sofreram acidente. - ela não disse mais nada. - Oi? - ela riu
- Isso é um trote?
- É sério. Eu queria que você avisasse os pais dela. O caso é grave.
- Bruna.. eu não estou entendendo. Você está mesmo falando sério.
- Infelizmente. Está em todo site e ligaram do hospital pra gente.
- Oh, não. - ela começou a chorar. - Onde eles está, eu estou indo? E o Breno?
- O breno.. ficou com a gente. Eu vou te mandar o endereço, você está com o seu namorado, vão com calma. Está tudo perigoso.
- Ele.. ele está aqui. Ele está. - limpei as lágrimas
- Eu vou desligar e te mando.. você avisa os pais dela?
- Uh, sim. Aviso. Vou esperar o endereço, obrigada Bruna.
- Por nada.

                        Luan narrando.

Senti muita dor ao tentar mexer minhas pernas, tudo estava doendo. Abri meus olhos sentindo um clarão atrevessar meu rosto. Estava em uma sala.. de hospital? Minha cabeça estava doendo muito. Encontrei uma mulher na minha frente, tocando em meu braço. Tentei levantar rápido, porque estou aqui?

- O que está acontecendo? Porque estou aqui?
- Senhor, fique calmo. Deite-se, eu preciso terminar o curativo.
- Pra que curativo?
- O senhor sofreu um acidente. - isso foi tudo o que ela disse. Começou a passar um filme na minha cabeça, e me lembrar de tudo.
- Minha namorada? - tentei levantar de novo e ela me deitou.
- Senhor, por favor.
- Me fale dela, por favor.
- Eu não sei dela.
- Você está mentindo.
- Não estou, não sei da sua namorada. Qual é o nome dela?
- Andressa. Ela tem os cabelos longos e escuro. Os olhos preti, 1,64 de altura.. - ela me cortou
- Eu vou verificar. Mas não posso te dar informações da qual eu não sei, você pode se acalmar por favor?
- Deixa eu ir ver ela.
- Senhor, você quebrou o braço e está com vários machucados espalhados pelo corpo você pode me ajudar? - e ninguém iria me ajudar? Ninguém poderia responder a minha pergunta?

Comecei a ficar eufórico e ela me apagou com uma injeção. Acordei e encontrei minha mãe chorando e segurando minha mão.

- Filho. - a televisão estava ligada no volume baixo mas dava pra ver.
- Mãe.. A Andressa.

"A notícia que temos é que a namorada do cantor Luan Santana, Andressa 24 anos não aguentou aos ferimentos"

Senti alguma coisa morrer em mim. Comecei a gritar, aquilo não poderia estar acontecendo. EU MATEI MINHA NAMORADA, A MÃE DO MEU FILHO, A MULHER DA MINHA VIDA. Tentei levantar da cama e quase caí. Apareceu dois enfermeiros aplicando uma injeção na minha veia. Acordei, já estava escuro. Minha mãe estava alisando minha mão.

- Ela não morreu, filho. - suspirei - Mas está entre a vida e a morte. Respirando com ajuda de aparelhos. O médico deu 6,5% de vida pra ela. Ela não está reagindo a nada. Ela sofreu traumatismo crâniano e está em coma, não reage a nada. O médico está com medo dela estar... morta. - levei o braço bom até os meus olhos e as lágrimas foram descendo - Ela pode ficar com sequelas, epilepsia, paraplegia ou cegueira, se acaso ela acordar...
- Por favor, mãe. Para!
- Eu só queria te informar, já que ninguém te disse nada, eles falam que pode prejudicar sua recuperação.
- Minha recuperação maior é a Andressa viva.
- Eu sei. Eu estou rezando muito. O Breno parece estar sentindo, ele não dorme, não bebe leite, não tá fazendo nada, e começa a chorar do nada. Mas ele não pode te ver enquanto não ir para o quarto.
- Imagina se a gente tivesse levado ele.
- Não pensa isso. Está tudo bem com ele.
- Mãe, a culpa é minha.
- A culpa não é sua. É do motorista. Ele estava bêbado, e em alta velocidade.
- Eu não posso vê-la?
- Ninguém pode, ela esta na UTI.
- Os pais dela sabe?
- Sim.
- Meu Deus mãe.
- Joana desmaiou duas vezes. Está tudo ruim. Carlos está deslocado, me senti no lugar deles quando recebi a notícia do acidente.
- Eu gostaria de falar com eles.
- Eles não estão aqui. Seu pai levou eles até nossa casa.
- Eu queria ver ela, mãe. - ela acariciou minha mão. - Eu não quero viver uma vida em que ela não está ao meu lado. Eu tinha tantos planos. A gente tinha tantos planos. A gente tinha uma família, sem ela tudo isso acaba, mãe. Eu não quero isso pra mim. Eu não quero ter que acordar e saber que eu a matei, que eu não consegui fazer diferente. Porque não eu no lugar dela. Quantas coisas ela já passou só no tempo que esteve comigo. Agora que a gente começou a ter paz, parece que nada está do nosso lado. Todo dia acontece alguma coisa. Todo dia. Eu só queria viver em paz com ela. Sem nada acontecendo. E olha o que aconteceu. O inevítavel.


comentem pra eu postar o próximo

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Capítulo setenta e dois

{...} Liguei para o Luan, animada.

- Você pode falar?
- Posso, o que foi?
- Recebi duas propostas..
- De quem e de que?
- Duas agências me ligou.. Uma para tirar fotos minha para uma das próximas ediçoes da revista e outra para uso.. outdoor essas coisas.
- Qual?
- Uma dela foi a playboy...
- Ata. Você disse que não claro.
- Eu disse que iria pensar. - ele riu
- Eu preciso falar alguma coisa? Claro que não. - mordi o lábio, rindo
- Eu disse que não, mas o da outra aceitei.. é de lingerie.
- Ah, você quer me matar é isso?
- Tenho vontade. Pelada não. Isso eu acho muito pessoal.
- O único que tem que ver você pelada é o seu namorado. Eu infarto seeu descobrir que você posou pra playboy.
- Pra outra tudo bem?
- É sua vontade. Que dia é?
-  Depois de amanhã.
- Eu já tô em casa. Te levo e fico com o Breno.
- Eu estou animada! Amor, imagina se ficar legal.
- Com certeza vai ficar, você é linda!
- Eu nunca pensei que isso iria acontecer, estou bastante animada. - ele riu
- Que bom amor, eu fico feliz pela sua felicidade. Acredito que será o primeiro de muitos, você é linda, cativante, gata, gostosa..
- Bom do namorado é isso.. - rimos.
- E o bre?
- Sua mãe quis leva-lo para passear.
- Ah, que bom.
- E você, o que esta fazendo?
- Deitado. Estava assistindo televisão, pensei em ir pra academia hoje, mas to quase desistindo.
- Deixa sua energia pra gastar comigo! - falei baixo, sorrindo
- Essa energia está sempre comigo.

Conversamos por quase duas horas. O meu dia passou rápido. Marizete chegou e passou o resto do dia comigo. Minha sogra é maravilhosa, muito atenciosa e uma excelente avó. Breno a ama com toda intensidade, ele não precisa falar para termos certeza disso, fica todo feliz e animado quando ela aparece. O dia seguinte, foi tranquilo. Claudia e eu fizemos várias coisas boas de comer, luan iria amar tudo. Na madrugada, acordei para dar mamá pro Breno, estava mais dormindo que acordada, levei ele pra minha cama e dei mamá enquanto quase pegava no sono. Acordei com um beijo na bochecha.

- Cheguei.
- Oi amor. Não consegui te esperar.
- Volta a dormir, vou tomar um banho.
- Tá bom. - ele deu um beijo na minha testa e beijou o Breno.

Acabei dormindo, só senti ele deitar ao meu lado e me puxar, o Breno não estava mais na cama. Aninhei no seu peito e dormimos. No ínicio da manhã ele me levou para tirar as fotos. Fui muito paparicada, não sabia se era porque eu era a namorada do Luan Santana ou se eles realmente eram assim. Luan ficou um pouco e depois foi embora com o Breno.

- Ele deve ser um super pai.
- Ele é sim. Breno mal entende direito das coisas mas entende quando o Luan tem que viajar e chora tanto que as vezes me da vontade de ir com ele.
- Deu pra perceber o quanto ele e apegado, pelo jeitinho dele.
- Ele ama o Luan mais que tudo.

As fotos ficaram lindas, eu realmente amei tudo. A forma como eles me trataram do começo ao fim foi ainda mais gratificante. Eu não esperava algo desta forma e me surpreendi. Escolhi as fotos que mais gostei e fiquei esperando o Luan para me buscar.. Passamos a tarde matando saudade um do outro. Brincamos com o breno pela casa, colocamos a piscina pra aquecer e nadamos. Breno ama água, não quer sair nunca. Estavamos brincando com de repente, o breno falou sua primeira palavrinha.

- Papa. - Luan me olhou com os olhos arregalados e brilhante.
- O breno falou papa?
- Não. - revirei os olhos.
- Caramba, eu disse, eu disse. - Breno estava rindo, todo sapeca, como se estivesse esperado para dizer isso a qualquer momento que estivessemos nós três.
- A mamãe falou pra você falar mama primeiro, agora não vamos aguentar o ego do seu pai.
- Fala assim pra sua mãe: aceita mamãe. - rimos e abracei o Luan enquanto ele brincava com o Breno.

A noite fomos pra casa dos pais do Luan ele contou sobre o Breno falar a primeira palavrinha trocentas mil vezes. Me fazendo rir, ele estava tão feliz com aquilo, o que me fez bastante feliz. Eu adorava aquela família. O jeito que eles me acolheram. Vou ser eternamente grata.

Luan sentou do meu lado e beijou minha bochecha.

- O que está pensando?
- Nada.
- Hum, me convence.
- Não é nada. Só estava prestando atenção em vocês. Adoro estar aqui. - ele sorriu.
- O que acha de uma viagem curtinha? Na minha folga, um dia fora. Só nos dois. Eu e você, você e eu.
- E o Breno?
- Falei com a minha mãe, é só um dia. Nada mais que isso. Só pra gente tirar um descansinho. Tem tanto tempo que não curtimos um ao outro, sem "nada" por perto.
- Sim, onde?
- Surpresa. - beijou meu queixo.

Aproveitei para postar uma foto do Breno, que eu tirei ontem. 

Você é sinônimo de amor e gratidão. 💚  #mãedemenino #meuhomenzinho    


(...) E o pior aconteceu.



 Luan narrando

Estávamos de cabeça para baixo, senti uma dificuldade enorme para falar, a senti presa em minha garganta, mas eu precisava falar. Olhei para a Andressa e não a vi se mexer. Meu Deus não. Meu corpo doía, eu não estava conseguindo me movimentar, eu precisava tira-la desse carro, eu preciso salvar a mulher da minha vida, mas eu não consigo sair do meu lugar. Eu não consigo lembrar do que aconteceu, eu não tenho ídeias de quantas voltas o meu carro deu. Tentei levar meu braço até ela, seu rosto estava sangrando, o rosto pendendo para o lado.

- Amor. - falei o mais alto que consegui - Amor, não me deixe. - fechei os olhos e implorei para que chegasse uma ambulância logo e nos tirasse dali. Ela estava tão quieta, ela nunca esteve tão quieta assim ao meu lado, sua respiração estava parada. Eu não posso acreditar que o pior aconteceu. O meu pesadelo virou realidade. - Não me deixa, Andressa, não me deixa. - uma lágrima deslizou em meu rosto e fechei os olhos. A dor se intensificava cada segundo mais, até meus olhos doíam. - Amor. Aguenta firme. Alguém está vindo. - sussurrei. Levei a mão até a dela fazendo o máximo para conseguir ter forças de aperta-la. Ela não pode me deixar.

Ouvi um barulho longe de sirene, era uma ambulância.. Tinha pessoas ao nosso redor. Estavam tentando tirar a gente. Comecei a suplicar.

- Salve ela.. Salve ela.. Ela é tudo pra mim. Salve a minha namorada. Por favor.

Tentei observa-la, já fora do carro, mas meu pescoço estava duro. Eu queria olhar em seus olhos e saber que ela está viva, que tudo vai ficar bem.

- Ela está gravemente ferida. O sinal de pulso está muito devagar. Não sabemos se ela irá sobreviver. - ouvi eles falarem de longe e senti meu coração apertar com tanta força que gemi de dor. Eu matei a mulher da minha vida



comentem pra eu postar o proximo

terça-feira, 4 de julho de 2017

Capítulo setenta e um

Nos arrumamos pro show e descemos. Luan o levou no colo. Breno mandava beijo pra todo mundo que aparecia na frente, com seu jeitinho único e encantador. Quando passamos pela porta para ir pra van Well pediu para que não gritasse, o Breno ficou todo assustado com aquele tanto de gente.

- Manda beijo pra elas também, filho. - ele começou a chorar e esticou os bracinhos pra mim. - Bre, são fãs do papai. Porque você está chorando. - ele agarrou o pescoço do luan, e ficou olhando-as que sorriu e fizeram um coro de "awn" ri baixinho. - Dá tchau pra elas e manda beijo. - ele ficou quietinho, apenas olhando. Todos riram e ele me entregou o Breno. Quando estava subindo Luan falou - e agora bre? - Breno fez peixinho na sua forma de mandar beijo, deixando todos apaixonados. - É difícil igual a mãe. - revirei os olhos rindo.

Ele atendeu e entrou na van. Brincamos com o Breno o trajeto inteiro. Quando chegamos no local do show a parte que entramos tinha bastante gente. Well desceu, pediu para esperamos um pouco e em seguida fomos. Carreguei o Breno. Luan me ajudou a descer, estavam todos eufóricos, ele pegou o Breno, entrelaçou nossos dedos. Breno estava ainda mais assustado.

- Que lindossss!
- Ahhhhh que fofura
- Deus, ele é lindo.
- LUANNNN.

Luan acenou. Olhou o Breno.

- Cadê o beijo. - breno fez dessa vez e as pessoas gritaram ainda mais alto.

Fomos pro camarim e me sentei, aquele salto alto já estava me matando, fiquei com o Breno enquanto Luan começou a atender imprensa e fãs. As pessoas da estrada veio conversar comigo e falar com Breno. Ele estava querendo falar com todos do seu modo. Luan sentou para comer do nosso lado.

- Não vai comer nada?
- Comi no hotel.

Aproveitei que ficamos sozinhos no camarim e dei mamá pro Breno.

- Nossa papai, que fome. - Breno soltou meu peito e ficou encarando o Luan. - Se você não pegar eu pego. - Breno voltou a mamar, segurando firme minha roupa. Luam gargalhou. - Tá vendo. Não é só eu. - revirei os olhos e passei as mãozinhas no cabelinho dele.

Muito tempo depois fomos para a lateral do palco e Luan foi em outra direção. Amava a abertura, Breno estava todo animado vendo o show do papai pela primeira vez.

- O moleque está feliz. - chicão falou.
- Ta mesmo.
- Quando o Luan parar pra falar alguma coisa coloca ele no chão que o Breno vai até ele.

E assim fiz quando o Luan parou, breno foi engatinhando devagar, Luan percebeu e olhou pra ele.

- Olha gente. Tem alguém vindo. - Breno sentou e ficou olhando pra multidão diante dele. Todos queriam ver, ele estava sentadinho assustado com aquele mar de gente.
- Vai filho. - falei baixinho, como se ele fosse ouvir.
- Vem bre. - ele olhou pra trás, para o pessoal da banda, olhou pra mim e acenei com a mão para ele ir. Ele voltou a olhar o Luan e começou a engatinhar. Luan sentou no palco e o Breno logo o alcançou e levantou com ele no colo. - Fala pra eles: oi gente, eu sou o Breno. - mas o Breno estava interessado no microfone do Luan e mais nada. Luan entregou pra ele mas continuou segurando.
- Baba ba - e logo levou a boquinha até o microfone me fazendo rir da cena
- Microfone não é de comer, filho. - todo mundo riu. - Da tchau para os fãs do papai.

Ele levantou o rostinho olhando para o público e ficou.

- Sem tchau? - luan perguntou. Breno o olhou virou o pescoço me procurando, sorri pra ele. Voltou a olhar pra frente e não vi se ele estava fazendo alguma coisa, mas todos gritaram. Luan riu e trouxe ele pra mim. Ele bebeu água, selou meus lábios e voltou sorridente

(...) O show foi maravilhoso como sempre. Voltamos pro hotel, Breno já estava cansadinho e manhoso. Dormiu no colo do Luan enquanto íamos para o hotel. Chegamos lá e tinha algumas meninas. Well pediu para que não gritassem e achei bonito da parte delas pois não gritaram quando viram o Luan. Ele acenou e tirou alguma fotos. Entramos no hotel, os olhares foram para os dois. Fiquei olhando e sorrindo.

- O que foi?
- Nada. - Entramos no quarto e ele deitou com o breno.
- Vou tomar um banho.
- Tá, vou arrumar aqui pra gente. - ele me beijou terno e caminhou em direção ao banheiro tirando a camiseta, fiquei o olhando. As vezes eu não acreditava que ele era meu, que eu estava aqui com ele, que ele estava tirando a camiseta na minha frente e ja fez isso milhares de vezes. Sorri, e ele se virou jogando a camiseta no meu rosto.

- Para de sorrir assim. - tirei a camiseta do meu rosto e o encarei.
- Acho que estou ainda mais apaixonada.
- Você estava com saudade.
- Eu estava.
- Vamos matar essa saudade.
- Vamos.. - caminhei até ele. Mas parei, dando a volta - Não vamos não, tenho que arrumar aqui, você sabe que o Breno rola bastante. Eu.. vou.. nossa vai tomar banho.
- Você não quer tomar banho comigo? Lavar minhas costas.. Adoro lavar o seu corpo, ver você com as duas mãos na parede.. - suspirei fundo.
- Vá. Eu preciso fazer isso aqui.
- Porque você não quer tomar banho comigo? - ele desabotuou a calça, sua cueca boxer preta, senhor.
- Para de me provocar, Luan. Eu preciso arrumar aqui. - virei de costas pra ele.
- Tudo bem. Se você mudar de ídeia. Adoraria matar sua saudade. É sempre bom, matar o que está nos matando. Você sabe que é. - fechei os olhos, contei até 10, e esperei ele entrar no banheiro para soltar um suspiro pesado. Arrumei nossas coisas, a cama, troquei a roupa do Breno. Luan ainda estava no banheiro. Tirei minja roupa permanecendo apenas de lingerie. Ela era de renda preta, ele adorava. Peguei minha escova de dente e entrei no banheiro. O banheiro estava parecendo uma sauna de tanto vapor e quente. Coloquei colgate na minha escova e a molhei. Ele jogou água no box, e me olhou. Escovei os dentes e fui até ele.
- Você já esfregou suas costas?
- Eu estava esperando por você.
- Hum.. - sorri, mordi o lábio. Olhei seu corpo, sorri. - Mas aí vou me molhar, vamos deixar para outro dia. - Me virei mas ele segurou meu cotovelo
- Você disse o que?
- Eu disse alguma coisa? - ele me puxou para dentro do boxe.
- Você está malditamente gostosa. Seu corpo me deixa louco, você me deixa louco.
- Deixo? - levei as mãos até o fecho do meu sutiã, tirando-o devagar. Ele exasperou.
- Eu quero te foder até perder os sentidos.
- Você quer?
- Muito. Caramba, que saudade de você. - beijou minha boca

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Capítulo setenta

As horas passou devagar naquele dia. Estava assistindo televisão, dando mamá pro Breno. Peguei o canal para mudar de canal e fui passando. Não sei se estava louca, mas vi o luan em algum, voltei ao canal e ele estava falando sobre carreira, Léo Dias, eu não gosto deste homem.

- E que história é essa da sua possível volta com a Jade? - luan riu.
- Não sei de onde tiraram isso. Jade é apenas uma amiga, o que tivemos acabou. O que aconteceu foi coincidência de estarmos no mesmo lugar, as esposas do Matheus e Kauan são amigas dela, então essa pode não ser a última vez que a gente esteja juntos no mesmp lugar e pra mim não há problemas nisso, e muito menos com ela, foi um término saúdavel, mas a minha namorada é a Andressa, estamos firmes e eu realmente gosto dela, de verdade, caso o contrário não estariamos juntos. Nossa relação começou antes de vir o Breno, ví muita coisa constrangedora, não ligo das pessoas falaram de mimn sou famoso tenho que estar preparado para ler e ouvir qualquer coisa, mas da nossa relação só a gente sabe.. e quem convive. - ele riu - Estar no mesmo lugar que a Jade não significa nada, gente. Por favor. - ele falou com tanta naturalidade e ainda sorrindo
- E a Andressa, o que achou disso? - ele riu
- Que namorada gosta de ler que o seu namorado voltou com sua ex, ou ler coisas do tipo. Mas acontece. - ele riu coçando a barba. - Eu já estou acostumado, mas pra ela isso ainda é novo. Por isso tento no máximo evitar.

Eles mudaram o assunto, fiquei observando ele meio que em choque, eu não lembro dele dar uma entrevista assim. Na manhã seguinte dei um banho no Breno, o arrumei, tomei um banho e me arrumei. Iria até o Luan pra gente conversar. Ele estava em Minas, havia falado com o Rober na noite seguinte e perguntei o que precisava! (...) No aeroporto de belo horizonte, desci e tinha um carro a minha espera.

- Oi Rober.
- E ai patroa.
- Nossa que canseira. Muito cansativo pegar avião.
- É verdade. Ainda mais com esse molequinho aí. - olhei o Breno que dormia calmamente.

Conversamos o trajeto inteiro. Quando chegamos no hotel tinha bastante fãs esperando o Luan.

- Pronta?
- Sim.

Desci do carro, Well estava nos esperando. O comprimentei. Ele pegou minhas coisas mais do Luan e seguimos até o hall.

- Meninas, com licença. - Well falou.
- Sem gritar gente. - Rober pediu.
- Deixa a gente vê-lo. Por favor Andressa.
- Meninas por favor.
- Podem vê-lo. - falei baixo, envergonhada.
- Sem foto gente, se não vamos entrar.

Elas se juntaram todas até a mim, olhando e falando o quanto ele era fofo, lindo, com as bochechas enormes, a cara do Luan. Fiquei rindo.

- Pronto. Vamos. - Well falou
- Tchau. - sorri e fui junto a eles.

Cumprimentei as recepcionistas, os seguranças e fomos pro elevador. Eles me deixaram em frente ao quarto do Luan e saíram. Bati na porta. Estava a plaquinha "não incomode", mordi o lábio. Não ouvi nenhum movimento no quarto e bati mais alto. Dessa vez ele respondeu com a voz meio grogue. Esperei por um bom tempo. Por fim ouvi seus passos até a porta. Ele abriu e ficou assustado.


- O que você está fazendo aqui?
- Eu... hã... não sei... conversar acho! - ele ergueu as sobrancelhas. - Posso ir embora se você quiser.
- Estou surpreso de você ter vindo aqui, isso é tudo.
- Hum. Desculpa te acordar.
- Não desculpo não. - ele tinha um sorriso no fim dos lábios. - Vem. Cade suas coisas?
- Está aqui, você pega? - entrei no quarto enquanto ele pegava minhas coisas mais do Breno.

Caminhei até a cama e deitei o Breno.
- E ai?
- Oi.
- Tudo bem?
- Tudo e com você?
- Tudo. - ficamos encarando um ao outro.
- Acho que temos o que conversar...
- Temos.

Ele pegou em minha mão e me levou até a poltrona, sentou e me puxou para o seu colo. Suspirei fundo. Ele me encarou.

- Sobre aquele dia.. -Eu não fiz nada, Andressa. Nada. Eu juro. Foi por coincidencia, não fazia ídeia de que ela estava lá. Eu não minto pra você que não conversei com ela, pois conversei. Mas como amigo, sem nenhuma maldade. Eu tenho conciência, me desculpa se fiz algo que você não gostou, falo das fotos, do cheiro de perfume que você sentiu, mas eu não fiz nada. Eu estava no dudu, eu ligo pra ele se você quiser. Eu não menti.
- Você não me avisou que ia pra lá. Não me disse nada. - as lágrimas voltaram a cair.
- Foi de última hora. Eu ia avisar, mas me envolvi num assunto com o Dudu, e esqueci. Me desculpa, Andressa. Não fiz por maldade. Confia em mim, eu não faria nada que prejudicasse nosso relacionamento. Eu formei uma família com você, eu não botaria tudo a perder. Eu estou feliz com você, e não é pouco. A mídia sempre aumenta, você sabe. Me desculpa se estou fazendo você passar algum constrangimento. Me perdoa, amor. - abaixei o rosto - Eu te amo. - ele tocou meu rosto como sempre fazia quando estavamos perto demais. - Não se sinta insegura comigo, eu sou todo seu, Andressa. Pode colocar todas as minhas ex namoradas, ficantes na minha frente. Eu escolho você, eu escolhi você. A minha vida é do seu lado. - pegou em minha mão e beijou. - Por favor, não chora!
- Eu chorei muito, fiquei tão chateada, Luan. Você não sabe o quanto.
- Eu não sabia desse seu lado possessiva.
- Eu não sou, mas, ela é bonita luan, vocês são.. porra.. lindos juntos. Uma boa parte  dos teus fãs acham que vocês devem voltar. Não é possessividade. É insegurança, é medo de não ser o suficiente.
- Ah, eu não ouvi isso não. Ela é bonita? sim é. Mas olha pra você, Andressa, eu tenho sorte por pra caralho. E oh, o que importa é o que eu sint, eu não vou deixar ninguém se intrometer no que é nosso. As pessoas podem me querer de volta com ela e até com outras mas eu sei quem eu quero. Eu posso sair em mil fotos sorrindo com mil mulheres, mas sempre vai faltar alguma coisa, nenhuma delas eu quero estar quanto quero com você, nenhuma delas é você. Eu sou seu de corpo e alma, Andressa. Queria que você deixasse essa desconfiança longe do nosso relacionamento.
- Eu já sofri tanto.. eu tenho dificuldade com isso.
- Não sou igual eles... - o cortei
- Não estou te comparando, sei que você não é, mas o problema está em mim. Eu tive tanto problema com isso, de traição.. Você entende?
- Entendo. - nos encaramos por bastante tempo, até que desviei o olhar. O abracei.
- Me desculpa pelo surto, eu não queria, mas tudo o que li me fez explodi, quando mais eu procurava, mas eu achava alguma coisa ou lia o que não precisava. Eu pensei mil hipoteses, um milhão de coisas passou pela minha cabeça.
- Eu sei, mas não é necessário. Ninguém me interessa mais do que você, desde que você apareceu na minha vida eu só penso em você, em nos. - O encarei
- Eu tenho ciumes. De você. - ele riu
- Eu sou seu, baixinha. - beijou meu queixo - Seu.
- Você é.
- Desculpa, mais uma vez. - o beijei sorrindo.
- Onde desliga o ar, ou muda ele, por causa do Bre. - levantei do seu colo, mas fui puxada outra vez, e ele me beijou feroz. Minhas pernas estavam bambas após esse beijo. - Onde.

Ele caminhou com seus passos confiantes que eu tanto admirava, até onde estava o controle e desligou. Me puxando novamente para o seu corpo quente, o abracei na cintura e levei meus lábios até os seus...

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...