sexta-feira, 28 de julho de 2017

Capítulo setenta e seis

Décimo dia após o acidente.
Breno estava chorando sem parar. Não queria ir com ninguém, apenas comigo. Estava um pouco difícil por conta do meu braço engessado. Sai um pouco com ele indo para um lugar mais afastado.

- Parente da Andressa sanchez?
- Nós.
- Precisamos informar que ela teve 3 paradas cardiacas..

Fechei os olhos e encostei na parede. Não poderia ser. Meu coração apertou instantanemante.

- Conseguimos fazer com que ela reagisse.
- Ela... ela está em coma então?
- Sim. Não sei se ela aguentará outras paradas, estamos avisando antecipadamente.
- Não á nada o que possamos fazer?
- Não, senhora.

Não escutei mais o que eles conversaram. Fiquei olhando para o Breno que me encarava de volta com aqueles enormes olhos pretos. Ele sorriu para mim trazendo um sorriso verdadeiro em minha boca.

- Como vamos fazer em, carinha. - ele me olhou atento em cada palavra - Precisamos tanto da sua mãe, ela não pode simplesmente nos deixar e pronto. E a gente fica como?! O papai quer casar, terminar de montar nossa família e sua mãe querendo ficar longe da gente. A gente precisa fazer alguma coisa para acorda-la. Vamos chegar la e falar: acorda, já dormiu demais. - ele riu - Ela vai voltar pra nós, filho. Deus não faria isso com a gente, a minha fé é maior do que o meu medo e minha insegurança.
- Papa, papa


Décimo quarto dia após o acidente.
- Você não acha que deve ir para casa, deitar um pouco, dormir. Você está irreconhecível.
- Que bom.
- Pi, eu odeio te ver assim. Você é a pessoa mais animada que conheço, está doendo tanto em mim te ver assim.
- Queria que minha dor fosse um pouco parecida com a sua. - sorri amarelo e ela me abraçou de lado
- Sonhei com ela.
- Sério? O que sonhou
- Ela estava sorridente, como sempre e correndo atrás do Breno que estava gritando pela nossa casa - ela riu - Eu lembro até que falei: deixa ele, cunha. Ela levantou os braços tipo se rendendo e se virou, e o Breno caiu e começou a chorar, foi engraçado, ela ainda riu e falou: eu sabia que isso ia acontecer. - não disse nada, apenas fechei os olhos montando aquela cena na minha cabeça. - Seus fãs estão enlouquecidos com seu sumiço.
- Acho que vou entrar hoje pra fazer alguma coisa, sei la, talvez mandar todo mundo se foder. - brinquei
- Todos estranhariam. - ela riu. - você devia sorrir mais.
- Eu queria Bruna, sou um cara muito pra cima, mas estou quebrado em todos os aspectos. Eu queria deitar na minha cama e dormir mas eu sinto que fazendo isso estou abandonando ela. As vezes me da vontade de entrar naquela sala e fazer ela acordar a força porque estou no meu limite, mas eu lembro que eu aguento mais e que ela não vai simplesmente me deixar, se livrar de mim não é fácil assim. - ela riu
- Ela sabe que não.

A tarde, resolvi pegar meu celular, e entrei no instagram. Procurei uma foto minha e da Andressa e comecei a escrever, apaguei, escrevi novamente e apaguei. Decidi tentar outra vez.


@luansantana Não sei como começar esse texto, não sei nem se devia estar fazendo, mas eu precisava.. desabafar talvez. As coisas andam tão difíceis que me pergunto como ainda estou de pé, mas olho cada foto minha e da Andressa, que tiramos ao redor desse um ano juntos (meio separados kk só meio) começo a relembrar de cada momento, de chegar em casa e te encontrar tão feliz ao me ver, lembro daquele dia especial na casa do bruno, que me olhou timidamente quando saí do banheiro, existe coisas que a gente nunca esquece, e naquele olhar eu percebi que estava ferrado, percebi que você tinha me arruinado para outras mulheres, com apenas um doce olhar, lembro daquele dia triste que brigamos feio e você me olhou novamente com aquele olhar, mas estava triste, lembro do dia que fui em sua casa e descobri da gravidez do Bre, lembro do quanto o meu coração bateu forte quando você disse que estava esperando um filho meu, eu queria sair gritando na rua contando isso para o mundo inteiro. Lembro do dia que descobrimos que era menino, e ficamos um tempo escolhendo os nomes mas nossos gostos nunca batiam, e quando falei "Breno" você disse "???" e eu falei que seria o nome do nosso filho, e você ficou mandando "breno?" "breno" como se estivesse testando esse nome e depois simplesmente aceitou, lembro do dia que ele quase nos matou de felicidade porque mexeu na sua barriga e porra, foi na maldita hora que eu falei alguna coisa. Lembro de tudo, tudo, daquele dia que fingi esquecer seu aniversário mas aquilo era o começo da minha surpresa e o quanto ficou feliz depois de tudo. Eu lembro de cada detalhe, do fracasso que foi o nosso primeiro jantar do quanto você me irritou (vc conseguiu) mas eu não conseguia parar de pensar em você. Lembro do dia que disse que me amava pela primeira vez e o quão suas bochechas ficaram rosadas em assumir isso. Lembro de tudo, dos momentos triste mas que superamos, dos momentos felizes... lembro de cada detalhe, das ligaçoes na madrugada, das suas marrinhas que me deixa louco, da sua voz, do seu carinho, do seu amor, de você. E hoje eu vejo o quanto a vida é um sopro, o quanto ela pode nos surpreender do dia pra noite. Te ver deitada naquela cama, sem falar comigo está me quebrando dia após dias, esse não é o futuro que eu queria ter com você. O meu futuro é casar, aumentar nossa família, o meu futuro é você, é ser feliz ao seu lado, e te fazer sorrir é fechar os olhos para dormir sabendo que quando acordar você estará ao meu lado. Eu não me vejo em um futuro que você não está nele. Um dia estavamos conversando e falei, quando estivermos velhos e com os cabelos grisalhos, vou olhar para você deitada ao meu lado e vou olhar em seus olhos e saber que nunca houve mais ninguém além de você. E essa vai ser a grande alegria da minha vida. Eu te amo infinitamente, Andressa. Eu não vou desistir da gente, nunca. Sempre será você. Não desista você também. Eu sou capaz de te dar o mundo só não não me deixe... ❤😭 @andressa


(Queria pedir a vocês que rezasse por ela, isso é tudo! Orações são sempre bem-vindas)

Luan.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Capítulo setenta e cinco

O dia seguinte estava ainda mais doloroso, eu queria estar perto dela mas não podia. Recebi alta mas permaneci no hospital. Fui para minha casa para tomar banho e pegar algumas coisas. Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e assim ela ficava o dia inteiro. Eu não queria conversar com ninguém queria entrar numa bolha e ficar ali sem ouvir nada.

- Filho, estou falando com você. - virei o rosto a olhando.
- Que?
- Você não quer que eu leve ele pra casa?
- Eu preferia, ele nem deveria estar aqui, hospital é sujo, ruim para ele que ainda esta novinho.
- Então eu vou. Eu volto depois.
- Tá.
- Vamos com a vovó. - breno agarrou minha camiseta. - Pra casa. - e começou a chorar quando minha mãe se aproximou mais.
- Nem precisa insistir. - o olhei achandk graça - Deixa ele aqui.
- Ele não devia ficar aqui.
- Eu sei, mas ele vai chorar muito. Pode deixar mãe. Eu cuido dele.
- Ele tem coberta o suficiente no carrinho? Está esfriando muito.
- Eu trouxe. Trouxe as coisinhas dele tudo.
- Certo, qualquer coisa você me liga?
- Sim.
- Ok!

Os dois dias seguintes foi ainda mais triste. As coisas estavam do mesmo jeito, pessoas iam e  vinha, conheci alguns colegas da Andressa que nunca tinha ouvido falar. Bruna estava ao meu lado brincando com o Breno, o que me fez viajar longe.

- O que está pensando? Você está longe.
- Nela, sempre nela. - Ela me deu um sorriso triste.
- É triste ver os pais assim também né?!
- Bastante. Parece que quanto mais tempo passa fica pior, eu sinto como se alguém estivesse com uma faca no meu estômago e mexendo-a sem parar.
- É doloroso. Joana está abatida como nunca vi. Ele estava sempre tão bonita todas as vezes que tive oportunidade de vé-la e hoje ela está um caos. A vida realmente nos mostra que a gente realmente não sabe de nada do futuro, mesmo que a gente faça um futuro em nossa cabeça, acontece tudo completamente do que esperamos..
- Exato. - fechei os olhos.
- Eu estou aqui, para o que precisar. - a olhei sorrindo triste
- Você viu a Sarah?
- Tá la fora com o namorado dela. Ela é outra. As duas são muito amigas, não gosto nem de pensar.
- É.

(...) Uma semana pós acontecimento e nada havia mudado. Tudo estava do mesmo jeito, a dor era a única coisa diferente, está cada vez maior. Estava observando minha sogra dar mamadeira pro Breno, e ele sorrindo pra ele quando ví alguém que não esperava. O idiota do ex namorado da Andressa. Levantei rápido.

- O que você está fazendo aqui?
- E ai mano.
- E ai mano?
- Luan. - minha mãe falou.
- Qualé irmão, vim saber como ela está.
- Eu tenho certeza que você sabe como ele está. Pode se mandar.
- Você é dono do hospital por acaso.
- Não sou dono do hospital, mas sei de tudo o que você já fez pra ela. Do quanto você foi um babaca.
- Não foi eu que abandonei ela gravida e ainds coloquei a vida dela em risco depois, foi? - fui pra cima dele mas o Carlos entrou na frente antes de eu acertar o rosto dele.
- Eduardo, para. Dá pra você respeitar?

Carlos me levou pra fora do hospital, queria voltar lá e socar a cara daquele desgraçado.

- Você está muito nervoso, Luan. Calma!!
- Quem é ele pra falar alguma coisa. Eu não abandonei ela, eu não sabia porra, você ta de provas que quando fiquei sabendo não sai do lado dela mais. Eu vou voltar la e quebrar a cara desse filho da puta.
- Luan. Você está transtornado. - meu pai falou aparecendo com um copo d'água. - Bebe isso.
- Não quero.
- Você quase bateu no garoto, assim você perde toda a razão. Ele só queria saber dela.
- Queria o caralho, o tempo que ela estava bem ele nunca perguntou se ela tava bem, se ela precisava de alguma coisa, não que ela precisasse, mas agora bancar o preocupado.
- Luan..
- Me deixa, pai, me deixa. Não tá facil pra mim caramba, eu to preocupado, MUITO PREOCUPADO. Eu não sei o que fazer, é a minha namorada que está praticamente morta la dentro, eu quem estava dirigindo o carro, eu quem a coloquei ela nesse estado, eu quem propuis viagem. Vocês não sabe como está minha cabeça, o que estou passando, como está doendo. Se acontecer alguma coisa com ela eu nunca mais vou me perdoar. Eu vou viver com isso pelo resto da vida. Eu não durmo tem uma semana, estou cansado. É a mulher da minha vida que está em risco, É A ANDRESSA. Dá pra vocês por favor me dar paz. Não basta o que está acontecendo. Não é crise de ciumes porque ex namorado dela veio aqui, eu to pouco me fudendo pra ele, o problema é ele vim aqui bancar o preocupado amiguinho da Andressa e ainda me desrespeitar. Se eu pudesse mudar o que aconteceu eu mudaria, eu me colocaria no lugar dela sem pensar. O breno fica tentando falar mamãe o tempo todo, é fácil pra mim? É???? Não é.

Fiquei de costa pra eles, não queria mostrar o quanto estava sendo fraco. Mas estava impossível. Meu pai se aproximou me puxou para um abraço.

- Vai ficar tudo bem.
- Não vai pai, já tem uma semana e está tudo do mesmo jeito.
- Vai ficar, cadê aquele garoto que tem uma fé inabalavel, Deus é poderoso filho. - era importante te-lo ali, eu podia chorar sem sentir vergonha, era o meu pai.
- Eu to com medo.
- Deus não dorme nunca, ele viu tudo o que você e ela passou. Ele vai fazer um milagre em nossa vida...
- O breno é tão pequeno pai. Eu quero que ela veja ele dar os primeiro passos junto comigo, assim como ouvimos ele falar a primeira palavra "certa". Eu não quero ter que ouvir um dia ele me perguntar "papai cade minha mãe" não quero ter que um dia explicar o óbvio. Eu não sei se sou forte o suficiente. Quero ela comigo, a gente tem tanta coisa pra viver. Temos um casamento pra planejar, daqui dois anos, um ano, ou até esse ano. Eu não quero mais ninguém, ela é a garota que eu sempre esperei, quando eu finalmente achei acontece isso?
- Deus vai nos surpreender. Não deixe de acreditar nunca.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Capítulo setenta e quatro

O segundo dia após do acidente eles me transferiram para o quarto. Eu estava ao ponto de ficar louco, eu queria ver a Andressa mas não podia. Eu queria olhar com meus próprios olhos que ela estava ali, que ninguém estava me enganando. Minha mãe saiu para outra pessoa entrar e vi a mãe da Andressa, ela é a Andressa com mais idade. Eu nunca a tinha visto daquela forma. Me senti doente. 

- Oi Luan.
- Oi Joana.
- Que bom que você está bem. - ela me abraçou meio sem jeito e começou a chorar.
- Me desculpa, me desculpa.. Eu nunca colocaria a vida dela em risco. Eu me colocaria no lugar dela se fosse possível.
- Eu estou com tanto medo.
- Eu também.
- Se eles desligar os aparelhos e ela estiver morta, eu não vou suportar, não tenho forças o suficiente para enterrar minha filha. - minha garganta secou ouvindo aquilo.
- A Andressa é forte. - tentei aliviar ela e a minha dor. Ela não disse nada.
- Realmente estou feliz por você estar bem. O Breno é tão pequeno...
- Eu não sei o que falar. Não sei se eu preferia isso. - a encarei com os olhos inundados. - Eu não sei mais como imaginar minha vida sem a sua filha. Ela foi a melhor coisa que me aconteceu, me deu o melhor presente. Minha vida sem ela acabou.
- Ela é forte. - ela tentou me reconfortar da maneira que fiz. Abaixei a cabeça.
- Você pode trazer o Breno? Queria ele comigo.
- Eu faço.

Mas quem apareceu com o Breno, foi meu pai que estava resmungando quase chorando.
- Ai está você. - ele disse.
- Oi pai. - ele ficou me encarando. Seus olhos se encheram d'água.
- Por um momento pensei que você tivesse morrido. - ele falou tão baixo quanto um sussurro - Me senti morto por alguns minutos, até descobrir que você estava vivo.
- Eu estou.
- Graças a Deus. - ele deitou o Breno no meu colo e me abraçou. Ele estava chorando baixo, era raro vê-lo chorar
- Estou bem, pai.
- Você está.. - deu uns tapinhas nas minhas costas - Ela vai ficar também. Andressa já nos provou milhares de vezes do quão forte é. Ela vai ser a nossa história de milagre. Ela vai nascer de novo. Você não a perdeu, nós não a perdemos. - fechei os olhos sentindo as lágrimas e meu coração se apertando a cada palavra ouvida. - E você é forte, filho. Pensa no teu moleque, ele precisa de você. Enquanto ela estiver assim, você é pai e mãe. Ele precisa de você, você precisa ser forte mesmo que isso lhe custe.
- Eu sei.

Ele me soltou, peguei o breno com o braço bom. Ele estava com os olhos grande me olhando e parecia cansado. Acariciei seus cabelos.

- Fiquei sabendo que você não tá dormindo, não pode não, bre.. - ele sorriu pra mim, me tirando um sorriso. Ele me lembra a Andressa, mesmo que todos falam que ele parece comigo. Ela me lembra ela. - Você tem que dormir, filho. Comer.

Tentei faze-lo dormir enquanto conversava com o meu pai e ela dormiu. Suspirava fundo, agarrou em meu dedo enquanto dormia.

- Ele precisa de vocês.
- E eu preciso dele.
- Estou rezando muito, filho. Ela é da nossa família. Como uma filha pra mim e sua mãe. Adoramos-a.

Não respondi nada, minha mente parecia estar vazia e cheia ao mesmo tempo.

- Você parece cansado, dorme um pouco.
- Queria ver ela.
- Eles não deixam.
- Pai, chama o médico pra mim
- Tá.

Ele saiu do quarto, fiquei olhando o Breno. Beijei seu rosto. Eles apareceram.


- Oi rapaz, como você está?
- Bem.
- Seu pai me chamou disse que você queria falar comigo.
- Queria ver minha namorada. - ele não disse nada - Só vê-la, não importa por onde, pode ser atrás de um vidro, eu vou me contentar. Eu já perdi as contas de quantas vezes ouvi falar que ela morreu, vai que vocês..
- A gente não faria isso. As notícias que correm todos sabem que é sem confirmação.
- Então deixa eu ir vê-la.
- Não autorizamos, ainda mais você que está machucado...
- Por favor. Eu não farei nada. É só vê-la, um minuto, eu só quero ter certeza. Quero que ela saiba que estou com ela.
- Ela não sente. - ele disse sem rodeios, respirei fundo para não falar alguma coisa e perder a razão.
- Eu só quero estar la, mesmo que ela não sinta. - ele me observou, seu rosto impassível - Eu posso pagar, sei lá..quantos você quiser.
- Eu não trabalho por dinheiro, Luan! Eu sou correto.
- Eu não quis dizer isso, mas será que você não imagina que poderia ser você, ser alguém da sua família e que o desejo é estar perto? Ela é a mulher da minha vida, mãe do meu filho. EU coloquei ela nesse estado, se ela não sobreviver, eu vou carregar essa culpa até morrer. Deixa eu ver ela por favor.
- Nós sabemos que você não tem culpa.
- Eu preciso fazer o que? Dinheiro você não quer, o que você precisa?
- Se você continuar assim, vou ter que chamar as enfermeiras...
- Pra me apagar? É porque não é um familiar de vocês, porque não é sua esposa, sua filha, sua mãe. Mas os outros pode. Não é com vocês mesmo.
- Luan - meu pai falou.
- EU SÓ QUERO VER A ANDRESSA, ISSO É TUDO!!!!
- Certo, Luan. Vou deixar. Peço que a criança fique.

Levantei e entreguei o breno para o meu pai com cuidado e caminhamos até a UTI.

- Ela machucou bastante. Não sei se você chegou a vê-la no acidente. Não sei se te contaram as fraturas que ela teve.
- Minha mãe contou. Ela está no canto direito.
- Sim.
- O aparelho está certo?
- Sim.
- Ah.
- Eu gostaria de deixar você entrar, mas não posso. Não é falta de coração, são regras e regras devemos cumprir. Tenho certeza que você sabe disso.
- Eu sei. - meu olho inundou. - Ela sobreviverá?
- Estamos fazendo tudo para que sim Luan, mas ela não reage. Não da um sinal.
- E se eu conversar com ela?
- Luan, nada que fazemos irá resolver. Ela é a única pessoa que pode fazer algo.
- Me disseram que eles podem ouvir quando estão de coma.
- Sim, podem, mas isso não significa, necessariamente, que o paciente processe o que está ouvindo.
- Ela pode ficar assim pra sempre?
- Sim! Levamos como estado vegetativo, o que pode durar anos e até décadas. No entanto, quando a pessoa apresenta morte encefálica, o coma vem acompanhado por disfunções sistêmicas que levam à parada cardíaca e respiratória depois de poucos dias. Como ainda tem dois dias, vamos esperar, mas é ela, Luan! O que tinhamos que ser feito já fizemos, que foi as cirurgias e todos os outros procedimentos, agora é ela.
- Se ela demorar a voltar, é pior?
- Sim. Quanto mais tempo o paciente permanecer sem resposta, maior é a dificuldade de recuperar-se e aumenta a chance de sequelas.
- Entendi. Eu nunca vou poder ve-la, toca-la enquanto ela estiver aqui.
- Vamos esperar um pouco. Eu vou tentar. - assenti - Mas se eu não conseguir lembre que não foi por falta de vontade.
- Me desculpa por aquilo, mas eu realmente precisava vê-la.
- Eu sei perfeitamente. Está tudo bem rapaz, espero que as coisas fiquem bem. Vamos?
- Sim.

Ele se virou, caminhando. Encostei meu rosto no vidro e sussurrei.

- Eu te amo, volta pra mim. Não me deixe.



comentem para que eu possa postar o próximo!!!!

domingo, 9 de julho de 2017

Capitulo setenta e três

                        Narração off.

"Luan Santana sofre acidente com a namorada"
"O cantor Luan Santana, sofreu acidente no ínicio da madrugada com a namorada, na BR 101. O carro do cantor entrou em choque com uma caminhonete que vinha acima da velocidade."

                        Bruna narrando.


- Mãe.. - bati na porta do seu quarto. Minha cabeça estava doendo.
- Oi?
- Falou com o Luan?
- Não, porque?

Entreguei meu celular a ela, que perdeu a cor.

- O que foi, Bruna?
- Estão dizendo que o pi sofreu acidente, pai. - as lágrimas começaram a cair. Minha mãe pegou o seu celular e só deu desligado. Então começaram a ligar pra ela, para o telefone do meu pai, para o meu, para o da casa. Estavamos em choque, não sabíamos o que fazer. Minha mãe atendeu, colocando no viva voz.

- Oi boa noite. Falo com a mãe do Luan Santana? - ela não respondeu.
- Mãe..
- Oi, pode falar é o pai. Pode falar
- O Luan Santana sofreu um grave acidente na BR 101. Trouxemos ele e a namorada para o hospital Vera Cruz em campinas.
- Ele está como?
- Ele está em estado estável. Ele conversou quando estavam resgatando-os
- A Andressa, a namorada dele.
- O estado dela é grave. Não sabemos mais o que informar. Ela deu entrada desacordada no hospital, isso é tudo.
- Você pode me passar o endereço?

Ela passou o endereço e fui pro quarto. Liguei para a amiga dela. Que atendeu com a voz sonolenta de sono.
- Alô?
- Oi, Sarah. É a bruna irmã do Luan.
- Oi Bruna, tudo bem?
- Você está sabendo?
- Do que?
- Luan e a Andressa sofreram acidente. - ela não disse mais nada. - Oi? - ela riu
- Isso é um trote?
- É sério. Eu queria que você avisasse os pais dela. O caso é grave.
- Bruna.. eu não estou entendendo. Você está mesmo falando sério.
- Infelizmente. Está em todo site e ligaram do hospital pra gente.
- Oh, não. - ela começou a chorar. - Onde eles está, eu estou indo? E o Breno?
- O breno.. ficou com a gente. Eu vou te mandar o endereço, você está com o seu namorado, vão com calma. Está tudo perigoso.
- Ele.. ele está aqui. Ele está. - limpei as lágrimas
- Eu vou desligar e te mando.. você avisa os pais dela?
- Uh, sim. Aviso. Vou esperar o endereço, obrigada Bruna.
- Por nada.

                        Luan narrando.

Senti muita dor ao tentar mexer minhas pernas, tudo estava doendo. Abri meus olhos sentindo um clarão atrevessar meu rosto. Estava em uma sala.. de hospital? Minha cabeça estava doendo muito. Encontrei uma mulher na minha frente, tocando em meu braço. Tentei levantar rápido, porque estou aqui?

- O que está acontecendo? Porque estou aqui?
- Senhor, fique calmo. Deite-se, eu preciso terminar o curativo.
- Pra que curativo?
- O senhor sofreu um acidente. - isso foi tudo o que ela disse. Começou a passar um filme na minha cabeça, e me lembrar de tudo.
- Minha namorada? - tentei levantar de novo e ela me deitou.
- Senhor, por favor.
- Me fale dela, por favor.
- Eu não sei dela.
- Você está mentindo.
- Não estou, não sei da sua namorada. Qual é o nome dela?
- Andressa. Ela tem os cabelos longos e escuro. Os olhos preti, 1,64 de altura.. - ela me cortou
- Eu vou verificar. Mas não posso te dar informações da qual eu não sei, você pode se acalmar por favor?
- Deixa eu ir ver ela.
- Senhor, você quebrou o braço e está com vários machucados espalhados pelo corpo você pode me ajudar? - e ninguém iria me ajudar? Ninguém poderia responder a minha pergunta?

Comecei a ficar eufórico e ela me apagou com uma injeção. Acordei e encontrei minha mãe chorando e segurando minha mão.

- Filho. - a televisão estava ligada no volume baixo mas dava pra ver.
- Mãe.. A Andressa.

"A notícia que temos é que a namorada do cantor Luan Santana, Andressa 24 anos não aguentou aos ferimentos"

Senti alguma coisa morrer em mim. Comecei a gritar, aquilo não poderia estar acontecendo. EU MATEI MINHA NAMORADA, A MÃE DO MEU FILHO, A MULHER DA MINHA VIDA. Tentei levantar da cama e quase caí. Apareceu dois enfermeiros aplicando uma injeção na minha veia. Acordei, já estava escuro. Minha mãe estava alisando minha mão.

- Ela não morreu, filho. - suspirei - Mas está entre a vida e a morte. Respirando com ajuda de aparelhos. O médico deu 6,5% de vida pra ela. Ela não está reagindo a nada. Ela sofreu traumatismo crâniano e está em coma, não reage a nada. O médico está com medo dela estar... morta. - levei o braço bom até os meus olhos e as lágrimas foram descendo - Ela pode ficar com sequelas, epilepsia, paraplegia ou cegueira, se acaso ela acordar...
- Por favor, mãe. Para!
- Eu só queria te informar, já que ninguém te disse nada, eles falam que pode prejudicar sua recuperação.
- Minha recuperação maior é a Andressa viva.
- Eu sei. Eu estou rezando muito. O Breno parece estar sentindo, ele não dorme, não bebe leite, não tá fazendo nada, e começa a chorar do nada. Mas ele não pode te ver enquanto não ir para o quarto.
- Imagina se a gente tivesse levado ele.
- Não pensa isso. Está tudo bem com ele.
- Mãe, a culpa é minha.
- A culpa não é sua. É do motorista. Ele estava bêbado, e em alta velocidade.
- Eu não posso vê-la?
- Ninguém pode, ela esta na UTI.
- Os pais dela sabe?
- Sim.
- Meu Deus mãe.
- Joana desmaiou duas vezes. Está tudo ruim. Carlos está deslocado, me senti no lugar deles quando recebi a notícia do acidente.
- Eu gostaria de falar com eles.
- Eles não estão aqui. Seu pai levou eles até nossa casa.
- Eu queria ver ela, mãe. - ela acariciou minha mão. - Eu não quero viver uma vida em que ela não está ao meu lado. Eu tinha tantos planos. A gente tinha tantos planos. A gente tinha uma família, sem ela tudo isso acaba, mãe. Eu não quero isso pra mim. Eu não quero ter que acordar e saber que eu a matei, que eu não consegui fazer diferente. Porque não eu no lugar dela. Quantas coisas ela já passou só no tempo que esteve comigo. Agora que a gente começou a ter paz, parece que nada está do nosso lado. Todo dia acontece alguma coisa. Todo dia. Eu só queria viver em paz com ela. Sem nada acontecendo. E olha o que aconteceu. O inevítavel.


comentem pra eu postar o próximo

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Capítulo setenta e dois

{...} Liguei para o Luan, animada.

- Você pode falar?
- Posso, o que foi?
- Recebi duas propostas..
- De quem e de que?
- Duas agências me ligou.. Uma para tirar fotos minha para uma das próximas ediçoes da revista e outra para uso.. outdoor essas coisas.
- Qual?
- Uma dela foi a playboy...
- Ata. Você disse que não claro.
- Eu disse que iria pensar. - ele riu
- Eu preciso falar alguma coisa? Claro que não. - mordi o lábio, rindo
- Eu disse que não, mas o da outra aceitei.. é de lingerie.
- Ah, você quer me matar é isso?
- Tenho vontade. Pelada não. Isso eu acho muito pessoal.
- O único que tem que ver você pelada é o seu namorado. Eu infarto seeu descobrir que você posou pra playboy.
- Pra outra tudo bem?
- É sua vontade. Que dia é?
-  Depois de amanhã.
- Eu já tô em casa. Te levo e fico com o Breno.
- Eu estou animada! Amor, imagina se ficar legal.
- Com certeza vai ficar, você é linda!
- Eu nunca pensei que isso iria acontecer, estou bastante animada. - ele riu
- Que bom amor, eu fico feliz pela sua felicidade. Acredito que será o primeiro de muitos, você é linda, cativante, gata, gostosa..
- Bom do namorado é isso.. - rimos.
- E o bre?
- Sua mãe quis leva-lo para passear.
- Ah, que bom.
- E você, o que esta fazendo?
- Deitado. Estava assistindo televisão, pensei em ir pra academia hoje, mas to quase desistindo.
- Deixa sua energia pra gastar comigo! - falei baixo, sorrindo
- Essa energia está sempre comigo.

Conversamos por quase duas horas. O meu dia passou rápido. Marizete chegou e passou o resto do dia comigo. Minha sogra é maravilhosa, muito atenciosa e uma excelente avó. Breno a ama com toda intensidade, ele não precisa falar para termos certeza disso, fica todo feliz e animado quando ela aparece. O dia seguinte, foi tranquilo. Claudia e eu fizemos várias coisas boas de comer, luan iria amar tudo. Na madrugada, acordei para dar mamá pro Breno, estava mais dormindo que acordada, levei ele pra minha cama e dei mamá enquanto quase pegava no sono. Acordei com um beijo na bochecha.

- Cheguei.
- Oi amor. Não consegui te esperar.
- Volta a dormir, vou tomar um banho.
- Tá bom. - ele deu um beijo na minha testa e beijou o Breno.

Acabei dormindo, só senti ele deitar ao meu lado e me puxar, o Breno não estava mais na cama. Aninhei no seu peito e dormimos. No ínicio da manhã ele me levou para tirar as fotos. Fui muito paparicada, não sabia se era porque eu era a namorada do Luan Santana ou se eles realmente eram assim. Luan ficou um pouco e depois foi embora com o Breno.

- Ele deve ser um super pai.
- Ele é sim. Breno mal entende direito das coisas mas entende quando o Luan tem que viajar e chora tanto que as vezes me da vontade de ir com ele.
- Deu pra perceber o quanto ele e apegado, pelo jeitinho dele.
- Ele ama o Luan mais que tudo.

As fotos ficaram lindas, eu realmente amei tudo. A forma como eles me trataram do começo ao fim foi ainda mais gratificante. Eu não esperava algo desta forma e me surpreendi. Escolhi as fotos que mais gostei e fiquei esperando o Luan para me buscar.. Passamos a tarde matando saudade um do outro. Brincamos com o breno pela casa, colocamos a piscina pra aquecer e nadamos. Breno ama água, não quer sair nunca. Estavamos brincando com de repente, o breno falou sua primeira palavrinha.

- Papa. - Luan me olhou com os olhos arregalados e brilhante.
- O breno falou papa?
- Não. - revirei os olhos.
- Caramba, eu disse, eu disse. - Breno estava rindo, todo sapeca, como se estivesse esperado para dizer isso a qualquer momento que estivessemos nós três.
- A mamãe falou pra você falar mama primeiro, agora não vamos aguentar o ego do seu pai.
- Fala assim pra sua mãe: aceita mamãe. - rimos e abracei o Luan enquanto ele brincava com o Breno.

A noite fomos pra casa dos pais do Luan ele contou sobre o Breno falar a primeira palavrinha trocentas mil vezes. Me fazendo rir, ele estava tão feliz com aquilo, o que me fez bastante feliz. Eu adorava aquela família. O jeito que eles me acolheram. Vou ser eternamente grata.

Luan sentou do meu lado e beijou minha bochecha.

- O que está pensando?
- Nada.
- Hum, me convence.
- Não é nada. Só estava prestando atenção em vocês. Adoro estar aqui. - ele sorriu.
- O que acha de uma viagem curtinha? Na minha folga, um dia fora. Só nos dois. Eu e você, você e eu.
- E o Breno?
- Falei com a minha mãe, é só um dia. Nada mais que isso. Só pra gente tirar um descansinho. Tem tanto tempo que não curtimos um ao outro, sem "nada" por perto.
- Sim, onde?
- Surpresa. - beijou meu queixo.

Aproveitei para postar uma foto do Breno, que eu tirei ontem. 

Você é sinônimo de amor e gratidão. 💚  #mãedemenino #meuhomenzinho    


(...) E o pior aconteceu.



 Luan narrando

Estávamos de cabeça para baixo, senti uma dificuldade enorme para falar, a senti presa em minha garganta, mas eu precisava falar. Olhei para a Andressa e não a vi se mexer. Meu Deus não. Meu corpo doía, eu não estava conseguindo me movimentar, eu precisava tira-la desse carro, eu preciso salvar a mulher da minha vida, mas eu não consigo sair do meu lugar. Eu não consigo lembrar do que aconteceu, eu não tenho ídeias de quantas voltas o meu carro deu. Tentei levar meu braço até ela, seu rosto estava sangrando, o rosto pendendo para o lado.

- Amor. - falei o mais alto que consegui - Amor, não me deixe. - fechei os olhos e implorei para que chegasse uma ambulância logo e nos tirasse dali. Ela estava tão quieta, ela nunca esteve tão quieta assim ao meu lado, sua respiração estava parada. Eu não posso acreditar que o pior aconteceu. O meu pesadelo virou realidade. - Não me deixa, Andressa, não me deixa. - uma lágrima deslizou em meu rosto e fechei os olhos. A dor se intensificava cada segundo mais, até meus olhos doíam. - Amor. Aguenta firme. Alguém está vindo. - sussurrei. Levei a mão até a dela fazendo o máximo para conseguir ter forças de aperta-la. Ela não pode me deixar.

Ouvi um barulho longe de sirene, era uma ambulância.. Tinha pessoas ao nosso redor. Estavam tentando tirar a gente. Comecei a suplicar.

- Salve ela.. Salve ela.. Ela é tudo pra mim. Salve a minha namorada. Por favor.

Tentei observa-la, já fora do carro, mas meu pescoço estava duro. Eu queria olhar em seus olhos e saber que ela está viva, que tudo vai ficar bem.

- Ela está gravemente ferida. O sinal de pulso está muito devagar. Não sabemos se ela irá sobreviver. - ouvi eles falarem de longe e senti meu coração apertar com tanta força que gemi de dor. Eu matei a mulher da minha vida



comentem pra eu postar o proximo

terça-feira, 4 de julho de 2017

Capítulo setenta e um

Nos arrumamos pro show e descemos. Luan o levou no colo. Breno mandava beijo pra todo mundo que aparecia na frente, com seu jeitinho único e encantador. Quando passamos pela porta para ir pra van Well pediu para que não gritasse, o Breno ficou todo assustado com aquele tanto de gente.

- Manda beijo pra elas também, filho. - ele começou a chorar e esticou os bracinhos pra mim. - Bre, são fãs do papai. Porque você está chorando. - ele agarrou o pescoço do luan, e ficou olhando-as que sorriu e fizeram um coro de "awn" ri baixinho. - Dá tchau pra elas e manda beijo. - ele ficou quietinho, apenas olhando. Todos riram e ele me entregou o Breno. Quando estava subindo Luan falou - e agora bre? - Breno fez peixinho na sua forma de mandar beijo, deixando todos apaixonados. - É difícil igual a mãe. - revirei os olhos rindo.

Ele atendeu e entrou na van. Brincamos com o Breno o trajeto inteiro. Quando chegamos no local do show a parte que entramos tinha bastante gente. Well desceu, pediu para esperamos um pouco e em seguida fomos. Carreguei o Breno. Luan me ajudou a descer, estavam todos eufóricos, ele pegou o Breno, entrelaçou nossos dedos. Breno estava ainda mais assustado.

- Que lindossss!
- Ahhhhh que fofura
- Deus, ele é lindo.
- LUANNNN.

Luan acenou. Olhou o Breno.

- Cadê o beijo. - breno fez dessa vez e as pessoas gritaram ainda mais alto.

Fomos pro camarim e me sentei, aquele salto alto já estava me matando, fiquei com o Breno enquanto Luan começou a atender imprensa e fãs. As pessoas da estrada veio conversar comigo e falar com Breno. Ele estava querendo falar com todos do seu modo. Luan sentou para comer do nosso lado.

- Não vai comer nada?
- Comi no hotel.

Aproveitei que ficamos sozinhos no camarim e dei mamá pro Breno.

- Nossa papai, que fome. - Breno soltou meu peito e ficou encarando o Luan. - Se você não pegar eu pego. - Breno voltou a mamar, segurando firme minha roupa. Luam gargalhou. - Tá vendo. Não é só eu. - revirei os olhos e passei as mãozinhas no cabelinho dele.

Muito tempo depois fomos para a lateral do palco e Luan foi em outra direção. Amava a abertura, Breno estava todo animado vendo o show do papai pela primeira vez.

- O moleque está feliz. - chicão falou.
- Ta mesmo.
- Quando o Luan parar pra falar alguma coisa coloca ele no chão que o Breno vai até ele.

E assim fiz quando o Luan parou, breno foi engatinhando devagar, Luan percebeu e olhou pra ele.

- Olha gente. Tem alguém vindo. - Breno sentou e ficou olhando pra multidão diante dele. Todos queriam ver, ele estava sentadinho assustado com aquele mar de gente.
- Vai filho. - falei baixinho, como se ele fosse ouvir.
- Vem bre. - ele olhou pra trás, para o pessoal da banda, olhou pra mim e acenei com a mão para ele ir. Ele voltou a olhar o Luan e começou a engatinhar. Luan sentou no palco e o Breno logo o alcançou e levantou com ele no colo. - Fala pra eles: oi gente, eu sou o Breno. - mas o Breno estava interessado no microfone do Luan e mais nada. Luan entregou pra ele mas continuou segurando.
- Baba ba - e logo levou a boquinha até o microfone me fazendo rir da cena
- Microfone não é de comer, filho. - todo mundo riu. - Da tchau para os fãs do papai.

Ele levantou o rostinho olhando para o público e ficou.

- Sem tchau? - luan perguntou. Breno o olhou virou o pescoço me procurando, sorri pra ele. Voltou a olhar pra frente e não vi se ele estava fazendo alguma coisa, mas todos gritaram. Luan riu e trouxe ele pra mim. Ele bebeu água, selou meus lábios e voltou sorridente

(...) O show foi maravilhoso como sempre. Voltamos pro hotel, Breno já estava cansadinho e manhoso. Dormiu no colo do Luan enquanto íamos para o hotel. Chegamos lá e tinha algumas meninas. Well pediu para que não gritassem e achei bonito da parte delas pois não gritaram quando viram o Luan. Ele acenou e tirou alguma fotos. Entramos no hotel, os olhares foram para os dois. Fiquei olhando e sorrindo.

- O que foi?
- Nada. - Entramos no quarto e ele deitou com o breno.
- Vou tomar um banho.
- Tá, vou arrumar aqui pra gente. - ele me beijou terno e caminhou em direção ao banheiro tirando a camiseta, fiquei o olhando. As vezes eu não acreditava que ele era meu, que eu estava aqui com ele, que ele estava tirando a camiseta na minha frente e ja fez isso milhares de vezes. Sorri, e ele se virou jogando a camiseta no meu rosto.

- Para de sorrir assim. - tirei a camiseta do meu rosto e o encarei.
- Acho que estou ainda mais apaixonada.
- Você estava com saudade.
- Eu estava.
- Vamos matar essa saudade.
- Vamos.. - caminhei até ele. Mas parei, dando a volta - Não vamos não, tenho que arrumar aqui, você sabe que o Breno rola bastante. Eu.. vou.. nossa vai tomar banho.
- Você não quer tomar banho comigo? Lavar minhas costas.. Adoro lavar o seu corpo, ver você com as duas mãos na parede.. - suspirei fundo.
- Vá. Eu preciso fazer isso aqui.
- Porque você não quer tomar banho comigo? - ele desabotuou a calça, sua cueca boxer preta, senhor.
- Para de me provocar, Luan. Eu preciso arrumar aqui. - virei de costas pra ele.
- Tudo bem. Se você mudar de ídeia. Adoraria matar sua saudade. É sempre bom, matar o que está nos matando. Você sabe que é. - fechei os olhos, contei até 10, e esperei ele entrar no banheiro para soltar um suspiro pesado. Arrumei nossas coisas, a cama, troquei a roupa do Breno. Luan ainda estava no banheiro. Tirei minja roupa permanecendo apenas de lingerie. Ela era de renda preta, ele adorava. Peguei minha escova de dente e entrei no banheiro. O banheiro estava parecendo uma sauna de tanto vapor e quente. Coloquei colgate na minha escova e a molhei. Ele jogou água no box, e me olhou. Escovei os dentes e fui até ele.
- Você já esfregou suas costas?
- Eu estava esperando por você.
- Hum.. - sorri, mordi o lábio. Olhei seu corpo, sorri. - Mas aí vou me molhar, vamos deixar para outro dia. - Me virei mas ele segurou meu cotovelo
- Você disse o que?
- Eu disse alguma coisa? - ele me puxou para dentro do boxe.
- Você está malditamente gostosa. Seu corpo me deixa louco, você me deixa louco.
- Deixo? - levei as mãos até o fecho do meu sutiã, tirando-o devagar. Ele exasperou.
- Eu quero te foder até perder os sentidos.
- Você quer?
- Muito. Caramba, que saudade de você. - beijou minha boca

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...