sexta-feira, 28 de abril de 2017

Capítulo cinquenta e dois

Dias mais tarde.

Já havia recebido alta, mas Breno ainda estava na UTI. Passei 4 dias praticamente quase sem ir em casa, fui apenas para tomar banho, eu queria que ele soubesse que eu estava aqui, que eu não o deixaria por nada. Mas eu fui vencida pela exaustão e acabei desmaindo, fui atendida e me pediram para ir pra casa ou eles não me deixaria mais entrar. Passei a dormir todos os dias no meu apartamento, mas passava o dia todo aqui esperando alguma reação, notícia, seja o que for e infelizmente nada mudou. Minha mãe estava sendo minha companhia, passava o dia todo comigo tentando me concentrar em outros assuntos.. Luan começou a aparentar o baque, ele estava viajando, mas tive que conversar bastante com ele. Estava conhecendo um Luan fechado e com medo, o que me desesperou. Eu andava voada, as pessoas falavam comigo eu mal ouvia. Meu pensamento era Breno, Luan, Luan e Breno

- Filha, você me ouviu?
- Desculpa mãe, estou longe.
- Eu vou trazer o seu almoço, quero que você coma, prometi ao Luan que faria você comer, e outra.. saco vazio não para em pé, lembra? - suspirei
- Ok, vou comer! - ela beijou minha testa e saiu. Foquei na televisão, meus olhos estavam quase fechando, eu mal havia dormido nos últimos dias.
- Bom dia.
- Bom dia. - suspirei, encarando o Dr. Marcos
- Hoje é um bom dia. - ele afirmou
- Eu não tenho um bom dia, faz dias que eu nem sei mais o que é ter um bom dia!
- Mas hoje é um bom dia. Sabe porque?
- Porque? - Dr. Marcos me olhou sorridente.
- Alguém resolveu que não quer mais ficar na UTI. Eu ficaria muito feliz, se você descobrisse quem. E o quanto estou animado para dar essa notícia a você e todos que espera. - meu coração estava batendo muito rápido e forte em meu peito.
- Você está dizendo que.. Meu Deus.. O Breno, meu menininho está saindo da UTI.
- Sim, ele se encontra no berçário. Essa é uma noticia boa, senhorita Andressa? - eu o abracei pela força do impulso.
- Obrigada dr Marcos, essa é a melhor notícia nesses meus 23 anos, eu quero muito vê-lo. Eu acho que estou chorando, eu.. to eufórica. - ele sorriu
- Eu acho que você gostaria de toca-lo. Estou certo? - soltei um grito abafado, eu não estava mais conseguindo me controlar.
- Sim, muito. Eu acho que vou passar mal.
- Ficamos felizes com a força de vontade que ele teve pra viver e sair da UTI, desde tão pequeno.
- Eu estou muito feliz, eu me sinto em choque. Eu quero muito vê-lo, eu gostaria muito Dr. Marcos.
- Vamos

O acompanhei até o berçario. Coloquei a touca, o jaleco, lavei as mãos e expremi alcool e gel. Eu estava anestesiada, estou em festa internal. O segui pelo grande berçario, e logo ele parou junto a uma enfermeira. Eu ouvi o seu chorinho pela primeira vez, o olhei, enquanto ela trocava os medicamentos dele.

- Talvez você não demore a levar ele pra casa! Isso vai depender dele, se ele continuar como está logo vocês estarão livres daqui.
- Eu não vejo a hora de ir pra casa! E leva-lo!
- Isso não vai demorar, ele é um carinha forte.
- Ele é. - sorri.

Toquei no Breno pela primeira vez, e as lágrimas começaram a descer sem parar. Ele era tão molinho, pequeno, as bochechinhas mordíveis. Eu estava tão animada para contar ao Luan, que eu não estava conseguindo me segurar.


- A partir de hoje você começa a amamenta-lo. Ou..
- Sim, eu estou sempre aqui, nossa. Eu faço.
- Agora devemos retornar.
- Sim. - sorri. Beijei sua bochechinha e ele choramingou baixinho. - A mamãe te ama muito, Bre. Não vejo a hora da gente ir pra casa, eu sabia que você era forte. Você é a minha maior vitória. Você não sabe como a mamãe está feliz, e querendo correr para contar pro seu pai. A gente te ama com uma intensidade que nem nos mesmo sabemos explicar. Logo estaremos indo pra casa. A mamãe te ama, muito! - beijei sua mãozinha. - Muito mesmo.

Saimos do berçário, de volta para a sala de espera, minha mãe estava lá, com a feição preocupada. E eu queria pular feito uma criança satisfeita com seu novo presente.

- Ele saiu da UTI mãe, eu ouvi seu chorinho, ele é a coisinha mais gostosa do mundo.
- Você está falando sério? - levou as mãos até a boca.
- Muito sério, mãe. Deus é maravilhoso. Eu tenho que ligar pro Luan. Preciso contar isso á ele.
- Liga filha, ele vai ficar tão feliz com essa notícia.

Disquei seu número e ele não atendeu, liguei mais 4 vezes e nada. Fiquei conversando com minha mãe e o médico. Saí um pouco para respirar. Meu celular vibrou no meu bolso. Era o Luan.

- Alô?
- Hum.. Oi.. Eu estava no banho.. 

- Luan.
- Oi, amor. - ele disse baixo - Você me ligou 5 vezes e.. Eu..
- Amor, o Breno..
- O que tem o Breno - me interrompeu.
- Você vai deixar eu falar tudo, sem me interromper?
- Sim.
- O doutor Marcos veio falar comigo, sobre o Breno..
- Fala logo caramba!
- Ele saiu da UTI. Ele foi pro berçario, ele está respirando sem nenhuma ajuda de aparelho. Eu ouvi o chorinho dele, logo vamos poder ir pra casa. Ele está vivo, nosso Breno é forte. Eu estou tão feliz, é a melhor notícia.
- Amor, caralho.. - suspirou fundo - Eu tive um pesadelo horrível com ele, na noite passada! Eu quero estar aí pra levar vocês pra casa, meu Deus, vamos levar o nosso muleque pra casa, isso é.. bom demais. Eu pedi tanto pra Deus. Porra, eu amo muito vocês.
- Eu estou tão feliz, me sinto voando. Que sensação incrível
- Quem está com você?
- Minha mãe.
- Graças a Deus, agora é esperar ele receber alta.
- O médico disse que não vai demorar, isso depende do Breno.
- Sera que ele estava esperando o seu aniversário? - riu.
- À de parecer né! Deus é bom o tempo todo, eu estou muito feliz, esperei tanto por isso!
- Ele é. Eu amo vocês.
- Eu também te amo, muito!
- Parece que é a primeira vez que respiro bem desde que tudo aconteceu
- Eu também. O aperto que estava sentindo saiu de mim. Não vejo a hora de ir pra casa com ele, estou sonhando com esse dia.
- Estamos. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Capítulo cinquenta e um

Acordei e lá estava Marizete e Sarah, me olhando com os olhos vermelhos.

- Eu não quero ouvir nada. - fechei os olhos
- Amiga, ele está numa encubadora, os médicos conseguiram salvar ele, Deus estava com a gente eu disse..
- Ele é lindinho, Andressa, eu o olhei e vi o Luan quando nasceu. - abri os olhos e suspirei aliviada.
- Eles disseram que foi muito difícil, que ele realmente nasceu morto, que não podiam ter esperado, e que foi erro deles. Mas que eles conseguiram. Que tentaram até o fim.
- Eu quero ver ele, ele é meu filho, eu quero ter certeza de que ninguém está mentindo pra mim.
- Não estamos, a gente não faria isso, vou chamar a enfermeira. - Marizete saiu.
- Ele é a cara do Luan. - Sarah sorriu limpando as lágrimas.
- E ele?
- Está vindo, mas talvez chegue só de madrugada. Mas está vindo. Marizete disse que ele ficou atordoado.
- Eu quero ver o meu filho!!!

Esperamos a enfermeira chegar com a Marizete, e ela não queria deixar que eu fosse vê-lo. Mas o Dr Marcos, meu médico, chegou e me liberou para que eu pudesse. Me ajudou a levantar da cama, ele parecia muito nervoso.

- Eu espero que ele consiga passar por isso, o que podiamos fazer fizemos e ainda estamos. Agora é com ele é como ele reagirá, peço infinitas desculpas por esperar a dilatação, eu sou médico a anos, já teve casos parecidos com o seu e nenhum aconteceu isso, por isso fiquei tranquilo. - paramos em frente a UTI. - Não poderia deixar você entrar, mas a culpa está tão grande na minha cabeça que vou. - me ajudou a colocar o jaleco e a touca.
- Obrigada.. muito obrigada, eu só quero ter certeza de que meu filho está vivo

Adentramos a UTI, ele colocou alcool e gel em minhas mãos e o segui até a pequena encubadora. As lágrimas começaram a descer em meu rosto, ele era lindo, seus cabelos eram pretinhos, ele branquinho das bochechas rosadinhas.

- Oi meu amor.. - abaixei a cabeça - Oi meu amor.. - eu não conseguia falar nada, o barulho dos aparelhos estava me deixando nervosa e sem reação. - A mamãe está aqui te esperando, a mamãe quer muito te pegar no colo, te beijar, te apertar. Lembra aquele dia que a mamãe te falou que precisa de você? Eu  não estava mentindo, seu chá de bebê, seria na semana que vem. - limpei meu rosto - Mas você é meio apressadinho em. O aniversário da mamãe ta chegando, e o meu maior presente vai ser te ter comigo, eu e seu papai estamos muito ansiosos, a gente está feliz por ter você, estamos felizes por agora não ser mais so eu e ele, e sim nós três, com você fisicamente. A mamãe quer que você lute pela sua vida, meu amor. Você já é muito amado, eu estarei aqui a todo segundo para te mostrar isso, mesmo que não seja aqui tão pertinho, estarei do outro lado do vidro. Lute por você, o resto eu consigo, não me deixe.. A mamãe e o papai te ama muito, filho. Você é o nosso presentinho, você é a melhor coisa que nos aconteceu. Vem pra gente. Você é forte. Eu te amo, com todo o meu coração, e ah.. Seu pai vai morrer de amor quando ver que você parece ele. Eu te amo, Breno, eu te amo, muito.

Voltamos para o quarto, eu ainda não podia ter alta, minha pressão não havia abaixado, eu estava euforica, nervosa, angustiada e o Luan estava longe. Eu estava com medo. Eu nunca senti tanto medo em toda minha vida como estou agora. As pessoas estão conversando ao meu redor, mas eu não os ouço. Meu pensamento fica no Breno, no quanto eu quero que ele lute por sua vida e não me deixe. Eu não serei a mesma se ele não resistir. Adormeci em meio aos pensamentos. Acordei sentindo um cheiro familiar, era o Luan, ele estava ali, havia chego.

- Oi. - o abracei forte e chorei alto, sem me importar com nada. - Eu fui vê-lo.. - o encarei, seus olhos estavam vermelhos
- Ele tem tudo de você, a boca, o cabelo escuro, o nariz. - as lágrimas não paravam de cair.
- O que você fez?
- Eu queria sair de casa, estava tédioso, não tinha ninguém para conversar, me desculpa, mas não coloca a culpa em mim. Se acontecer alguma coisa com ele eu vou viver pra sempre com essa culpa. - ele me puxou para um abraço reconfortante.
- Nossa mulequinho é forte, você vai ver. Vamos sair daqui com ele, cheio de vida!
- Eu estou com medo, eu sonhei tanto com seu chorinho e não aconteceu. Parece que meu mundo tinha desmoronado na minha cabeça, e eu era a única culpada por isso. - seus lábios pousaram em minha testa por segundos
- Amor, o que a gente mais vai ouvir vai ser o choro dele de madrugada. Ele é forte, ele já nos deu uma prova disso. Mas eu preciso de você forte também. A gente vai passar por mais essa. "Ontem descobrimos sobre o deslocamento, hoje isso e amanhã vamos estar com ele". Você é tão confiante, cadê agora? Ele precisa de nós em primeiro lugar, precisa saber que estamos fortes e com ele. Ele não vai nos deixar. Nosso Breno é forte. - o apertei em meus braços. Eu o amava muito, ele me confortava como ninguém.

Luan Narrando

Andressa dormiu enquanto cantei pra ela. Eu estava detonado, meu filho tinha nascido morto, e agora está na UTI. Mas eu não vou demonstrar isso á ela. Ela precisa de mim. Se eu demonstrar fraqueza, tudo irá piorar.

- Eu vou ficar com ela, mãe.
- Não deixe ela ficar se culpando. A pressão dela está alta desde que chegou aqui.
- Ela chamou por você o tempo inteiro - sarah murmurou - No parto.. aqui..
- Eu poderia ter viajado depois da gravidez, isso está martelando na minha cabeça
- Ninguém esperava isso, filho. Eu estou rezando para os dois, eles vão ficar bem.
- Eu tenho fé que vai, mãe. Eu tenho.


Peço desculpas pelo sumiço, estava arranjando criatividade, e viajei também. Vamos interagir galero!!! Eu gosto muito de ler sobre o que estão achando, quando tiverem vontade. Opiniões são sempre bem vindas e ajudam-me. Espero que estejam gostando, é isso. Beijos. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Capítulo cinquenta

Estou caminhando para o oitavo mês e tudo o que o médico mais me pediu foi: repouso, repouso 100%, cuidado com qualquer coisa, tenha total atenção quando for andar. Comecei a acariciar minha barriga redondinha e conversar com o Breno. Meu celular tocou me tirando do transe.

- Alô
- Oi amor.
- Oie.
- Tudo bem?
- Tudo e com você?
- Tudo. - pensei em seu sorriso do outro lado da linha
- Hum, o que manda?
- Vou pro pantanal com os cara, você quer ir? Ou se importa se eu for?
- Não e não.
- Vou passar aí antes e você decide.
- Tá! Mas eu não quero ir, você sabe, eu preciso de repouso total - ri
- Você não se importa se eu for? Lá só vai ter homem pescando, jogando conversa fora e coçando o saco - riu
- Não importo. Quantos dias vai ficar la?
- Contando com hoje, 5
- Ah, tudo bem amor. Boa pesca.
- Eu vou aí antes de ir
- Eu te vejo aqui.
- Você sabe que a rede lá é horrivel
- Sim! Eu sei.


Conversamos por um bom tempo e desligamos. Cássia estava lá, sarah me ligava a cada 10 minutos, ela estava tão preocupada se eu iria fazer alguma coisa, como ela foi comigo na última ultrassom o médico pediu repouso total, agora ela ficava no meu pé mesmo quando estava fora. Luan veio aqui antes de ir viajar, comprou um cachorro quente que eu havia dito que queria comer, que eu pensei que ele nem iria lembrar e trouxe chocolates também. Ficamos brincando com minha barriga e namorando, eu amava quando ele estava por perto. Queria passar cada segundo do meu dia com ele, queria beija-lo como se não houvesse o amanhã. Sarah chegou e se juntou a mim na sala, que estava deitada quase dormindo.


- Oie.
- Oi amiga. - esfreguei os olhos.
- Estou cansadissima.
- Imagino.
- Vou tirar uns dias de folga pra ficar aqui com você
- Ei, não precisa! Se eu não me engano minha mãe vai vir. Ela só está ajudando meu pai com as coisas lá.
- Eu só vou esperar a lê voltar de viagem e vou tirar sim, não sei que dia sua mãe vai chegar.
- Você é teimosa, sabe que não precisa
- Sou mesmo
- Ei, e você mais o Igor?
- Hum, ta de boa.. O bruno me ligou hoje, achei estranho pois ele saiu daqui me odiando. Ele foi super gente boa comigo, disse que queria conversar.
- Oi - igor passou no corredor e foi pro quarto.
- Eu quero entender até hoje como ele entra nesse apartamento sem fazer um barulho - ri
- Ele deve ter ouvido, ou teve um dia cansado
- Eu já venho.
- Ok.

Comemos pizza de janta e depois fui-me para a cama. O dia seguinte foi bastante calmo, estava saindo da cama apenas para comer e ir ao banheiro. No dia seguinte, decidi sair do apartamento, queria ir ver a rua. Tranquei a porta e caminhei até o elevador. Comprimentei o seu Antonio, e saí. Andei pelo quarteirão, quando estava voltando não sei o que aconteceu e tropecei machucando meu pé e caindo com tudo, comecei a sentir muita dor e senti um líquido me molhar pernas abaixo. Gritei de dor, minha vista estava começando a escurecer, mas forcei até o ultimo, logo ví um homem correndo em minha direção e depois mais pessoas veio pra cima de mim, avistei o seu Antônio, que estava desesperado.

- Eu vou ligar para virem te buscar..
- Eu.. óhh, o Igor. Ele trabalha aqui perto. Eu não posso ficar aqui, eu vou perder meu filho. - as lágrimas começaram a escorrer, estava sentindo muita dor. - Seu antonio, liga rápido

Ele já havia saído do meu campo de visão
(...) Acordei numa cama de hospital.

- Oi, nossa que susto.
- O Breno?
- Os médicos estão esperando dilatar mas 2 centimetros, para começar o parto. É caso de urgência, mas eles não podem tirar o bebê sem ainda ter dilatado 100%. E estão com medo dele nascer sem vida. - fiquei parada. - A gente te pediu pra você ficar na porra do apartamento porque você ouve uma vez?
- Não briga comigo, eu só queria sair um pouco, Igor. Não é fácil ficar presa em um apartamento 24 horas. - entrou uma enfermeira e mediu minha pressão.
- A gente precisa que você mantenha a calma, sua pressão está a 21.
- Eu quero ter o meu filho logo. Por favor.
- Falta 1 cm para dilatar.

Fiquei esperando todo o tempo que gastou. Me levaram para a sala de parto, e sarah apareceu, eu não conseguia parar de chorar.

- Vai dar certo. Deus está com ele e com a gente! - beijou minha testa - Eu prometi que estaria aqui.
- Eu estou com medo.. O Luan, você tentou?
- Só da fora de área, liguei para os pais deles. A mãe dele atendeu, e disse que fará o possível para entrar em contato com ele, que lá é pessimo de área.

Iniciamos o parto normal.. Estava fazendo muita força e nada, eu não sabia se chorava ou fazia força, estava sentindo muita dor, para passar os ombrinhos dele a dor foi intensa, como nunca havia sentido, depois ele praticamente escorregou para fora de mim, pequeninho. Mas não chorou, ele não fez nem um baixo murmurio, como eu esperei tanto para ouvir

- Porque ele não está chorando? - perguntei desesperada e os médicos correram com ele para outra sala. - O que está acontecendo, EU QUERO O MEU FILHO, PELO AMOR DE DEUS.
- A senhora precisa ficar calma.
- MEU FILHO, VOCÊS DEMORARAM TODO ESSE TEMPO E ELE NASCEU MORTO, EU NÃO.. AMIGA, O BRENO ESTÁ MORTO, MEU DEUS, ELE NÃO CHOROU, ELE NÃO FEZ NADA, ELES CORRERAM COM MEU FILHO.
- A gente precisa que a senhora tenha paciencia, os médico farão de tudo para que ele sobreviva.
- VOCÊS MATARAM O MEU FILHO, VOCÊS MATARAM O MEU FILHO, EU VOU PROCESSAR ESSE HOSPITAL. BRENOOOOOOOOOOOO, ME TIRA DAQUI EU PRECISO VÊ-LO UMA ÚNICA VEZ.. - a enfermeira aplicou uma injeção na minha veia e minhas vistas foram escurecendo
- Eles farão de tudo. - foram as únicas palavras que ouvi antes de apagar.

sábado, 8 de abril de 2017

Capítulo quarenta e nove

A minha pequena "tour" com o Luan foi boa. Foi fascinante ver como tudo era, ver o amor de seus fãs por ele e vice-versa. Voltei pra casa animada, e então comecei a perceber que estava um clima estranho entre a Sarah e o Igor, eles pareciam se evitar a cada passo.

- Está tudo bem?
- Hum.. sim, porque? - Sarah respondeu-me forçando um sorriso
- Não é nada. - ri
- Como foi a viagem? - Igor perguntou.
- Eu disse duas vezes já que foi boa, aonde vocês estão com a cabeça quando digo as coisas?
- Ah, eu realmente esqueci.
- O que aconteceu aqui na minha ausência, porque vocês estão agindo assim?
- Não aconteceu nada! - disseram juntos
- E porque vocês estão assim?
- Assim como? Estamos normal, Andressa - Igor disse
- Vou perguntar de novo e pela última vez! O que aconteceu?
- Nada!! - responderam
- Hum, ok!

Mudei de assunto e assim foi nosso resto de noite juntos, depois cada um foi para o seu quarto e eu fiquei na sala assistindo televisão. Caminhei para o meu quarto e fiquei ouvindo musica com meu fone. Era quase 4 da manhã quando cansei e deixei os de lado. Abri minha porta devagar. Odiava acordar as pessoas, pois sei como é horrível. Fui até a cozinha e bebi um copo de leite. Quando estava voltando, ouvi um gemido baixo e contido vindo do quarto da Sarah, que horas o Bruno chego. Me virei para o lado e percebi a porta do Igor aberta, coloquei as mãos na boca. Caminhei devagar até a porta. E ouvi os dois conversando, oh meu Deus, e o Bruno, e a garota que o Igor estava pegando em seu trabalho. Fui para o meu quarto e fiquei pensando, pensando e acabei pegando no sono.

Na manhã seguinte, acordei com barulhos e conversas, não sei o que eles estavam falando mas me acordou. Levantei e fui até a porta, abrindo.

- Oi, vocês conhecem aquelas palavrinhas muito conhecidas, conversem baixo?
- Foi mal. - Igor disse
- Vocês conhecem, por isso que amo vocês. - sorri. - Será que posso voltar a dormir?
- É, sim? - falaram juntos.
- Vocês planejaram nesses dias que fiquei fora de falar junto, tudo que pergunto? É isso?
- Não. - responderam juntos outra vez
- Hum ok, beijinhos da dedê.
- Tchau

A tarde, estava quieta no sofá comendo pipoca, assistindo filme e engordando. A porta abriu rápido.

- Só não entendi porque, Sarah! - ouvi a voz do Bruno e da Sarah. - Eu te chamei pra jantar, você não quis, eu te falei para ir dormir comigo lá em casa você inventou uma desculpa, qual é sua, me fala.
- Eu só estava cansada! Estou indo pro serviço todo dia.
- Isso nunca te impediu de sair comigo. QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO
- Nada, Bruno, para de gritar!!!
- Você não tá mais feliz? Não estou te fazendo feliz, é isso?
- Não é isso, eu só ando cansada!
- Porra, á quem você quer enganar?
- Ninguém, ig.. Bruno

O corredor ficou silêncioso.

- Ahhhh - riu - Então é isso, esse é o motivo!
- Eu.. não.. Bruno..
- Eu.. não.. Bruno.. - repetiu o que ela disse - Vocês.. Uh.. não.
- Bruno..
- NÃO ENCOSTA EM MIM.
- Bruno a gente, eu e ele..
- Eu te falei que ele morando aqui a gente não ia dar mais certo, eu disse! EU DISSE.
- Bruno, ME DEIXA FALAR QUE INFERNO
- Sarah, você transou com aquele desgraçado? - ela ficou calada, os dois ficaram - Você. Transou. Com. Aquele. Filho. Da. Puta?
- Bruno..
- Me responde porra.
- Sim. - respondeu baixo.
- Como você fez isso com a gente, você recusou esses dias pra ficar com ele, pra transar com ele, e me inventando desculpas. Sarah, você.. puta que pariu.. - deu um murro na parede. - Enquanto eu estava planejando fazer algo pra você, você estava transando com aquele cara. Meu Deus, você jogou nosso namoro de 3 anos no lixo POR CAUSA DE UMA EX PAIXÃO DE ADOLESCÊNCIA?
- Bruno, não. Eu não queria que tivesse acontecido isso, mas ele.. a gente estava sozinhos.. Eu..
- Chega, chega. Está tudo acabado. TUDO SARAH, VOCÊ SABE O QUE É TUDO???? ESTÁ TUDO ACABADO ENTRE A GENTE. TUDO PORRA. - ouvi um barulho de porta, fez a apartamento todo tremer.

Ela apareceu na sala e chorou ao meu lado no tapete.

- Eu gosto dele.. Igor estragou tudo vindo morar aqui, meu Deus.
- Eu.. não sei o que falar, senta aqui. - ela deitou em meu colo e chorou.
- Eu odeio, simplesmente odeio não ter conseguido apagar o que sentia pelo Igor. Eu sabia que não ia dar certo a gente juntos, eu juro que tentei
- Amiga.. vocês..
- Transamos, uh, sim, loucamente, desde o dia que você viajou até essa noite. Fizemos o jantar juntos - ela limpou o rosto - e me lembrei de cada momento que ficamos juntos quando a gente namorou, foi tudo passando pela minha cabeça e eu tomei iniciativa, Andressa. Como se eu estivesse esperando aquilo a anos. Eu estou errada, ele disse pra gente não fazer nada, que ele queria muito, mas não era o certo, eu insisti. E meu Deus, parece que voltei a anos atrás antes dele ir embora. Quando eu desmarquei, todas as vezes com o Bruno.. - ela suspirou e fechou os olhos - Ele estava em cima de mim - pressionou os lábios - meu Deus, olha o que eu fiz, destrui meu namoro com o Bruno.
- Eu.. eu estou triste por ele! Você sabe que é errado, mas quem sou eu para falar algo, não mandamos nos nossos corações, fazer o que, já aconteceu.
- Eu sei que é errado, mas o Igor, meu Deus amiga, eu sempre o amei, eu achei que tinha superado, mas aquele dia no aeroporto eu percebi que não! Eu não sei o que fazer..
- Nem eu, sei que, você devia fazer um brigadeiro pra gente.
- Eu acabei de fuder com meu namoro e você está me pedindo brigadeiro? - cruzou os braços tentando ficar séria
- O breno que está pedindo, madrinha.
- Você é ridicula, Andressa.
- Eu ouvi você gemendo essa noite, dei vontade de vomitar, eu nunca tinha ouvido você.
- Oh, cale a boca!
- Será que o Igor é tão bom assim que nem você consegue se calar?
- Olha o que você está dizendo. - revirou os olhos - Eu pensei que você estava dormindo.
- Engraçado.. foi o mesmo que pensei sobre você e o Igor.
- Ele invadiu meu quarto, brigue com ele!
- Assim como todas as outras noites que estava fora?
- Uhh, não.. a gente dormiu juntos - olhou para baixo - Eu estou mortificada de ter que falar isso, me sinto uma piriguete, meu Deus.
- Mas você podia ter gemido um pouco mais baixo.
- Eu já ouvi você gemer com o Luan e não disse nada.
- Óhhhh, para de virar o jogo.
- Eu não consegui me conter, estava.. muito bom! Ele é sensacional na cama, ele já era quando foi embora, e voltou melhor ainda.
- Me poupe dos detalhes.
- Você é minha melhor amiga, ainda bem que tenho você, se não fosse você, estaria chorando até morrer no meu quarto.
- Já foi, já fez, já assumiu, vai fazer o que agora, não adianta mais.

Ela fez o brigadeiro e comemos na sala, enquanto contei como foi a viagem, e ela terminou de me contar com o Igor, o tanto que ele foi carinhoso com ela e tudo mais.

- Mas amiga.. você já me ouviu gemer mesmo?
- Já, uma vez.
- Oh meu Deus, isso é deprimente.
- Eu até diria que sim, mas eu também faço esses barulhos, quem sou eu pra dizer alguma coisa, na verdade, todo mundo que transa, faz. - gargalhamos alto por vários minutos e falamos por assuntos aleatórios. - Estou triste, não queria que tivesse acabado assim, eu realmente gosto dele, mas minha fraqueza me venceu, infelizmente.
- Vai ficar tudo bem, acredite. E eu estou aqui, eu e o Bre. - abracei ela.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Capítulo quarenta e oito

Terminei de arrumar minhas coisas, era de madrugada, Breno não estava me deixando dormir, quando eu tentava ele chutava, ou ficava mudando o lado que iria deitar. Parei para conversar com ele, pedi que me deixasse dormir, mas ele não quis escutar e não me deixou dormir. Fiquei quieta na minha cama assistindo televisão e massageando minha barriga. Meu celular vibrou no criado-mudo e o peguei. Era o Luan.

"Sei que está dormindo, espero que não acorde e fique emburrada comigo"
"Mas precisava dizer que eu te amo muito"
"Kkkk, muito mesmo"
"Estou feliz ao saber que não vamos ficar longe um do outro"
"E que por mim vc ficaria sempre só de calcinha e mais nada kkkkk"
"Ou com minhas camisetas"
"E que eu não consigo parar de pensar em vc"
"Nao consigo me concentrar em nada desde que vim embora, o motivo é vc que nao sai nem por um segundo da minha cabeça. O motivo sempre será vc!!!!"
"Vc é linda"
"E minha!"
"E eu sou todo seu."

Não conseguia parar de sorrir. Gravei um vídeo do Breno mexendo e mandei pra ele.

"Eu te amo mais" - respondi.
"Tbem estava pensando em vc"
"Eu faço isso sempre"

Ele me ligou e conversamos por quase duas horas, até que eu dormi no meio da ligação. No dia seguinte foi tranquilo. Falei com a Sarah e o Igor que viajaria e para eles cuidarem do apartamento e se cuidarem (o que era o príncipal). Por volta das 16h Luan me buscou e fomos. Chegando no aeroporto de Jundiaí ele atendeu alguns fãs e depois seguimos até seu jatinho particular. Chegamos em Porto Alegre, nunca havia ido lá, estava frio kkk, mas eu já esperava. No aeroporto fui direto pra van, Luan foi atender a quantidade de fãs pela grade e depois fomos para o hotel. Chegando lá, minhas mãos estavam molhadas de suor, de nervoso.

- Linda, não é um bicho de sete cabeças, relaxa.
- Estou relaxada.
- Vamos? - Rober disse me olhando.
- Vamos. - sorri e fui com ele. Descemos da van e estava cheio de fãs, o choque deles ao me ver foi enorme.
- Oi. - sorri sem graça
- Oi. - responderam e segui até o hall, logo o Luan saiu e os olhares foram todos á ele.
- Parece que está nervosa..
- Queria só estar parecendo mesmo, mas estou bastante.
- Logo você se acostuma, logo vão se acostumar com você.
- Eles são muitos ciumentos com o Luan, já vi isso.
- Mas eles tem e devem aprender a separar as coisas.
- É.
- Ele está animadão pelo bebê. Disse pra gente que vai se chamar Breno e que está doido pra ele nascer.
- Ai - sorri - Que bom que ele está assim.. Animado.
- Bastante.
- Você está com ele a muito tempo?
- Praticamente desde o começo!
- Ah sim - sorri. Luan apareceu sorrindo
- Vamos?
- Sim.

Caminhamos até a recepção, na qual fomos recebidos muito bem. Vi que Wellington e Rober carregava as coisas.

- Pode me dar a minha. Deve estar pesado.
- Já somos acostumados. - riu
- Mas..
- Deixa eu levar a dela, se não vai discutir enquanto vocês não cederem. - o encarei brava
- Ei. - o repreendi, e ele selou minha boca
- Se eu tiver mentindo pode me bater. - eles riram, e acabei rindo também. Ele me deu a chave pra carregar, era o máximo de peso que eu podia, disse Luan e fomos cada um para o seu quarto

A suíte era enorme, a cama de casal nem se fala, me lembrava a enorme cama do Luan.

- O que você faz em hotel?
- Nada, durmo, vejo tevê, mexo no celular, falo com a minha gata, hum, acho que é só.
- É quase igual a minha rotina ultimamente.
- Acho que igual. Senta aqui do meu lado

Ele me puxou até seu colo e me beijou doce. Namoramos por um bom tempo. Luan dormiu e fiquei vendo televisão. Peguei meu celular e mexi, conversei com a Sarah, minha mãe e depois fui olhar coisas aleatórias até que parei nas marcações do instagram do Luan. Me vi no meio das marcações e fui olhar.

"luan vai começar a levar ela aonde vai agora?"
"luan trouxe a namorada pra poa? fala sério, na verdade nem sabemos se é namorada"
"ela é bonita gente! Nem a conhecemos para falar alguma coisa"
"As meninas que a viram hoje disse que ela foi simpática parece"
"Ja vem as que vao fazer fc"
"Nao é as que fazem fc, mas td mundo q aparece com o luan vcs quer falar mal, nao conhecemos a garota, vcs nao dao oportunidade pra ngm e ja quer sair falando mal!!"

Sai da foto e fui para uma outra foto.

"o que vcs acharam da companhia de hoje? 👀"
"nao gostei dela!"
"luan so esta c ela pela gravidez, qnd o bb nascer ele volta pra jadinha, aliais ele roda roda e para na jade"
"ela foi educada com todos.. nao sei o que pensar"
"a barriga dela ja esta grandinha"
"cara de poucos amigos"
"parece ser insuportavel igual a outra ex"
"vamos aguardar as cenas dos próximos capítulo"

Desisti de ver mais alguma coisa e deixei meu celular de lado. Abracei o Luan por trás, beijei sua nuca. Passei as mãos em seu cabelo macio, suspirei e fui levantar

- Aonde vai?
- Não sei.
- Está entediada?
- Não. - sorri
- Vem aqui. - deitei novamente ao seu lado e ele me abraçou por trás repetindo o que fiz com ele. Seus beijos em minha nuca eram quentes. Ele sussurrou em meu ouvido o quanto eu era linda, cheirosa e dele. Mordiscou a pontinha da minha orelha e desceu destribuindo beijos. Subiu devagarzinho minha blusa jogando-a pelo quarto. Tirei meu sutiã e ele soltou um suspiro. Lambeu o bico do meu seio me fazendo gemer falho, partiu para o outro fazendo o mesmo. Lambeu-os, mordeu, apertou, chupou, fez tudo o que tinha direito. Suas mãos desceram até minha calça e a tirou levando minha calcinha. - Você está prontinha pra mim. - sussurrou abaixando a cabeça até o meio das minhas pernas. Beijou o interior das minhas coxas e começou a brincar com meu clítoris. Ofeguei fechando os olhos. Sua língua quente começou a explorar cada lugarzinho ali, fazendo-me contorcer na cama. O orgasmo começou a se formar em meu corpo e ele deslizou dois dedos em mim. Murmurei alto seu sono enquanto ele retirava e colocava seus dedos em mim e sua língua brincava forte em meu clítoris.
- Luan.. Eu.. Ahh..
- Você o que?
- Eu vou..
- Goza pra mim.

Segurei forte seus cabelos, enquanto me sentia caindo de um penhasco. Minhas pernas haviam derretido. Ele se despiu, abriu minhas pernas e deslizou dentro de mim, gemendo. Me beijou doce, provocando-me.

- Eu estou doido pra te comer sem pensar em nada! Te jogar na cama e na manhã seguinte você não conseguir nem andar. Quero te foder como se não existisse nada no mundo a não ser a gente. Quero te colocar de 4 e bater nessa sua bunda gostosa. Ahh, Andressa - estocou forte e gemi na sua boca - Estou insaciável. Eu só vou parar quando você falar que não aguenta mais.

(...) Chegamos no local do show e estava lotado. Entramos no camarim

- Que linda, menina!
- Obrigada Arleyde. - sorri com seu elogio
- Sua barriga está cada dia maior.
- O Breno não para de crescer. - sorri, massageando a mesma.

Luan atendeu imprensa, os fãs, e outras pessoas. Fomos para a lateral do palco, ele me beijou rápido, desejei bom show e ele foi para o seu lugar. No meio do show, não sei o que aconteceu, mas senti chutinhos do Breno.

- Arleyde, olha quem ta mexendo..
- Tá brincando. - rimos olhando, ele estava gostando do show do papai.. Luan veio beber água.
- Amor, ele ta mexendo. - mordi o lábio sorrindo
- Sério?
- Põe a mão.. - ele pois a mão e me deu um sorrisão enorme, iluminado. Terminou de beber sua água, beijou minha barriga, selou meus lábios e voltou para o palco sorrindente
- Vocês não sabem o que aconteceu agora.. Como vocês sabem.. vou ser pai.. Fui no canto ali como vocês viram, beber água.. e meu filho estava mexendo na barriga da minha namorada. Precisava dividir isso, é algo incrível de sentir e ver. Eu acho que ele é uma dos melhores presente que já ganhei. Acho não, eu tenho certeza. Logo ele vem ao mundo e eu estou muito animado. Eu vou realizar um dos meus maiores sonhos que é ser pai, e ao lado de alguém que me faz muito feliz. Deus é bom o tempo todo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Capítulo quarenta e sete

Hoje estou completando seis meses de gravidez, Luan foi comigo na consulta e no momento está no nivel hard do ciúme por causa do meu médico.

- Vocês são intimos, que relação boa! - sorriu irônico
- Luan, ele é meu médico, é uma relação normal de médico e paciente.
- Só você enxerga dessa forma, foi nítido a decepção dele quando cheguei com você.
- É porque você não tinha vindo ainda.
- Ai quando ele me viu ficaria decepcionado, deveria ficar feliz, não acha? E outra, o que a sua vida pessoal diz a ele?

Bufei, Luan nunca dá crises de ciúme, mas quando acontece fica insuportável.

- E não esquece o que disse, pra você ter mais repouso. Que está descolando mais.
- Eu sei, não quero esse assunto de volta me deixa nervosa!
- Ele preocupou a gente e despreocupou, não dá pra entender.
- É.
- Mas está tudo bem.
- Está.
- Vai começar com meias palavras agora?
- Estou só te respondendo, meu Deus você é um saco com ciúmes.
- Eu não estou com ciúmes, eu só não entendi porque tudo aquilo com você.
- Ele é apenas meu médico. Apenas isso!!! Será que não está claro pra você?
- Beleza, seu médico.

Não falamos mais nada até chegarmos em frente ao meu apartamento. Abri a porta e desci. E ele foi embora, dei bom dia ao seu Antônio, e caminhei até o elevador.

- Menina que barriga linda.
- Oi Alê!
- É menino, né? Está redondinha.
- Sim, é menino.
- Quantas meses?
- Estou completando 6 hoje
- Que gracinha. Me deu até saudades da minha gravidez do Miguel.

Conversamos até chegar no nosso andar e depois caminhamos cada uma até seus apartamentos. Entrei no meu, Nem o Igor e nem a Sarah estava em casa. Mas estava a Cássia, a nova faxineira.

- Oi cá.
- Oi Andressa - sorriu. - Seu quarto já está arrumado e limpo.
- Obrigada, vou deitar um pouco, meu médico disse que preciso de repouso 100%, odeio isso. - rimos.
- Sua mãe ligou, disse a ela que você foi na consulta. Sarah me avisou antes de sair.
- Você viu o Igor, hoje?
- Não.
- Será que ele não dormiu em casa?
- Não vi ele.
- Vou ver se ligo pra ele. Obrigada.
- Por nada.

Dormi o resto da manhã e quase a tarde toda. Acordei com meu celular vibrando sem parar. Atendi.

- Alô?
- Você tá grávida? - ouvi a voz do Eduardo
- Oi Eduardo. Estou bem graças a Deus e você?
- VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA?
- Sim. Porque o expanto?
- Meu Deus. Eu estou namorando.
- O que eu tenho a ver com isso?
- Esse bebê...
- Se sua preocupação é que ele seja seu, não se preocupe, não é seu, se fosse teu, você com certeza já teria descobrido. E outra, como seria seu se nem transamos as ultimas vezes que estavamos juntos? Me erra Eduardo, vê se deixa de ser babaca um dia. Exclui meu número, eu falei para excluir.

Encerrei a chamada e olhei pra porta, Luan estava lá, com as mãos enfiadas no bolso, lindo de morrer, como sempre, mas manti minha postura de durona.

- Oi.
- E ai! - entrou meu quarto, voltei a me cobrir.
- Te mandei algumas mensagens, você não.. - o interrompi
- Estava dormindo, acordei agora.
- Era o Eduardo, seu ex?
- Tem outro?
- Calma, linda!
- Eu não esqueci da sua arrogância de manhã, não vem com "calma, linda".
- Está nervosa comigo, ainda?
- O que parece?
- Que vou fazer isso passar logo.
- Então comece já, porque estou querendo mandar você embora. - ele riu, só aquela risada já tinha me acalmado, eu já disse o quanto amo o som de sua risada e seu sorriso?!!?!?!
- Olha o que sua sogra comprou. - virei o rosto para olhar o que ele tinha em mão, era três embrulhos.
- O que é isso?
- Olha e descobre.

Me encostei na cabeceira e rasguei os embrulhos, tinha um macacãozinho de veludo, com listras azuis escuras e brancas até a barriga e o resto era apenas azul escuro. O outro era um macacãozimho branco com mamadeirinhas.

- E esse daqui eu comprei pra quando ele sair do hospital. - colocou o último embrulho em minhas mãos. Rasguei e avistei uma touquinha branca bem pequenininha. Sorri amando aqueles mimos para o nosso filho. - Ela queria ter vindo, mas eu disse que você estava dormindo, e que estava uma fera comigo.
- Contou da sua crise de ciúmes, desnecessária?
- Não foi ciúmes, eu achei ruim porque foi falta de respeito comigo.
- Ele é cuidadoso com os pacientes.
- Problema dele, você tem namorado, tem quem cuidar de ti, não precisa dos cuidados dos cuidados dele. - sorri e sentei no seu colo.
- Que bonitinho com ciúmes.
- Não é ciúmes. - beijou minha boca - Amei sua roupa. - mordeu meu lábio. - Quando morarmos juntos quero que use assim sempre, quero chegar de uma viagem e te encontrar assim? - engoli em seco.
- Morarmos juntos?
- Você não quer? Eu queria, mas tudo bem. - fez bico fingindo estar triste
- Nunca conversamos sobre isso?
- E você toparia?
- Morar com você?
- Hum.. sim?
- Acho que sim.
- É bom saber. - destribuiu beijos pelo meu rosto até meu pescoço
- Queria fazer algo diferente, está chato ficar em casa o dia todo. Um grande tédio.
- Vamos viajar comigo.
- Eu não acho que é uma boa ídeia.
- Vamos? Amanhã de tarde venho te buscar, se não gostar da experiência não vai mais. Mas vamos, vou adorar sua companhia.
- Tenho vergonha das pessoas..
- Porque? Todos sabem, já falei de você. Todos são cientes de quem é você. E vão te tratar super bem, não tem o porque te tratarem mal.
- Hum, ok.
- Ok?
- É?!
- Jurava que íamos passar a noite discutindo. Que iria embora e você ainda estaria me fazendo implorar.
- É mesmo em, não pensei direito- sorri de lado - poderia fazer você implorar mais e depois por fim aceitar.
- Você acha isso legal? - riu, beijando meu nariz.
- Sim - o beijei. - As vezes fico lembrando de quando ficamos separados. Teve uma vez que rolou um boatos que você estava namorando, queria ir até sua casa e bater em você por ter seguido a vida tão rápido, enquanto eu estava ficando enorme, nenhum outro homem ia me querer, aí você desmentiu, fiquei aliviada.
- Porque não veio atrás.. antes de ver isso?
- Porque você não queria me ver. - sorri amarelo - Eu sabia que estava certa, mas do jeito que tudo terminou não fazia sentido EU ir atrás. Havia sido tão magoada naquele dia que se eu fosse atrás de você e você me tratasse daquela forma outra vez, não sei o que seria capaz de fazer.
- Eu não iria te tratar daquela forma. - olhou por cima do meu ombro - O arrependimento caiu como um meteoro na minha cabeça. Agi feito um louco, não deixei você falar nada. Fui um completo babaca.
- Foi. Você me destruiu tanto, Luan! Que minha saída foi viajar, e cheguei lá.. passei mal e descobri que estava grávida, entrei em pânico não sabia como iria te contar, se iria fazer isso. E cheguei a conclusão que não iria.
- Andressa, porque?? - continuei falando
- Eu saí do serviço, parei de andar na rua, não saía mais de casa e.. no dia que eu saí você me viu. Não sabe minha tamanha frustação quando você chegou aqui e arrancou minha coberta, como foi frustante te ver, como eu queria te abraçar e falar que a gente ia ter um filho, mas estava sempre lembrando de tudo.. - sorri sem mostrar os dentes - Mas que bom que hoje você está aqui. Que estamos caminhando. E estou feliz por isso, por ter você. Por você não ter me pedido em momento algum para tirar o bebê, por me apoiar. Eu sei que com você do meu lado eu vou conseguir passar por qualquer coisa.

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...