sexta-feira, 31 de março de 2017

Capítulo quarenta e seis

4 dias se passou, estava deitada no sofá com um balde de pipoca em cima da barriga enquanto assistia filme. Luan estava deitado ao meu lado falando o filme todo.

- Você vai deixar eu ver sem pelo menos falar uma frase?
- Você quis ver um filme que eu já vi um monte de vez.
- Mas eu gosto dele.
- Eu também. - riu.
- Eu nunca odiei tanto o frio como estou agora?
- Tá doendo?
- Uma dorzinha suportável.
- Vem aqui. - me abraçou - Você é tão cheirosa - beijou meu pescoço.
- Eu acho que senti alguma coisa.
- Ai, o que?
- Óh meu Deus.
- O que????
- Olha, olha. - me sentei na cama, e o breno começou a dar chutinhos. Luan começou a sorrir, seu sorriso estava cada vez mais largo. - MÃAAE, SARAH, IGOR. - minha mãe apareceu correndo assustada. - O bre, está mexendo.
- Meu Deus, cadê? - sarah estava surtando e o Breno aquietou. - Acho que assustei ele - rimos.
- Bre, fala com o papai. - e ele voltou a chutar na direção da voz do Luan.
- Eu não acredito que alguém já está viciado na voz do papai. - falei sorrindo, e ele beijou minha bochecha todo sorridente.

Ficamos curtindo a festa do Breno que durou por mais uns 40 segundos, mas foi o momento mais emocionante de toda a minha vida. Era a primeira vez que ele chutava, meu médico havia dito que já era pra ele ter mexido antes o que estranhei, e hoje do nada ele resolveu nos dar essa alegria imensa.

- Eu queria comer algo diferente, hoje?
- Tipo?
- Não sei. Quero pensar nisso depois.
- Depois?
- É. - mordi seu lábio inferior, ele riu.
- Eu também prefiro depois. - devolveu a mordida, me fazendo rosnar baixinho. - Deveria ser proíbido você fazer esses som. Sorri com a minha boca na sua e o beijei, nossas bocas pareciam ser feitas uma para a outra, encaixavam perfeitamente. Ele começou a explorar minha língua, sorrindo apaixonado.bEu estava louca de saudade dele, tinha tempo que a gente não transava, não fazia nada, e ele respeitou todos esses meses. - Se a gente começar eu não vou ter controle o suficiente para parar.
- Não quero que tenha controle, e que pare, muito menos. Eu quero você, Luan! E isso não é de hoje. Mas eu estava com medo de você me achar... - me calou com um beijo quente
- Não fala merda. Você não sabe como está gostosa. Eu seria o homem mais babaca do mundo por perder o tesão por você está gravida, ainda mais de um filho meu!
- Eu...
- Shiiii. - me beijou outra vez. - Eu quero muito você. - tirou meu top, e apertou meus seios sensiveis. - Eu vou gozar só de olhar para eles, porra, eles estão enormes. - continuou a aperta-los e levou a boca até eles, chupando se deliciando deles. Mordi a língua, ou gemeria. Ele não parou até deixar marcas e voltou a me beijar. - Você é deliciosa, Andressa, e o melhor, você é minha.

Saiu da cama e tirou toda a sua roupa, me puxou e tirou meu short. Me beijou até me encostar na parede e me olhou com os olhos pegando fogo. Levou os dedos até a boca, e em seguida começou a esfregar meu clitóris, em seguida adentrou um dedo em mim, quando abri a boca para gemer ele me beijou. Senti outro dedo em mim e segurei firme seus braços.

- Você gosta assim? - assenti e fechei os olhos. Seus dedos eram muito hábeis, entravam e saiam rapidamente. - Não é pra gozar.
- Eu..
- Você consegue. - afirmou enquanto retirava os dedos e segurava seu pau para mira-lo em minha entrada molhada. E assim fez, deslizou para dentro de mim fazendo um ruído baixo e mordi seu ombro abafando os gemidos. - Você é tão apertadinha. - sorriu olhando em meus olhos. Suas investidas eram lentas, mas fortes. Apertei forte seus braços, meus joelhos viraram gelatinas, se não fosse seus braços me segurando derretiria ali em seus pés.

(...) Estavamos indo em direção ao mc donalds, estava super animada para comer e com bastante fome. Estava comendo para dois aliaís. Paramos na fila do drive que não estava grande, mas tinha alguns carro à nossa frente.

- Acho que esse tá sendo momento mais calmo da sua gravidez. Por fim estamos respirando.
- Eu estou mais no repouso também, antes eu não estava saindo muito mas estava sempre pra lá e pra cá. Eu não sabia da placenta.
- Espero que de até o final seja tranquilo!
- Se Deus quiser. - sorri e peguei em sua mão.

Ele comprou um big mac e um milk shake de chocolate pra mim e o mesmo para ele. Me deixando a garota mais sorridente e feliz do mundo, adorava comer essas bobeirinhas. Luam me deixou em casa e partiu para sua casa. Aproveitei para postar uma das fotinhas que a Sarah tirou ontem minha.


22 semanas de muito amor #mãedemenino ❤

domingo, 26 de março de 2017

Capítulo quarenta e cinco

Andressa narrando

Luan viajou de manhã enquanto eu dormia e não se despediu. No dia anterior parece que estava me evitando e mal ficou no hospital de tarde pra noite. No decorrer do dia, ligou para minha mãe e em nenhum momento quis falar comigo. No decorrer do dia nos horários de visista, Sarah veio me ver, Igor, os pais do Luan, sua irmã e três amigas. Minhas amigas do serviço também vieram e ainda trouxeram umas roupinhas de bebê. Parece que todos haviam combinado, mas foi bom, me divertiu e me fez esquecer da dor. De noite, Luan ligou outra vez e não falou comigo. A resposta que minha mãe me dava é que ele disse que estava tudo corrido. De madrugada senti falta do seu corpo quente, queria ligar e perguntar se ele já estava dormindo, mas não quis incomodar, se ele estava me evitando não faria sentido algum que eu ligasse. Minha mãe estava conversando com a enfermeira. Fiquei mexendo no meu celular e olhando a repercussão que estava dando sobre o Luan ser pai. Ele havia dito tudo, meu nome, quem eu era, disse que estavamos juntos a um tempo, que nos separamos, mas voltamos.. Manti minhas coisas privadas, queria ter um certo tipo de privacidade. Parece que estava tudo estranho em meu corpo, eu odiava precisar de alguém. Mas estava me sentindo fraca, e a dor estava acabando comigo. De madrugada minha mãe havia caído no sono, peguei meu celular e liguei pro luan, ele demorou atender, mas por fim atendeu.

- Está precisando de alguma coisa?
- Não me afasta de você, por favor. Não agora, eu preciso de você. O que eu fiz, Porque está me punindo assim? Nem se despediu quando foi embora.. O que eu fiz, porque está fazendo isso? Me desculpa, eu não sei o que eu fiz.
- Não esto...
- Você não quer mais falar comigo, ligou aqui milhares de vezes desde que viajou e não quis falar comigo nenhuma vez.
- Vou te fazer uma pergunta e você vai responder com sinceridade, pode ser?
- Sim.
- Se arrepende da ter rolado alguma coisa entre a gente?
- Já arrependi, não mais, eu só tenho medo.
- Medo de que, Andressa?
- Medo de não ser aceita, medo de não gostarem de mim, medo de..
- Andressa, você não tem que ter medo. Se você tiver medo do que as pessoas sempre vão pensar, não irá viver. Eu não estou nada preocupado com o que as pessoas estão dizendo sobre nós, ou sobre eu ser pai. Pra começar que eu estava super conciente. Eu fiz com alguém que eu gosto, não foi planejado mas se aconteceu é porque estava planejado pra Deus, então nosso filho foi algo planejado sim. Não sei qual das meninas que disse que estou com você por pena, já quase sabendo quem foi, mas eu estou com você porque eu gosto de você, porque eu quero você. Elas estão assim porque são amigas da Jade. Mas o que aconteceu entre mim e a Jade acabou. Um dia elas vão ter que entender. Foi um erro a gente não ter usado camisinha, foi? Mas foi o erro mais bonito que já fiz na minha vida toda. Quantos casais tentam ter filhos e não conseguem, você já pensou isso, é uma benção pra nós. Pensa na gente, pensa nele, ninguém sabe direitinho da nossa vida em particular. Falar, isso é normal. Isso é do ser humano e gente consegue passar por isso. Meu foco hoje é você e o bebê, são vocês que estão em risco, porque eu vou ficar ligando para que os outros falam? Não precisa ter medo, eu vou estar com você cada momento. Mas não diz mais que você preferia não ter me conhecido, ou que o bebê foi o nosso maior erro, porque isso já mexe comigo em pessoal.
- Me desculpa. - sussurrei baixinho.
- Não chora. Eu não quero te ver chorar.
- Eu estou bem.
- Eu sei que não está! Mas pensa no nosso mulequinho, ele precisa de você, mais do que qualquer outra coisa. É você quem está o carregando, é você quem está alimentando-o, tudo é com você. Se você ficar triste ele automaticamente vai ficar, se você não comer vai faltar nutrientes pra ele. Ele precisa de você, amor. Mais do que quaquer outra coisa. E você é forte o suficiente para aguentar, eu estou com você mesmo que não seja fisicamente. Não chora, pequena. Por favor, eu estou do outro lado do país.
- Eu emagreci 1kg. Eu estou com medo, o médico disse que tenho riscos grande de falha dos rins ou outros orgãos, que posso chegar a precisar transfusão de sangue. Ele falou pra minha mãe mas eu ouvi. - ele não disse mais nada - Vai ficar tudo bem. - tentei conforta-lo
- Va-vai.
- Não vai acontecer nada comigo e nem o bebê. A gente vai sair bem, dessa. - ele não disse nada - Fala comigo.
- Não sei o que falar, Andressa.
- Vai dar tudo certo. Não quero que você se preocupe, talvez eu ganhe alta amanhã e vai ser melhor, você vai ver.
- Claro que não vou ficar preocupado, quem disse que estou?
- Vai ficar tudo bem.
- Se cuida direitinho.
- Estou cuidando.

Conversamos por mais dez minutos e desligamos. Passei a noite em claro.. Na noite seguinte recebi alta e fui pra casa. Meu celular apitou e era o Luan


"breno!"
"????"
"eu gosto desse nome"
"vc quer que seja breno?" "o nome do nosso bebê?"
"bom, se vc topar eu topo"
"claro que eu topo"
"vc gosta desse nome?"
"nao havia pensado nele, mas eu gosto de breno"
"entao vai ser Breno"
"simm" - sorri desviando o olhar do meu celular para minha barriga
"está melhor?"
"sim e com saudade):"
"logo to de volta"
"ta bom se cuida"
"vc tbem bj, vou entrar no palco"
"bjo, bom show".
"obrigada minha linda, se cuida ta?!?!? bjo"
"beijo".

Capítulo quarenta e quatro

Ela dormiu 9 horas seguidas. Suas mãozinhas estavam inchadas igualmente seus pés. Troquei com a Sarah por 2 horas, falei com sua mãe o que estava acontecendo ela disse que viria para o Brasil e fiquei aliviado por isso. Andressa acordou, virando de lado e quase levou tudo pra cima dela.

- A mamãe está aqui, você está aí? - ela disse baixinho - Não me deixa, amor, você nunca foi um erro. O erro maior foi eu ter falado ou pensando alguma vez que você foi um erro. A mamãe te ama e vai te amar muito mesmo que muitos não te aceite. - ouvir aquilo doeu em mim como um soco no estomago. - A gente vai sair dessa. Eu não vou te abandonar, não abandone a mamãe. - fui até onde ela estava virada e abaixei até ela. - Ai, você está aqui.
- Eu falei que estaria aqui.
- Estava quieto, estou com dor, Luan.
- A enfermeira acabou de vir aqui, disse que você vai sentir dor até começar a fazer efeito, para apertar nesse botão todas as vezes que a dor vir. E que você precisa manter o possível de calma. Ou vai acabar matando um cara que chama se Luan Santana. Ele disse que tá novo e que quer ser pai, ter uma família linda e casar. Então precisa que você segure as pontas que ele está com vocês. - ela sorriu puxando um sorriso em meus lábios.
- Me da sua mão. - levei minha mão até ela, que levou até sua barriga. - A gente precisa de você, papai.
- Eu que preciso de vocês. - beijei sua barriga.
- Oie. - olhamos em direção a porta e vimos Sarah e o Bruninho na porta. - Viemos ver como vocês estão.
- Ela acabou de acordar.
- Que vontade de bater em você, Andressa. Eu quase morri ontem. - elas se abraçaram por um longo tempo.
- E esse mulequinho aí em
- Uai, está indo. - cocei a nuca.
- Vai dar tudo certo irmão. Todos nos estamos torcendo.
- É, eu também. Pode não ter sido o que planejamos, mas se acontecer alguma coisa com ele, vou sentir demais. Já estou me sentindo pai pra caramba. Eu não quero perder a oportunidade que Deus está nos dando agora.
- Esse muleque vai vim ao mundo cantando em vez de chorar, pode acreditar.
- Nossa Bruno. - olhamos na direção delas e rimos.
- Hoje, eu só quero que ele venha ao mundo! - andressa estava me olhando doce

Eles ficaram um bom tempo com a gente, mas logo a Andressa sentiu muito sono e acabou dormindo. Como já esperado ela não recebeu alta. Fui pra casa tomar banho enquanto Sarah ficou com ela. Voltei e sentei do lado do Igor.

- E ai?
- E ai. - respondi
- Minha tia chega amanhã. Pediu para que te avisasse.
- Ah, ela conseguiu então.
- Sim. - não disse mais nada e ficamos calados. - Você gosta mesmo da Andressa?
- Gosto.
- Se você tem algum pensamento de ter algo sério com ela, faça ela feliz, cara. Eu cresci com ela, sou irmão dela praticamente. E não to nada afim de quebrar sua cara se você faze-la sofrer.
- Eu quero uma família com ela, Igor. Eu gosto dela de verdade. Era pra gente estar namorando mas eu estraguei tudo. Mas estou voltando atrás e vou pedi-lá. Só que tá corrido pra mim, pra gente. Não estou correndo atrás da sua prima por causa do bebê ou por qualquer outra coisa. Eu estou porque eu realmente gosto dela, de verdade.
- Hum, beleza. Mas qualquer coisa eu vou quebrar seu nariz, você já está avisado. - ri baixo
- Beleza.

Andressa chorou de dor pela madrugada inteira. Quando dormia eu sentia alívio por ela. Deitei um pouco ao seu lado, e ela dormiu em meu peito. Porra, eu estou cada vez mais apaixonado. Quando apareci no quarto com seu café da manhã ela já estava acordada. Sorri ao vé-la acordada.

- Bom dia.
- Oie.
- Posso te sentar, pra você comer?
- Sim.

Entreguei seus pães de queijo e o suco.

- Amanhã eu viajo. - falei baixo. - Tenho show.
- Tudo bem.
- Você promete que vai se cuidar?
- Sim.
- Eu não sei se eles vão te dar alta hoje, por causa do acontecido na madrugada. Eles estão com medo de te liberar. E não acho errado.
- Tudo bem. - olhou pra baixo, suspirei fundo.
- Por favor, Andressa, eu preciso saber que as coisas estão no controle, para que eu possa viajar tranquilo.
- Eu vou ficar bem.

Deixei ela terminar de comer.

- Será que alguém está precisando da sua mãe aqui? - levantei o olhar e vi a dona Joana.
- Mãe?
- Te arrumaram  outra por aqui?!
- Mãe. - ela começou a chorar e as duas se abraçaram
- Como está meu netinho?
- Complicado. - Andressa limpou o rosto - Que bom que a senhora veio. É bom te ter aqui.
- Eu sei filha. Fiquei apreensiva quando ele me ligou.
- Eu pensei que tinha sido a Sarah que ligou.
- Foi ele.
- Ele nem me disse.
- Queria surpresa. - sussurrei e ela sorriu.
- Vocês voltaram?
- Não
- Sim
- Ah, entendi.
- Mais ou menos. - respondeu a Andressa. - Eu sou da moda antiga que gosta de pedidos. Lembra? - ri
- Só falta um pedido, viu genro!
- Não quero fazer esse pedido aqui no hospital. Vou esperar ela sair.
- Já tem data pra ela sair?
- Talvez hoje, mas ela passou muito mal de madrugada, não sei se vão liberar.
- E ela está bebendo muita água? Isso ajuda muito!
- Sim, ela tem que beber 2 litros ou mais de água. As enfermeiras vem aqui quase a todo momento para isso.
- Ah.
- Se ela não sair hoje, tem algumas coisas que preciso que a senhora saiba. Porque amanhã eu viajo.
- Certo.

Expliquei pra ela tudo o que a Andressa precisaria..

- Você toma banho sozinha?
- Sim, mas o Luan fica comigo, porque me sinto um pouco fraca, tenho medo de cair.
- Ah.
- Com quem ficou o Pi e a beca?
- Com seu pai, e a empregada.
- Eles vão sentir, né?
- Expliquei para eles que você precisava de mim.
- Ah.
- Seu pai queria vir, mas está cheio de serviço, falei pra ele que vou mandando notícias.
- Entendi.

Elas ficaram caladas por um tempo. Tinha cochilado por uns minutos mas permaneci quieto.

- Ele é tão cuidadoso com você, né?
- Sim. Ele não me deixou em nenhum momento.
- O que aconteceu? Ele não me disse, só disse que você ficou nervosa e passou mal.
- Ouvi coisas que me deixou mal, mãe. E descontei nele, descontei no bebê.
- O que você ouviu?
- Eu não gosto de lembrar. Disseram que eu fiz o golpe da barriga, que o pior erro dele foi ter feito um filho comigo e não com a ex, que ele só está comigo por pena, por causa do bebê. Que eu não estou no porte de ser "namorada do luan santana", Foi coisas assim, no fundo a gente não quer acreditar mas acaba acreditando. Eu fico com medo, mãe, quando esse bebê nascer. Muitos não vai gostar dele por ele ser meu filho com o Luan. Eu já passei noites pensando em tirar por medo de não conseguir. Mas eu quero tê-lo. Só que doi em mim. Não quero que despejem ódio gratuito num bebê que não tem culpa de nada. Eu não vou ligar que falem de mim, mas vai ser muito ruim ver as pessoas falando dele. As vezes não queria ter nada com o Luan, por causa disso, não sei se tenho força o suficiente para aguentar qualquer tipo de coisa. Como a garota disse: não estou no porte de ser namorada dele, e nem mesmo perto.

Levantei da cadeira e saí do quarto sem olhar para ela.

sábado, 25 de março de 2017

Capítulo quarenta e três

Quando cheguei em casa, Igor estava na sala assistindo televisão.

- Não abre a porta, por favor. Pra ninguém.
- O que foi?
- Nada!
- Vocês brigaram?

Bati a porta do meu quarto e me tranquei. Deitei na cama e chorei por um bom tempo, de soluçar, sem me importar com nada. Desliguei meu celular e tomei meu remédio da dor. Estava insuportável, doendo muito, tentei ficar calma, mas estava doendo tudo, barriga, coração, cabeça. Coloquei uma blusinha com um short e me enfiei de baixo das cobertas. A dor piorava a cada suspiro que eu dava.

- Filho, calma, ajuda a mamãe. - sussurrei baixinho entre as lágrimas - Você... você não foi um erro, a mamãe precisa de você.. quando você nascer a mamãe não vai deixar ninguém te fazer mal, você é amado, a mamãe te ama muito, com todo o meu coração, eu vou aguentar tudo isso por você. Não deixa a mamãe, a mamãe implora, lute por você meu amor, lute por você. A mamãe te quer ter nos braços mais do que qualquer coisa. Não me abandona. Mostra pra mim que essa dor vai passar e que você não vai desistir da mamãe. - mas a dor piorava a cada segundo. - Por favor filho, a mamãe precisa de você. A mamãe precisa de você. Não deixa a mamãe. IGORRRRRR. Pega a chave do seu quarto. - suspirei, eu iria perder o meu filho, estava doendo muito. Me contorci na cama.
- Como eu vou te levar? - ele falou
- Está doendo, eu vou perdeu meu filho, está doendo muito, está doendo. - sarah apareceu
- O que foi?
- Estou perdendo meu filho, está doendo.

Ela saiu do quarto correndo. Igor segurou minha mão enquanto eu gritava de dor.

- Filho, a mamãe ta implorando, não me deixa, a mamãe precisa de você. Amor, a mamãe quer muito ter você.
- Igor pega ela no colo, vamos.
- Bebê, a mamãe está falando com você, não me deixa. Por favor meu amor, a mamãe está pedindo.

A última coisa que vi foi quando entramos no carro.

Luan narrando

Meu celular tocou em meu bolso, era a Sarah, passei a mão no rosto e atendi.

- Luan.
- Oi.
- Viemos pro Albert Einstein, a Andressa passou muito mal, e desmaiou quando entramos no carro, demos entrada agora à pouco, e ela ainda estava desacordada, eu.. tem como você vim... Estamos com medo dela perder o bebê. Ela estava gritando de dor no quarto. Eu nunca vi ela daquele jeito. - sarah não parava de chorar.
- Sim. - foi a única palavra que saiu da minha boca


Encerrei a chamada, fui até o quarto dos meus pais.

- Pai, preciso do senhor. - falei um pouco alto. Ele apareceu alguns minutos depois. - Me leva no Albert, Andressa está la, eu estou muito nervoso, o senhor me leva?
- Você está chorando?
- Não. - limpei meu rosto.
- Já venho.
- Tá.

Peguei duas cobertas, um travesseiro mácio, um dos meus moletons mais solto, uma touca, um par de meia, não sabia como ela estava e sentei na cama, nervoso. Meu pai apareceu e fomos em direção ao carro.

- Vai ficar tudo bem. - minha mãe beijou minha testa. - Eu queria ir, mas seu pai me disse pra ficar, vai me dando notícias e mantenha a calma.
- Tá.

Entramos no carro e fomos. Cheguei lá, sarah estava com o igor. Coloquei as coisas no banco.

- E ai?
- Não sei, eles sumiram e não apareceram mais.
- Vocês brigou? - perguntou o igor
- Eu não sei o que aconteceu. Se alguma das meninas falaram algo pra ela, porque ela veio com um assunto estranho, e começou a falar que o bebê foi o maior erro, que eu to com ela por pena. - esfreguei a nuca - Eu sou louca por ela, queria que ela não duvidasse disso nunca. E que mulher nenhuma vai me tirar dela. Meu foco é ela, é ela e o nosso filho. Escorreu algum líquido?
- Não. O médico disse que ela não poderia ter desmaiado, mas falamos com ela o tempo todo e do nada ela apagou. Eu fiquei muito nervosa.

Ficamos esperando notícias por quase uma hora e meia até que o médico apareceu.

- Vocês são os parentes da Andressa?
- Sim - respondemos.
- A pressão dela quando chegou aqui estava muito alta, tivemos que anima-la duas vezes. - encostei na parede. - Mas ela está fora de risco. Está dormindo.
- Nosso filho? Ela está grávida.. O bebê? Como ele está?
- Você é quem?
- Namorado dela.
- Sua namorada esteve mais em risco do que o bebê, por um milagre de Deus ele está bem. Os dois. Andressa vai ficar aqui com a gente internada, talvez ela saia hoje ou amanhã, ela precisa de bastante repouso, e de líquido. Ela sofreu alguma coisa hoje? Emocional alterado?
- Ficou nervosa, e seu médico pediu para que ela não tenha sse tipo de emocional e ela teve.
- É muito raro a gente ver uma paciente nova chegar aqui com a pressão tão alta como a dela estava.
- Eu quero vê-la.
- Ela está dormindo.
- Mas eu quero vê-la.
- Deixarei entrar o acompanhante. Visita somente as 9h, 14h e 18h e 20 horas.
- Sarah, eu posso.. ser o acompanhante?
- Sim, Luan, eu vou ficar aqui, qualquer coisa podemos trocar.
- Ok. Pai, se o senhor quiser ir embora, vou ficar com ela.
- Vou ficar aqui filho.
- Pode ir, pai, está tudo bem.
- Ok!
- Tchau. - dei um abraço nele e fui.

Peguei as coisas que trouxe e segui o médico, enquanto ele falava algumas coisas que não consegui prestar atenção. Chegamos no quarto e a vi deitada e respirando. Soltei um suspiro profundo, cheguei mais perto dela e beijei sua testa.

- Se precisar chame uma enfermeira, certo?! Elas está a duas salas daqui.
- Certo. Obrigado.

Sentei na cadeirinha e peguei sua mão, destribui vários beijos por ela. Já tinha se passado uns 30 minutos, estava de olho na televisão e ouvi seu gemido. Olhei rápido e ela estava acordando.

- Luan, eu queria você aqui.
- Estou aqui. - ela virou o rosto devagar - Estou aqui.
- O bebê?
- Está bem. - as lágrimas escorreu de seus olhos
- Estou com frio. Muito frio - Tirei um lençol fino que estava sob ela e coloquei as meais. Joguei as duas coberta por cima de seu corpo, troquei o travesseiro e coloquei o gorro em sua cabeça.
- Está melhor assim?
- Sim, muito. - beijei sua testa por longos segundos.
- Eu não deveria ter te levado á lugar algum, a gente poderia ter ficado no seu apartamento assistindo filme, me desculpa, Andressa, eu não sei o que aconteceu, e nem quero saber agora, só quero que fique bem. Eu estou aqui com você. Por vocês dois.
- Eu fiquei com medo. Estava doendo muito.
- Passou. Está tudo bem.
- Eu estou com sono..
- Dorme. Está tudo bem.
- Não vai embora.
- Não vou. - beijei sua testa e acariciei seu rosto até que ela pegasse profundamente no sono.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Capítulo quarenta e dois

Nesse um mês que se passou foi sufocante quanto pra mim, quanto pro Luan que passou dias foras. Mas o médico disse que estava tudo bem. Eu precisava continuar com o jeito que estava levando a vida, mas sempre com total cuidado. Ele me chamou para ir num churrasco na casa do Matheus e fiquei animada para ir, ao mesmo tempo me sentia estranha e desconfortável por estar grávida e sei la, apenas me sento assim as vezes. Me arrumei e fiquei sentada na cama. Ouvi batidas na porta e avistei o Igor.

- Entra.
- Vai sair?
- Vou na casa de um amigo do Luan.
- Vocês voltaram?
- Não sei te responder. Estamos bem.
- Está feliz?
- Sim, eu gosto muito dele.
- Isso é notável para todos. - sorri olhando minhas mãos.
- Está crescendo cada vez mais, você viu.
- Sim. Eu ando percebendo.
- Está gostando do emprego?
- Sim. - riu. - Lá é um lugar maneiro de trabalhar.
- Ai que bom, Igor.
- Estou conhecendo uma garota lá também. Ela parece ser gente boa.
- Como chama?
- Vanessa.
- Ah, depois quero conhece-la. - o interfone tocou.
- Acho que ele chegou
- É deve ser. Vamos?
- Vamos.

Quando abri a porta, Luan estava lá, lindo de tirar o folego.

- Oie. - piscou e sorriu.
- Oi. - sorri de volta
- E ai. - olhou pro Igor.
- E ai, tranquilo?
- Sim e ai?
- Também. Cuida dela.
- Tá, vamos? - abaixou o olhar para mim
- Sim.

Pegou em minha mão dei tchau pro Igor e fomos. O abracei de lado quando entramos no elevador.

- Você está linda.
- Estou ficando mais gorda ainda. Olha meus pézinhos parece que de porco, e angustiante.
- Pé de porco, você disse isso? - gargalhou
- Mas é, nossa, um horror.
- Você continua linda, pequena. Mesmo com os pézinhos e mãozinhas de porco. Mas essa foi boa, vou guardar. - ri baixinho.

Entramos no carro e fomos. Conversamos até chegar na casa do Matheus, já tinha alguns carros parado. Descemos e entramos já que estava aberto, estava suando as mãos, não entendi o porque. Logo apareceu o Matheus, e outros amigos do Luan, ele me apresentou a cada um e depois me apresentou para as meninas. Fiquei olhando o filho do Matheus, com a Paula sua mulher, ele era uma gracinha, fiquei imaginando quando o meu bebê nascesse. Fiquei mais do lado do Luan do que perto delas, parecia que não estava conseguindo me encaixar nos assuntos aleatorios delas.

- E a Jade, Luan? Tem falado com ela? - perguntou Paula.
- Não, tem tempo que não falo com ela.
- Ah, ela disse que viria pra São Paulo, podemos marcar de sair com ela. - olhei para baixo, ela era amiga da ex namorada do Luan.
- Amor. - matheus a repreendeu. - Luan está namorando.
- Ah é. - sorriu - Eu pensei que..
- Eles estão juntos.
- Mas a gente poderia sair com ela. Vocês eram tão felizes juntos. Ela me perguntou de você esses dias atrás, Luan
- É? - o encarei, mas seu rosto estava impassível.
- Sim.
- Paula! Deixa esse assunto de lado.
- Eu vou pegar algo pra comer. Depois você pensa direitinho, Luan! Ela sente saudades. - se virou e saiu. - seu olhar virou pra mim, mas olhei pra frente.

Não fiz nada, fiquei no meu canto. Agora entendi porque não conseguia me encaixar, elas não fazia questão. Uh, ok! Um tempo depois senti minha bexiga ficar cheia e fui ao banheiro. Ao chegar na porta estava fechada. Ouvi paula falar com não sei quem.

- ... trocar a Jade por essa menina, que coragem, toda imatura. Sem gracinha, e ela ainda conseguiu dar o golpe da barriga. Que garota suja. E o Luan cego não consegue enxergar nada disso. Mas que ele está com ela por pena por causa da gravidez. Eu tenho pena só de olhar pra ela, com certeza ele tem pena dela. Nunca que ela está ao porte de ser "namorada do Luan Santana" - senti começar uma dor forte na barriga. - Pior erro foi ele ter feito um filho com ela, se não fosse esse bebê poderia atrapalhar tudo e fazer juntar ele com a Jade novamente. Esse bebê era pra ser com ela, não com essa mesquinha. - limpei as lágrimas que escorriam com pressa e saí devagar.

Fui até o carro do Luan e fiquei lá, suspirei, a dor não passava.

"me leva pra casa, ja estou aqui no seu carro"

Ele levou mais de 4 minutos para ver e responder.

"já? pq
 esta ai? nao estava no banheiro?"
"sim, quero ir embora, me leva depois vc volta"
"vou me despedir deles aki"
"se despede por mim, e pefe desculpa"


Logo apareceu ele e o Matheus.

- Já vai embora?
- Não estou me sentindo muito bom.
- Gravidez é esse, irmão. Fica bem, Andressa, depois volta mais vezes.
- Obrigada.

Luan destrancou o carro e entrei. Coloquei o cinto e ele entrou segundos depois.

- Está sentindo alguma coisa? - neguei - E quis ir embora do nada? - assenti. - Não gostaram dele.
- ME LEVA PRA CASA E PARA DE FAZER PERGUNTA.
- Ei, calma.
- EU ESTOU SENTINDO MUITA DOR, EU QUERO IR PRA MINHA CASA, DA PRA VOCÊ ME LEVAR?
- Vamos pra minha, está mais perto.
- Eu quero a minha casa, me leva pra minha casa. - as lágrimas começaram a descer.
- Andressa, o que foi?
- Me leva pra casa, eu só quero ir pra casa.

Ele não disse mais nada. Quando chegamos em frente ao meu prédio.

- Não precisa entrar. Pode ir embora. - abri a porta do carro, e ele fechou de volta.
- O que aconteceu porra? Como assim pode ir embora, você está passando mal e eu vou embora?
- Eu não quero sua companhia. Volta pra sua festa e fica lá.
- Vocé ficou com ciumes por causa do negocio da Jade, Andressa eu não falo com a Jade tem muito tempo, eu não vou sair com ela, porra eu estou com você. COM VOCÊ.
- Eu quero ficar so-zi-nha! Aii - grunhi. - ele passou a mão na cabeça
- Voce não pode ficar assim, está lembrando. Eu não quero que você perca o bebê. - ele disse baixo.
- Você está igual ela falou, com pena de mim, e está comigo só por causa desse bebê. EU NÃO QUERO ISSO, EU NÃO QUERO QUE AS PESSOAS OLHE PRA MIM E FALE QUE ESTOU COM VOCÊ POR CAUSA DE DINHEIRO. QUE EU TE DEI O GOLPE DA BARRIGA. OU QUE PREFERE VOCÊ COM SUA EX NAMORADA. QUE VOCÊS DOIS ERAM FELIZES. QUE ERA PRA VOCÊ TER UM FILHO COM ELA E NÃO COMIGO. - abri novamente a porta do carro. - Vai embora, Luan. Vai!
- Andressa..
- Se eu pudesse tirar esse bebê eu tirava hoje, esse bebê foi o nosso maior erro. Esse bebê é um erro. Eu... - bati a porta com força e caminhei até a portaria.


Comentem gente, interage comigo, adoro ler vocês, o que estão achando, se está bom, se esta ruim, se preciso melhorar. Vocês podem comentar o que quiser, todo comentário é bem vindo! 

Capítulo quarenta e um

- Eu fico. - sorri o olhando doce - Mas eu não trouxe nada para dormir.
- Você sabe como amo quando vestes minhas camisetas, né?!
- Acho que sei.

Ouvimos batidas na porta.

- Entra. - Marizete apareceu sorridente.
- Trouxe pra vocês. Luan disse que você adora moussê de maracujá. Está delicioso
- Obrigada Mari. Eu adoro mesmo.
- Que bom. Se ela quiser mais pegue pra ela.
- Ok mãe.

Ela nos deixou sozinhos, devorei meu moussê que estava mesmo delicioso.

- Eu amo moussê de maracujá.
- Quer mais?
- Não. Mas me dá uma colherada do seu.
- Ah não.
- Larga de ser egoísta, estou grávida.
- Essa vai ser sua desculpa até acabar a gravidez? - riu
- Ora, não vou te dizer nada. Me dá uma colherada.
- Toma.

Foi maravilhoso me divertir com ele. Ele já tinha se despido, ficado só de cueca como de costume. Criei coragem e saí da cama. Fui até seu closet e peguei uma camiseta branca. Tirei minha roupa e a vesti, voltando para a cama.

- Eu poderia ter uma foto sua cada vez que você colocasse uma camiseta minha, porra. Você fica muito gata
- Suas camisetas são confortaveis.
- Você fica incrívelmente linda, nelas. - sorri.

(...) No meio da noite acordei e o olhei. Seu rosto estava sereno. Queria muito passar os dedos em suas bochechas, boca, sobrancelhas. Percebi que a cada segundo que se passa fico ainda mais apaixanada por ele. Levantei e fui ao banheiro, minha bexiga estava para explodir. Voltei do banheiro e me sentei na cama, olhando-o

- Luan. - nem mexeu, beijei sua bochecha - Luan, acorda.
- Hum.
- Você pode me dar uma fruta, ou um iogurte?
- Está com fome?
- Um pouco. - ele não disse nada, talvez tivesse dormido de volta. Suspirei e levantei.
- Vamos lá. - o encarei enquanto levantava e vestia uma calça de moletom.
- Você não acha que preciso colocar minha calça?
- Não, essa blusa ficou como um vestido pra você. - beijou meus cabelos e descemos.

Ele me colocou na bancada e pegou a vasilha de moussê pra mim.

- Isso está bom?
- Uhum - sorri - Mas pega algo para eu colocar.
- Pode comer aí.
- Luan.
- Vai Andressa, não tem problema algum, esse moussê foi praticamente feito pra você.
- Se chegar alguém eu vou te chutar pra sempre ok?
- Chutinho de amor não doí. - me entregou a colher e quase devorei tudo.

Voltamos para o quarto e deitamos. Meu sono veio assim que deitei então nem vi o Luan dormir.

Luan narrando

Acordei na manhã seguinte, passei as mãos na cama e não senti a Andressa. Abri os olhos, passei-os pelo quarto, a porta do banheiro estava aberta.. Que horas ela foi embora? Porque não se despediu? Saí do quarto indo até o corredor, minha mãe e meu pai conversava com a Rose

- Vocês viram a Andressa?
- Ai que susto, filho.
- Bom dia.
- Bom dia. - responderam
- Vocês a viram?
- Ela foi embora bem cedo.
- Ela nem se despediu de mim
- Ela não estava bem, disse pra Rose que sua amiga iria busca-la para levar ela ao médico
- Como assim, ela não estava bem?
- Disse que estava sentindo muitas dores no pé da barriga e nas costas.
- E vocês deixaram ela ir embora assim?
- Ela disse que é acostumada, e que sua amiga iria com ela.

Fui até meu quarto e peguei meu celular. Disquei seu número, liguei três vezes na quarta ela atendeu?

- Alô?
- Onde você está?
- Em casa.
- Você estava passando mal do meu lado e não me acordou porque?
- Porque você estava dormindo bem?!
- Eu sirvo pra que caramba? Eu poderia ter te levado ao médico, foda se se eu estava dormindo bem. Eu poderia dormir outra hora. Porra Andressa, você também não ajuda.
- Não grita, está tudo bem, já estou em casa.
- Parece que eu não sirvo pra nada. Você vai preferir que eu durma bem todas as vezes que estiver passando mal e vai ligar para outra pessoa, enquanto eu estou ao seu lado e posso te levar sem problema algum ao médico ou qualquer outro lugar.
- Me desculpa.
- A gente se fala depois.
- Eu não fiz por mal.
- Entendi. Beijo.

Encerrei a chamada e fui pro banho. Me arrumei tomei café da manhã, minha mãe arrumou várias coisas para que eu levasse pra Andressa e fui até seu apartamento. Cheguei lá e ela demorou abrir.

- Oi.
- Eu pensei que você estava bravo.
- Estou ainda. Mas isso não me impede de querer cuidar de você.
- Eu estou chata hoje, o médico me passou um remédio e ele da muito sono.
- Não importo. Está com fome?
- Não.

Entrei em seu apartamento, coloquei as coisas na mesa enquanto ela trancava a porta e fomos pro seu quarto, estava todo escuro. A observei enquanto deitava com cuidado. Ela estava diferente, triste, ou era sono, não sei.

- O que o médico disse?
- Dores normais.
- E porque mudou seu remédio?
- Por nada.
- O que o médico disse? - repeti e ela não disse nada, sentei na cama - Está acontecendo alguma coisa é?
- Ele disse que minha placenta pode estar descolando, mas até agora não dei sinal de sangue, mas que pode estar retido no útero, atrás da placenta. Que pode provocar o parto prematuro ou aborto. Disse que ainda está tudo bem, mas que preciso ir lá toda semana, ou se eu ver sinal sangue ou dor muito forte. - nem consegui me mexer ou falar alguma coisa. - Estou com medo, ele ainda é tão pequenininho e frágil. Eu não quero perde-lo ou ele nascer prematuro. - deitei junto dela e beijei sua testa, entrelacei nossos dedos e não disse nada, ela ficou por cerca de 10 minutos chorando em meu peito.
- Vai ficar tudo bem, vamos fazer o que for preciso para que não descole, ok? Ele é um rapazinho forte e vai aguentar tudo isso. Mas ele precisa que você fique calma, e eu também. Vamos passar por essa.
- Eu to com medo. Ele também disse que corro risco de vida, mas eu só penso nele.
- Não fique. Deus está com a gente. Ele está cuidando do nosso mulequinho e vai ficar tudo bem, com você e ele.
- Eu já o amo tanto, não quero perde-lo.
- Não vai, olha pra mim. Vamos cuidar desse meninão que está na sua barriga, mesmo que seja difícil, daqui alguns meses vamos estar felizes com ele junto á nos. Mas precisamos pensar positivo.
- Eu te amo muito, Luan. - ela disse o mais baixo possível, que achei que estava alucinando.
- Eu te amo muito mais, Andressa. Eu amo vocês dois. Eu amo essa mulequinho que está crescendo na sua barriga, eu amo vocês. Eu vou fazer de tudo para que vocês fiquem bem. Eu faço qualquer coisa.


Indicação amores:
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Capitulo quarenta

O jantar foi incrível, eles fizeram com que eu me sentisse em casa e fosse da família. Mas eu estava com dor. Luan percebeu mas não disse nada. Eu não queria sair da mesa, o assunto estava agradável, mas estava impossível ficar sentada. Terminamos o assunto e dona Rose veio tirar a mesa, fui ajudar ela, mas todos eles me impediram.

- Eu gosto de ajudar - protestei
- Não precisa, querida.
- Eu... - luan me interrompeu
- Você não vai morrer se não ajudar uma única vez.
- Tá, sim, ok! - eles riram.
- A gente já volta. - ele disse pegando em minha mão indo em direção a escada
- Tristeza de casa de maia de um andar, é a escada. - suspirei.
- Você está com dor, não está?
- Sim.
- Quer que eu te leve no colo?
- Ei, claro que não.
- Você consegue subir?
- Perfeitamente bem, ou não, mas sim - rimos
- Então vamos.

Subimos e fiquei feliz quando acabou os degraus, a gravidez estava me deixando exausta para qualquer tipo de coisa. Chegamos em seu quarto, tinha algumas coisas fora do lugar mas nada para deixasse desorganizado. Era o cantinho dele, fazia tempo que não vinha até sua casa, eu gostava de estar ali, eu gostava de estar com ele.

- Senta, você pode tirar sua bota se quiser.
- Obrigada. - me sentei desconfortável. Ele riu sentando ao meu lado.
- Você pode deitar e se sentir na sua cama. Quero que se sinta em casa. - o agarrei forte.
- Está doendo.
- Quer ir pro hospital?
- Não.
- O que quer que eu faça? Eu não sei o que fazer.
- Nem eu. Eu to com medo.
- De quê?
- De não conseguir ser uma mãe boa e enlouquecer.
- Você vai ser uma ótima mãe, só por ser você.
- Imagina se eu deixar ele cair - sua risada me fez rir entre o choro
- Você está chorando por causa disso?
- Estou. Eu não sei cuidar nem de mim, eu vou ser um desastre.
- Não vai não, eu tenho certeza que não, e oh.. eu vou estar com vocês. - fiquei calada, sentindo seu cheiro. Ele alisou minha barriga devagar e suspirei. - Não quer deitar?
- Não.
- Tá.
- Eu quero sim. - soltei-me dele e levantei. Ele fez o mesmo e jogou a coberta pro lado. - Está frio, queria te dar um toque. Não vai ser preciso dizer o que. - ele riu e se virou pegando o controle do ar condicionado. - Eu não vou deixar meu filho dormir com você se esse ar estiver ligado.
- Ele vai ser igual o papai com ar, quer apostar? E você sabe né, dois contra um, quem perde é quem? - revirei os olhos e deitei em sua cama. Sua coberta era quentinha. Ele se juntou a mim, mas ficando por cima da coberta.
- Você colocou o ar para esquentar?
- Foi, talvez ajude sua dor passar também. - sorri
- Eu adoro sua família, eu jamais proibiria eles de ver meu bebê.
- NOSSO bebê. - me corrigiu
- Nosso bebê.
- Vamos arrumar um nome?
- Vamos.
- Que tal Rafael?
- Rafael você já tem?
- Que qui tem?
- Rafael não. Bernardo é um nome bonito
- Não quero Bernardo.
- Mas é um nome bonito, fala Bernardo.
- Rafael é mais.
- Miguel eu gosto. Davi também.
- Davi é o nome do filho do Matheus.
- Ahhh, eu não sei um nome. Deixa pra lá.
- Temos tempo ainda.
- Sim. Eu não queria fazer chá de bebê.
- Ata, vai ter chá de bebê sim.
- Mas não sei se estou afim.
- Se não está, vai ficar.
- Está passando a dor.
- Que bom.
- Acho que você já pode me levar em casa.
- Arleyde falou pra mim esperar um pouco pra depois soltar para a imprensa.
- Como ela reagiu?
- Ficou surpresa, assim como todos, assim como eu e você. - riu.
- É tão ruim né, algo não planejado.
- Eu não acho, estou feliz por isso. É o melhor algo não planejado que já fiz na vida. - suspirei
- Me leva em casa?
- Você não iria me contar se eu não visse?
- Não pretendia. Fiquei com medo da sua reação. Não sabia o que pensar.
- Esperava que eu fosse gritar, mandar você tirar e sumir?
- Hum, digamos que você acertou em cheio.
- Uau. Desde quando me transformei nesse lixo.
- Eu fiquei com medo da sua reação aquele dia.. da mensagem - falei o mais baixo possível
- Eu não consegui separar as coisas.
- Aquele dia a gente foi bom, até acontecer tudo.
- Foi.
- Eu queria que tudo tivesse terminado de outra forma.
- Eu também
- Mas terminou como tinha que terminar - forcei um sorriso.
- Se agir feito um louco e perder você fosse como tinha que terminar preferia não ter feito viagem nenhuma.
- As vezes nem tudo sai como a gente espera, Luan.
- Eu sei, mas você está aqui hoje. E eu estou feliz por isso.
- Eu estou feliz de estar aqui.
- Fica aqui, comigo?
- Aqui, dormir?
- Sim, não me pede pra te levar outra vez, gostaria muito que ficasse aqui.
- A gente nem está junto e seus pais..
- Para, somos dois adultos, e eles sabem.
- Eu..
- Você vai ficar? - me olhou esperançoso.

domingo, 19 de março de 2017

Capítulo trinta e nove

Andressa narrando

Estava frio e meu quadril doía bastante. Fiquei deitada em baixo do meu edredom.

- Está tudo bem? Você não saiu da cama hoje.
- Estou sentindo dor no quadril, é por causa do frio. Mas está tudo bem.
- Daqui a pouco você tem que ir jantar com a família do Luan.
- Quero muito ir, mas está doendo muito. - resmunguei baixo - Queria estar cem por cento bem para ver sua família.
- Fala pra ele.
- Não. Eu vou melhorar até lá.
- Vou tomar um banho. As meninas disseram que vão vir aqui amanhã.
- Tá bom.
- Estou indo, qualquer coisa me chame.
- Está tudo bem, a dor é normal.
- Mas qualquer coisa me grita. Venho correndo.
- Certo

Acabei pegando ao sono e acordei sentindo uma mão em meu rosto.

- Oi.
- Meu Deus.. Acho que perdi as horas.
- A Sarah disse que você estava com dor.
- É, meu quadril está doendo.
- Eu vou ligar pra minha mãe...
- Ei, não. Eu vou levantar e vamos.
- Está frio lá fora, não tem problema a gente deixar esse jantar para outro dia. - revirei os olhos e me sentei.
- Eu quero ir, e eu vou. Se você não quiser eu vou com o meu carro. - ele sorriu e levantou.
- Já tomou banho?
- Vou ir agora.

Ele me pegou no colo, caminhando até o banheiro.

- Porque você está me carregando?
- Porque eu quero.
- Olha só.
- Essa lingerie você nunca usou comigo.
- É nova, meus... bom, em alguns lugares estou ficando um pouco mais cheia. - ele olhou diretamente em meus seios
- Pode olhar em meus olhos, Rapaz?!
- Eu estou olhando. - me encarou com um sorriso brincalhão nos lábios.
- Aqui eu consigo. Você pode me esperar no quarto?
- Posso. - me deixou em pé dentro do box.

Liguei o chuveiro e entrei em baixo. O observei tirar o tênis.

- O que você está fazendo?
- Nada. - deixou o tênis de lado, tirou a camiseta, abriu o zipper da calça, tirando-a. Se despiu todo e entrou no box comigo.
- Luan. - me puxou para ele.
- Você não sabe como eu sinto saudade de tudo, Andressa. Eu não vou fazer nada, eu só quero estar aqui, com você, com vocês. Tomar banho com você. Ensaboar o seu corpo.

Minha respiração já tava alterada, eu mal consegui abrir a boca para responder um sincero "tá". Fiquei um tempo parada olhando-o.

- Eu também sinto sua falta. - sussurrei
- Eu faria qualquer coisa pra ter você de volta, Andressa. Eu odeio a ideia de saber que eu fudi com tudo.
- Hoje você acredita se eu disser que não fiz nada para atrapalhar a gente?
- Sim. Me sinto um babaca por não ter deixado você se explicar. Simplesmente botei tudo a perder.
- Mas eu perdôo você. - ele me abraçou forte e ficamos envolvidos por alguns minutos.

Ele começou a me ensaboar, beijou minha barriga me fazendo sorrir alegremente e após e terminou de me ensaboar com todo cuidado do mundo, me senti uma boneca aos seus cuidados. Nos abraçamos outra vez.

- A gente vai chegar atrasados. - sussurei
- Eu cancelaria tudo para ficar aqui com você, ou aonde você quiser.
- Para com isso - sorri desviando meu olhar dele - Precisamos ir.
- Então vamos.

Ele se vestiu e saiu do quarto. Peguei minha calça de moletom, uma regatinha branca e minha jaquetinha de couro, calcei minha botinha. Passei algumas camadas de rimel nos cílios, prendi meu cabelo no topo da cabeça, terminei de me arrumar e estava pronta. Luan estava na sala, conversando com o Igor, as vezes eu ouvia uma palavra de cada rs. Arrumei minha bolsinha e fui pra sala.

- Pronta, vamos?
- Vamos.
- Tchau, arruma alguma coisa pra você comer.
- Já comi na rua.
- Então tá. Tchau amiga - gritei.
- Tchau, vai com Deus. - gritou de volta. - Cuida dele direitinho em, Luan
- Pode deixar.

(...)

- Está calada e encolhida, está tudo bem?
- Sim.
- Fala a verdade.
- Está doendo um pouco, o meu quadril.
- A gente pode ir no médico.
- Essas dores são normais em frio. Estou achando ruim, pois não vou estar completamente bem, ao lado do seus pais.
- Eles vão ficar felizes só de você está la.
- Mas eu queria estar bem.
- Podemos remarcar se quiser.
- Não.. Vai melhorar, eu tomei remédio.
- Se você está falando

Chegamos em sua casa, descemos do carro e caminhamos até a porta. Ele a destrancou, segurei sua mão e fomos.

- Oi filho!
- Chegamos. -  ele me puxou me deixando ao seu lado.
- Oi dona Marizete.
- Oi querida. Óh meu Deus, já está grandinha.
- Sim. - sorri. Logo apareceu seu pai, sua irmã e a Rose.
- Que gracinha, Andressa. - falou Bruna.
- Ele está crescendo bastante.
- Já sabem o nome? - perguntou o seu Amarildo
- Não pensei nisso. - sorri lembrando que devo pensar em um nome.
- Está uma fofura sua barriga - ele disse com um enorme sorriso
- Vai ser um meninão. - rose estava sorrindo como nunca.
- Tomara que nasce logo, a vovó já está morrendo de vontade de pegar você no colo - ela disse diretamente á minha barriga, meu olho encheu d'água, qualquer coisa estava me deixando emotiva.
- Fomos pegos de surpresa, mas estamos muito felizes com a gravidez. Zetinha estava morrendo de medo de você não vim e nos afastar.
- Jamais faria isso, seu Amarildo.
- Ainda bem. - sorriu.
- Vamos comer, tô com fome. - luan falou
- Vamos.
- O cheiro está delicioso.
- Tomara que a comida também. - falou Rose sorridente.

Capítulo trinta e oito

Luan Narrando

Cheguei em casa e sentei no sofá.

- Mãe, pai, Bruna, Rose. Todo mundo que está aqui. - eles apareceram, menos a Bruna.
- Oi filho. - falou minha mãe
- Tenho uma coisa pra contar.
- O que foi, Luan? - meu pai cruzou os braços
- Toma. - entreguei as duas fotinhas para eles.
- Um bebê? Isso significa o que?
- Isso mesmo que a senhora está pensando.
- Você vai ser pai? Quem é a mãe?
- A última mulher que estive?
- Não sabemos.
- Sim, vocês sabem.
- A Andressa?
- Isso.
- Mas vocês estão separados.
- É, mas ficamos juntos por um tempo, né?!
- Ela está de quantos meses?
- Pai, é meu. Eu sei que é meu.
- Eu não sei o que falar.
- Nem eu.

Passei as mãos no rosto.

- Vai ficar tudo bem.
- Hoje eu esqueci de ir na consulta com ela. E ela está puta da vida comigo, eu continuo fazendo tudo errado.
- Trás ela aqui. - minha mãe falou.
- Ela não quer nem me ver, mãe. - ri amarelo
- Eu quero vê-la. Eu vou ser vovó. - minha mãe sorriu.
- Vovó? - Bruna chegou junta ao Breno.
- Seu irmão vai ser pai.
- O pi?
- Se tem outro? - perguntei rindo.
- Sério, de quem?
- Pô, parabéns boi. - Breno falou batendo nas minhas costas.
- Valeu.
- A mãe é quem?
- A Andressa.
- Ah, ela tem cara de que vai ficar bonita com a barriguinha.
- Ela já ta!
- Trás ela aqui, pi.
- Não estamos namorando.
- Ela é a mãe do teu filho. Fala que a gente quer vê-la. Ela vai aceitar.
- Vou tentar pai, depois de hoje..
- O que aconteceu hoje?
- Tinha uma consulta pra saber o sexo e eu esqueci completamente
- É o que?
- Aqui as fotinhas. - minha mãe entregou pra ela.
- É menino.

Conversamos mais um pouco e subi. Tomei um banho, assim que saí do banheiro dei de cara com meu pai.

- Vocês planejaram?
- Não pai. Eu nem sei quando foi, não faço ideia. Mas eu confio nela.
- Não sei se você confia. Se você confiasse vocês não teriam terminado. - engoli em seco
- Mereci essa.
- Não é dessa forma que eu quis dizer.
- Eu entendi pai!
- Você sabe que vai ser difícil?
- Sei
- Está preparado?
- Tenho que estar pai! Se não estou tenho que ficar.
- Tenha responsabilidade viu. Filho não é brincadeira, não a deixe cuidando sozinho. Ela vai precisar muito de você. Ainda mais que os pais estão longe, principalmente a mãe.
- Eu sei.
- Sua mãe ainda está anestesiada. Mas não quer transparecer, você a conhece.
- Aconteceu..
- E que você assuma.
- Com certeza, eu fiz.
- Que venha com saúde.
- É.

No dia seguinte. Acordei cedo, e fui tomar uma chuveirada. Vesti minha roupa e desci.

- Bom dia, filho.
- Bom dia. - beijei sua testa. - Bom dia, Rô.
- Bom dia querido. Fiz bolo de limão. Come. - sentei com elas e comi, meu pai logo apareceu, se juntando a nós.
- Você arruma um pedaço desse bolo pra mim?
- Claro.

Cheguei em frente o apartamento da Andressa. Quem atendeu foi seu primo.

- E ai.
- E ai  - respondi.
- O que você quer? Porque a Andressa está dormindo e odeia que acorde ela.
- Eu á conheço.
- Beleza.
- Mas eu trouxe um negócio e pretendo entregar diretamente á ela. - ele ficou me olhando.
- Deixa ele entrar, Igor.
- Tô pensando ainda, ontem a Andressa chorou e tenho quase certeza que foi por causa dele. - fiquei quieto, já eu tenho certeza que foi pelo que fiz, ou melhor, não fiz.
- Mas pode deixa-lo entrar.
- Beleza.

Entrei e olhei para a Sarah.

- Pode ir lá, você sabe que ela está dormindo e que ela acorda uma fera quando não acorda por vontade própria.
- Eu sei lidar... Posso?
- Sim.

Entrei em seu quarto, ela estava toda esparramada na cama, só dava para ver seus cabelos escuros. Sentei e tirei um pouco de sua coberta. O que me alegrou foi vê-la com uma blusa minha. Eu nem lembrava dessa.

- Ei. - ela suspirou fundo mas não acordou. - Acorda. - acariciei seu rosto e ela abriu um olho - Oi
- Quantas horas?
- 8h30
- Luan!!! - respondeu frustada e ri - Eu dormi mal essa noite, estou morrendo de sono.
- Porque você dormiu mal.
- Minha barriga está incomodando, e não conseguia achar uma posição que favorecia.
- Eu trouxe um pedaço de bolo de limão pra você. Uma vez me disse que gostava muito.
- Gosto. - ela sorriu.
- Me desculpa por ontem. Eu estou muito vidrado em lançar o dvd.. Eu realmente esqueci, não foi por maldade. Eu to amanhecendo e passando o dia no Dudu, para resolver tudo.
- Tudo bem, Luan. - ela coçou os olhos e sentou na cama, fazendo um coque no cabelo. - Já venho.
- Tá! - levantou, arrumando a blusa.
- Para de olhar.
- Não estou.
- Você está.
- Estou mesmo, você tem um corpo lindo, seria estranho se eu não olhasse, não acha?
- Corpo lindo? Estou ficando gorda e você está dizendo que tenho um corpo lindo?
- Você está grávida. E sim, continua com linda! - revirou os olhos e foi pro banheiro.

Encostei na parede e fiquei esperando. Minutos depois, ela apareceu e sentou do meu lado.

- Toma.
- Você comprou ou alguém fez?
- A Rose fez, e está gostoso. Come.

Destampou a vasilha e pegou um pedaço sorrindo como se aquilo fosse a coisa mais bonita que ela ja viu e comeu com gosto. Não sei o que estava acontecendo, mas fiquei excitado em vê-la comendo o bolo com toda vontade.

- Obrigada, agradece ela por mim.
- Eu contei para os meus pais.
- Con-contou?
- Contei. Eles me falaram para te levar lá, para jantar com a gente.
- Ah.
- Vamos?
- Que dia?
- Hoje, ou no dia que der pra você.
- Eu combinei de jantar com a Sarah e o Igor hoje.
- A gente pode deixar para outro dia. - Sarah falou do corredor.
- Sarah, o que você está fazendo aí?
- Nada, só estava passando no corredor e ouvi meu nome.
- Aham.
- É sério, estou me arrumando pro serviço.
- Certo. Eu vou. - me olhou
- Então tá.
- Que horas tenho que estar lá?
- Eu vou te buscar né.
- Ok.
- Eu acho que conheço essa blusa. - ela olhou pra blusa e sorriu, enquanto suas bochechas ficavam rosadas. Eu amo essa mulher.
- É que ela é soltinha, boa pra dormir. - sorriu envergonhada.
- Sinto sua falta, Andressa. Quando paro para pensar na burrada que fiz.. Se eu pudesse voltar no tempo jamais teria agido daquela forma. Tenho medo de não conseguir ter você de volta.

Capítulo trinta e sete

Hoje era o dia da consulta, estava saindo do banho e parei em frente ao espelho. Sempre me olhava para dar uma conferidinha na minha barriga que estava crescendo cada vez mais e ficando uma graça. Coloquei uma legging preta e uma camisa jeans, calcei uma sapatilha e comecei a pentear o cabelo.

- Você vai sozinha? Não queria que fosse!
- O Luan vai comigo.
- Ah que bom. Bom que você não ficará ouvindo: hoje o pai veio? - rimos - Eu queria que vocês voltassem. Mesmo ele tendo feito burrada em te acusar de algo completamente desnecessário e que você não fez, eu gosto de vocês dois juntos, e vejo que ele gosta de você também. Se existe recíprocidade porque ficar separado?
- Esse assunto agora não, por favor.
- Ok, ok. Termina de se arrumar que ele deve já está chegando.
- Sim.

Terminei de me arrumar e fiquei na espera do Luan, mas ele já estava atrasado. Resolvi ligar em seu celular e deu desligado. Susperei fundo e esperei mais um pouco. Peguei a chave do meu carro e fui saindo.

- O Luan não vem?
- Parece que não. - forcei um sorriso olhando diretamente para a porta.
- Estou indo.
- Não queria que você fosse só.
- Sarah, gravidez não é doença e consigo dirigir perfeitamente.
- Não está mais aqui quem falou.
- Vou indo, daqui a pouco estou de volta.
- Ele não disse porque não vem?
- O celular dele está desligado.. mas eu sou acostumada com bolos. Tchau.
- Se você me esperar eu vou com você.
- Não dá tempo, está tudo bem! Estou indo
- Tudo bem.

Desci até o estacionamento, entrei em meu carro e fui. Chegando lá, fiquei esperando me chamarem. Enquanto isso reparei uma mulher grávida, parecia estar com 8 meses, a barriga enorme e o pai sorridente ao lado passando a mão na barriga da esposa e os dois brincavam e conversavam

- Andressa. - sorri e levantei
- Oi.
- Oi, está animada?
- Muito.
- Isso é bom.

Fiz o procedimento de sempre e deitei na maca para começarmos a ultrassom obstétrico.

- Já da pra saber o sexo, hoje você pretende?
- Sim.
- Então olhe. - olhei - Consegue ver?
- É um menino?
- Sim, é um menino. As batidas está tudo certo, ele só vem crescendo.
- Que gracinha, lembro de quando ele era uma ervilinha. - o médico sorriu.

Já vestida e pronta para ir embora.

- Quer levar as fotos tiradas e o cd para ouvir os batimentos?
- Claro que quero.

Esperei alguns minutos e o médico trouxe até mim. Me acompanhando até fora da sala.

- Você namora? - ele falou baixo, estranhei completamente.
- Não.
- Adoraria te levar para jantar..
- Eu não acho que seja uma boa ideia. Eu..
- Tudo bem, mas se um dia você topar. Só como amigos. Não passa disso.
- Ok. - ele sorriu e se virou me deixando sozinha, caminhei ate meu carro e entrei

Cheguei em casa.

- Amiga. - ela apareceu da cozinha.
- Oi?
- Olha aqui. - entreguei as fotinha pra ela - É um menininho.
- É menino? - ouvi a voz do Luan, saindo da cozinha também.
- É. Olha aqui. - sorri. Ele pegou da minha mão.
- Já está grandinho.
- Sim. O coraçãozinho dele bate tão fofo. É uma sensação única amiga.
- Eu imagino.
- Tem um cd, depois eu te mostro. Vou deitar um pouco.
- Eu quero falar com você. - Luan falou.
- Você pode ir embora? Depois a gente se fala.
- Andressa..
- Estou exausta, Luan. Por favor vá embora.
- Eu estava no dudu, e esqueci completamente a hora.
- Está tudo bem. Pode levar a fotinha com você! Eu tenho um monte aqui. - me virei indo para o quarto e Luan veio atrás.
- Por favor, me desculpa.
- Não estou com raiva! Eu só quero descansar. Por favor, vai embora, conversamos depois.
- Me desculpa. Não fiz por maldade, eu realmente esqueci.
- Tudo bem, Luan. Você pode ir embora?
- Eu queria ficar aqui com você.
- Mas eu quero que você vá embora. Só isso. - suspirou fundo
- Ok.. Certo.
- A Sarah abre lá pra você. - me virei, deixei minhas coisas na cama e peguei um vestidinho caminhando para o banheiro.
- Andressa..
- Tchau Luan.

Bati a porta e entrei. Fiquei um bom tempo lá e saí.

- Está chorando? - olhei pro Igor na porta do meu quarto.
- A Sarah te contou? É menino.
- Sério. Aí já vou poder ir embora, vai ter um homem na casa. - sorri e deitei na cama. - O que você tem?
- Nada.
- Porque estava chorando?
- De felicidade.
- Ah, qual é Andressa.
- O que foi, não é nada.
- Você não chora assim
- Tô grávida e emotiva, lembra?
- Então tá, se você diz, ok. - sorri.

Capítulo trinta e seis

- Luan.
- Você pode ter o tempo que quiser. Eu não vou te pressionar, não tenho esse direito. Mas me deixa estar presente eu quero estar perto.
- Tudo bem. Eu deixo você participar. - arqueei as sobrancelhas, animado
- Quantas semanas você está?
- 12
- Nossa. Passa rápido. - ela sorriu.
- Eu não vou importar se você não contar para ninguém. Vai ser melhor para você.
- Se você parar eu agradeço. - ela suspirou
- Ok.
- Aquele dia que eu te vi no aeroporto.. eu pensei que ele era seu namorado. Se não tivesse ninguém perto eu teria.. sei lá, estava transtornado. - falei baixo - Eu não tenho esses pensamentos doentil, mas foi estranho te ver ao lado de outro...
- Ele é meu primo. Como um irmão.
- Estou bem melhor depois de saber disso. - ela sorriu. - Eu levei um celular pra você.. mas a Sarah disse que você tinha viajado e me encurralou também.
- Ela não me disse nada.
- Não? - ri
- Não.
- Ah. O celular está lá em casa, você vai pegar ok?
- Eu vou comprar um pra mim.
- Andressa, eu quebrei seu celular, para de ser teimosa.
- Certo.
- Você já sabe o que é?
- Não, o médico disse que na próxima consulta eu já saberia. Mas eu disse que não sei se iria querer saber o sexo.
- Atá.
- Você quer?
- Querer eu quero, mas você quem escolhe.
- Uhum.

Uma hora depois a deixei em casa e fiquei andando em são paulo. Sem rumo. Não saberia como contar aos meus pais que iria ser pai. Agora, e sem planejamento. Tudo bem que já sou adulto o suficiente, mas não é algo que pensei ser agora ou que estava preparado. Cheguei em casa e não tinha ninguém. Até estranhei. Passei o dia todo sozinho. Meus pais chegaram no fim da noite. Saí do quarto.

- Oi filho, passamos o dia conhecendo lugares novos aqui
- Ah que bom
- Tem muito tempo que você chegou?
- Sim.
- E conseguiu falar com ela?
- Foi difícil mas sim.
- Que bom filho, trás ela aqui pra jantar com a gente. Adoramos ter conhecido ela. Já te falamos isso.
- Não voltamos mãe! Mas eu vejo com ela.
- Dá seu jeito, sabemos que você consegue.
- Vou tentar.

Andressa narrando

Uma semana se passou, Luan havia trazido o celular e trouxe também vários doces dos que eu gostava. Ele me ligava todos os dias para saber como estava, disse que hoje estaria em São Paulo e que chegaria para me ver.

- Oi! - sarah chegou, estava deitada no sofá na escuridão.
- Oie, como foi o serviço?
- Legal! Tem uns cliente que andam perguntando de você.
- E você disse que estou viajando, certo?
- Sim.
- Ufa.
- O seu primo está aonde?
- Não faço ídeia. Ele saiu faz tempo.
- Hum.
- O Luan deve vir aqui hoje.
- Vocês voltaram?
- Eu disse que ele poderia participar da gravidez. Mas acho que ele está com vergonha de contar pra alguém, pois não disse nada pra ninguém.
- Talvez ele esteja criando coragem amiga, saber que terá um filho não é fácil.
- Eu sei, eu o entendo. Está muito difícil pra mim também.
- Então não pensa isso de vergonha.
- Foi bobeira minha.
- Vou tomar um banho.
- Ok.

Fiquei deitada assistindo televisão e quase peguei no sono. Me dispertei com a campaínha tocando. Saí do sofá e fui atender.

- Oi - sorri.
- Estava dormindo?
- Quase.
- Está com cara de sono - riu - Está com fome? Eu trouxe isso. - me mostrou a caixa da pizza.
- Hummm, sim. Vem. - segurei sua mão levando-o até o sofá.
- Tudo bem com esse meninão ai? - ele sorriu
- Porque você cisma que é menino?
- Porque eu acho que é!
- Você quer saber?
- Não. - ele falou baixo
- Minha consulta é depois de amanhã, podemos ir daí descobrimos.
- Não precisa.
- Iremos.. Eu já ouvi o coraçãozinho batendo, foi a coisa mais linda.
- Que dia a gente vai no médico? - perguntou sorrindo como uma criança
- Depois de amanhã
- Ok! Agora come. Pedi metade calabresa e metade portuguesa.
- Eu queria comer da sua hoje.
- Pode comer.
- Tem suco e refrigerante. O que você quer?
- O que você vai beber?
- Eu não bebo muito refri por causa do neném. Ando tomando mais suco.
- Então pode ser suco.

Fui até a cozinha, peguei os copos e o suco. Entreguei á ele e começamos a comer.

- Seu primo vai morar aqui?
- Vai.
- Ah!
- Ele é uma pessoa boa, vocês só não foram bem apresentados.
- Eu não disse nada - ficou em silêncio por alguns minutos - mas vocês já ficaram?
- Ele é como um irmão pra mim, Luan, crescemos praticamente juntos.
- Entendi, ele é primo como irmão.
- Sim! Eu nunca fiquei com primos. E olha que tenho vários.
- Seus pais tem muitos irmãos?
- Minha mãe tem 4 e meu pai 4 e todos com filhos.
- Família grande.
- Eu diria que não iria ficar tão feliz em levar você numa festa com a família unida.
- Valeu ai, pela parte que me toca.
- Por um lado não iria gostar, mas pelo outro sim.
- Porque não iria gostar?
- Porque eu ficaria com ciu.. - prestei atenção no que estava falando e não queria continuar. Ele sorriu e mordeu um pedaço da sua pizza.
- Que bom que ainda sente algo.
- Eu não disse nada.
- Eu sei. Eu ainda acho estranho a forma que agi com você, nunca fui ciumento..
- Era o que você me dizia.
- Era o que eu também achava até começar a sair com você! - bebi um gole do suco para desgrudar os olhos dele.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Capítulo trinta e cinco

- Andressa.
- EU DISSE AGORA. EU NÃO QUERO MAIS TE VER, VOCÊ FOI UM ERRO, A ÚNICA COISA BOA QUE ME DEU FOI ESTE FILHO. VAI EMBORA.
- Não me pede isso.
- EU DISSE AGORA! SAIA DAQUI. - levantei
- Ai minha barriga. OLHA O QUE VOCÊ FEZ. Ai.. está doendo muito.
- O bebê? O que foi?
- Chama meu primo, está doendo minha barriga. Eu odeio você. AAAAAIIIIII

A peguei no colo enquanto ela tentava se arrancar de meus braços.

- Eu te odeio. Se eu perder meu filho por sua culpa eu nunca mais vou te perdoar.

Quando chegamos ao terraço vi seu primo conversando com a Sarah. E andressa não parava de gemer e chorar em meus braços.

- QUE PORRA VOCÊ FEZ? - ele gritou.
- Abre meu carro pra mim. - tentei manter a calma.
- Se você fez alguma coisa com ela eu vou te matar.
- Abre a porra do meu carro, ela está passando mal será que você não vê? Está no meu bolso.

E assim ele fez. Coloquei Andressa no banco do passsgeiro e seguimos em direção ao hospital Albert Einstein.

- Está doendo. Eu te odeio Luan. Eu te odeio muito.
- Não fala isso.
- Eu te odeio. - ela disse baixinho.

Por fim chegamos. Estava completamente vazio.

- É urgência.. - falei para a moça. Logo apareceram dois enfermeiros e a colocaram na maca
- Luan.. - ela disse baixinho e suspirei fundo. Passei as mãos na cabeça.

Prenchi sua ficha com o que sabia e sentei no final do corredor. Perto da porta onde saíam os médicos. 10 minutos depois um apareceu.

- Ela está bem? e o bebê?
- Foi só um susto. Eles estão bem. Você pode acompanha-la.

Ele me levou até a sala dizendo o que aconteceu e fiquei parado ao lado dela que estava dormindo. Passei a mão em sua barriga, beijei sua testa.

- Me desculpa, eu vou cuidar de vocês dois. Você deixando ou não. Seremos nós três. Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com vocês. Eu amo você Andressa. Eu nunca sofri tanto por ficar longe de alguém. Se você deixar eu vou cuidar de vocês com todo amor do mundo.

Ela dormiu por uma hora e meia. Fiquei andando pelo quarto. Segurei sua mão beijando-a. Avistei seus olhos abrindo e a encarei, soltando sua mão.

- Meu filho??
- Está tudo bem. Foi só um susto.
- Ah, graças a Deus.
- Logo vão te dar alta e te levarei pra casa. Já falei com a Sarah
- Obrigada.
- Me desculpa, não queria causar nada. - ela só me encarou e fechou os olhos. - Eu queria que você me desse outra chance.
- Luan.
- Eu estou disposto a ganhar o seu perdão e lutar pela gente.
- Não é tão fácil o quanto você estâ achando que é.
- Por isso eu disse, estou disposto a lutar pela gente. Eu sei que errei, reconheço o meu erro. O quanto fui arrogante, mas eu quero você, eu nunca deixei de te querer e eu não vou desistir de você, mesmo que você já tenha desistindo de nós. Eu estarei te lembrando todos os dias o quanto você é especial e que sou louco por você. Eu só preciso de uma outra chance.
- Você não confia em mim.
- Eu confio em você, eu confio muito. Aquilo foi um momento que não pensei direito. Lembrar de ter tratado você daquele jeito vem me comendo vivo, eu sinto sua falta mais do que qualquer outra coisa. Eu vou implorar seu perdão até você aceitar. Eu não digo que não vou errar outra vez, pois sou humano, mas eu quero ter você, Andressa. Quero ser completamente seu, quero ser aquele que você liga dizendo "eu estou com desejo de tal coisa, você pode comprar pra mim". Eu quero ser aquele que você ligue e diga que está com saudade. Quero passar os meus dias de folga ao seu lado. Quero conversar com você até o sol aparecer. Quero poder te ligar e dizer que não aguento mais de saudade. Quero ter ter brigas limpas e sexo de reconciliação sujo. - ela riu - Eu quero ser seu, seu namorado, seu amigo, seu companheiro, quero ser o que você precisa. Eu quero você, Andressa.

Capítulo oitenta e quatro

- Não, eu te acordei? Não lembro. - Ahhhh. Certo - ri - Porque o que eu fiz? - Nada. É coisa atoa. - Amor, o que eu fiz? Você não ia per...