sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Capítulo Dois

A noite passou tranquilamente, foi de risadas e alegrias. Gostei de conhecer cada um deles. Era quase três, quando resolvi ir embora, mas a Sarah não tinha condiçoes de me levar, então peguei meu celular para ver se o Uber me buscava e me levava até em casa.

- Mas amiga, está tarde. É perigoso.
- Não é, eu já conheço alguns. Esqueceu?!
- São três da manhã, tá doida, nunca que deixaria você ir sozinha essas horas.
- Eu já tenho 23 anos, gata! Sei me virar.
- Eu estou indo embora, também, se quiser, posso levar ela. - arregalei os olhos pra sarah, minha vontade era esganar ela.
- Não precisa, eu vou de uber, não vejo problema nisso.
- Ela aceita a carona Luan.
- Sarah! - a repreendi - Eu disse que vou de uber. Está tudo certo
- Minha carona é grátis, pensa pelo lado bom.
- Você bebeu também! Vai que a polícia nos para.
- Eu vou com cuidado, e bebi pouco! Só pra distração.
- Não, obrigada.
- Prometo ir com todo cuidado do mundo, pode confiar. - encarei a Sarah, ela me olhou praticamente dizendo: vai amiga, aproveita. Revirei os olhos.
- Certo, vamos
- Aê.

Nos despedimos de todos e caminhamos até seu carro, que era uma ferrari branca, de deixar qualquer ser humano impressionado.

- Belo carro.
- Com certeza

Entramos, coloquei o cinto e as únicas palavras que trocamos foi sobre meu endereço. Ele ligou o som baixinho. Estava super nervosa. Não entendi porque ele resolveu parar no sinal vermelho, sendo que não vinha nenhum carro. Na verdade não tinha quase carro nenhum nas ruas. Ok!

- Passamos a noite toda juntos, e não sei qual é seu nome.
- Andressa.
- O meu é Luan, não sei se você me conhece.
- Não conheço. - sorri.
- Isso é bom. - riu - Você mora com seus pais?
- Sozinha.

O resto do trajeto foi feito em silêncio. Quando chegamos em frente ao meu prédio. Agradeci mentalmente por ter chego.

- Muito obrigada.
- Foi um prazer!

Fui abri a porta mas estava trancada.

- É.. a porta
- Você pode me passar seu número.
- Meu número?
- Bom, acho que sim. - o encarei - Você namora? Eu não perguntei, foi mal.
- Não namoro
- Ah, então tá.

Destrancou a porta e abri, colocando uma perna pra fora

- Mas se você quiser me passar seu número, eu ainda aceito. - ele riu.
- Hum.. anota aí.

Passei meu número, e ele sorriu.

- Tem certeza que se eu te chamar qualquer dia aí, não vou ser respondido pelo seu namorado?
- Se eu tivesse um seria um começo, mas não tenho, então a resposta é não! - ri
- Então tá
- Tchau, obrigada pela carona, você foi muito gentil.
- Por nada, linda. - sorriu

Saí do seu carro e segui em rumo ao meu apartamento.

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